sábado, 16 de dezembro de 2017

DVD e Blu-ray – O fim está próximo!

O Dolce Vídeo #14 é sobre o apocalipse da mídia física que todo colecionador de cinema, principalmente no Brasil, já deve ter percebido. Pra onde correr?

Opino sobre o que pode ter acontecido, o que irá acontecer nesses tempos de streaming e downloads e explano um pouco sobre uma possível solução temporária. Com o viés dos transtornos que compras online podem acarretar.

Sim! Tem um momento “Web Diva” contando a minha experiência ruim ao tentar comprar um filme no Mercado Livre. Assista no player acima ou clicando aqui!

No final um unboxing da caprichada edição especial de 60 anos de Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952 de Gene Kelly e Stanley Donan) em Blu-ray. Aquela que vem com capinha amarela de chuva como brinde.

E claro, muito mais! Deixe seu like no vídeo e se inscreva no canal do Youtube.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor



  1. Você nunca obterá mais da vida do que espera
  2.  Mantenha em sua mente as coisas que deseja e fora dela aquelas que você não quer
  3.  As coisas vivem movendo-se e ganham força à medida que fazem isso
  4.  Seja um espectador calmo do que está acontecendo ao seu redor
  5.  Há uma diferença entre a) o mundo b) nossa reação a ele
  6.  Esteja atento ao nosso condicionamento! Solte e dissolva o bloqueio interno
  7.  Interior para o exterior  ~~~ começamos por dissolver a nossa atitude não alterando a condição externa
  8. Veja que não há ninguém com quem lutar, apenas uma ilusão que você vê através
  9. Ninguém pode machucá-lo, a menos que você o permita
  10. Internamente, psicologicamente, não seja ninguém


Tudo facinho, né? E se tá na internet é verdade! O Anorak publicou sem nenhuma fonte, apenas com esse título mesmo:  As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor

Googlando pra descobrir a origem uma surpresa! Há não mil vezes dez dicas preciosas do Bruce Lee!!!

Às vezes são 20 e incluem coisas como “seja como árvore que o vento tenta entortar, mas continua em pé” ou “corte a gordura”. Depende do foco do site.
Ele não treinava pra chuchu, decorava texto, não fazia outra coisa além de criar seus “minutos de sabedoria”. Ele é uma espécie de Luís Fernando Veríssimo das Artes Marciais.

Não digo que ele não tenha falado algumas coisas destas, mas se falou tudo o que está na internet, não fez outra coisa na vida além de falar coisas edificantes. Ou seja, não teria sido o “Grande Dragão”.

Veja também:

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cinemagia, o troféu dos nossos sonhos

Ontem (28) fui assistir ao filme de estréia do Alan Oliveira, CineMagia - A História das Videolocadoras de São Paulo, que foi exibido aqui na cidade de Santos (SP) após duas gloriosas semanas em cartaz no Belas Artes em São Paulo.

Não se faz um filme de um dia para o outro e uma produção totalmente independente aí é que não mesmo. Acompanhei por Whatsapp desde que ele teve o lampejo do projeto muitos anos atrás, mais precisamente em 2014.

Mais precisamente quando ele conheceu uma senhorinha que tinha na sala de sua casa milhares de filmes à venda depois que sua videolocadora (como tantas outras) teve que baixar as portas.

Difícil me manter imparcial com o longa, não só por todo o apreço ao diretor, ao seu esforço e, claro, pelo tema, mas é um trabalho tão apaixonado quanto apaixonante. Um filme necessário como registro da era de ouro do home vídeo nacional, uma história que, graças aos cinéfilos, teima em não ter fim.

O subtítulo ainda é "história das videolocadoras de São Paulo", mas na verdade é do país, visto que a cidade foi o berço do VHS no Brasil, assim como o nosso conceito de videolocadora. Mas nãos e engane com tudo isso, sua matéria prima não são as indas e vindas do mercado, mídia ultrapassada, hits cinematográficos 80's, mas sobre pessoas que lidaram ou lidam com tudo isso.

