segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cantores cabeludos pedem socorro

Meu Deus! Help, segundo filme do Beatles, foi traduzido para Socorro aqui no Brasil.

Há um curtinha no DVD de O Bandido Da Luz Vermelha onde se vê vários pôsteres de Socorro decorando as entradas dos cinemas. Não creio que Help seja palavra difícil de pronunciar.

E o argumento com fanáticos religiosos não poderia estar mais em voga em 1965. Isso até Charles Manson e seus seguidores (e todo cretino tem algum seguidor, repare!), quatro anos depois esfregar em nossas caras que fanatismo não tem graça nenhuma.

Veja também:
Beatles mais freaks do que o costume


[Ouvindo: The Continental – Fred Astaire & Ginger Rogers]

Pausa para nossos comerciais

Atlantic F-1 – O santo protetor do seu carro.

Milagre de Roque Santeiro! Merchandisings de todo tipo de produto a dar com um pau.
José Wilker, o santo que não era santo, conseguiu estrelar incontáveis anúncios em 1985. Mesmo seu personagem sendo um farsante.

Embora, pelo que me lembro, ele não criou a fraude, e sim o Sinhozinho Malta, Zé das Medalhas e a Viúva Porcina. Roque foi dado como morto e todos enriquecem à custa de sua fama de mártir.

Em se tratando desta novela de Dias Gomes, foram todos mesmo. E que mente prodigiosa deve ter achado que um produto automotivo teria alguma relação com a trama passada em fictícia cidadezinha...

[Ouvindo: When We Get Married - The Bearcats]

De borboleta a casulo

Adivinha quem está longe, muito longe, do viço, luxo e belezura de outrora e tem descontado isso tudo em belos potes de sorvete? Demorei pra identificar a Geena Davis!

Claro que deve estar caracterizada para um papel novo, mas mesmo assim, ela está bem diferente da mulher que um dia apaixonou a mosca. Há outras fotos no Yonkis.

Update 18h18 - O povo apontou o erro na divulgação desta imagem. Seria na verdade o Pete Burns, vocalista da finada banda 80's Dead or Alive. Veja a errata deste blog. Eu acho que não é ele, mas enfim...

[Ouvindo: Can't Take My Eyes Off You – Frankie Valli & The Four Seasons]

domingo, 29 de novembro de 2009

Manual para crianças direitas


Belíssima ilustração de pérfida Jezabel, a rainha má. Um oferecimento da Sociedade Torre de Vigia.

Maniqueísta, mas com desenhos espetaculares, o Meu Livro de Histórias Bíblicas ajudou a formar meu caráter. Minha avó tinha um, e não me cansava de folhear-lho.

Tanto que na adolescência paguei (literalmente) pra ver qual era. Frequentei algumas reuniões nos americanizados Salões do Reino das Testemunhas de Jeová.

Meu Livro de Histórias Bíblicas ganhou reedições com artes modernizadas, mas não se comparam ao que tenho, com personagens tão hollywoodianos. É quase como se Cecil B. Demille resolvesse fazer uma autobiografia ricamente ilustrada.

Veja também:
Assim na tela como no céu


[Ouvindo: Demented Forever – Karen McMillan]

Bububu no bobobó

Não há, nem nunca haverá alguém como Alfred Hitchcock! Gênio, gênio, gênio!

A incrível habilidade de brincar com a platéia como se brinca apenas com os mais íntimos. Posso ficar aqui enumerando dezenas de motivos para justificar Intriga Internacional (North by Northwest, 1959) como um dos meus filmes favoritos.

Esse final subliminarmente pornográfico é apenas um deles. Cary “Oh, my!!!” Grant no auge da formosura cheio de graça pra cima da Eva Marie Saint maquiada, segundo Pauline Kael, como africana albina é outro.

Relembre a arma poderosa da Marnie para roubar milionários incautos. Clique aqui.

[Ouvindo: Na Bahia – Carmen Miranda]

Orgulho brasileiro

Ok, não é orgulho do Brasil, mas deveria ser! Se falasse, o Monstro da Lagoa Negra (Creature from the Black Lagoon, 1954) pronunciaria um português castiço e alguma coisinha em tupi.

Muito bacana o mais famoso dos monstros subaquáticos ser cosa nostra! Criado ali, nas profundezas do amazonas entre cardumes exóticos e vitórias régias.

