quarta-feira, 19 de abril de 2017

Faye Dunaway, a pior pessoa de Hollywood segundo Bette Davis

Tem circulado um vídeo de uma entrevista de Bette Davis em 1988 onde ela é enfática sobre a pior pessoa em Hollywood. Sem pestanejar: Faye Dunaway!

Na hora de explicar disse que não tinham tempo para apontar todos os motivos, “realmente ela muito difícil de trabalhar”. Assista ao vídeo no player abaixo ou clicando aqui.

“Senhora Dunaway é para Senhora Dunaway” e olha que Bette Davis trabalhou com barras pesadas como MiriamHopkins e, claro, Joan Crawford.  Mas no final da vida, nenhuma se comparava a Faye Dunaway.

Muita gente recebeu essas declarações como se ela tivesse bode por Dunaway ter interpretado Joan Crawford no infame Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981de Frank Perry) e a estaria associando. Muito pelo contrário!

Quando o livro Mamãezinha Querida, onde a filha de Joan Crawford narra supostos abusos, foi lançado,  Bette Davis se posicionou contra a publicação. Como qualquer pessoa humanamente sensível se posicionaria diante daquele oportunismo em cima de quem nem estava mais vivo para se defender.

E quando a adaptação para o cinema começou a ser produzida, várias atrizes recusaram o papel em respeito à memória de Joan Crawford. O filme foi uma queimação de filme para quem o protagonizasse até no meio artístico.
 Se Davis já detestava Faye Dunaway pelo seu comportamento depois que trabalharam juntas no telefilme O Desaparecimento de Aimee (The Disappearance of Aimee, 1976 de Anthony Harvey), passou a ter repulsa após Mamãezinha Querida.  Por mais que tenham sido rivais de Joan Crawford (e ela teve várias rivais!), houve mal estar com o projeto que adaptou aquele embuste.

Em tempo: Olivia de Havilland, amiga íntima de Davis e a única viva das retratadas na série Feud: Bette e Joan, respondeu ao Hollywood Reporter por e-mail sobre o programa. As poucas linhas diz muito sobre o que as estrelas acham (ou iriam achar) dessas interpretações de fatos.

“Recebi seu e-mail com suas duas perguntas", respondeu De Havilland. "Eu gostaria de responder primeiro à segunda delas, que me pergunta a exatidão de uma série de televisão atual intitulada Feud, que diz respeito a Bette Davis e Joan Crawford e sua suposta animosidade uma com a outra. Não tendo visto a série, não posso fazer um comentário válido sobre ela. No entanto, em princípio, me oponho a qualquer representação de personagens que não estão mais vivos para julgar a precisão de qualquer incidente descrito que as envolvia". 

Veja também:


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Uns passam tempo jogando biriba, prefiro procurar capa de revista

 Cada um com suas manias. E eu não posso ver foto antiga com astros lendo alguma revista que não descanso até descobrir qual revista é aquela.

 Geralmente eles estão lendo alguma revista onde aparecem na capa. Não é o caso desta imagem de Roger Corman e Vincent Price no set de A Mansão do Terror (The Pit and the Pendulum) de 1961.

Uma revista japonesa com Audrey Hepburn na capa não foi nada fácil receber as graças do Google para quem não fala japonês. Mas, após anos de busca, e alguns macetes desenvolvidos... voi lá!
Foi a mesma alegria de encontrar figurinha que completaria um álbum. É provável que exista uma matéria sobre eles no miolo? Nunca saberemos...

O nome da revista é “Screen Magazine” (ou スクリーン), uma publicação bastante tradicional daquele país sobre estrelas de Hollywood. A edição é de abril realmente do ano de 1961 (pensei na possibilidade de ser anterior a 1961 pela distância e distribuição da época).

Num leilão virtual do Yahoo JP  foi levada por 1.000 ienes (algo em torno de 28,000 Golpinhos). Ou seja, ela realmente é difícil de ser encontrada mesmo fisicamente no Japão. .

Hepburn apareceu na capa da Screen incontáveis vezes. Inclusive foi fotografada lendo uma das revistas, edição e agosto daquele mesmo ano.

E claro que esta é bem fácil de ser encontrada, em várias resoluções. Difícil mesmo foi a que eu queria, a do Roger Corman e Vincent Price (sempre assim...).

PS: Reparem como eles estão vendo a última página da revista achando provavelmente que é a primeira.

sábado, 1 de abril de 2017

O galã clássico de Hollywood que topou filme adulto!


Alguns antigos astros da era de ouro de Hollywood após certa idade voltaram ao estrelato em filmes B de horror. O galã Aldo Ray foi fazer filme pornográfico, no auge do gênero, na década de 70!

Aldo Ray já foi lembrado antes aqui no blog, quando Quentin Tarantino o homenageou em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009). Astro de clássicos como Os Boinas Verdes (The Green Berets, 1968 de Ray Kellogg e John Wayne) e Veneno de Cobra (We're No Angels, 1955 de Michael Curtiz) ao lado de Humphrey Bogart e Peter Ustinov, caiu em desgraça ao afundar no alcoolismo.
Como precisava trabalhar topou participar de Sweet Savage (de Ann Perry), faroeste de sexo explícito filmado em 1978. Filmes adultos eram moda naquela época, o conceito de participar deles, diferente do que é hoje, significava quase uma revolução.

Mas isso, claro, não se aplicava a um astro com uma trajetória gigante em Hollywood, com uma indicação ao Globo de Ouro.  Mais tarde Aldo Ray se lembrou da hostilidade dos colegas quando souberam desse trabalho.
Ele disse que precisava de uma aventura descolada, recebeu alguns milhares de dólares pra passar uma espécie de férias no deserto.  “Mas eu sei que não fiz nada de errado!” sentencia, comemorando que ainda levou o Oscar da indústria pornô por aquela atuação.

Aliás, atuação sem sexo explícito, já que ele é o vilão asqueroso. Seu nome foi um excelente atrativo publicitário para promover o filme e nos créditos  iniciais aparece abaixo de Carol Connors, que já havia interpretado a solicita enfermeira de Garganta Profunda (Deep Throat, 1972 de Gerad Damiano).
Sweet Jane é uma das poucas produções a levar sexo para os faroestes, num tempo em que havia filmes do gênero sobre tudo e os spaghetti westerns já não tinham o mesmo fôlego. A história de uma índia que vira uma cidade de ponta cabeça tem esse mérito, além do astro.

Se analisarmos como um mero bang bang, sua presença ali faz sentido, mais personagem durão igual a qualquer outro que interpretou aos montes em grandes filmes. No ano seguinte Peter O'Toole e Helen Mirren apareceriam em Calígula, também cercados por sexo por todos os lados.

 A principal diferença está no dinheiro gasto nas produções e o verniz de “tem putaria, mas é filme de arte” que Tinto Brass e Bob Guccione deram a seu filme sobre o imperador romano. Sweet Jane é pobre e sujo e sem a menor vergonha do sensacionalismo.

Politicamente incorreto, martela aquele mito da sexualidade desacerbada dos nativos norte-americanos.  Não é preciso dizer que Sweet Jane encontrasse facilmente nos bons sites de vídeos adultos (num arquivo estranhamente dublado em francês!) e continua não valendo muita coisa além do nome famoso no elenco.
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