Bem, assista quando puder! Conheça rostos e nomes que foram importantes na nossa formação cultural, incógnitos do grande público, e até balconistas de locadoras de bairro que foram importantes para muita gente.
Cinemagia deve ser exibido em  outras cidades e depois distribuído nas principais plataformas VOD/streaming e DVD (mídia física sim!!!).

PS: Achei muito bacana que antes de estrear algumas pessoas me recomendaram o filme nas redes sociais, inclusive leitores daqui do blog via e-mail. Associaram comigo sem saber da minha amizade com o Alan (que cacete, só descobri no debate antes da sessão que seu nome se pronuncia Álan, não Alãn, como o chamei a vida toda. Çokorru!!!), o que achei lisonjeador.

Outra coisa, eu todo emocionado ao final (é uma história bem  emocionante!), lendo os créditos finais e por um segundo pensei: "...olha, alguém com um nome igualzinho ao meu...". Eita! Sou eu mesmo!!! Hahahah!!! 🤤

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Conheça a mais bucólica capa de Garganta Profunda em DVD


Garganta Profunda (Deep Throat, 1971 de Gerard Damiano) você sabe. O filme X-Rated que se tornou um fenômeno cultural e ainda catapultou toda a indústria do cinema adulto.

Lendário, ele levou esse tipo de filme a salas de cinema comuns, não apenas os muquifos dos grandes centros. Do mesmo jeito agora tropecei numa edição dele em DVD no Mercado Livre, lançado por uma distribuidora de cinema não pornográfico.
Talvez por isso a capa seja tão estranha. Lembra quase nada a trajetória da pobre moça que fascinou o mundo ao descobrir o motivo pelo qual não sentia prazer: Seu clitóris fica na garganta!

Quem vê a capa da Magnus Opus pode até pensar em se tratar numa poética película dos idos do flower power. Isso, claro, se nunca ouviu falar em Linda Lovelace ou Deep Throat (o que deve ser bem difícil, mas não impossível, né?).

Anteriormente ele foi vendido em bancas pela Planet Sex (aí sim, especializada em produções do tipo) numa autoproclamada “Edição Especial limitada”. A arte da capa reproduzia o grande X com película e fotos de Lovelace, muito parecida a edições gringas.

Na época de sua estreia nos cinemas o Brasil estava em plena ditadura. Obvio que os felizardos que podiam viajar para foro do país incluíam exibições de Garganta Profunda em seu roteiro turístico.

Tempos depois a mesma indústria ajudaria a popularizar o videocassete. E foi no conforto dos lares que Garganta Profunda finalmente seria assistido a contento por brasileiros.

Por coincidência, ontem fui conhecer a Vídeo Paradiso, uma das mais antigas videolocadoras ainda em atividade no Brasil. Eles alugam Blu-ray, DVD e ainda, por incrível que pareça, VHS!

E fuça o acervo daqui, fuça dali, encontrei a fita de Garganta Profunda distribuído pela Zyon. Claro que encontrei muitas outras interessantes que fotografei a capa, mas que não vem ao caso agora.
Não é todo dia que se tem a oportunidade de se fotografar com um pedaço de história em fita magnética... Que sorte danada!

sábado, 25 de novembro de 2017

O que você precisa saber sobre óculos de realidade virtual

Óculos de realidade virtual (VR) já estão ao alcance da grande maioria. O Dolce Video 13 busca esclarecer algumas dúvidas que eu sempre tive e minhas primeiras impressões.

Ainda dou umas dicas de aplicativos que tenho usado com seus devidos links na descrição do vídeo. Tecnologia que, aliás, sempre alimentou a imaginação de fãs de ficção científica.

Como sempre, não deixe de dar seu like no vídeo para ajudar que mais gente o assista e se inscreva no canal. Sinta-se a vontade para comentar com alguma dúvida, correção ou com alguma informação complementar.

Para outros vídeos acesse o nosso canal.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Trilha sonora de Jason guarda um segredo


Um dos motivos para a cine série Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) é a trilha sonora, marcada por cordas e um efeito sonoro bem típico que todo mundo sabe reproduzir vocalmente. Algo como “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Relembre ouvindo no player abaixo. O efeito aparece pela primeira vez exatamente aos 16 segundos.

