terça-feira, 16 de janeiro de 2018

E eis que a embalagem E-PACK toma conta!

Se o mercado de mídia física está ruim, mantido principalmente por colecionadores, sempre dá pra piorar com uma ideia de jerico dessas, com a desculpa de ser "econômica".

E-pack pelo que dá pra ver são cartelinhas pela internet, inclusive com o furo pra pendurar na loja. Quem é que quer isso? Todos os títulos encontrados assim são da Sony, o que engloba acervo da Columbia.
O Homem-Aranha do Sam Raimi está sendo vendido na Livraria da Folha nesse tal e-pack por R$7,90. DVDs, mídia hoje ultrapassada, custavam em seu auge (quando ainda lutavam contra a pirataria das ruas) entre 10 a 30 Reais, inclusive edições duplas, embalagens tradicionais, etc.

Aliás, estive neste fim de semana em duas Lojas Americanas, as únicas lojas a ainda venderem filmes aqui na cidade de Santos (SP), e a situação é de desconsolo. Primeiro que o que tinha de Blu-ray relevante eu já comprei e segundo que há muito lançamento e relançamento de DVD!
E a preços bizarros! Pra não sair de mãos abanando (na verdade eu precisava de um estojo de plástico pra entregar um trabalho), comprei um que nem faço tanta questão assim por R$20,00 que ainda ostentava selo de PROMOÇÃO.

Difícil entender essa conta. A procura cai, os preços sobem e qualidade despenca... Não tinha que ser o contrário pra preservar o consumidor?

Em tempo, o negócio da China para distribuidoras está mesmo nas plataformas de streaming. Eles estão pouco se lixando em manter um mercado em que o lucro deles não é tão bom.
Veja! O mesmo filme do Homem-Aranha está por R$ 6,50 no serviço de streaming Net Now. Uma diferença de apenas R$1,40 da embalagem e-pack, por algo que não será seu.

No caso isso é o quê? Embalagem hiper, mega, blaster econômica já que ela não existe? Me parece óbvio que muito mais do que os hábitos dos consumidores é a própria industria que não tem interesse em manter a mídia física.

O mais recente vídeo do canal deste blog no YouTube é justamente sobre o "fim da mídia física". Assista no player  ou clicando aqui.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Liz Taylor como você nunca viu

E o título deste post não é mero caça clicks ou força de expressão. Vigília nas Sombras (Night Watch, 1973 de Brian G. Hutton) seria o único filme de terror estralado por Elizabeth Taylor.

Sagrada fase do cinema popular conhecido como “Grand Guinol” onde grandes estrelas da já ultrapassada era de ouro do cinema hollywoodiano toparam participar de filmes de terror góticos ou suspense psicológico. Provavelmente gerada após o super sucesso O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 de Robet Aldrich).
Taylor não estava propriamente decadente, mas abraçou vários projetos diferentes na época, como produções televisivas. Sabiamente percebendo que como fruto dos grandes estúdios poderia ruir junto a eles naquele começo dos anos 70.

Vigília nas Sombras é uma produção britânica com aquele peso estético típico das histórias de casarões mal assombrados. Foi exibido na TV brasileira muitas vezes, mas é pouco lembrado ou conhecido, talvez porque nem todos apreciem quando o indisfarçável sabor kitsh suplante qualquer lógica tradicional de um “bom filme”.
A estrela interpreta uma magnata que está em seu segundo casamento, após o trágico desfecho do matrimônio anterior. O atual marido, que administra seus negócios, é interpretado por Laurence Harvey, parceiro da atriz também em Disque Butterfield 8, e aqui em seu último trabalho exibido enquanto estava vivo.

Atormentada por visões macabras do fim do primeiro casamento, a mulher passa a ver coisas estranhíssimas no casarão abandonado ao lado da sua casa. E mais do que isso não pode ser dito em nenhum resumo para evitar spoilers.
O tempo todo ficamos na dúvida se a história está sendo muito óbvia mesmo , ou se estamos sendo forçados a acreditar nisso. Há um twist final espetacular, que francamente eu me cocei todo pra não publicar prints maravilhosos aqui!

Acho que dá pra falar que a amiga íntima e assessora dela é interpretada pela atriz Billie Whitelaw, que três anos depois interpretaria com seu rosto marcante a esquisita nova babá de Damien em A Profecia. Lembra?
Basta lembrar disso que vem possíveis pistas (ou falsas pistas?) à mente. Você beberia algo servido por esta mulher?!

Bem, outra participação notável é a do rubi “Perfeito”. Liz chega a interpretar com a mão no rosto algumas vezes, acho que pro caso de alguém ainda não ter visto direito o que ela usa.
Existe ostentação e existe o rubi “Perfeito”.

 A gigantesca joia foi presente do amado Richard Burton no natal de 1968! Quando começaram o turbulento romance ele lhe disse que ainda lhe daria um rubi para representar toda sua paixão. Ela respondeu que teria que ser perfeito e assim, anos depois promessa foi cumprida.

