quarta-feira, 22 de março de 2017

O Avesso da cena: Olhos hipnóticos de Drácula

 A Hammer inovou, entre outras coisas, na cor! Nunca o sangue havia sido visto em cores tão vermelhas quanto em seus filmes, e é claro, os olhos de Drácula sanguinários como nunca!

Os olhos de Christopher, o maior Drácula desde Bela Lugosi, eram assustadoramente vermelhos. Vermelhos como quem não pisca nunca, como um morto.
Hoje isso é conseguido fácil, lentes de contato coloridas vendem a cada esquina. Em 1966, ano de Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness de Terence Fisher) a coisa não era tão simples inclusive para o ator.
O efeito era conseguido com lentes de acrílico, duras, que se encaixavam no glóbulo ocular. Nas imagens dos bastidores desse filme dá pra ver o maquiador colocando no Lee e claro, imaginar o desconforto dele.
E nesse mundão de filmes posteriores de vampiros, monstros e zumbis a coisa continuou assim! Só a partir da década de 80 que chegaram as lentes coloridas gelatinosas que conhecemos hoje e foi uma revolução!

Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987 de Joel Schumacher) é considerado o primeiro filme a mostrar os olhos dos vampiros coloridos pela nova maravilha! 21 anos após o filme da Hammer.
Aliás, parece algo tão comum, mas esse filme faz apenas 30 anos agora em 2017. É relativamente recente se compararmos ao estrelado pelo Christopher Lee. 

Um ano antes das lentes de contato coloridas dos vampiros adolescentes no cinema elas foram muito importantes nos rumos da novela Selva de Pedra da TV Globo. Para desvendar um suposto atentado Simone, a mocinha, volta disfarçada como outra pessoa.

Se na primeira versão (de 1972) ela se transformava em Rosana Reis apenas com uma peruca, agora ela mudava até a cor dos olhos. Fernanda Torres ficou super natural e irreconhecível, né? 

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Homem de Hollywood versus O Homem do Sul

Na metade da década de 90 alguém achou que seria uma ótima juntar quatro dos nomes do cinema independente americano mais promissores naquela época. O resultado foi Grand Hotel (Four Rooms, 1996 de Allison Anders, Alexandre Rockwell, Robert Rodriguez e Quentin Tarantino).

Irregular como era de se esperar (e o tempo confirmou), apenas os episódios de Rodriguez (Os Pestinhas) e Tarantino (O Homem de Hollywood) são memoráveis. Pra ser sincero, naquela época eu só gostei do de Rodriguez, bastante cartunesco.

Não me era muito palatável aquela verborragia do Tarantino sobre a superioridade de Jerry Lewis, champanhe Crystal. Até ali ele só tinha dirigido dois longas bastante incesados: Cãe de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992) e Pulp Fiction: Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994).
O episódio “O Homem de Hollywood” é a essência de Tarantino conforme veríamos posteriormente, muito mais do que seus dois primeiros filmes.  Texto, texto, texto e PÁ! A antítese do que se pode considerar suspense.

Aos menos interessados pode aborrecer como pode aborrecer comer uma coxinha. Tem que estar muito disposto pra aguentar toda aquela massa pastosa até chegar ao frango desfiado.

A premissa é ótima, citando “O Homem do Sul” (Man from the South), 15º episódio da quinta temporada da série Alfred Hitchcock Apresenta (Alfred Hitchcock Presents), exibido em 1960. No filme eles se referem a ele como O Homem do Rio, mas na verdade é do Sul.
Na história um homem oferece a um rapaz ambicioso a oportunidade de ter seu carrão conversível. Para isso ele precisa apostar que acenderá seu isqueiro zippo 10 vezes sem a chama falhar uma única vez.

Se falhar ele perde o dedo mindinho ali na hora, a sangue frio! Para quem não conhece, a famosa marca de isqueiros é conhecida por ser resistente inclusive ao vento, na realidade não é bem assim, além de dar um trabalhão ficar trocando a pedrinha e o fluído.
Essa história é na verdade uma adaptação conto de Roald Dahl (o mesmo de A Fantástica Fábrica de Chocolate e tantas outras histórias) publicado pela primeira vez em 1948. Antes da série de Hitchcock o texto já havia sido adaptado para a TV em 1955, para a série Cameo Theater.