O compositor Harry Manfredini, fortemente inspirado por Bernard Herrmann, foi responsável por todas as trilhas do Jason na década de 80. No documentário Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013 de Daniel Farrands) ele revela a origem do “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Antes de trabalhar ele assistiu ao filme todo de 1981 e prestou atenção ao close na boca da Betsy Palmer no final, quando se revela que ela é o psicopata e fica reproduzindo a voz de Jason o filho morto que ordena: “Kill Her, Mommy! Kill Her, Mommy!”.
Manfredini então gravou sua voz num sintetizador Echoplex (popular no final dos anos 70 e começo dos 80) com as vogais K e M. E assim descobriu como marcar todas as sequencias com o assassino misterioso que apareceu durante todo o filme apenas em seu ponto de vista.

Seria o que a psicopata estava pensando antes de cometer os crimes, a voz do seu filho morto! Caso você não lembre, no primeiro filme não há o Jason, mas alguém que teremos que desvendar a identidade.

O recurso na trilha é bem interessante não só pela sacada inteligente, mas por ser uma boa pista sobre quem estaria matando os adolescentes do acampamento. Bem, e sobrevivemos até agora sem saber disso!

Veja também:
A verdadeira mãe do Assassino da Encruzilhada
Jason da vida real ainda é um mistério
Diga olá pra mamãe do Jason
Jason encontra Mario Bava (e muito mais gente!)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quem é o verdadeiro Elvis falso da Marilyn


Uma série de fotos com Marilyn Monroe abraçada com este rapaz pularam no meu feed do Facebook outro dia. Prestei atenção porque a figura dela tem servido para várias causos e meias verdades também nas redes sociais.

Dessa vez não era nada demais!  A legenda dizia em inglês: “Marilyn Monroe e John Gatti, o ator novato que interpreta Elvis Presley no número de "Specialization" do filme, no set de Let’s Make Love.”.

Tanto Elvis quanto Marilyn são dois ícones muito lembrados quando se fala na década de 50 e tantas montagens toscas com os dois pululam o mundo. Tem lá sua graça esse número de Adorável Pecadora (1960 de George Cukor) com ambos e Gatti realmente se assemelha com o Rei do início da carreira (assista no player abaixo!).


No filme Marilyn é a jovem atriz que participa de um musical que satirizará celebridades da época. Inclusive um milionário (interpretado por Yves Montand) que se mistura aos sósias do elenco e acaba interpretando secretamente ele mesmo.

Agora, estranho que este Elvis fake (não creditado no filme) está no IMDB constando como trabalho de estreia como ator do guitarrista Dick Dale e não há nem sinal de quem foi o tal John Gatti.


 Dick voltou a ficar muito popular a partir de 1994 graças à trilha de Pulp Fiction (de Quentin Tarantino). O hit Misirlou foi lançado originalmente em 1962.

Pra você ligar o nome à pessoa! ...Ou melhor, à música.

Só que a aparência do guitarrista nesta época das filmagens de Adorável Pecadora era esta.

Acho assombrosamente diferente do “Elvis” que contracena com Marilyn. Sou um péssimo fisionomista, mas está gritante pra mim neste caso.
O guitarrista participou realmente de alguns filmes no começo da década de 60, inclusive A Praia dos Amores (Beach Party, 1963 de William Asher) com Annette Funicello e Frankie Avalon, mas impossível ter mudado tanto em tão pouco tempo.

Alguns livros indicam também que se trata do tal John Gatti. Cheguei a cogitar ser o Dick Dale mesmo e o moço da foto só um fã nos bastidores, mas revendo o filme parece claro ser mais uma confusão do IMDB.

Gatti, aliás,  tinha toda panca de modelo da AMG, mas ao que parece hoje ninguém sabe ninguém viu. 

