segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Cinco cenas de Jerry Lewis que marcaram nossa infância na Sessão da Tarde

O anúncio da morte de Jerry Lewis ontem, aos 91 anos de idade, encheu muita gente de saudosismo. Não é pra menos, seus clássicos das décadas de 50/60 foram exibidos na TV por anos a fio, eram “filmes maravilhosos” recomendados por nossos pais, avôs, tios.

Muitas crianças na década de 80 (e que está quarentonas hoje) davam pulos de alegria quando chegava julho e a Globo anunciava Festival Jerry Lewis. Um filme dele por dia durante uma semana na Sessão da Tarde!
Quem tinha irmãos e irmãs se reuniam pra assistir, cada um se jogava num canto da sala, sofá, tapete, tanto fazia, só havia um aparelho de televisão na casa. Claro que estudavam pela manhã e sempre dormiriam até o final da Sessão da Tarde, mas Festival Jerry Lewis era um bônus das férias!!!

Repleto de gags, cada filme (apenas produções em technicolor da fase Paramount) nos alimentava de micagens para serem reproduzidas às gargalhadas por meses! Eram como memês daquele tempo, só quem tinha assistido entendia e dava risada de novo e de novo.

Selecionei cinco momentos de cinco filmes de um jeito muito pessoal. Provavelmente você e seus amigos tinham outras que foram lembradas com a morte deste eterno gênio.

- A cena do “Rapaaaaaz!” em Cinderelo Sem Sapato (Cinderfella, 1960 de Frank Tashlin)
Lewis é o pobre Cinderfella escravizado pela madrasta malvada (Judith Anderson de Rebecca, A Mulher Inesquecível -  que nós ainda não sabíamos quem era mais curtiríamos pacas no futuro!) depois que o pai morre.  Sentado no fundo de uma mesa enorme ele tenta comer, mas seu “irmão”, sentado na outra ponta, o chama toda hora pra pedir alguma coisa.

Bem, lá em casa a gente dizia “Rapaaaaaz!” para quem estivesse mais longe quando querimos que passassem a jarra de suco, ou a panela de alguma coisa. É uma bobagem hoje, né? Mas era divertido!

- Grande liquidação em Errado Pra Cachorro (Who's Minding the Store?, 1963 de Frank Tashlin)
Não há liquidação do Supermercado Guanabara que impressione quem viu Jerry Lewis sendo soterrado por senhoras atrás de uma pechincha. Não há também anúncio de uma grande barganha que não dê vontade de literalmente se jogar como no filme.

E quando a baciada de DVDs nas Lojas Americanas ficavam numa piscina Regan montada no meio da loja? Só facilitava a ideia de pular de cabeça!

- Comendo um grão de feijão com classe em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin)
É meu filme favorito de Lewis, aqui ainda em parceira com o Dean Martin (num alto grau de maravilhosidade! – mas minha mãe reclamava por ele parecer muito vaidoso). Poderia contar cenas e mais cenas fantásticas de Artistas e Modelos, mas vamos nos ater apenas à do feijão que culmina num banho de catchup.

Posso citar outra desse filme envolvendo comida também. Vem logo depois dessa, onde os dois são artistas em momento de vacas magras sem nada pra comer.

Martin vai dormir com fome e Lewis na janela começa a ouvir uma briga nos vizinhos do apartamento superior. O cara está furioso porque a esposa fez bife de novo e acaba jogando um pela janela.

Morando em apartamento não há briga de vizinho que eu não espere que um bife pule pela janela. Nunca aconteceu evidente.

- Luva de borracha para amamentar trigêmeos em Bancando a Ama Seca (Rock-a-Bye Baby, 1953 de Frank Tashlin)
Luvas de látex não eram lá muito comuns no nosso cotidiano, mas às vezes apareciam algumas ou pra lavar louça ou pra alguém que ia pintar o cabelo. Irresistível reaproveita-las pra encher de água.

- A implacável ressaca em O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1963 de Jerry Lewis)
Piada que entenderíamos após muitos anos, quando teríamos a primeira ressaca brava. Que sofrimento!

