terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Para John Waters haverá até Hairspray no Espaço!

 Sem filmar desde 2004, o diretor John Waters se declarou feliz com os frutos que Hairspray, seu filme de 1988, colhe na atualidade. Desde que se tornou musical no teatro adaptado no mundo todo, virando um novo filme em 2007 e agora, no final do ano passado, "Hairspray Live", versão ao vivo na TV.

Em entrevista a um telejornal da NBC Washington se declarou emocionado com esta adaptação televisiva de seu roteiro. Isso deixando claro que tem cada vez menos participação com esses projetos, muitas vezes apenas conhece algumas pessoas do elenco.
Waters se disse surpreso com o interesse que Hairspray tomou nesses quase trinta anos.  Brincando declarou esperar uma versão scifi do tipo Hairspray no Espaço e que uma vez, ao ser entrevistado falou (zoando!) na possibilidade de um Hairspray on Ice e no dia seguinte produtores lhe ligaram propondo isso.

O que provavelmente acontecerá mesmo é uma série. A HBO pagou por um especial e uma série, que ainda não aconteceu, mas se esta “versão ao vivo der audiência, quem sabe?”.

Mas as ideias não param por aí. Ele quer que a versão final seja “Hairspray Naked” com todo o elenco nu, cantando pra cá e pra lá! Seria uma excelente adaptação.
Rick Lake e Divine em Hairspray - E Éramos Todos Jovens (1988)
Nikki Blonsky e John Travoltaem Hairspray: Em Busca da Fama (2007 de Adam Shankman)
 Maddie Baillio e Harvey Fierstein em Hairspray Live! (2016 de Kenny Leon e Alex Rudzinski)
Com 70 anos de idade, sem dirigir nada desde O Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame, 2004), o diretor prometeu no final de 2015 que voltaria a ativa. Até agora não há nada além de lermos o nome dele associado a remontagens de Hairspray ou a participações eséciais em filmes como Alvin e Os Esquilos 4.

Tem um ponto em Hairspray que parece escapar a muitos dos seus fãs radicais (que lhe deram apelidos como Rei do Vômito, Papa do Mau Gosto entre outros). Além de o dinheiro ser bem bom de todas essas adaptações, John Waters considera este filme de 1988 o seu único filme pernicioso, o mais eficaz entre todos.
Explicou que filmes como Pink Flamingos (1972) pregam para convertidos, para um público que já concorda com aquelas ideias. Já Hairspray, cuja versão musical agora é remontada todo fim de ano em escolas públicas de ensino médio da América leva a pessoas comuns discussões sobre racismo, travestismo, casais inter-raciais, luta de classes entre outros temas ainda “delicados”.


Trocando em miúdos: Não adianta nada tentar explorar temas socialmente relevantes em produções que apenas meia dúzia vai assistir apenas para concordar com aquilo. Para Waters, “Hairspray é um cavalo de Tróia: Ele sorrateiramente entrou no centro da América e nunca foi pego”.

Veja também:
John Waters e a tirania do bom gosto
John Waters admirado com a obscenidade atual
Locação de Hairspray 1988 hoje!
Que fim levou o galã de Hairspray?
Hairspray no Brasil

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O avesso da cena: A timeline do efeito morfe

 Conforme a computação gráfica foi evoluindo entre as décadas de 80 e 90 alguns efeitos especiais foram se tornando conhecidos. Mas nenhum efeito se comparar ao morfe (morph, morphing), onde uma pessoa se torna outra, que virou verdadeira coqueluche!

Isso, claro, a partir do clipe Black or White do Michael Jackson, que deixou todo mundo de queixo caído em 1991. Dirigido por John Landis o curta apresentava uma sequencia inteira de pessoas de vários biótipos raciais, entre eles a futura supermodelo Tyra Banks.
Só que, como toda a tecnologia, nada aconteceu de um dia para o outro. Hollywood vinha experimentando o efeito há algum tempo, pra falar a verdade, até mesmo antes do surgimento da computação gráfica.
Lon Chaney Jr. teria sofrido menos para se transformar desde O Lobisomem (The Wolf Man, 1941 de George Waggner) se houvesse computação gráfica naquele tempo. A maquiagem demorava cerca de seis horas para ser aplicada, quadro a quadro, o que exigia do ator ficar quase estático diante das câmeras e holofotes.

