terça-feira, 23 de maio de 2017

Terror pleno no novo 8º vídeo do canal

Eita que saiu vídeo novo! Assista no player acima ou no YouTube, clicando aqui.

Sabe aquele filme que nos acompanha a vida toda e usamos como parâmetro para todos os outros do mesmo gênero? Pois é, falo sobre o meu favorito de terror.

Pra variar, depois que gravo e edito cinto que ficou um monte de coisa de fora. Fica pra, quem sabe, um “volume 2” do mesmo assunto ou vamos conversando por aqui.

Se você ainda não se inscreveu no canal DolceVideo, por favor, se inscreva! Melhor jeito de você ser informado de uma atualização, já que nem sempre consigo atualizar com a periodicidade que gostaria.

Também é importante dar seu like no vídeo assistido para que mais gente assista e incentivar a realização de outros. Por fim, assista! Espero que goste, evidente.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Morte imita a arte: Coincidência em As Diabólicas

A atriz Véra Clouzot é daquelas celebridades que tiveram sua morte mais noticiada do que sua carreira em si.  Seu trabalho mais lembrado, claro, é As Diabólicas (Les Diaboliques, 1955) em que atuou sob direção do marido de Henri-Georges Clouzot.

Carioca, nascida Véra Gibson-Amado, mudou-se para a França assim que acabou a Segunda Grande Guerra, quando tinha 31 anos de idade. Ela casou pela primeira vez com o franco ator Léo Lapara, que conheceu durante uma turnê dele pelo Rio de Janeiro.

Prima do escritor Jorge Amado e filha do jornalista e político Gilberto Amado, tinha apenas dois anos quando seu  pai se envolveu num escândalo nacional. Após a cerimônia de inauguração da “Sociedade Brasileira dos Homens de Letras”, Gilberto discutiu com o escritor Aníbal Teófilo que não concordava com algumas de suas críticas, acabando por assassiná-lo.
A carreira de atriz só começaria ao casar com Henri-Georges Clouzot, parceria iniciada quando ela era sua assistente. Ao todo participou de apenas três filmes, todos dirigidos pelo marido.

O nome de Véra Clouzot passaria a ser conhecido em todo mundo por As Diabólicas, suspense considerado uma obra prima, que protagonizou ao lado de Simone Signoret. Precocemente ela faleceu em 1960, aos 46 anos de idade.
A imprensa mundial imediatamente colocou spot em sua morte ao descobrir que ela sofreu um ataque cardíaco. Tal e qual a frágil diretora do colégio que interpretou em As Diabólicas cinco anos antes. A coincidência

Veja também:
Assassinato por asfixia de monóxido de carbono pode não ser coisa só de cinemaTriste (tristíssima!) vida de Suzan Ball
Sexo, álcool e morte no primeiro grande escândalo de Hollywood


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cine Bizarro e os bons tempos da WBtv

Se tudo parece um grande marshmallow de groselha na TV paga de hoje, saiba que nem sempre foi assim. Em seu princípio, 1996/1997, canais como o WB TV (aka uórner) eram a fonte para conteúdo inédito ou raro no Brasil.
O canal misturava bem atrações recentes como a série As Aventuras de Brisco County Jr, estrelada por Bruce Campbell e as mais variadas produções de seu acervo. E era assim que tínhamos a sensação que aquilo era uma emissora de TV pertencente a tradicional Hollywood, aquela fábrica de sonhos dourados.

Era um valioso acesso ao entretenimento de todos os tempos, um diferencial às mesmices popularescas da TV aberta do Brasil. Lembrando que não havia internet, informações vinham por jornais e revistas, que invariavelmente cozinhavam material estrangeiro e o resto dos mortais sonhavam quando poderiam assistir àquilo..

Focando exclusivamente no canal da Warner, distribuído junto ao da Sony (melhor lugar para se ver séries como Friends, antes dela ir para a Warner) deixou muita saudade a sessão de filmes chamada Bizarro. Ela ia ao ar a partir da uma da manhã de todo sábado para domingo e valia a pena ficar em casa para ver.

Ver com uma fita virgem no videocassete, porque, meu amigo, ali era só biscoito fino! Clique no player abaixo e assista a uma chamada de Death Curse of Tartu (1966 de William Grefe) pra você ter uma ideia do espírito (de porco?) da sessão Bizarro.
Está em espanhol porque por muito tempo os sinais destes canais eram o mesmo para toda América Latina e azar o nosso não falar espanhol. Mas os programas em sua maioria possuíam legendas em português, às vezes quando dava pau, não exibiam legendas em idioma algum, mas isso era só às vezes.
Todos aqueles filmes independentes/europeus que a Warner passou a vida toda comprando pra distribuir nos EUA em sessões duplas, cinemas de bairro e similares, agora ela exibia na TV! Joias como From Hell it Came (1957 de Dan Milner) com seu indefectível monstro-árvore sedento por vingança estava finalmente ao nosso alcance.
Monstros de toda espécie passavam por ali! E dinossauros (bombando nos cinemas 90’s com Jurassik Park, risos) não ficaram de fora com Quando os Dinossauros Dominavam a Terra (When Dinosaurs Ruled the Earth, 1970 de Val Guest), clássico da Hammer com a playmate Victoria Vetri e Dinossauro! (Dinosaurus!, 1960 de Irving S. Yeaworth Jr.).
As vítimas geralmente nestes filmes da Bizarro morriam em areia movediça. Por onde anda a areia movediça? Beijos pra você areia movediça!
Do Japão tivemos a oportunidade de conhecer Mothra, A Deusa Selvagem (Mosura, 1961 de Ishirô Honda). Nem Tóquio, nem a gente conseguíamos nos recuperar após conhecer essa  borboleta gigante meio enfeite natalino.
Mas não era apenas produções de ficção científica e terror exibidos neste horário. Foi lá que pude conhecer Polyester (1982 de John Waters), numa época que os únicos filmes disponíveis do diretor no Brasil eram os familiares Hairspray (1988) e Cry-Baby (1990).
Por anos fiquei assistindo a cópia que fiz em VHS de Polyester. Só com o advento da internet percebi que haviam muitos cortes e qualquer referência ao Odorama estava suprida, mas era tudo o que tínhamos, né?

