terça-feira, 30 de julho de 2013

Direto do retiro dos super-heróis brasileiros

Se vida de super-herói já não é fácil, imagina vida de super-herói brasileiro? Sucumbem todos ao menor sopro dos colegas norte-americanos.

Digo isso porque se a gente procurar, encontramos a cada dia um super-herói brasileirinho esquecido no tempo. Ao contrário dos gringos com muitos sempre ativos por décadas.

As Aventuras do Falcão Negro foi um seriado exibido pela Tupi entre 1957 e 1964. Criado totalmente no Brasil por Péricles Leal, era um espadachim francês, num tempo em que “Capa e Espada” atraía não só a garotada, mas os adultos também, visto as inúmeras novelas do tipo que eram feitas.

Com certa semelhança ao Zorro dos EUA, só sobraram pequenos trechos do programa, além de alguns números dos quadrinhos publicados a partir de 58 e um disco infantil com o áudio do que seria a primeira historinha. Ouça o lado A e Lado B no player abaixo ou clicando aqui


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Não é muita coisa apenas ouvir, mas dá pra ter uma ideia do que foi. Algo bem distante da nossa realidade se comparado a outros heróis como Capitão Asa e o Vigilante Rodoviário.
Dary Reis e Gilberto Martinho em A Escrava Isaura (1976)

Como a emissora não era em rede (e no começo não contava com videotape) o programa era feito duas vezes com elencos diferentes no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio Falcão Negro era interpretado por Gilberto Martinho, e em São Paulo ficou a cargo de José Parisi.

Martinho se notabilizou mais tarde interpretando vilões na TV, principalmente após a novela Irmão Coragem (1970), mas no começo foi herói. É identificável no áudio a voz do ator Dary Reis, parceiro de Martinho em incontáveis novelas da Globo, inclusive na já citada.

Após guerrilhar com os mal feitores que zanzavam pelo reino medieval, Falcão Negro dizia a frase: "Morra, miserável!" no final de cada episódio. "Morra, miserável!" deve ter virado um bordão nos sete anos no ar.

A primeira imagem é um oferecimento Anos Dourados, a segunda Che Guavira.
Veja também:
Os incríveis salvadores da pátria: Heróis do Brasil
Mirza - Estaca de Pau Brasil
Por onde roda o Vigilante Rodoviário?


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Antes e depois de mentirinha (versão lobinho)

Incrível caso de ótima escalação de ator mirim para interpretar outro adulto enquanto criança. Acho que nem o filho de Oliver Reed foi tão parecido com ele quanto Justin Walters de Maldição do Lobisomem (The Curse of the Werewolf, 1961 de Terence Fisher).

Parecido e talentoso. Ao contrário de nove entre dez crianças prodígio, sua interpretação é excelente como o pequeno amaldiçoado, discursando com dramaticidade sobre o estranho prazer que o sabor do sangue lhe dá.

 Fiquei curioso em saber se ao crescer o guri preservou a semelhança com o Reed. Mas, pelo menos no IMDB, a carreira dele começou e acabou aí nesse filme, tal e qual lobisomem na Hammer.

Provável que não, levando em conta aquela menininha que era a cara da Victoria Abril na época de De Salo Alto (Tacones lejanos, 1991 de Pedro Almodóvar). Ela seguiu trabalhando e ao crescer não tem nada da Abril, veja clicando aqui.


Vincent Price novamente assustando em todo esplendor tridimensional

É devagar (devagarinho?) que um dos meus sonhos mais antigos se concretiza. Ao invés de converterem ao 3D filmes recentes, que nunca foram 3D, que voltem a circular os que originalmente foram produzidos no formato.

O Museu de Cera (House of Wax, 1953 de André De Toth) será lançado em Blu-Ray já em outubro nos EUA do jeito que nunca foi exibido em 60 anos! Primeiro filme de um grande estúdio a investir na tecnologia, firmou Vincent Price no posto de grande vilão.

Em 2010 publiquei um post aqui sobre The Mad Magician (1954, John Brahm), outro filme do ator em 3D, onde aproveitei para sonhar com um DVD de O Museu de Cera tridimensional. Relembre ou leia clicando aqui.

 Afinal era um bom presságio Disque M Para Matar (Dial M For Murder, 1954 de Alfred Hitchcock) restaurado em 3D em 2012. Essa versão até então raríssima já foi até exibido nos cinemas de São Paulo este ano.