O Professor Aloprado, espécie de Médico e o Monstro sexual, não era de total compreensão infantil até no seu argumento central, mas quem se importava? A sucessão de piadas visuais e a berrante palheta de cores (azul, rosa e amarela) eram suficientes para ser um dos mais amados filmes.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A melhor reação a uma derrota no Oscar

Perder nunca é fácil! Ficar imortalizada diante das câmeras numa cerimônia transmitida para o mundo todo, então...

A atriz Talia Shire, por exemplo, competia ao Oscar por sua atuação em Rocky: Um Lutador (1976 de John G. Avildsen) e parece que estava certa da vitória! Bem como sabemos, Faye Dunaway levou a melhor por Rede de Intrigas (Network de Sidney lumet), assista ao vídeo do momento no player abaixo.

Caramba! Adriaaaaaaan!!!

E não sei o que dói mais. Perder em si ou perder para Faye Dunaway, a pior pessoa de Hollywood segundo Bette Davis, lembra?!

Dá até para imaginar reviravoltas nos bastidores semelhantes às da cerimônia de 1963 entre Davis e Joan Crawford, relembre o embate das duas clicando aqui. Claro, apenas me divertindo com a desgraça alheia e supondo.

Talia Shire já havia sido indicada em 1975 por seu papel de coadjuvante em O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II) dirigida pelo irmão Francis Ford Coppola. Perdeu para Ingrid Bergman e chegou a aplaudir sorrindo a colega, bem diferente desta segunda vez.
Faye Dunaway estava em sua terceira (e última) indicação, sempre como atriz principal. Em 1975 ela também estava indicada nesta categoria (por Chinatown de Roman Polanski), mas perdeu para Ellen Burstyn (que nem estava presente!) por Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn't Live Here Anymore de Martin Scorsese).

Ambas nunca mais seriam indicadas ao Oscar, mas foram ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz do Ano. Ainda aí Dunaway leva a melhor com oito indicações e duas vitórias e Shire com apenas três indicações.

Veja também:
Faye Dunaway, a pior pessoa de Hollywood segundo Bette Davis
Faye Dunaway querida!
Faye Dunaway e um ovo cozido

Em vídeo a melhor noite do Oscar: Bette Davis Vs Joan Crawford
"Piada" no Oscar quebrou boicote da imprensa

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

La Dolce Vita completa 15 anos!!!

 É isso! Este blog chega á idade perigosa dos 15 anos. Vamos dançar valsa!!?

Veja bem, uma das maiores celebridade em 2017 acabou de lançar filme chamado “Meus 15 anos”. A guria mal tinha nascido quando isto aqui começou!

Sim, sim! Muita água rolou desde três de agosto de 2002. Essa semana eu aproveitei o clima nostálgico e fui ler nos arquivos daqui o que escrevi quando completou um ano, dois, três...

No primeiro ano indico aos leitores meu fotolog, pra você ter uma ideia da era paleolítica que viemos!  E era meio que falar para as paredes já que pouca gente tinha acesso á internet.

-Eu fiz um blog
-Fez o quê?!
-Um blog! (e lá tinha que explicar que raios era isso)

Cara, o início foi a compra do meu primeiro computador. Um maravilhoso K6 com 1 Giga de HD, usado, pago em seis vezes de 100 Reais (piedade de uma amiga, que vendeu baratinho – Computadores, mesmo usados eram muito caros!).

Dei o nome de Matusalém pra ele  um idoso que, invariavelmente me deixava na mão. Era 2002, mas o Windows era 95, troquei pra 98 e escangalhei o bichinho de vez.
Antes de dar meia noite (pra me conectar pelo pulso único via dial-up), aproveitava pra limpar e tentar sobreviver com apenas 1 Giga a mais uma madrugada. Ironicamente, 15 anos depois, meu atual tem 1 Tera e passo o mesmo perrengue de precisar limpar toda hora. Vamos rir desse 1 Tera quando completar 30 anos?!

Bem, e é isso! Valeu pelo carinho nesse tempo todo, aqui, no Facebook ou no canal do Youtube. Foi isso que nos mantém no ar por tanto tempo.
Parabéns pra todos nós, quinceaneros!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Marilyn Chambers atrás do microfone

Se o cinema “made in Hollywood” sempre olhou de soslaio para artistas provenientes do X-Rated, o mesmo não se pode falar da indústria fonográfica, bem mais liberal. São muitos os exemplos de astros e estrelas famosos em filmes adultos e arriscaram soltar a voz em disco.