Voltando à “era dos computadores”, o registro mais arcaico do uso do efeito com fotorrealismo aparece no filme O Rapto do Menino Dourado (The Golden Child, 1986 de Michael Ritchie). Ainda de forma bastante rudimentar um animal se torna o vilão e depois exatamente o contrário.
A façanha ficou a cargo da Industrial Light & Magic (ILM), que continuaria aperfeiçoando a técnica. Dois anos depois parecia que se passaram décadas para o efeito de morfe apresentado pela mesma ILM em Willow - Na Terra da Magia (Willow, 1988 de Ron Howard).
No ano seguinte, em Indiana Jones e A Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989 de Steven Spielberg), o vilão (mais uma vez o vilão) mostra que o efeito evoluía muito mais rápido.  Ao beber no cálice sagrado ele literalmente apodrece bem diante dos nossos olhos!
O incrível dessa vez foi a mistura de computador, stop motion e animatronic que manteve o aspecto retrô da aventura. 

Aí chegamos à década de 90 e o efeito acabou popularmente sendo conhecido como “Black or White” devido ao estrondoso sucesso do clipe de Michael Jackson em 1991. Nesse mesmo ano ele também apareceu com destaque em dois filmes: O Exterminador do Futuro 2 – O julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991 de James Cameron) e Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida ( Star Trek VI: The Undiscovered Country, 1991 de Nicholas Meyer) .

E surpresa! No Brasil a TV Globo produziria o mesmo efeito de ponta, o último grito da moda tecnológica, nas emoções finais da novela Vamp (1991/1992), utilizando os atores do elenco (só os do bem) que foram vampirizados no decorrer da história de Antônio Calmon.
Meses antes a novela havia estreado com efeitos especiais executados por um profissional "vindo de Hollywood" (conforme o noticiado na época), mas ainda ópticos, não digitais. Leia mais sobre isso clicando aqui.

A dor e a delícia da computação gráfica é que ela surgiu como algo eficaz, mas caro, disponível para pouquíssimas pessoas. Caminhando a passos largos, logo seus efeitos ficam superados, pelo menos o uso mais óbvio deles.

O efeito de morfar, incrível desenvolvimento da Industrial Light & Magic, impressionou o mundo no clipe de um mega astro da música, uns cinco anos depois estava sendo utilizado no palco do Domingo Legal no SBT! Numa brincadeira onde os convidados tinham que adivinhar em qual celebridade o apresentador Gugu se transformava, isso em pouco mais de dez anos desde O Rapto do Menino Dourado.

Não foi a primeira vez que um efeito especial do cinema foi parar no palco do Gugu, como já vimos aqui antes com o julgamento de do general Zord de Superman. “É as mulheres. Oba! É as mulheres. Oba!”. 

Atualmente o morfe continua sendo aperfeiçoado e é utilizado de forma maciça na TV e cinema de forma bem mais discreta. E não só! Existem apps para celular que prometem o resultado além de vários tutoriais amadores no Youtube ensinando passo a passo como fazer o mesmo em casa.

Veja também:
Cinema e computação gráfica: 40 anos!
Quando novelas precisam de ajuda internacional
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Avesso da cena: Tom Savini em Zombie
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O dia em que Alessandra Negrini enfrentou a Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

 A recepção ao A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow, 1999 de Tim Burton) foi um grande reflexo dos tempos moralistas que estávamos entrando com a virada do milênio. Nos EUA ele saiu com a classificação R (Menores de 17 apenas acompanhados dos pais) e no Brasil foi proibido para menores de 18 anos (mesmo acompanhados por responsáveis).