Em 2011 “Perfeito” foi vendido por 4,2 milhões de dólares.



sábado, 16 de dezembro de 2017

DVD e Blu-ray – O fim está próximo!

O Dolce Vídeo #14 é sobre o apocalipse da mídia física que todo colecionador de cinema, principalmente no Brasil, já deve ter percebido. Pra onde correr?

Opino sobre o que pode ter acontecido, o que irá acontecer nesses tempos de streaming e downloads e explano um pouco sobre uma possível solução temporária. Com o viés dos transtornos que compras online podem acarretar.

Sim! Tem um momento “Web Diva” contando a minha experiência ruim ao tentar comprar um filme no Mercado Livre. Assista no player acima ou clicando aqui!

No final um unboxing da caprichada edição especial de 60 anos de Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952 de Gene Kelly e Stanley Donan) em Blu-ray. Aquela que vem com capinha amarela de chuva como brinde.

E claro, muito mais! Deixe seu like no vídeo e se inscreva no canal do Youtube.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor



  1. Você nunca obterá mais da vida do que espera
  2.  Mantenha em sua mente as coisas que deseja e fora dela aquelas que você não quer
  3.  As coisas vivem movendo-se e ganham força à medida que fazem isso
  4.  Seja um espectador calmo do que está acontecendo ao seu redor
  5.  Há uma diferença entre a) o mundo b) nossa reação a ele
  6.  Esteja atento ao nosso condicionamento! Solte e dissolva o bloqueio interno
  7.  Interior para o exterior  ~~~ começamos por dissolver a nossa atitude não alterando a condição externa
  8. Veja que não há ninguém com quem lutar, apenas uma ilusão que você vê através
  9. Ninguém pode machucá-lo, a menos que você o permita
  10. Internamente, psicologicamente, não seja ninguém


Tudo facinho, né? E se tá na internet é verdade! O Anorak publicou sem nenhuma fonte, apenas com esse título mesmo:  As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor

Googlando pra descobrir a origem uma surpresa! Há não mil vezes dez dicas preciosas do Bruce Lee!!!

Às vezes são 20 e incluem coisas como “seja como árvore que o vento tenta entortar, mas continua em pé” ou “corte a gordura”. Depende do foco do site.
Ele não treinava pra chuchu, decorava texto, não fazia outra coisa além de criar seus “minutos de sabedoria”. Ele é uma espécie de Luís Fernando Veríssimo das Artes Marciais.

Não digo que ele não tenha falado algumas coisas destas, mas se falou tudo o que está na internet, não fez outra coisa na vida além de falar coisas edificantes. Ou seja, não teria sido o “Grande Dragão”.

Veja também:

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cinemagia, o troféu dos nossos sonhos

Ontem (28) fui assistir ao filme de estréia do Alan Oliveira, CineMagia - A História das Videolocadoras de São Paulo, que foi exibido aqui na cidade de Santos (SP) após duas gloriosas semanas em cartaz no Belas Artes em São Paulo.

Não se faz um filme de um dia para o outro e uma produção totalmente independente aí é que não mesmo. Acompanhei por Whatsapp desde que ele teve o lampejo do projeto muitos anos atrás, mais precisamente em 2014.

Mais precisamente quando ele conheceu uma senhorinha que tinha na sala de sua casa milhares de filmes à venda depois que sua videolocadora (como tantas outras) teve que baixar as portas.

Difícil me manter imparcial com o longa, não só por todo o apreço ao diretor, ao seu esforço e, claro, pelo tema, mas é um trabalho tão apaixonado quanto apaixonante. Um filme necessário como registro da era de ouro do home vídeo nacional, uma história que, graças aos cinéfilos, teima em não ter fim.

O subtítulo ainda é "história das videolocadoras de São Paulo", mas na verdade é do país, visto que a cidade foi o berço do VHS no Brasil, assim como o nosso conceito de videolocadora. Mas nãos e engane com tudo isso, sua matéria prima não são as indas e vindas do mercado, mídia ultrapassada, hits cinematográficos 80's, mas sobre pessoas que lidaram ou lidam com tudo isso.

Bem, assista quando puder! Conheça rostos e nomes que foram importantes na nossa formação cultural, incógnitos do grande público, e até balconistas de locadoras de bairro que foram importantes para muita gente.
Cinemagia deve ser exibido em  outras cidades e depois distribuído nas principais plataformas VOD/streaming e DVD (mídia física sim!!!).

PS: Achei muito bacana que antes de estrear algumas pessoas me recomendaram o filme nas redes sociais, inclusive leitores daqui do blog via e-mail. Associaram comigo sem saber da minha amizade com o Alan (que cacete, só descobri no debate antes da sessão que seu nome se pronuncia Álan, não Alãn, como o chamei a vida toda. Çokorru!!!), o que achei lisonjeador.