Aqui mesmo no blog La Dolce Vita você já leu sobre vários, de Cicciolina a Traci Lords. Marilyn Chambers é mais um caso, gravou músicas sem, aliás, largar a área que lhe fez famosa, muito pelo contrário, conseguiu juntar ambas.
Conhecida a partir do clássico filme Atrás da Porta Verde (Behind the Green Door , 1972 de Artie Mitchell e Jim Mitchell), assinou contrato com o produtor Michael Zager (o mesmo de Whitney Houston) em 1977. No ano anterior a colega Andrea True havia alcançado o Top 40 com o super hit “More, more, more”.

Chambers  contra-atacou com a canção "Benihana" em um compacto. São alguns minutos de gemidinhos acompanhando uma voz suave que chegaram a fazer relativo sucesso, se apresentando até no programa de TV do James Brown (assista abaixo!).
Chega a ser um som banal agora, mas a conceituosa revista Billboard o elogiou na época: “... canta muito bem com uma voz pequena e sexy neste cativante tributo ao homem amante oriental". O mais bacana é "Benihana" tocar de fundo no filme Enraivecida Na Fúria do Sexo (Rabid, 1977 de David Cronenberg).
Embora Rabid tenha recebido esse nome em português, não se trata de um pornô, mas de terror. Hoje cult, o trabalho de Cronenberg é  um dos poucos filmes convencionais a ter Marilyn Chambers no elenco.

O próximo passo mais notável aconteceria em 1980 com a música “Shame On You”. A música foi tema do filme Insaciável (Insatiable de Stu Segall), produção que juntou Chambers, que havia se afastado dos filmes adultos, ao lendário John Holmes.
Com um orçamento acima da média, Insaciável se tornou um enorme sucesso de bilheteria num período em que o VHS começava a matar a tentativa de se fazer cinema pornô com qualidade, como um gênero qualquer. “Shame On You” toca quase inteira na sequencia de abertura. Ouça no player abaixo.
Em 1983 estrelaria Up 'n Coming dirigida novamente por Stu Segall. Neste trabalho ela interpreta uma cantora country de sucesso, boa oportunidade para Marilyn Chambers surgir cantando entre uma cena de sexo ou outra.

E parece que acabou por aí. Mesmo após Madonna ter lançado o álbum Erotica em 1992, evento que motivou muitas celebridades com apelo sensual a apelaram pra voz, Chambers não se arriscou mais.

Por um período se dedicou apenas ao papel de mãe. No começo deste século recebeu 946 votos ao se candidatar como vice presidente dos EUA nas eleições de 2004, fato que não lhe desencorajou a continuar tentando cargos públicos.

Aos 56 anos de idade, em 2009, faleceu por problemas cardíacos. Continuou a ser lembrada apenas como aquela moça de “Atrás da Porta Verde”. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Socialite casou com bênçãos do Papai do Chão

 Foi o casamento do ano! Em 1967 a socialite Judith Case e o jornalista John Raymond subiram ao altar para dizer o “sim”, mas não em qualquer altar, era o altar da recém inaugurada Church of Satan em São Francisco na Califórnia.
A imprensa foi em peso cobrir o grande dia, embora os próprios noivos, que riam muito, não pareciam lá muito féis. Existe o vídeo (que você assiste abaixo ou neste link com melhor qualidade) da cerimônia.

Fundada por Anton LaVey (que usava uma fantasia de capeta carnavalesca) um ano antes, a ocasião serviu principalmente para divulgar a igreja satanista. Os pombinhos casaram de novo no dia seguinte numa igreja convencional.
Para entender o contexto da época, em 1966 a revista Time trouxe em sua edição de abril a polêmica capa “Is God Dead?”. No chamado “Ano 1” (dia 6 do mês 6 de 1966) nasceria o Anticristo - o que parece não ter muita relação com a igreja de Lavey já que sua igreja não acredita no Diabo, nem numa noção cristã ou islâmica de Satanás, mas podemos vislumbrar o que acontecia no inconsciente coletivo.