Levando em conta que a maioria da plateia de multiplex é composta por adolescentes, tais classificações são o mesmo que fadar qualquer filme ao fracasso. Aqui no nosso país A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça foi parar nas revistas de fofoca e páginas policiais quando Alessandra Negrini foi notificada por levar seu filho de três (frito do casamento com o também ator Murilo Benício) a uma sessão do filme no Leblon.
Como alguém saberia quem foi aonde ver qual filme? O então juiz da 1ª Vara da Infância, Siro Darlan, segundo o publicado na época (o filme estreou no Brasil em janeiro de 2000), leu numa notinha de jornal que a atriz (então no ar na minissérie A Muralha da TV Globo) tinha estado com o filho numa sessão do filme de Tim Burton em tal cinema.

A partir daí enviou uma equipe até o local, para checar se a notinha era verdadeira. Funcionários confirmaram, mas o gerente negou ter visto Negrini e a criança. O gerente disse que estava lá naquele dia e não a viu, nem ela poderia ter entrado, porque três anos é muito pequeno até para o forte áudio da sala.

Assim foram autuados o cinema e a mãe por descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 249, que considera uma infração descumprir (intencionalmente ou não) deveres inerentes ao pátrio poder. Ele teve dez dias para se justificar e a pena era de advertência a multa de 3 a 20 salários mínimos.

Ao jornal Folha de São Paulo, em sete de fevereiro de 2000, Alessandra Negrini se disse chocada. Ainda se explicou: "Não sabia que era um filme de terror. Achei que era um filme de época. Vi um trailer na TV e meu filho pediu para ir. Achei que tinha um pé na comédia. Mas não, era terror. E o meu filho dormiu o filme inteiro. Eu mesma não gostei do filme. E acho que não é um filme para crianças. Na porta do cinema, ninguém me barrou.".

Tim Burton diante da classificação R dos EUA disse que violência era uma questão subjetiva. Lamentou que esta homenagem a obras do Mario Bava e das produções da Hammer tenham ficado restritas, e que ele mesmo cresceu assistindo filmes assim e que deve muito a eles por ser quem ele é.

"Eu cresci assistindo filmes assustadores e nunca tinha medo deles. A sociedade tem uma maneira de fazer que pareçam incomuns de alguma forma...” disse em 1999 à revista Entertainment Weekly. O diretor ainda prosseguiu: “Eu não teria nenhum problema em mostrar 'A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça' para algumas crianças, porque as crianças são como adultos em que alguns iriam adorar esse tipo de coisa, enquanto para outros seria demais. Todo mundo tem uma percepção diferente das coisas. ".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Assista a uma incrível apresentação do Emergo

Para promover seus filmes o produtor e diretor William Castle criava os mais criativos inventos. Para A Casa dos Maus Espíritos (House on Haunted Hill, 1959) ele desenvolveu o Emergo.

A intenção era levar o horror para dentro das salas de cinema, pulando da tela, num tipo de 3D muito mais eficaz. Na prática, nada mais era do que um esqueleto preso num fio, que a certa altura em sincronia com o filme passeava sobre as cabeças da plateia.
CriticoOnline
"O primeiro filme com a incrível nova maravilha EMERGO. A emoção voa direto para a platéia"
 Tão hilário quanto lendário, dizem que o Emergo, embora divulgado até nos pôsteres do filmes como “nova maravilha tecnológica” foi pouco utilizado pelos donos dos cinemas. E claro que alguém na atualidade tentou reproduzir o efeito, conforme você assiste no vídeo abaixo.
Existem alguns outros vídeos no Youtube, mas creio que pelo ângulo da câmera este é o melhor. Também há uma foto da década de 50 mesmo, com a plateia se escangalhando de rir diante do Emergo.

No Brasil o filme foi exibido em São Paulo no Cine Marabá a partir de novembro de 1959. Nenhum sinal do Emergo, mas ele ficou anos em cartaz mesmo com a crítica lhe pondo entre os piores do momento.