Como a história é boa mesmo, foi novamente adaptada em 1979 para a série Tales of the Unexpected (exibida na Globo com o título Shock).  É possível assistir a este episódio legendado em português no YouTube ou clicando no player abaixo.
“O Homem do Sul” ainda seria refeito em 1985 no piloto do remake da série Alfred Hitchcock Apresenta. O elenco contava com John Houston, Melanie Griffith (no papel da garota do rapaz) e Kim Novak e Tippi Hedren.

Assim como a ação de Grand Hotel, todas as versões se passam em hotéis. O que foi engenhoso resgatar o velho episódio, visto que todos os episódios dos outros diretores transcorrem no mesmo espaço, interligados pelo carregador atrapalhado.

Pode não parecer nada agora, veja bem, tem até uma versão de O Homem do Sul legendado em nossa língua disponível no YouTube, mas foi uma referência bem legal lá em 1996. Nem parece que existiu um tempo em que penávamos para assistir, ou até mesmo ter conhecimento, sobre alguma coisinha mais diferentona.

terça-feira, 14 de março de 2017

Eva Green através dos séculos

 Uma bruxa com séculos, não é uma bruxa há séculos se ela não tiver algum quadro na parede registrando o tempo. Angelique Bouchard Collins de Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012 de Tim Burton) ostenta nada menos do que cinco pinturas e uma foto (além de uma escultura que não vem ao caso agora).
Não entendo muito de artes plásticas, mas parecem estar bem ok pelos estilos de épocas distintas. Não há um período de tempo exato entre uma tela e outra, mas provavelmente é de cerca de sessenta anos.
Isso levando em conta a pintura art decó com a fotografia 80’s (antes que alguém pergunte, o filme se passa em 1972, mas a Angelique viaja no tempo. Pelo menos na novela do qual o filme se inspirou). Eva Green art decó é a mais encantadora por não ser realista.

Aliás, a fotografia de uma fase yuppie é a única a aparecer apenas de relance no filme. Lembra um pouco o visual da Bette Midler naquela época.
Dois nomes aparecem nos créditos como responsáveis pelos retratos: Gill Andrae-Reid e Sally Dray. Ambos, numa rápida pesquisa, possuem uma variedade de estilos de pintura.

Suas trajetórias em Hollywood possuem um mínimo de vinte anos. Seus nomes também são creditados em produções como Titanic (1997 de James Cameron), Harry Potter’s e o novo A Bela e A Fera (Beauty and the Beast, 2017 de Bill Condon).

No currículo de Sally ainda consta um retrato particular para a então família formada por Helena Bonham Carter e Tim Burton. Sombras da Noite foi o único trabalho que ela fez para Burton, então ele deve ter ficado bastante satisfeito com as representações de Eva Green para contratar seus serviços de forma privada.

Veja também:
Os Olhos Grandes de Margaret Keane
Bette Davis como Sarah Siddons, a Musa Trágica
Na parede de certa casa na Sunset Boulevard

sexta-feira, 10 de março de 2017

Dolce video com ufos, monstros, naves e... Gays!

Eles não vieram do espaço sideral, mas nem sempre são visíveis a todos os olhos! Nesta edição do Dolce Video falo de alguns filmes B da década e 50 que podiam estar se referindo a gays.

Época efervescente para a ficção científica, existiu lugar para todo tipo analogia travestida de alienígena. Entre comunistas, armas nucleares e planetas feministas habitados apenas por mulheres malvadas a sexualidade também assombrava as plateias.

Como sempre, peço para que dê seu like lá no Youtube, se inscreva no canal e acione o “sininho”, para ser alertado a cada nova atualização. Nem sempre consigo atualizá-lo com a frequência que gostaria, então, você será informado sempre que isto acontecer.