O filme O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1968 de Roman Polanski) foi rodado alguns anos depois, mas preserva a mitologia da data (6/6 de 1966). Tanto que Rosemary encontra  essa edição especifica na sala de espera do médico.
Anton LaVey seguiu atraindo curiosos e celebridades de Hollywood para sua religião, conforme você confere neste outro post.  Seguindo os preceitos de uma bíblia própria, a Igreja de Satã ainda existe, se tornou uma organização religiosa internacional com sede em Nova York.

Veja também:
O avesso da cena: Dirigindo Rosemary
Ano Um e O Papa Negro

O homem que enganou o papa
Verdadeira face de Lâmia
Cidadezinha contra deus pagão (ou quase)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tarantino e tragédia de Sharon Tate no novo vídeo do canal

 
E o 10º Dolce Vídeo está no ar!  Aproveitando o diz-que-me-diz sobre o próximo projeto de Quentin Tarantino, um pouco sobre o terrível crime que vitimou a atriz Sharon Tate.

O assunto foi por muitos anos um tabu para este blog. O massacre de agosto de 1969 ajudou a enterrar o sonho de paz e amor da década de 60.

Ainda no mesmo vídeo uma análise da caixa com Blu-rays de Tarantino lançada pela Imagem Filmes. Assista, deixe seu like, se inscreva no canal
:)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Gringos imitando brasileiros: NBC vs. TVS

 Dono da coisa toda, quando líamos na Amiga ou Contigo! que o Silvio Santos estava de férias nos EUA havia a certeza que muita coisa mudaria na TVS, futuro SBT. De camelô a sacoleiro televisivo.

A mais yankee das emissoras de televisão brasileiras. De programas de auditório a linguagem visual, tudo vinha de gringa,  como por exemplo, a vinheta "Let'sAll Be There" da rede norte-americana NBC, no ar (em sua primeira versão) desde 1983.

Em 1987 os brasileiros se depararam com “Quem Procura Acha Aqui”, adaptação composta por Mário Lúcio de Freitas. Assista abaixo e se divirta na comparação.
Detalhe para o momento das palminhas. Se eles tinham Michael J. Fox e Pierce Brosnan...
... nós contra-atacamos com Vovó Mafalda, Silvio Santos e Cristina Rocha!

Menção honrosa para um raro e rápido registro da Bozolinda, assistente de palco do palhaço Bozo, interpretada pela Flor. Depois ela foi trocada por um efeito sonoro.
Em 1985 a NBC seguiu atualizando "Let's All Be There".
Colocou seu principal elenco da época usando umas cartolas brancas fosforescentes.
E claro que em 1989 a TVS também faria uma nova versão de “Quem Procura Acha Aqui”. Hebe, Mara e o elenco de A Praça É Nossa não poderiam ficar sem a sua cartolinha.
Pelo menos a emissora era fiel ao espírito do canal estrangeiro. Perceba que muitas das estrelas que aparecem nas vinhetas da NBC, como exceção o elenco de Family Ties, na programação da Globo como Caras e Caretas desde que Michael J. Fox estourou no cinema, eram de seriados exibidos pela emissora do Baú da Felicidade.

Era uma época em que a emissora assumia rivalizar com a Globo pelo primeiro lugar no Ibope, que se autoproclamava uma das maiores emissoras de TV do mundo. Época distante, sem internet ou TV paga para que alguém comparasse e apontasse qualquer falta de originalidade.

Veja também:
O dia em que o SBT caiu numa pegadinha
Inspiração fantástica do Hans Donner?

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O improvável encontro de Tab Hunter e Divine

Depois de James Dean só Tab Hunter fez tantas adolescentes suspirarem na década de 50 e você pode ler mais sobre ele clicando aqui. Após quase duas décadas ele estava quase esquecido quando foi convidado a ser par romântico da Divine em Polyester (1981 de John Waters).