Se o processo de restauro de Museu de Cera for rentável, já podemos imaginar outros, como por exemplo, O Monstro da Lagoa Negra (Creature from the Black Lagoon, 1954 de Jack Arnold). Sonhar custa nada, é?

Filmes 3D antigos, destes anaglíficos, são mais dispendiosos para serem restaurados por envolverem vários negativos que acabam exigindo mais tempo. Então, resta esperar outubro chegar e torcer para as vendas serem boas.

Outra boa notícia pelo anunciado nas pré-vendas é que além de novos extras incluíram Os Crimes do Museu (Mystery of the Wax Museum, 1933 de Michael Curtiz). Esta primeira versão da Warner para a história, rodado num arcaico sistema de Techincolor, estava presente no DVD.

E sempre que comento aqui sobre clássicos 50’s em 3D surge alguém comentando que não se importa para 3D. Não se trata de gostar ou não de 3D, desse tom caça níquéis que o formato ganhou agora.

Estes filmes foram pensados, produzidos e fotografados sendo 3D, então, gostando ou não, é a oportunidade de assistirmos a como eles devem ter sido. Imagina que triste se só houvesse disponível cópias de Casablaca colorizadas por computador?

Veja também:
Saiba mais sobre O Museu de Cera de 1953
Disque M Para Matar regressa ao formato original


quarta-feira, 24 de julho de 2013

As Certinhas do La Dolce

Pamela Tiffin
Moderninha
Um oferecimento fookdamorph

[Ouvindo: Vapor Barato – Gal Costa]

Lady Francisco e os punks do apocalipse

Uma rara ficção científica brasileira pra ficar de boca aberta de tão exótica: Punks – Os Filhos da Noite (1982 de Levi Salgado)!!! E o melhor é que há duas versões, softcore e hardcore. O melhor...

Num futuro distante, talvez (e tudo nele é com “talvez”) Lady Francisco seja uma chefona cujos capangas fazem shows em inferninhos com roupas diminutas. Daí existem outros grupos rivais, com destaque uma moça de cabelo esvoaçante que disputa o mesmo universo.



Espere confrontos entre as gangues de “punks” muito más, mas com um tempo pra pegar piscininha. “Punk” aqui é uma cruza de “Pablo, qual é a música?”com os piores figurinos que o John Travolta poderia ter usado naquela época.

Se os rapazes têm aparência de go-go boys, não se engane. O fator gay fica apenas aí, aliás, aí e em algumas cenas de boate onde eles participam de coreografias com um travesti (!) ao som de discoteque.

E o tempo passou e quem diria, Lady Francisco tem no passado algo em comum com Helen Mirren que foi parar sem querer no meio daquele monte de sacanagem quando Calígula foi reeditado. Aconteceu com vários filmes brasileiros, mas nenhum com uma estrela como Lady Francisco (mãe da Escrava Isaura, pô!).

Em 1987, com o sexo explícito bumbando no cinema nacional, eis que remontaram Punks – Os Filhos da Noite “ao formato”. E aí o título virou SEXO SELVAGEM DOS FILHOS DA NOITE!!!

A história continua sendo a mesma, escura e confusa com a inserção de cenas x-rated muito mais iluminadas, sem função alguma à trama. As quatro ou cinco sequencias de sexo ainda são o avesso do que se pode chamar de selvagem, todas banalíssimas, filmadas num mesmo quarto barato com elenco avulso.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O ator mais corajoso do mundo

Richard Chamberlain pode ser considerado o ator mais valente que já existiu. Na vida pessoal e profissional é igualmente de atrevimento ímpar.

Quando a TV ainda era vista com maus olhos pelo povo de Hollywood ele foi o primeiro grande astro do veículo. Nunca foi um astro da Tela Grande que se refugiu na televisão quando a popularidade começou a cair.

 A jornalista Dulce Damasceno de Brito destacou a diferente carreira de Chamberlain em uma de suas colunas da finada revista Set. Protagonista da série Doutor Kildare a partir de 1961 recebia cerca de 20 mil cartas de fãs por semana, o dobro do que recebia Clark Gable trinta anos antes, durante seu auge na MGM.