Para assistir às outras edições, click aqui. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

O Avesso da cena: Suplício de uma colina

 Circula pela web uma única foto dos bastidores de O Suplício de Uma Saudade (Love is a Many-Splendored Thing, 1955 de Henry King). E ela deprava um pouquinho de todo aquele encantamento.
A célebre colina, importantíssima para a triste história de amor não existe! Ou melhor, existe, mas Jennifer Jones não estava realmente lá!

No corte final não há o ângulo da foto, com o ponto de vista da árvore para a vista da cidade. O espaço também parece ser bem maior do que o que parece na maioria do filme. 

Algumas filmagens realmente aconteceram na China, mas interiores e planos fechados ficaram em Hollywood mesmo, nos estúdios da Fox. Toda a colina, a real, que serve de fundo ao romance e recebeu atores e dublês deles para algumas tomadas fica na Califórnia, não em Hong Kong.

Retroprojeção, blackmate e o moderno chroma-key são manjados recursos para inserirem atores em lugares onde não precisam ou podem ir. Sabemos que são usados desde sempre à exaustão, mas especificamente neste filme era bom acreditar na mentira.

Ok! Nem Jennifer Joner tem uma gota que seja de sangue chinês, mas ela interpreta a eurasiana Han Suyn. Acreditar nisso já basta para o filme funcionar e muita gente acreditou, afinal, a atriz conquistou sua quinta indicação ao Oscar pelo papel.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Hoje é dia de teatrinho infantil!

 A Empire Films está distribuindo no Brasil um box de DVD contendo a série O Teatro dos Contos de Fada (Faerie Tale Theatre). Uma caixa branca que remete a um robusto livro de histórias, linda, linda!

São ao todo cinco discos contendo as seis temporadas do programa, de 1982 a 1987. Lembra dele? Passava na TV Cultura de São Paulo e era apresentado (e criado) pela Shelley Duvall.

Aliás, a apresentação dela em cada episódio é por si só um bordão maravilhoso. Todos os “Hello! I’m Shelley Duvall” foram compilados hipnoticamente no vídeo abaixo.

Anteriormente a série havia sido distribuída em DVD no nosso país em discos separados para cada história. E qualquer um que coleciona DVDs e os separa por temas já suou a cuequinha pra achar aquele episódio especificamente.

Prometo que num dos próximos vídeos do canal aqui do blog explicarei um pouco sobre meu estilo de colecionismo de filmes. Por hora, basta dizer que muitos astros e diretores de sub coleções fizeram parte de O Teatro dos Contos de Fada.
Vincent Price é o Espelho em Branca de Neve
Por exemplo, Aladim é dirigido por Tim Burton (uma das primeiras coisas que ele dirigiu), assim como O Dorminhoco foi assinado por Francis Ford Coppola. Astros colecionáveis idem! Vincent Price é o narrador num episódio e o Espelho em Branca de Neve, assunto já abordado aqui antes neste post.

Ainda em Branca temos Vanessa Redgrave como a Madrasta Malvada (!!!). Susan Sarandon é a Bela e o colossal Klaus Kinski como a Fera (!!!) num episódio que ainda conta com Anjelica Houston.
Mick Jagger no assustador O Rouxinol
Um dos elencos mais bacanas é o de O Menino Que Saiu de Casa Para Saber O Que Era Medo, com narração de Vincent Price, Christopher Lee como o rei e o músico Frank Zappa como corcunda Attila. A Flashdance Jennifer Beal é a Cinderela numa história que conta ainda com o curtindo a vida adoidado Matthew Broderick como príncipe.

Bem, não faltam ótimos nomes a apontar (Karen Black, Leonard Nimoy, Liza Minnelli...). A encenação é mesmo de teatro infantil, os pequenos devem adorar, mas ex-crianças que assistiam na TV e colecionadores de DVDs também vão curtir ter a coleção toda.
O esvoaçante fundo do mar de A Pequena Sereia
Digo isso porque nunca assisti na TV, eu já era adulto, nunca tive muita paciência pra ver, porém,  as adaptações dos contos clássicos são diferentes das apresentadas pelos filmes da Disney e dá certa curiosidade desse pacote de gente boa atuando, além da estética televisa 80’s dos EUA ser legal (um monte de chromakey todo vazado <3) . E óbvio, o fator acumulador também dá uma gritada.