O papo de Hunter com John Waters começou com o diretor lhe perguntando o que ele achava de beijar uma travesti de 130 quilos. “Tenho certeza que já beijei coisa bem pior!” respondeu o ator, enquanto Waters torcia para que ele não tivesse assistido Pink Flamigos (1972), onde Divine apareceu comendo cocô de cachorro de verdade.
A real é que ele não tinha nada a perder no estado em que sua carreira se encontrava. Tab Hunter foi a primeira estrela hollywoodiana de verdade que a turma de John Waters pode contratar, ainda assim, só puderam contar com ele por uma semana.
“Foi o caché mais baixo que Tab Hunter já recebeu e o mais alto que já pagamos”, relembrou John Waters no documentário Tab Hunter Confidential (2015 de Jeffrey Schwarz). Com bom humor o astro lembra que foi um divertido período de trabalhar até as duas da manhã e compartilhar pizza fria no chão entre um take e outro.

Quando filmaram as cenas quentes ninguém acreditou de que estavam ali rolando no chão Divine e um astro de Hollywood. Mas a coisa aconteceu e funcionou! 
Pessoas diziam para Tab Hunter não se preocupar, porque ninguém ia assistir aquele filme, mas muito pelo contrário! Polyester foi lançado e foi um sucesso.

A ótima bilheteria reascendeu, por ironia do destino, a sua carreira! As pessoas se lembraram de seu nome e ele voltou a ser convidado para aparecer em programas de TV como há muito tempo não era, graças a um filme independente bem distante do estilo machão americano que havia ficado famoso.

Polyester está para a carreira de Tab Hunter como Pulp Fiction (1994 de Quentin Tarantino) está para a de John Travolta! E agora, que rumo tomar?  
Outro filme ao lado de Divine! E assim, o mundo ganhou a comédia faroeste A Louca Corrida do Ouro (Lust in The Dust, 1985 de John Bartel), segundo uma ideia do próprio ator.

Claro que não foi nada fácil que algum produtor aprovasse um projeto como “Lust in The Dust”, mas ele bateu de porta em porta com o roteiro debaixo do braço, tendo agora o sucesso de Polyester no currículo. Enfim seu nome poderia interessar à geração 80's!
Foi frequentando os estúdios para conseguir apoio a esta loucura que ele conheceu Allan Glaser, então um jovem executivo da 20th Century Fox, cerca de 30 anos mais jovem.  Hunter e Glaser iniciaram um romance que dura até hoje.

Veja também:
Documentário expurga demônios de Tab Hunter
Tab Hunter na TV do Brasil
Poster raro de Lust in The Dust
Pobre Francine... Pobre Francine!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O lar dos DiMaggio ontem e hoje

Muito abalada, Marilyn Monroe, na companhia de seu advogado, recebeu um turbilhão e jornalista à porta de casa em outubro de 1954. Alegando “crueldade mental”, anunciou o fim de seu casamento com a lenda do beisebol Joe DiMaggio apenas um ano e meio de união.
Imagem da época em que Marilyn morou ali
O endereço era uma acolhedora casa alugada em North Palm Drive em Beverly Hills, número 508, conforme estava bem legível nas fotos publicadas pela revista Life. O imóvel fez parte por período parte do turismo local, como tantos outros lares de celebridades.
Após 61 anos sua fachada continua praticamente idêntica. Isso, segundo o Google Street, que a registrou pela última vez em 2015, tão bucólica que nem de longe faz lembrar aqueles anos tumultuados da maior estrela que Hollywood já teve.

Hoje, claro, continua interessando a fãs de Marilyn, como por exemplo o blogueiro Dearly Departed Tours Hollywood. Ele teve naquela mesma porta 508, e claro, não pode deixar de se fotografar lá chateadíssimo.

Veja também:
Um poltergeist contra Katharine Hepburn
Mansão de Boogie Nights está à venda

terça-feira, 20 de junho de 2017

Preferências de Gilberto Braga nas suas novelas

 Explicar a importância de um autor de novela brasileiro para quem está com 20 anos, assim como para um gringo, pode ser difícil. Mas quem tem mais idade sabe que num período recente eles paravam o país escrevendo histórias rocambolescas na TV.

Gilberto Braga é um dos principais nomes, criador de uma galeria de personagens respeitáveis. Em especial suas vilãs, muito chiques à beira de um colapso conforme alterações no overnight (ok, isso também é algo bem antigo, né?).