O problema é que Brasil não existe para Hollywood. O que existe é América do Sul, uma terra inóspita cheia de perigos inimagináveis até para a ciência.

[Ouvindo: Mascarada – Emílio Santiago]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A música que o povo gosta

É nessas horas que eu lamento horrores não ter um blog de pirataria. Esse disco 90’s da Gretchen guardo no melhor lugar possível da minha estante!

Compartilharia com todo o amor que você merece! Não contente em regravar seus hits clássicos, em versão tecladinho jaguara pra pegar nas pistas, Sexy, Charme e Dance traz TODAS as bufas que a Som Livre emplacava nas piores casas do ramo graças a coletâneas pavorosas.

Baby não vá!, adaptação de Lady Don’t Cry (da Corona), é sem exageros o cume da carreira da Rainha do rebolado! Faço minhas as palavras que a Palmirinha provavelmente falaria se ouvisse: “Imperdível, minhas amiga! Imperdível!”.

Veja também:
Faça-me a pergunta


[Ouvindo: C-h-i-c-k-e-n Spells Chicken – McGee Bros]

Pra casa agora eu vou

E gurizadinha vestida de adulto? Freak! Repare na carinha do (acho que) Charlie, primeiro a nossa direita, como parece uma montagem tosca.

Menudo é aquele grupo de meninos sacolejantes que o Maurício Kubrusly garantiu se tratar dos novos Beatles. E é por essas e muitas outras que sem Kubrusly o Fantástico não é mais o mesmo.

Gente pequena, por gente pequena, fico com o Nelson Ned. Espetacular nessa capa postada pelo @ahdanilo no Twitter.

“Um show de 90 centímetros”. Se é pra ser politicamente incorreto, que seja com talento.

Veja também:
Sabes a chocolate



[Ouvindo: Not Mine – Peggy Lee & Benny Goodman]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Corre, Belinha!

Nem comentei que no mesmo supermercado onde achei o tal Fido, tinha um DVD com a familiar Divine dando sopa. Pra dona de casa ler o resumo sentindo o cheiro dos hortifrutigranjeiros...

Divine a preço de mandioca junto a melancias, alho, cenouras e beterrabas, combina sim! Íntimo, cheguei a pensar “Olha só quem ta aquiiii!”.

A Louca Corrida do Ouro é aquele em que ela é mocinha de saloon, repetindo a gloriosa parceira romântica com o Tab Hunter. Para ver umas capturas de tela clique aqui.

Um oferecimento Mom Smackley

[Ouvindo: Conoci La Paz – Beny More]

Cocktail no fim da tarde

Explicando o frame aos caretas. Embora pareça meio claro de que tipo de produção eu a retirei.

A câmera infelizmente não mostra nessa tomada todo o cenário, mas ele está indo a uma casa onde se ouve rock. Faltou uma letra no neon, mas dá pra compreender bem, né?

[Ouvindo: June in January – Dean Martin]

Que Nabokov não me ouça


Incompreensível a insistência na “inocente sedução”. Há gosto pra tudo, mas tai algo que não me agrada.

Quando apareceu de calcinhas na capa da Interview nacional, Ana Paula Arósio já tinha 20 aninhos. Uma veterana se levarmos em conta as contracapas de dezenas de revistas onde apareceu sedutoramente anunciando 775.

Era novata na TV, iria aparecer na novelinha do SBT Razão de Viver. Linda, era bem óbvio que seu futuro seria na telinha, embora por algum tempo nega-se tal vontade.
Isso faz 13 anos e ela continua com o mesmo frescor... Na arte de interpretar!!!

Ou fala irritantemente sorrindo de orelha a orelha ou chora muito. Mas a TV jamais se livrará de rostinhos bonitos, gente feia a gente já vê na rua. De baciada!

[Ouvindo: Samne Ye Kaun Aya – Kishore Kumar & Chorus]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A casa (do horror) dos artistas


Vem cá, a Jenifer do Dario Argento não é uma coisa Bárbara Paz do tempo daquele reality show? Loura, toda descabelada, choramingando pelos cantos...