Por último, destacando que este não é um post pago, vocês sabem que eu avisaria se fosse. A empresa gentilmente me enviou alguns produtos e achei bacana frisar a disponibilidade no mercado deste especificamente. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Os Três Patinhos, os amiguinhos da Gretchen

 Percebendo que Gretchen, sua principal criação, fazia um tremendo sucesso entre as crianças o produtor argentino Mister Sam bolou um projeto direcionado a elas. Os Três Patinhos – Fazendo a Festa foi lançado em 1980 pelo selo Visior/Copacabana.

O carro chefe era, claro,  suas composições já gravadas por adultos como Freak Le Boom Boom da Gretchen e ainda Severina Xique Xique muito popular na voz de Genival Lacerda. Aliás, os vocais eram de anônimos eletronicamente alterados para parecerem patos.
Deu bastante certo como sabemos e gerou muitos outros discos. A ideia não era novidade alguma. Em 1958, nos Estados Unidos, Alvin and the Chipmunks (Alvim e os Esquilos) foi um fenômeno de vendas também com anônimos de vozes alteradas cantando músicas natalinas, sucesso que se estendeu por décadas até virar série de filmes e desenho animado nos dias atuais.

Os Três Patinhos vinham num vinil colorido que enchia os olhos da molecada. Curiosamente (ou não), mesmo voltado ao público infantil eles incluíam músicas de duplo sentido, como por exemplo Ela Deu o Rádio ou Mata o Véio que você escuta no player abaixo.

Até citações a drogas como nessa versão de Lança Perfume da Rita Lee. Patinho nem se furta de imitar o tsss, tsss do entorpecente. Ah, os anos 80 (“no meu tempo era tudo tão ingênuo”?)!

No embalo do sucesso passaram a lançar discos temáticos para festividades como dia das mães, natal, etc. Nenhum vendeu tanto quanto o que tinha “parabéns a você”, um compacto praticamente onipresente nas festinhas da época.
Único porém é que os convidados cantando sempre abafavam os Três Patinhos na vitrola, por mais alto que estivesse o volume. Essa situação está na memória afetiva de toda uma geração.

O inevitável encontro finalmente aconteceu, Gretchen, a Rainha do Bumbum, máquina de hits da discoteca nacional, se encontrou com os Três Patinhos num compacto por volta de 1984. Foram nada menos do que quatro grandes sucessos da diva agora acompanhados do vocal dos nossos amiguinhos baladeiros. Ouça a contagiante Freak Le Boom Boom! 

Incluindo aí os tradicionais gemidos da cantora e na capa um dos patinhos de olho no célebre traseiro da cantora.  Isso tudo anos antes de Xuxa, modelo e capa de revistas masculinas, virar a maior vendedora de discos cantando para crianças.

Gretchen, como já dito aqui, era muito popular entre crianças. Tanto que espontaneamente virou cantiga de roda e jogo no recreio da molecada: “Gretchen, bolete, pisa no chiclete, quem se mexer vai imitar o bumbum da Gretchen” e quem se mexia depois de girar ia no meio da roda e rebolava com todo mundo cantando Piripiripiri.

Mas o tempo passou e se foi difícil para Leo Jaime e Ovelha, foi difícil para Os Três Patinhos. Como tantas outras estrelas oitentistas, Os Três Patinhos continuaram sua trajetória lançando discos e coletâneas até serem esquecidos pela maioria.
Imagens: Mercado Livre
Atualizados com o momento, chegaram a lançar CDs na década de 90, com visual modernizado na capa e cantando hits do momento, mas foi difícil se manterem no auge. Hoje vídeos no YouTube  com seus grandes sucessos são sempre acompanhados de centenas de comentários nostálgicos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Assassinato por asfixia de monóxido de carbono pode não ser coisa só de cinema

É uma das formas de matar ou morrer mais comuns da ficção: intoxicação por monóxido de carbono. Principalmente nos filmes de detetive e mistério sempre tem alguém desmaiado na garagem e o vilão ligando o carro.