Foi estrear na TV pela Globo apenas em agosto de 1967, com toda pompa na extinta sessão Show de Cinema. Depois de muitas reprises A Casa dos Maus Espíritos saiu e circulação.
Hoje, como está em domínio público é facilmente encontrável em DVD por várias distribuidoras, inclusive em versão colorizada digitalmente. Na parte onde deveria aparecer o esqueletinho não acontece nada, apenas o vazio precedido pelo Vincent Price manipulando os fios (agora você já sabe o que acontecia nesta hora!).
Para ler mais sobre Emergo, clique aqui.  William Castle também criou os incríveis Illusion-O (óculos especiais para identificar fantasmas), o cinema interativo onde a plateia decidia o destino do vilão e Percepto, famoso por proporcionar arrepios no público (através de cadeiras que davam choque!) entre muitas outras esquisitices.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

“Sorte” da principiante Teresa Wright

David Paris
Tem gente que começa lá por baixo e precisa de degrau em degrau. Teresa Wright começou no cinema em Pérfida, dirigido em 1941 por William Wyler!  

Ela estava com 23 anos, mas com um jeito doce que lhe garantiu papeis de adolescente. Teve que contracenar logo de cara com ninguém menos do que Bette Davis!
E as duas foram indicadas ao Oscar: Atriz e atriz coadjuvante. Ao todo o filme recebeu nove indicações e a garota ainda disputou na sua categoria com a colega de elenco Patricia Collinge, mas ninguém levou nada!

Os próximos filmes de Teresa Wright foram Rosa da Esperança (Mrs. Miniver, 1942 de William Wyler) e Ídolo, Amante e Herói (The Pride of the Yankees, 1942 de Sam Wood). E surpresa! Ela foi indicada ao Oscar por estes dois também!

Na festa da Academia disputou contra ela mesma e ganhou! Com apenas dois anos de carreira conseguiu três indicações ao Oscar com uma vitória por Rosa da Esperança, um feito inédito até hoje.
Oscars
Wright com seu precoce Oscar parece não acreditar. Naquela época o prêmio para coadjuvantes era uma plaquinha, não um homenzinho como passaram a receber até a atualidade.

Até Jennifer Lawrence ser indicada em 2014 (ela recebeu o prêmio em 2013 e teve outra indicação em 2016, totalizando quatro disputas), Wright era a mais jovem a acumular três indicações! Ainda é dela o recorde do ator a ser indicado em seus três primeiros filmes.

Seu quarto filme foi Sombra de Uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943 de Alfred Hitchcok) que seria sucedido por trabalhos com Fred Zinnemann, Raoul Walsh e Frank Capra. Só que a garota dizia querer ser uma atriz, não uma estrela, o que não condiz com todo esse glamour de prêmios.
Em 1948, já casada e com filhos se encheu daquilo tudo! Simplesmente se recusou a viajar para promover Encantamento (Enchantment de Irving Reis) o que acarretou no cancelamento de seu contrato com Samuel Goldwyn. Na época justificou dizendo que “o tipo de contrato entre atores e estúdios é antiquado na forma e abstrato no conceito. Não há privacidade que os produtores não possam invadir. Tratam-nos como gado e mandam na gente como se fossemos crianças”.


Ela continuou trabalhando em produções televisivas, veículo tratado como menor, e claro, com salário muito menor. Até sua morte em 2005, Teresa Wright dizia que jamais se arrependeu da troca e só pra constar, na TV ela acumulou outras três indicações ao Emmy.

Veja também:
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Oscar de Joan Crawford todo detonado!
Oscar por piedade
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vampira na Turma do Pica-Pau e em outras reencarnações

 Inspetor Willoughby é daquelas coisas que a gente não lembrava mais até rever. Essa espécie de Mister Magoo foi criado por Walter Lantz e fazia parte da turma do Pica-Pau.

Durou apenas 12 aventuras produzidas em 1958 e 1965. O sétimo episódio, Hyde and Sneak (Esconde-esconde aqui), está dublado em português no player abaixo.
Em Esconde-esconde o personagem se vê as voltas com a vilã Vampira Vamp (mesmo nome tanto em inglês quanto português). Pelo visual e pelo nome a personagem é claramente inspirada na apresentadora de TV Vampira.
Criação da modelo Maila Nurmi, Vampira apresentava sensualmente filmes de terror tarde da noite numa emissora de Los Angeles. Isso por volta de 1955, época em que a televisão era um veículo bem limitado.