O Canal Viva tem produzido uma série chamada Os Donos da História, onde cada episódio um autor relembra seus trabalhos. No episódio de GB temos algumas curiosidades como o fato de que sua escolha para Julia, a protagonista de Dancin Days (1978), ser Yoná Magalhães, mas teve que ficar com Sonia Braga, muito mais jovem do que imaginou.

Perguntado sobre qual sua vilã favorita, ele conta que é difícil escolher uma, mas das que Nathália Timberg fez, ele gosta bastante da Dona Idalina de A Força do Desejo (1999). A bruaca do Brasil colônia atazana a mocinha Ester, cortesã que ousou virar a cabeça de seu filho e neto.
"Foi à igreja afrontar Deus! Deus!!!"

De olhos fechados, a gente pensa em Gilberto Braga e logo lembra da implacável vilã Odete Roitman, a presidente da TCA. O autor conta que houve muita resistência a Vale Tudo (1988) quando apresentou a sinopse e a novela se tornou um dos maiores sucessos de todos os tempos.

Outra dificuldade foi convencer Daniel Filho a escalar Beatriz Segal para ser a Odete Roitman. Na época o principal nome da TV Globo na produção de novelas, Filho não via Segal como uma boa atriz.

Aliás, não vê. Gilberto Braga conta que ele, “muito teimoso”, continua insistindo que o que salvou ali foi o texto muito bom, não o trabalho da atriz.
Que tiro, Daniel! Que tiro!!!
Segal (fenomenal) havia trabalhado com maestria em pelo menos duas novelas de Gilberto Braga: Dancin Days, quando ainda se chamava Beatrix, e Água Viva (1981). Em ambas foi uma mãe da elite, super protetora, quase preqüels do que seria a “Dona Odete”.


 Ainda sobre suas preferências, sua novela favorita é Insensato Coração (2011)! Braga desafia que alguém lhe apresentem um capítulo que o faça sentir vergonha, ao contrário de Dancin Days e Vale Tudo, que segundo ele, o público só guarda coisas boas.

Para quem não lembra, Insensato Coração é aquela que teve Paolla Oliveira e Eriberto Leão como casal romântico às voltas com o vilão de Gabriel Braga Nunes. A série Os Donos Da História é exibida aos domingos ás 18h30, depois de irem ao ar os episódios ficam disponíveis no Net Now e serviços de streaming Globosat como o Viva Play.

Veja também:
Gilberto Braga e as Bibis
Figurinos repetidos e uma memória prodigiosa
Dancin’ Days: A atriz que não estava lá
Quando a maconha estreou no horário nobre
Valia tudo nos dias dançantes
Lídia Brondi sabia escolher as amizades
Vale Tudo sempre!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Avó de Annabelle assombrou pesadelos dos seus pais

 No cinema de horror existe uma já longa tradição de bonecas diabólicas. Chucky e Annabelle talvez sejam os mais conhecidos no momento, mas antes deles existiu a Talk Tina.

A boneca apareceu pela primeira vez no episódio Living Doll (Boneca Viva) da série Além da Imaginação (Twilight Zone). Era o 126º episódio, quinta temporada, exibido pela primeira vez em 1963 nos EUA.
Na história, uma mãe chamada Annabelle (pois é!) compra a boneca do momento pra filhinha, o que desagrada seu marido (Telly Savalas, o Kojak, ainda com um pouco de cabelo). Talk Tina diz algumas frases fofas, menos pra ele, a quem deixa claro que não ama.

O mais legal é que na época existia à venda uma boneca chamada Chatty Cathy da Mattel que realmente falava. Seu comercial, assista no player abaixo, era, claro, assustador.

E a voz da Talk Tina foi feita pela mesma atriz que fez a voz da real Chatty Cathy! Então, calculamos o quão “creepy” realmente foi esse episódio.

É claro que a Talk Tina ainda não foi a primeira boneca encapetada. Um dos mais antigos é A Boneca do Diabo (The Devil-Doll) , dirigido por Tod Browning em 1936 com Lionel Barrymore travestido de velhinha diabólica.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Além da Anitta, outra estrela brasileira estourando lá fora!