Prestes a fechar contrato para a sexta temporada da série médica (precursora de Grey's Anatomy) ouviu do experiente colega Sir Cedric Hardwicke que ele estava fazendo tudo errado, uma carreira “às avessas”. Para o britânico, Richard já era um astro popular, mas não era um verdadeiro ator “porque não sabe representar”.

E ele levou o conselho a sério, tanto que não só se recusou a dar continuidade na série com picos de audiência colossais, como se mudou para a Inglaterra. Estagiou por três anos na Academia de Arte Dramática De Londres até estar seguro para subir aos palcos.

O galã televiso foi o primeiro ator americano a viver Hamlet no teatro inglês desde que John Barrymore teve essa ousadia em 1925! Americaníssimo, nascido em Beverlly Hills, Richard Chamberlain quebrou um enorme tabu ao encarnar Shakespeare em seu berço.

Tempos depois voltou aos EUA, jamais conquistou o mesmo prestígio no cinema de seu país, mas não era mais apenas o “cara bonitão da TV”. Ainda retomou a fama televisa em vários telefilmes e série de êxito internacional como Shogum (1980) e Os Pássaros Feridos (1983).

Na década passada novamente encarou o desafio de diminuir os trabalhos na TV para se dedicar dessa vez a musicais da Broadway, meio que estava afastado desde o começo
da carreira. Mais uma vez foi elogiado, agora cantando e dançando em montagens de My Fair Lady e The Sound of Music.

Seu mais recente trabalho numa série foi em Brothers & Sisters (2010/2011). Antes emprestou sua imagem iconográfica para participações em Will & Grace (2005) e Desperate Housewives (2007).

 Em 2003, aos 69 anos de idade, revelou ser homossexual numa entrevista. Fato que ainda hoje, após dez anos, continua sendo façanha para pouquíssimos homens fortes.

A primeira foto é um oferecimento Birmingham Post, a terceira, Richard-Chamberlain.co.uk

Veja também:
Perdido no tempo
Pássaros Felizes
Quimonos em fúria

[Ouvindo: Wrap Her Up – Elton John & George Michael]

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sonny Chiba com equipe JAC no Brasil!

Precisamos de mais informação sobre esse vídeo, claro, mas a existência dele já me conforma em termos de bizarrice! Um passeio por São Paulo com a fina flor do cinema e TV de ação do Japão.

Recebemos de uma tacada só Sonny Chiba, Etsuko Shihomi, Hiroyuki Sanada e Kenji Ohba. Todos integrantes da JAC (Japan Action Club) empresa de dublês responsável por muito do que conhecemos em termos de tokusatsu dos anos 80.

Chiba, fundador da empresa, voltaria a ser muito conhecido no ocidente ao aparecer como Hattori Hanzo em Kill Bill. Ohba também participa dos filmes de Tarantino ao lado do mestre, quase como aí no vídeo.

Não dá pra saber a época certa, além de ter sido na década de 80. Nem por que a ida deles ao Brasil significou ir a São Paulo, não ao Rio de Janeiro, cidade onipresente no imaginário gringo como sendo "o Brasil".

 Na falta de Cristo Redentor foram tirar retrato em frente ao Monumento dos Bandeirantes. Ah, mas mesmo não sendo Rio, não escaparam de uma visitinha a escola de samba com direito mulata de biquíni sacolejando e tudo!

A super estrela Etsuko Shihomi chega até a tentar sambar nos ombros do Sonny Chiba... Pelo menos sabe rodar pandeiro num dedo tal e qual uma nativa.

Boa parte do vídeo estão comprando armas de fogo e fazendo o que parece ser aulas de tiro. Aliás, o que deve ser o motivo dessa viagem da equipe aqui aos trópicos.

Famosos por piruetas arriscadas em filmes e séries como Jiban, Jiraya, Jaspion, convenhamos que perigo mesmo eles enfrentam aos 04:26... Têm a oportunidade de provar um legítimo churrasquinho grego do Centrão de São Paulo!

Sobreviveram. Palmas!

Veja também:
Grandes nomes da pancadaria: Sonny Chiba
Etsuko Shihomi Certinha do La Dolce


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Complexo de vira-lata justificado na TV

A Vida Como Ela É (1996/1999)
Admirável o planejamento mercadológico dos norte-americanos, que pensam em preservar tudo o que produzem já nas estreias. Um exemplo simples é existência de Friends agora em HD.