Ela já foi tema de vários posts aqui no blog (lista de alguns ao final do post), mas não custa recapitular. Sua meteórica trajetória ainda foi tema de um documentário em 2012: Vampira and Me, dirigido por  R.H. Greene, cujo trailer você assiste abaixo.
Vampira fez tanto sucesso que até aqui no Brasil ganhou notinha no jornal Folha de São Paulo naquele ano. Logo caiu em maldição, perdendo o emprego e indo parar no elenco de filme Plan 9 From Outer Space (1958 de Ed Wood) considerado o pior filme de todos os tempos. 
É graças a essa atuação (que ela exigiu não ter texto porque era só abobrinha) que Vampira foi redescoberta pelo grande público nos anos 90, na cinebio de Ed Wood dirigida por Tim Burton em 1994. No filme ela é interpretada por Lisa Marie (foto abaixo), então esposa do diretor.
Antes disso ela teve que lutar bastante, inclusive com as cópias geradas a partir do seu grande sucesso. Muito provavelmente ela não recebeu um centavo pelo desenho Walter Lantz, ou pela criação da caracterização da Mortícia em A Família Adams na série ou a mais recente Elvira entre tantas outras.
O que se sabe é que processou a ex stripper Cassandra Peterson por ter roubado sua personagem na criação da Elvira. Maila Nurmi vivia vendendo bijuterias em 1981 quando produtores lhe chamaram para ajudar a criar um novo show como o apresentado por ela na década de 50.
Quando Maila saiu do projeto contrataram Cassandra e assim nasceu o programa Elvira's Movie Macabre, sessão de filmes de terror estrelados pela sexy e sombria Elvira, do jeitinho que já existia. A veterana apontava a existência de 150 semelhanças entre Vampira e Elvira, inclusive o bordão de encerramento: "Sonhos desagradáveis, darlings".

O juiz deferiu a ação e Elvira seguiu fazendo muito sucesso até hoje, com muitos fãs que provavelmente não conhecem Vampira, a primeira Glamour Ghoul. Azar o deles.

Veja também:
Vampira cantada em verso e prosa
Deu na Folha em 1955
Vampira fala sobre seu romance com James Dean e muito mais
Versão brasileira da Vampira
Maila Nurmi e a vingança dos rejeitados

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Dolce Video #4 está puro anos 80

O primeiro vídeo do canal do La Dolce Vita no YouTube em 2017 vai até a década de 80. Não apenas a época fosforescente, mas um tempo onde a nova pop star Madonna interagiu com o astro clássico Rock Hudson!

Como sempre, se curtiu não deixe de dar um “like” no vídeo e se inscrever no canal e claro, fique à vontade para comentar. Muito agradecido desde já!  :D  

Ah, tem a Elsa fazendo o Geninho da She-Ra também. Só percebi na hora de editar, achei fofo e deixei.

Assista aos outros vídeos também!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Revista tentou prever em 85 como Michael Jackson estaria em 2000

Em 1985 Michael Jackson se juntou a outras estrelas para lançar o hit "We Are The World", também resgatou o chipanzé Bubbles. Num legítimo “Expectativa Vs Realidade”, naquele mesmo ano a revista Ebony tentou prever como Michael Jackson estaria no ano 2000.

Na legenda na parte inferior da montagem (criada pelo artista Nathan Wright) lemos: “Aos 40, ele terá envelhecido graciosamente e terá um olhar bonito, mais maduro. Em número, seus fãs terão crescido dez vezes até o ano 2000”.

Nós o vimos como estava em 2000, com 42 anos de idade e bem diferente disso aí. Não dava pra prever que ele seria vítima de vitiligo, abuso de medicamentos controlados e as sucessivas cirurgias plásticas.
Em 2000 ele lançava a coletânea Millennium Collection e ostentava um cavanhaque! Isso é a coisa mais próximo que a previsão e 1985 chegou (o que dizer do corte quase Rachel?).