Provavelmente o êxito internacional do brasileiro Andy Star não sairá em nenhum grande portal. Seu nome foi parar em pouquíssimo tempo no topo dos filmes adultos mais consumidos lá fora.

Andy Star já é bastante conhecido do público no nosso país ao participar de muitos vídeos de produtoras nacionais. Também havia dado as caras em produções gringas, mas daquelas rodadas aqui mesmo.

A vida deste canoense (RS) Anderson Alves (seu nome de batismo) é um exemplo de superação. Segundo entrevista ao site Músculo Duro (Rs), ele tinha cotidiano pacato num emprego comum até cair na net um vídeo íntimo que mudaria sua história.

Acabou perdendo o emprego, mas do limão fez a limonada! Morando no Rio de Janeiro assinou com uma produtora local, criando o personagem Andy Star, que pra ninguém ter dúvida de quem se trata, mandou tatuar bem grande em seu cóccix.
Agora residindo na Europa, Andy Star pipoca em vários trabalhos com as maiores produtores do mundo. Ele, evidente, não é o primeiro brasileirinho a conquistar o feito, mas é um dos poucos a ter seu nome em evidencia.

O estrangeiro que procurar seu nome no Google, pode chegar ao seu homônimo, um cantor pop da década de 70 muito conhecido nos Países Baixos. Ouça o hit Melaine no player abaixo para entrar no clima.

É claro que o susto de verdade acontecerá se um saudoso fã do Andy Star cantor chegar até o Andy Star brasileiro. Mas, como aprendemos no capítulo de hoje, não há o que não se super nesta vida.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

20 anos de Homer’s Phobia

Agora não significa lá muita coisa um episódio de seriado famoso tratando sobre homossexualidade, duas décadas atrás, claro, foi preciso muita ousadia para a popular Os Simpsons. Em 1997 foi ao ar pela primeira vez Homer’s Phobia, o 168° episódio do desenho.

Outa coisa defasada: Participação do "Papa do Trash" John Waters em cartoon. Como você já viu aqui no blog, hoje ele já emprestou sua voz parara vários, inclusive do Mickey.

O cineasta de Pink Flamingos (1972) e Hairspray (1988) conversou com o IGN rapidamente sobre a data. Assista no player abaixo, em inglês, sem legendas.

Conhecido por filmes bem distantes do que pode ser considerado infantil, ele diz que após os Simpsons passou a ser reconhecido por crianças nos aeroportos que queriam lhe abraçar. O que lhe deixava nervoso, poderiam interpretar mal por ter “aparência de pedófilo”.

A série já estava em sua oitava temporada e várias celebridades já haviam feito participações especiais. John Waters teria dito á época que se Elizabeth Taylor fez, então aquilo era bom o suficiente pra ele.
Na primeira leitura do roteiro ele pediu para trocar apenas a palavra pejorativa “fag” para “queer”. Fora isso, em nenhum momento sua presença pareceu ser problema para os sensores da Fox, que tentaram banir o episódio pelo tema homossexualidade.

Homer’s Phobia ficou fora da distribuição em VHS do programa, mas está incluído no box em DVD e Blu-Ray normalmente. Tanto este episódio com John Waters quanto o que satiriza Arquivo X com Gillian Anderson e David Duchovny, fazem desta temporada um item que merece o título de “edição de colecionador”.
Capa do box e detalhe do guia de episódios da 8ª temporada de Os Simpsons em DVD no Brasil
 Alguns país ainda não exibem Homer’s Phobia, e em algumas transmissões nos EUA eles suprem a sequencia em que John Waters fala que tem no banheiro uma cortina de milho igual a estampa que Marge usa na cozinha. Claro que tem que ter a cabeça bem desenvolvida pra entender que é uma piada escatológica.

Além do tema da Homossexualidade , o episódio ainda é uma ode á cultura camp/kitsh. Não fica de fora nem a morte da estrela 30’s Lupe Vélez, aquela que teria cometido suicido com a  cabeça dentro da privada.

Veja também:
Todos os desenhos animados com John Waters
Controversa morte de Lupe Vélez
Programação 90's da Fox segundo Os Simpsons

Simpsons e James Bond se encontram no Brasil
Aquele episódio em que Mulder aparece de Speedo vermelha
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