Outra coisa, eu todo emocionado ao final (é uma história bem  emocionante!), lendo os créditos finais e por um segundo pensei: "...olha, alguém com um nome igualzinho ao meu...". Eita! Sou eu mesmo!!! Hahahah!!! 🤤

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Conheça a mais bucólica capa de Garganta Profunda em DVD


Garganta Profunda (Deep Throat, 1971 de Gerard Damiano) você sabe. O filme X-Rated que se tornou um fenômeno cultural e ainda catapultou toda a indústria do cinema adulto.

Lendário, ele levou esse tipo de filme a salas de cinema comuns, não apenas os muquifos dos grandes centros. Do mesmo jeito agora tropecei numa edição dele em DVD no Mercado Livre, lançado por uma distribuidora de cinema não pornográfico.
Talvez por isso a capa seja tão estranha. Lembra quase nada a trajetória da pobre moça que fascinou o mundo ao descobrir o motivo pelo qual não sentia prazer: Seu clitóris fica na garganta!

Quem vê a capa da Magnus Opus pode até pensar em se tratar numa poética película dos idos do flower power. Isso, claro, se nunca ouviu falar em Linda Lovelace ou Deep Throat (o que deve ser bem difícil, mas não impossível, né?).

Anteriormente ele foi vendido em bancas pela Planet Sex (aí sim, especializada em produções do tipo) numa autoproclamada “Edição Especial limitada”. A arte da capa reproduzia o grande X com película e fotos de Lovelace, muito parecida a edições gringas.

Na época de sua estreia nos cinemas o Brasil estava em plena ditadura. Obvio que os felizardos que podiam viajar para foro do país incluíam exibições de Garganta Profunda em seu roteiro turístico.

Tempos depois a mesma indústria ajudaria a popularizar o videocassete. E foi no conforto dos lares que Garganta Profunda finalmente seria assistido a contento por brasileiros.

Por coincidência, ontem fui conhecer a Vídeo Paradiso, uma das mais antigas videolocadoras ainda em atividade no Brasil. Eles alugam Blu-ray, DVD e ainda, por incrível que pareça, VHS!

E fuça o acervo daqui, fuça dali, encontrei a fita de Garganta Profunda distribuído pela Zyon. Claro que encontrei muitas outras interessantes que fotografei a capa, mas que não vem ao caso agora.
Não é todo dia que se tem a oportunidade de se fotografar com um pedaço de história em fita magnética... Que sorte danada!

sábado, 25 de novembro de 2017

O que você precisa saber sobre óculos de realidade virtual

Óculos de realidade virtual (VR) já estão ao alcance da grande maioria. O Dolce Video 13 busca esclarecer algumas dúvidas que eu sempre tive e minhas primeiras impressões.

Ainda dou umas dicas de aplicativos que tenho usado com seus devidos links na descrição do vídeo. Tecnologia que, aliás, sempre alimentou a imaginação de fãs de ficção científica.

Como sempre, não deixe de dar seu like no vídeo para ajudar que mais gente o assista e se inscreva no canal. Sinta-se a vontade para comentar com alguma dúvida, correção ou com alguma informação complementar.

Para outros vídeos acesse o nosso canal.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Trilha sonora de Jason guarda um segredo


Um dos motivos para a cine série Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) é a trilha sonora, marcada por cordas e um efeito sonoro bem típico que todo mundo sabe reproduzir vocalmente. Algo como “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Relembre ouvindo no player abaixo. O efeito aparece pela primeira vez exatamente aos 16 segundos.

O compositor Harry Manfredini, fortemente inspirado por Bernard Herrmann, foi responsável por todas as trilhas do Jason na década de 80. No documentário Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013 de Daniel Farrands) ele revela a origem do “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Antes de trabalhar ele assistiu ao filme todo de 1981 e prestou atenção ao close na boca da Betsy Palmer no final, quando se revela que ela é o psicopata e fica reproduzindo a voz de Jason o filho morto que ordena: “Kill Her, Mommy! Kill Her, Mommy!”.
Manfredini então gravou sua voz num sintetizador Echoplex (popular no final dos anos 70 e começo dos 80) com as vogais K e M. E assim descobriu como marcar todas as sequencias com o assassino misterioso que apareceu durante todo o filme apenas em seu ponto de vista.

Seria o que a psicopata estava pensando antes de cometer os crimes, a voz do seu filho morto! Caso você não lembre, no primeiro filme não há o Jason, mas alguém que teremos que desvendar a identidade.

O recurso na trilha é bem interessante não só pela sacada inteligente, mas por ser uma boa pista sobre quem estaria matando os adolescentes do acampamento. Bem, e sobrevivemos até agora sem saber disso!

Veja também:
A verdadeira mãe do Assassino da Encruzilhada
Jason da vida real ainda é um mistério
Diga olá pra mamãe do Jason
Jason encontra Mario Bava (e muito mais gente!)
Related Posts with Thumbnails