Quando a série começou em 1994, TVs em alta definição, wide, etc, eram mera tecnologia para um futuro próximo e mesmo assim captaram o seriado neste formato. Exibiram e comercializaram no DVD em 4x3 e agora lucram tudo de novo vendendo com mais qualidade de imagem e áudio, de acordo com os atuais televisores.

 Veja nas imagens ao lado o mesmo frame originalmente e agora, com o escopo atual. Na última imagem o que o telespectador ganhou visualmente, além da alta definição.

Enquanto isso, a Globo exibia aqui no Brasil em 2001 (e mesmo alguns anos depois) programas como Os Maias contendo sua conhecida ótima qualidade de produção, mas com captação em 4x3, fita analógica coisa e tal, o que resulta agora num envelhecimento técnico gigantesco.

Todas as minisséries, séries e especiais que ela lança em DVD estão envelhecidas,  assim como o que ela exibe no canal Viva. Mesmo as com pouco mais de dez anos de idade.

Todas, exceto a série A Vida Como Ela É de 1996/1999. Daniel Filho bateu o pé para que fosse rodado em 35 mm e valeu a pena. Embora em 4x3, hoje não dá pra dizer que parte do material tem mais de 15 anos, mesmo assistindo em DVD, não em Blu-Ray continua excelente tal e qual qualquer coisa bem produzida hoje.

Os Maias (2001)
Lembro que havia outras séries que também se esbaldaram nesse custoso benefício acarretado pela utilização de película, como A Justiceira e uma onde a Eva Wilma e a Patrícia Pillar eram médicas. Filho
conseguiu antes, em 1993, produzir a série Confissões de Adolescente na TV Cultura de São Paulo neste formato.

Na novela Renascer (1994) alguns minutos em 35 mm foram amplamente glorificados na mídia. Mas novela a gente até entende que pela sua natureza, são feitas a toque de caixa e as centenas de capítulos elevariam os custos a quantias estratosféricas.

Mas isso tudo não é recente, nem prática que começou na Globo. Basta compararmos a qualidade de um episodio das primeiras temporadas de Jeannie é um Gênio a outro da Família Trapo da TV Record.

O nosso é dois anos mais novo que o deles, mas parece ter sido produzido uns 15 anos antes... Os trechos (!!!) que sobraram parecem estar se esfarelando, pelo que a gente vê em especiais saudosistas da história da televisão.

Jeannie ainda é exibido volta e meia, todas as temporadas foram distribuídas em DVD, enquanto A Família Trapo é mera curiosidade com saudosista. Norte-americanos sabem que podem lucrar com a memória, brasileiros acham que “coisa velha" tem que ir pro lixo.

As imagens de Friends são um oferecimento Sorozat Junkie

[Ouvindo: Kaze Wo Atsumete – Happy End]

Vida moderna: Cobertor eletrônico

E como é que ninguém pensou nisso antes? Dormir embaixo dos watts de um punhadinho de lâmpadas para espantar o frio!!!

Ok! Algum dono de granja já deve ter pensado nisso, afinal, desde que o mundo é mundo, ou desde que a lâmpada foi inventada que pintinhos utilizam este recurso para sobreviver.

E eles testam a eficácia colocando a modelo embaixo de camada de cubos de gelo. A água na manhã seguinte é o menor dos problemas perto de se dormir com tanta claridade.

Essa maravilha do mundo moderno saiu na revista Life em fevereiro de 1946. Segunda Grande Guerra já tinha acabado e olá mundo novo científico!

A imagem é um oferecimento The Gilded Century.
Veja também:

Ciência explica aparições de fantasmas
Faça Feio: Saco de cachorro


[Ouvindo: Cavalcata – Astor Piazzolla]

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Coelhinhas (ou quase) em 3D

Ponto! Já vimos de tudo em 3D, até Rene Bond devidamente fotografada com profundidade. Pra ser vista daquele jeitinho meia boca por quem tem óculos anaglíficos de papelão com “lentes” ciano e magenta.

São frames do filme The Playmates in Deep Vision 3-D (1974 de Stephen Gibson), peculiaridade do cinema erótico 70’s. A começar por usar o termo “playmate” no título sem nenhuma “playmate” de verdade no elenco.