Este episódio da série Masters of Horror é um interessante estudo sobre o desejo e a natureza (imutável) humana. Pode estar muito aquém de obras primas como Suspiria, mas mesmo assim é brilhante

[Ouvindo: Daddy's Home – The Fleetwoods]

Aprenda espanhol com Denissa


Muito, mas muito provavelmente mesmo, envidian é invejam. Até em Porto Rico “A FORSA DA ÇUA IVEJÁ É A FELOSIDADE DO MEU CUSECO”!

Rodillas são joelhos. A fofa passa tempo suficiente ajoelhada na igreja até esfolá-los, pedindo ao Papai do Céu todo luxo e poder que lhe é de direito.

Boa menina, consegue as graças! Enfim, a belíssima vedete Denissa é o que se pode chamar de mulher bem sucedida.

Casada com cirurgião plástico, as más línguas locais a tem como uma espécie de Ângela Bismarchi. Não só desmente o veneno, como garante tal e qual a nossa quase Garota da Laje “Soy toda natural!”.

[Ouvindo: Claire's First Appearance – Jacques Loussier]

Trauma pela TV


Casas mal assombradas é coisa que brota em todo lugar. Pôster americano de The Inugamis (Inugamike no ichizoku, 1976).

Sorte que na infância não assisti a nenhum dos 4000 filmes do subgênero. Neste feriado que passou, na praia, senti o peso de ter sido noveleiro quando criança.

Nem se me pagassem eu entraria numa lancha! Essas coisas têm, ou tinham, o péssimo hábito de explodir quando menos se espera.

Lucy Fragonard que o diga...

[Ouvindo: Mi Corazon Pertence a Papito – Desconhecido]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para cabelos selvagens

Muco de Gorila! Não pode haver nome mais genial para um gel fixador do que este.

Com o perdão de usar a palavra “genial”, tão vulgarizada, mas creio que neste caso seja plenamente justificável. Compraria numa boa ranho de macaco pra passar no cabelo, porque preciso de algo forte!

Um oferecimento Tumblepop

FIGHT! Joan Crawford Vs Marilyn Monroe


Alegria dos tablóides, seu nome é Joan Crawford! Relegada a papeis bem diferentes de outrora, a atriz não poupou alfinetadas à estreante Marilyn Monroe.

Tudo teria começado quando em 1953 Marilyn, em plena explosão de sucesso, foi convidada a entregar um Oscar. Furiosa, Crawford disparou à imprensa que "Foi a exibição mais chocante e de mau gosto que eu já vi. Olha, não há nada de errado com meus seios, mas eu não sairia por aí atirando-os no rosto das pessoas."

Erroneamente ainda tentou prever que a carreira da loira não iria longe: “Certamente seus filmes não vão fazer sucesso, e vou dizer por quê. Sexo desempenha um papel extremamente importante na vida de cada pessoa. As pessoas estão interessadas nele, intrigadas com ele. Mas elas não gostam de ver quem os ostenta em seus rostos. E não se esqueça das mulheres. São elas quem escolhe o filme de entretenimento para a família. Elas não vão pagar por nada que não seja apropriado para seus maridos e filhos. Devem ter lhe dito que o público gosta de personalidades femininas provocantes, mas ele também gosta de saber que debaixo de todas as atrizes há damas...”

Na polêmica autobiografia (na verdade uma junção de depoimentos de Marilyn, nem sempre condizentes com a realidade) o fato é citado, mas tudo teria começado bem antes. Em 1946, quando ela estava bem em começo de carreira, matando cachorro a grito, as duas se conheceram num jantar.

Crawford teria se prontificado a ajudar a aspirante em termos de não parecer vulgar na hora de se vestir. Monroe, deslumbrada com a ajuda do ídolo, topou na hora.

Encontraram-se outras vezes, chegando a freqüentar a casa da veterana atriz de Hollywood. Mas ela não tinha grana nenhuma na época, usava sempre o mesmo vestido em todos os eventos mais chiques.

Acabaram por se afastar até a referida noite da entrega do prêmio. Não acreditou ao ler nos jornais a opinião da colega: “Ela disse que o desempenho vulgar de Marilyn Monroe na Academia foi uma vergonha para todos em Hollywood. (...) Fiquei tão surpresa que eu poderia facilmente acreditar no que estava lendo. Liguei para alguns amigos que tinham me visto na cerimônia e perguntei-lhes se era verdade. Não era verdade, eles disseram. Aconselharam-me a perdoar uma senhora que tinha outrora também sido jovem e sedutora.”