A materia da Ebony, publicada na íntegra pelo siteFlashback, se chamava “Blacks And The Future: Where Will We Be In The Year 2000” e incluía outros astros negros. A maioria desconhecidos no nosso país ou já esquecidos aqui no século XXI.

Aqui no Brasil fizeram apostas semelhantes na revista Sétimo Céu em 1971 com astros nacionais. Silvio Santos, Wanderléia e Francisco Cuoco em 2001 você vê clicando aqui.

Veja também:
Michael Jackson e Rock e Rock Hudson
Como Bela Lugosi salvou Thriller e mudou a história da música

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O exorcismo de Dixie Carter


YouTube você sabe como é, né? Começa-se assistindo vídeo sobre a vida marinha em Galápagos e se termina com o Patolino rebolando travestido de Carmen Miranda.

Não sei como cheguei a este vídeo de Dixie Carter, atriz indicada ao Emmy por Desperate Housewives, mas cheguei! E esse vídeo tem bastantes views e cometários.

A coisa fica legal em 1’27’’. Todas as famosas e os famosos tiveram suas fitas de workout naquela época, mas Carter foi além na ginástica.

Mas muito mais do que uma encarnação 90’s da Linda Blair possuída, a gente aqui no blog já sabia do que se trata só de ver o tumb. Sim, sim! Bem aventurado este poço de cultura inútil! 
É uma posição yoga para melhorar o mau humor, veja clicando aqui, com vídeo demonstrativo e tudo. A mesma expressão bizarra que Peter Sellers usa em Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968 de Blake Edwards).
E nesses anos todos (o post é de 2013) nunca testei, até por que, geralmente quando percebemos que estamos de mau humor o estrago já está feito. É quanto já derrubamos um elefante na cabeça de quem só estava assobiando Tico Tico no Fubá.

Para mais celebridades exercitando o corpo das mais variadas formas em fitas de VHS, não deixe de conhecer este outro post aqui! Vamos malhar?!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Completo no YouTube: Drácula da Marvel em anime

 A versão de Drácula em quadrinhos (Tombo of Dracula) criada pela Marvel no começo dos anos 70 é bastante obscura para não aficionados no universo da editora. Sua adaptação em longa metragem pelos japoneses é igualmente desconhecida.

Dracula: Sovereign Of The Damned (Yami no Teio Kyuketsuki dorakyura, 1980 de Nagaoka Akinori e Minoru Okazaki) foi produzido pela tradicional Toei Animation e condensa toda a história vista nas bancas. Preserva ainda as cores berrantes dos quadrinhos de super heróis de antigamente.
Embora seja evidente que não é para criancinhas, o filme em si é uma viagem lisérgica ao som de sintetizadores com sabor de Sessão da Tarde. Assim como a HQ, conversa com os personagens criados por Bram Stoker, mas a ação se passa no presente, ou seja, no solar inicio da década de 80.

Em linhas gerais, Drácula num culto satanista pega para si uma virgem sacrificada. Dessa noitada nasce um filho, que ele passa a amar, disposto a uma nova vida!

 O que não imagina é que a tal virgem na verdade era para Satanás, que fica P da vida e decide cobrar pela ousadia. Drácula se torna assim um tipo de "persona no grata" entre todos os monstros que vagam pela Terra.
Do lado dos mocinhos está Quincy Harker, filho de Mina e Jonatha Harker, o idoso que vive numa cadeira de rodas sabe tudo sobre o impiedoso Conde da Transilvânia. A ele junta-se os jovens Rachel Van Helsing (neta de você sabe quem) e Frank Drake, descendente distante de Drácula.

No começo eles se estranham, mas logo juntam forças para combater as forças das trevas. Isso utilizando inclusive muitos golpes de kung fu, como convinha a todo filme de ação naquela época.

Divertido, incrivelmente kitsch e fiel ao espírito da época, a história humaniza bastante o personagem principal. Reconta num flashback sua trajetória nos Cárpatos de herói injustiçado a principal criatura a habitar pesadelos.
Ainda faz bom uso de todos os monstros que frequentavam os cinemas na época, inclusive os zumbis “made in Italy”.  Não é memorável, inesquecível, ou qualquer adjetivo do tipo, mas uma boa peça pop.