A própria Bond aparece usando uma roupinha de coelha, mas nunca soube que ela apareceu na Playboy. Tanto “playmate” quanto roupa de coelha não estavam patenteadas naquela época?

E olha, se houve uma pinup que trabalhou pra chuchu durante a década de 70, foi Rene Bond. Apareceu pelada em tudo quanto era lugar, menos nas páginas da Playboy, que eu saiba.

Trabalhou até como atriz de Ed Wood em Nercomania de 1971, conforme você leu aqui no blog antes. Possui uma filmografia de nada menos do que 89 títulos entre 1970 e 1981.

Sua presença em The Playmates in Deep Vision 3-D deu algum interesse pela película, embora o efeito tridimensional seja tão ruim quanto todo o resto. Um fiapo de história contada por esquetes engraçadinhas visivelmente filmadas em épocas distintas, talvez porque foi sendo produzido conforme a grana ia entrando.

Em 1974 os grandes estúdios de Hollywood já haviam abandonado o 3D, mas ele ainda atraia público, embora fosse mais dispendioso. A fama de “poder tocar na tela” da técnica sempre foi mais forte (e eficaz) do que o efeito em si e cai bem ao gênero erótico que na época caminhava a passos largos.

 Veja também:
Rene Bond - Certinha do la Dolce

Pornô em terceira dimensão
Todas as dimensões de Greta



[Ouvindo: Sumida – Wando]

terça-feira, 16 de julho de 2013

Vamos cantar, companheiros!

Trilha de Westerns Spaghetti boa é trilha que no final do filme a gente sai assobiando o tema. Algumas são tão emblemáticas que todo mundo conhece mesmo sem nunca ter visto o filme.

Daí, chegamos ao tema de Companheiros/Os Matadores (Vamos a matar, compañeros, 1970 de Sergio Corbucci). Ennio Morricone (conduzido por Bruno Nicolai) e o próprio diretor como letrista se superaram!!!

Você não quer apenas assoviar, mas cantar. De preferência junto a uma multidão de revolucionários xicanos (nem de longe a gente sente que aquilo tudo não passa da Cinecittà...).

Pra grudar na cabeça por resto da vida! Ouça no player abaixo ou clicando aqui.


A introdução é esta:

"Levantando en aire los sombreros
Vamos a matar, vamos a matar, companeros!
Pintaremos de rojo sol y cielo
Vamos a matar, vamos a matar, companeros!"

 E a  letra completa você encontra neste endereço.  Acredite, você vai precisar dela depois de ouvir.

A capa do disco é um oferecimento Demons Resume.

[Ouvindo: Let's Put Out The Lights – Mel Henke]

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mansão “assombrada” da Hammer à venda!

Um dos endereços mais manjadas dos fãs de filmes de terror dos anos 60 e 70 procura novo dono. A mansão conhecida como Oakley Court, em Windsor (UK), serviu de cenário para inúmeras produções da Hammer Films.

Construída em 1859, fugiu do padrão arquitetônico vitoriano da época. Gótica, sua fachada foi ideal para a moradia de vampiros, cientistas loucos e toda sorte de criaturas do mal.

Na foto principal, um detalhe do chafariz que ainda estão lá e como apareceu em Epidemia de Zumbis (The Plague of the Zombies, 1966 de John Gilling). Ao lado, imagens atuais e Peter Cushing e as mesmas gárgulas em Noivas do Vampiro (The Brides of Dracula, 1960 de Terence Fisher).

A primeira vez que a Hammer usou a locação foi no germinal A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, 1957 de Terence Fisher). O endereço ainda era uma residência privada e continuou até 1964.

Mas, o edifício não era exclusividade da Hammer. Na verdade, sua escolha (perto de tantas outras casas estranhas existentes na Inglaterra) se deve pela proximidade dos estúdios Bray que a Hammer alugava, assim como outras produtoras o fizeram.

Em 1975, por exemplo, ela foi a residência do Dr. Frank-N-Furter do musical The Rocky Horror Picture Show (de Jim Sharman). Um ano depois, não havia palco melhor para a comédia Assassinato por Morte (Murder by Death de Robert Moore).

O local era tão privilegiado que alguns metros dali existe uma floresta, conforme você vê na imagem aérea à direita. Facilidade e barateamento no transporte da equipe para incontáveis histórias assustadoras que necessitassem de densas vegetações.