A coluna da fofoqueira Louella Parsons registra o seguinte desabafo: "Chorei a noite toda. Eu sempre admirei Miss Crawford por ser uma mãe maravilhosa – por ter adotado quatro filhos e dar-lhes uma bela casa. Quem melhor do que eu pra saber o que isso significa para desabrigados pequeninos?". Postura idêntica (de relembrar a imprensa de seu passado miserável) voltou a tomar quando vazaram suas (antigas) fotos nuas na Playboy.

Biógrafos mais sensacionalistas (aka língua de trapo) dizem que Joan Crawford teria tentado um relacionamento amoroso com Marilyn Monroe. Com as recusas remoeu a raiva por quase dez anos.

No fatídico agosto de 62, Crawford apareceu abaladíssima (e visivelmente alcoolizada) na casa do diretor George Cukor. Cukor ao perguntar qual o motivo de estar tão chateada já que era notório seu desafeto pela falecida ouviu: “Você está certo. Ela era vulgar, uma exibicionista. Ela nunca foi profissional. Mas, pelo amor de Deus, ela precisava de ajuda. Ela tinha todas essas pessoas em sua folha de pagamento. Onde diabos eles estavam quando precisou deles? Por que diabos Marilyn teve que morrer sozinha?.”

Mais informações você pode conseguir (em inglês) aqui e aqui

Veja também:
Argentina em chamas - Eva Perón Vs. Libertad Lamarque
Artimanhas de Joan Crawford no Oscar


Ladies and gentlemen:

Quando a fórmula spielberguiana “pai de família passa o diabo pra proteger seu lar” não gerava obviedades lacrimejantes.

[Ouvindo: You Don't Have A Clue – Röyksopp]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Para seletos bicos

Muito azar o meu ter Drácula em edição de bolso da Ediouro. Texto integral, mas pra caber tudo tacaram uma fonte minúscula que vai de fio a pavio de cada página.

É a velha máxima do “Não existe almoço grátis” empregado ao mundo editorial. Levei quase a eternidade vampiresca para terminar cada página e mais ainda para finalizar o livro.

A galerinha habituada à fonte 18 dos Harry Potter e Twilight da vida fugiria como o diabo da cruz. Com certeza absoluta.

Mas nada a reclamar da capa, com um sujeito que lembra bastante o Bela Lugosi. É (junto a não ter comprado outra edição) motivo suficiente para não me desfazer dele.

Aproveitando o ensejo, muito estranho livros de bolso nunca terem alcançado seu merecido lugar ao sol do Brasil. Fora aquelas edição com capas horrendas da Martin Claret que se acha praticamente em qualquer botequim.

No supermercado que freqüento há uma pratileirinha que pode explicar o insucesso do formato. Nenhum custa menos do que R$ 19,99!

As versões bolso seriam grande motivo para o barateamento (e popularização) dos títulos, econômicos e cômodos de carregar. Ainda mais se lembrarmos (e ninguém lembra mesmo) que este tipo de produto está isento de impostos.

E assim voltamos ao tema inicial do post (Drácula e “não existe almoço grátis”) para justificar o surgimento das livrarias babilônicas, semelhantes às mastodônticas construções de igrejas evangélicas (também isentas de impostos). O caminho é tirar sangue!

Veja também:
Petrobrás, a gente não quer só comida
Drácula em quadrinhos
Irmãos de sangue


[Ouvindo: L'exode – Yasuo Sugiyama]

Mais tradicional que panetone

Começou a temporada de caça aos economistas, professores de finanças e seres do gênero! Todo e qualquer veículo de comunicação aproveita esta época do ano para entrevistar um deles.

A pergunta é a mesma desde que o mundo é mundo, ou melhor, desde que em 1962 criaram esta bufunfinha extra no fim do ano: “O que fazer com o 13º salário?”.

Torço para o dia em que ouvirei “Torra tudo em figurinha da Copa!”. Qual o quê!

A resposta também são exatamente a mesma todo santo ano. Pagar dívidas mais urgentes e se possível (aham) guardas uns caraminguás pro futuro.

Clichê do jornalismo muito parecido com aquelas matérias sobre o carnaval de norte a sul do Brasil. Não duvido que algum dia revelem que estão usando as mesmas imagens de Olinda há 5 anos.

[Ouvindo: Tutti Frutti – Frenéticas e Miguel Bosé]

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