Depois do filme principal era mostrado um episódio de anime tosco 60’s como Marine Boy. Eu nunca havia ouvido falar, mas a musiquinha tema, que você pode ouvir no player abaixo é difícil de esquecer.
Claro que agora temos tudo isso e muito mais no YouTube, Netflix, Blu-Rays, downloads, etc. mas pra pagar pra ver televisão eu preferiria pagar pra zapear e me surpreender. Mesmice por mesmice eu fico olhando pra Maila, minha gata, lavando o rosto. Bonito e é de graça.

sábado, 13 de maio de 2017

Surpreenda-se com os cenários de Scooby Doo sem Scooby Doo

Exatamente onde começou seu apreço por histórias assustadoras? Talvez seja inconsciente, mas o primeiro contato com monstros e fantasmas de muita gente veio daquelas duas primeiras temporadas de Scooby-Doo produzidas entre 1969 e 1970.

Sim, “Scooby Doo, Where Are You!” era aquela série clássica onde os nossos amigos caçavam figuras diabólicas que na verdade eram bandidos. Depois, Scooby Doo nunca mais seria tão fabuloso!

Nessa época os estúdios da Hanna-Barbera contaram com o trabalho do artista Walter Peregoy. Ele vinha de um período célebre na Disney, onde pintou, entre outras coisas, os cenários da obra-prima A Bela Adormecida (Sleeping Beauty, 1959 de Clyde Geronimi e outros).


É possível identificar muito do trabalho de Peregoy nos cenários estáticos dessas temporadas de Scooby Doo. O Dread Central separou alguns frames que além de artes belíssimas ainda se tornam mais sombrios vistos fora de contexto.

























quarta-feira, 3 de maio de 2017

Uma Pantera às voltas com a censura brasileira

Sumára Louise é aquela pessoa que a gente não conhece a cara, mas sua voz é manjadíssima! Dublador onipresente da TV brasileira por décadas, emprestou a voz a centenas de filmes e séries como A Gata E O Rato e principalmente As Panteras, como Sabrina Duncan.

Agora infelizmente aposentada, ela já conversou com vários canais do YouTube sobre sua profissão. Ao MultiElton1976 (que você pode assistir na íntegra clicando aqui) Louise lembrou de ter ajudado a transformar a arte da dublagem nacional reverenciada e profissional como é hoje.

Foi durante seu primeiro trabalho, justamente a dublagem de As Panteras (Charlie's Angels) no final da década de 70 que surgiu todo o tempero brasileiro. Época em que o Brasil vivia sob o regime militar e era preciso adiantar cinco episódios do programa para serem avaliados pelos censores.

A árdua tarefa consumia o dia todo de trabalho, entravam no estúdio às oito da manhã e só saiam de lá às duas da madrugada. Mesmo o roteiro do programa sendo um sucesso no mundo todo, aqui não se podia falar várias palavras até tolas, como sutiã ou Fidel Castro, cocaína tinha que virar talco e assim por diante.

Numa empreitada dessas, já cansada, Sumára Louise disse que trocou uma palavra pra outra bem mais coloquial usada no nosso idioma. Até então, esse serviço era extremamente careta e literal, muito distante do que se pode imaginar como sendo uma “versão brasileira”.

O diretor da dublagem gostou da troca, as duas outras colegas na hora quiseram fazer também, e assim, As Panteras no Brasil teve esse diferencial. Era um seriado diferente até no linguajar das personagens, muito mais próximo do que falamos normalmente.
Quem se lembra da primeira versão, a dublagem era realmente marcante, com frases emblemáticas, repetidas por muitas crianças da época.  Assim surgiu coisas como “Freeze, Sabrina Duncan!” ter viradinho “Paradinho aí, Sabrina Duncan!”, quando se aponta uma arma.

Depois do sucesso todo do coloquialismo muitas outras séries passaram a aderir.  Foi assim que em Primo Cruzado (Perfect Strangers) o parente que veio da ilha de  Mypos no Mar Mediterrâneo, passou a ser de Minas Gerais.

Numa reprise recente de as Panteras os episódios foram redublados, mas mantiveram apenas Sumára Louise do elenco original. Uma outra época, em que ela nem se lembra mais quem foram as recentes vozes de Jill e Kelly, já que graças à tecnologia atual basta gravar a voz separadamente, sozinha, e ir embora pra casa.

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