A cópia presente no YouTube está com legendas fixas em português do Brasil com qualidade. Caso você não consiga assistir no player abaixo, pode acessar direto no site clicando aqui.
Esta versão é a exibida no canal japonês Asahi, que difere em alguns pontos da versão recorrente nos EUA e tem  cerca de 10 minutos a mais. Bem raro, merece ser assistido e guardado por fãs de quadrinhos, cinema de horror e animes. 

Veja também:
Frankenstein em anime
Mais filmes completos e de graça no YouTube!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Burt Reynolds quer ter um filho com você. Isso mesmo, com você!

 Que dona de casa não quer ter um filme com o mais másculo dos astros hollywoodianos? Hoje provavelmente nenhuma, ou pouquíssimas, mas Burt Reynolds já foi tão sexy que até as campanhas publicitárias de seus filmes apelavam para isso.
Pockets of sanity
O material para promover Paternidade (Paternity de David Steinberg) de 1981 é de um gosto tão duvidoso que impressiona. Ele aparece de casaco propositadamente mostrando o peito peludo enquanto (como o Tio Sam) aponta em nossa direção com os dizeres de que ele quer “ter um bebê com você”.

Deve ter dado certo porque foi reproduzido no mundo todo, inclusive aqui no Brasil. Com ”Ele quer você para ter um filho”, a arte praticamente era a mesma dos EUA
 .
Mercado Livre
 Burt Reynolds é um mistério. No inicio estrelava filmes de alto teor masculino com ação, pancadaria, corre, corre e ainda assim se tornou um dos principais sex-simbols das décadas de 70 e 80.

E ele nunca se vez de rogado. Posou para capa da Playgirl, lançou livro com fotos seminu com respostas a cartas picantes de donas de casa e até a célebre pôster central da Cosmopolitan onde está deitado num tapete tendo apenas a mão escondendo as partes baixas.
“Acho que a melhor coisa que você pode fazer quando a sua masculinidade está sendo constantemente exposta é apenas se divertir com isso” disse em sua biografia, e ele se divertiu como poucos. O macho objeto por vocação.

 Mas, como era de se esperar, seus fãs não são apenas mulheres. No alvorecer da indústria do cinema adulto Paul Barresi (que você vê abaixo) foi descoberto por um produtor enquanto trabalhava na construção civil para ser a versão gay pornô de Burt Reynolds.
Barresi trabalharia não só em filmes adultos gays, mas heteros e bissexuais. Seu maior feito no show buzines foi mesmo alimentar revistas de fofocas com supostas histórias de romances com astros como John Travolta.

Já o real Burt Reynolds acha Willie Nelson o homem mais bonito do planeta com que já trabalhou na vida. “Se eu fosse gay, ele teria me salvado milhões apenas porque teríamos tido um casamento muito feliz!”, se lamentou, provavelmente levando em conta a fortuna que perdeu na separação com a atriz Loni Anderson em 1994.
Salon
O ator Neil Patrick Harris (conhecido principalmente como o Barney do seriado How I Met Your Mother) revelou em sua biografia que foi um beijo na boca que recebeu de Burt Reynolds que o fez ter certeza que era gay.

Em 1989, aos 16 anos, ele participou de um episódio da série B.L. Stryker estrelada por Reynolds, que você pode assistir no Youtube, sem legendas em português. No final de uma cena o veterano ator brincando se inclinou e lhe beijou na boca, para seu desespero e divertimento de todos os que estavam no set.

“A equipe pensou que isso era muito engraçado, mas isso me deixou desconfortável. Desconfortável e, no final das contas, porque sou gay. O beijo de Burt Reynolds faz você ser gay.”.  E a partir daí Harris não teve mais duvida sobre quem era, despertado pelo beijo de Burt Reynolds.

Veja também:
Paul Barresi: De astro pornô a veneno de celebridades
Burt nu no museu de cera
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