 A partir do final da década de 70, o casarão com seus 118 suntuosos quartos (incluindo 11 suítes de luxo) e 37 hectares de jardins paisagísticos passou a ser um hotel. Em 2012 ele abrigou a delegação olímpica britânica.

Não foi divulgado seu valor para venda, mas a administradora KPMG declarou o rendimento do ano passado como £7.3milhões. Dá pra ter uma ideia por aí, adicionando seu peso histórico.

Informação é um oferecimento BBC, informações e imagens recentes, Dailymail, gárgula da segunda foto, Piley
Veja também:
A casa mais cool de um vilão
Você pode viver como a mãe assassina!
Dona Baby Jane não tá em casa!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Divirta-se como um policial 40's

Detetive Dana Andrews fica o tempo todo concentrado nesse joguinho em Laura (1944 de Otto Preminger), e é visível a semelhança do hábito aos smartphones atuais. Troque as bolinhas metálicas por redes sociais ou jogos eletrônicos e tenha Clifton Webb do mesmo jeito ir-ri-ta-do!

 E hoje o Raí postou isto no Facebook:

Não é o exato encontro de dois mundos antagonistas? Lojinhas online vendem isso como case game retro para Iphone 5 e são verdadeiramente uteis, além de proteger o aparelho.

 Lembrando que o do filme clássico não tinha nada, além do joguinho, mas em compensação, não precisava se preocupar com bateria. Coisa essencial até para o mais prosaico dos Tétris.


[Ouvindo: Strangers in the Night – Cake]

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Colorama: Troca de 007, mas a voz continua a mesma


Canais pagos têm funcionado bem para filmes, como a TV aberta funcionava antigamente. Não me refiro aos canais premium do tipo Telecine ou HBO, mas aqueles comuns, com uma programação mais obscura.

Como “mais obscura”, leia filmes pouco óbvios, daqueles que se a gente ainda viu foi por falta de oportunidade. Ou até aqueles que por vontade nunca assistiríamos, mas estão ali, na nossa frente, por que não?

Esses dias o Space está passando uma ininterrupta maratona de James Bond. Tenho perdido o começo de todos e dormido antes do desfecho dos mesmos, mas está legal.

Não sei se o canal disponibilizou o áudio original com legendas. Sem forças pelo horário, deixo rolar, enquanto o sono não vem, embora deteste dublagens, por um dos motivos que conto a seguir.

Achei muito bizarro que de 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No, 1960 de Terence Young) que vi no domingo (Ei! É uma maratona mesmo, que tem demorado dias!) a 007 - Permissão para Matar (Licence to Kill, 1989 de John Glen) o ator, como sabemos, foi trocado quatro vezes, mas a voz continuou sendo a mesma.

Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore e Timothy Dalton falando exatamente igual! Na verdade, sob com a voz do dublador Mário Seixas, o mesmo do desenho Batman 90’s e de tantos outros atores.

O próprio ator disse numa entrevista que dublou 16 filmes do 007 de uma vez por quatro meses! Essa redublagem (exceto os do Pierce Brosnan), deve ter ocorrido nos anos 90, é a mesma dos (ótimos!) DVDs restaurados que excluíram as vozes variantes de quando a cine série foi exibida na Globo.

Se cada ator imprimiu seu estilo ao agente, muito estranho reconhecer a mesma voz, independente de qual seja. Embora, creio que quem aceita dublagem não se importe, ou perceba isso...

Dai fiquei na dúvida quem estaria literalmente por trás do atual Daniel Craig. 007 - Quantum of Solace (2008 de Marc Forster) marcou a estreia das aventuras dubladas no cinema!

Craig fala com o sotaque de Garcia Junior. James Bond com a mesma voz do Lion dos Thundercats, He-man e tantos outros heróis...

Veja também:
Do lurex ao popeline: Surpresa em Jem e As Hologramas
Versão brasileira: regionalismo


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Joan Crawford, a queridinha do Brasil


Joan Crawford foi ao Rio de Janeiro e adorou!!! A primeira visita oficial da atriz ao Brasil em 1960 virou capa da Manchete, uma das principais revistas semanais.

Isso foi antes do estrondoso sucesso de O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 de Robert Aldrich). Joan ainda era famosíssima por aqui!