A lista de produções é imensa! Até Bette Davis apelou ao expediente para se livrar do marido inconveniente em A Barreira (Bordertown, 1935 de Archie Mayo).
Deixou o véio bêbado no banco de trás e saiu lívida e viúva para os braços do amante
Só Hitchcock explorou esse tipo de crime pelo menos em dois de seus filmes. Na prática em À Sombra de Uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943) e citando como método em Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951).

No Brasil, o recurso foi usado em telenovelas. O misterioso assassino do Zodíaco Chinês enviou para o além o passivo Eliseo na garagem da Família Ferreto de A Próxima Vítma (1995 de Silvio de Abreu).
E na vida real? Já houve casos de morte por intoxicação de monóxido de carbono? Sim, é uma morte bem comum, com uma lista extensa de famosos que inclui a escritora Sylvia Plath.

Nenhuma se compara a da atriz Thelma Todd que em 1935 abalou Hollywood. Sua morte com apenas 29 anos e uma carreira em ascensão (após inúmeros filmes, inclusive comédias de O Gordo e o Magro/ Laurel e Hardy) parece ser roteiro de um filme policial daquela época.
Todd foi encontrada morta dentro do seu carro no dia 16 de dezembro, dois dias depois de ter sido vista pela última vez. A garagem pertencia aos pais de Jewel Carmen, ex-atriz de cinema mudo e esposa de Roland West, amante da falecida e atual sócio (com quem tinha um restaurante e bar), que ficava ao lado da casa do casal.

A investigação policial apurou que ele havia estado no seu restaurante durante o jantar dado pela amiga Ida Lupino e seu pai no último sábado (14). No evento discutiu publicamente com o ex-marido, mas se manteve de bom humor, o que ajudou a desconsiderar a hipóteses de suicídio.
Thelma Todd e Pat DiCicco, seu então marido  em 1934, durante jantar de gala       nutty nut news network
Nas primeiras horas de domingo seu motorista a levou para sua casa. A partir daí tudo se tornou um mistério, não havia marcas de violência em seu corpo, além de um leve ferimento no lábio, segundo a autópsia.  

Investigadores deram como morte acidental, ela teria ido até a casa dos West e se refugiado na garagem para fugir do frio. O júri apoiou decidindo que era acidente, “mas que uma investigação maior deveria ser feita”.

A imprensa, inclusive a do Brasil, apontou imediatamente para assassinato. A investigação durou quatro meses e não chegou a nenhum indicio de crime ou conspiração.

O caso acabou sendo encerrado como "acidental com possíveis tendências suicidas", mesmos sem nenhum bilhete suicida e os amigos e pessoas próximas garantindo a impossibilidade disso. Carmen Jewel, a esposa do amante, ganhou suspeita notoriedade, mas logo foi inocentada.
Roland West na garagem durante a manhã em que encontraram o corpo                               getty
Algumas pessoas apontaram a possibilidade da morte ter sido arquitetada pela máfia, porque Todd não permitia encontros de criminosos ou a prática de jogos de azar em seu restaurante. Em seu leito de morte em 1952, Roland West teria confessado a um amigo que ele foi o único assassino da amante, mas isso nunca foi comprovado.

Ida Lupino (que dava o jantar na noite que a atriz não foi mais vista) jamais se esqueceu da amiga constantemente fazendo referências a sua memória. Coincidência ou não, ela aparece cometendo um assassinato com monóxido de carbono no filme Dentro da Noite (They Drive by Night, 1946 de Raoul Walsh).

Thelma Todd ganhou uma estrela na Hollywood Boulevard na década de 60. Seu corpo foi cremado e após a morte de sua mãe em 1969 suas cinzas foram colocadas dentro do caixão e enterradas no cemitério de sua cidade natal, a pequena Lawrence, Massachusetts.

Veja também:
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Sexo, álcool e morte no primeiro grande escândalo de Hollywood
Star 80: A coelhinha assassinada
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Escândalo sexual arruinou atriz de Hollywood
O crime que abalou Hollywood
Triste (tristíssima!) vida de Suzan Ball
Tentativa de suicídio na primeira página

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