Além da Manchete, esta passadinha pelos trópicos via cruzeiro marítimo foi destaque da capa do jornal A Folha de São Paulo de 22 de Julho do mesmo ano
. Ocasião em que, segundo o jornal, realizou o sonho de conhecer uma casa brasileira ao lado das filhas Cynthia e Cathy (Christina e Christopher ficaram em casa de castigo?).

Muito solicita com os jornalistas, só recusou ser fotografada ao ar livre. “Não gosto de sair de olhos fechados; e se ficar a favor do sol, como evitar?”, completou com “Além do mais tenho olhos azuis, e o azul desaparece quando o sol é forte.”.

Revelou que antes de ser atriz trabalhava como cantora de ópera, carreira que abdicou a favor do cinema. Oi? Que eu saiba, ela não canta e na verdade havia sido bailarina de cabaré.

Outro destaque da entrevista é que ela nunca tinha assistido a um filme produzido no Brasil, “porque eles não são exibidos nos EUA como são na Europa”. Teria manifestado esse desejo no cruzeiro que estava fazendo, mas ninguém mais a bordo se interessou.

No site Joan Crawford The Best consta que foi numa visita ao país em 69 que surgiu sua amizade com a Zuzu Angel , leia clicando aqui. Época em que a estilista carioca se tornou queridinha de estrelas como Kim Novak e Liza Minnelli.

E a Veja registrou com bom humor uma terceira visita em 1970, leia clicando aqui. Aí sim, Joan é referida como a Joan que a gente conhece.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Deu na Gazeta Asabranquense

Olha só quem tá na manchete do jornal de Asa Branca: José Sarney! Aquele mesmo Presidente que agora é Senador, escapulindo de todas as intempéries que tentam lhe arrancar de Brasília.

Revendo Roque Santeiro em DVD parece que de 1985 pra cá tanta coisa mudou. Mas essas mudanças parecem não ter ido além das estéticas.

E ainda outro dia mesmo eu havia comentado no Facebook que achava muito estranho uma novela como esta ter feito tanto sucesso (teria alcançado 100 pontos de Ibope!!!) e, pelo que se vê até agora... Ninguém deve ter entendido a trama do Seu Dias Gomes.

Ué, a Globo não é aquele diabo em forma de emissora que manipula o povão, impondo suas vontades que são cegamente obedecidas do Oiapoque ao Chuí? Então ela falhou quando mais teve televisores sintonizados...

 Ou paramos de acreditar em qualquer coisa que os poderosos nos dizem, de misturar fé com política, orgulhosos por termos coronéis no comando, confundindo caráter com cama?

No que exatamente a Globo é ideologicamente tão influente com sua dramaturgia? Além dos turbantes da Viúva Porcina, claro!

[Ouvindo: Água e Luz – Amelinha]

Tão 60's quanto Emma Peel

Por mais estrambóticos que sejam os figurinos de personagens de TV costumam ser vistos nas ruas, vestindo reles mortais. Diana Rigg apareceu neste editorial de moda em 1967, graças ao seriado Os Vingadores (The Avengers).

No caso aí das fotos, o sucesso da senhorita Emma Peel tinha atravessado o oceano e chegado aos EUA. Num tempo em que o mood britânico invadia o planeta e a TV pegava de vez, ditando a moda às massas, papel antes de Hollywood.

O texto faz menção ao material dos macacões de fabricação inglesa (em crimplene, claro!) e dos relógios da marca Old England. Estes últimos vitais no desenvolvimento da série, aparecendo na constante piadinha do chá das 5.

Diana Rigg, mesmo conhecida na América do Norte, continuou trabalhando muito em seu país. E talvez por não ter trabalhado em Hollywood seja pouquíssima conhecida aqui no Brasil agora, além da nossa conhecida falta de memória.

Causou estranhamento a alguns fãs de Game Of Thrones descobrir que a velhinha Lady Olenna Tyrell já foi Bond Girl. Diga-se de passagem, foi uma das mais relevantes à trajetória do Agente o fazendo mudar de estado civil em 007 - A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service, 1969 de Peter R. Hunt).

As primeiras imagens são um oferecimento Kitschy Kitschy Coo
Veja também:
Diana Rigg usa Lux Luxo
Diana Rigg Certinha do La Dolce

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