Veja também:
As muitas aparições de Ed Fury

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Pode haver mais coisas em comum entre Leatherface e Drácula do que imaginamos

O blogueiro Jorge Bertran  (do Las Novias de Gwangi) assistiu a uma palestra com o diretor Tobe Hooper em Madri e saiu cheio de ideias fervilhantes. Entre elas a estreita relação ente O Masscare da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, 1974 de Tobe Hooper) e Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966 de Terence Fisher).

Hooper, que faleceu em agosto, disse que no começo de sua trajetória foi fortemente influenciado pelos filmes da produtora britânica Hammer. Tal afirmação a principio causa estranheza porque ele era de extrema crueza, enquanto as produções da Hammer primavam pela elegância.

Se pensarmos um pouco, conforme Bertan apontou, não é bem assim. Tanto “O Massacre..” e o Drácula de 1966 (o segundo com Christopher Lee) tem muitos elementos referentes, provavelmente involuntários.
A começar pelo mote principal: Grupo de burgueses adentra a floresta inadvertidamente indo ao encontro do mal. O mal que existe ali espera presas chegarem até ele e receberá dois casais em ambos os filmes, por uma carruagem e uma van.

No da década de 70 há um casarão aos pedaços que pode ser um contraponto ao castelo da década de 60, embora o castelo tem uma aparência mil vezes melhor, mesmo sem deixar de ser assustador de forma igual.
Leatherface é tão herdeiro de Drácula, os vilões principais, que os dois não possuem qualquer linha de texto. São gigantes do medo, que antes de agir, assustam pela altura e o ódio primitivo.

Outro detalhe a se notar são as sequencias mais chocantes nos dois filmes: Os mortos pendurados em ganchos! No de Hooper, evidente, é mais explicito e brutal, mas o de Fisher também deve ter deixado a plateia assombrada quase dez anos antes.
Nos dois jeitos a intenção era recolher o sangue das vítimas. Em Drácula o motivo fica mais claro, reviver o conde que havia virado pó no último filme.
Coincidências ou inspirações, a produção de 1966 assim como de 1974 foram marcos cada qual à sua maneira de um gênero que sempre se renova. Elegante ou deliciosamente grotesco.

Veja também:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Dolce Video traz resenha da nova edição de Akira


Após mais de 20 anos uma edição em português de Akira respeitando a origem japonesa chegou ao Brasil. No 12º Dolce Vídeo você conhece detalhes deste lançamento da editora JBC e não só!

Impossível falar de Akira sem relembrar todo o fenômeno cultural, do mangá ao animé, passando pelas versões em home video.  Além, claro, a iconográfica trilha sonora.

Bom, eu me empolgo mesmo quando o assunto é Akira, este é o vídeo mais longo do canal até aqui. Se quiser assistir apenas a resenha da edição da JBC, pule para os 14:38.

Por favor, não se esqueça de deixar o seu “like” e de se inscrever no canal caso ainda não o tenha feito. Para outros vídeos, clique aqui.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A incrível aventura de Las Grecas na Guerra dos Planetas

Las Grecas é aquele duo de Flamenco Pop do começo da década de 70 que ficou tão famoso na Espanha que gerou uma infinidade de cópias. “Te estoy amando locamente”, o primeiro hit, chegou até as galáxias distantes e você DEVE assistir no player abaixo!
É um nível de ruindade e maravilhosidade tão extrema que sei que não atualizava aqui faz alguns dias, mas eu TINHA que compartilhar! Prioridades, amigo, prioridades...

Reconfortante ler os comentários que este vídeo recebeu no YouTube e ver que absolutamente todos ficaram embasbacados. Um apocalipse gitano que nem os sonhos mais lisérgicos de George Lucas fabricariam!

Formado pelas irmãs Carmen Muñoz Barrull e Edelina Muñoz Barrull (Carmela e Tina), Las Grecas esteve em atividade entre 1973 e 1979 pela gravadora CBS espanhola.  Suas bases musicais iam de Jimi Hendrix, George Benson, ao brasileiro Caetano Veloso.

Mesmo sem a temática Star Wars elas são fabulosas. Cata só o clipe de "Ilusionada" (1976), que desbunde de cores e todos os efeitos possíveis nos primórdios do videotape.
Em 1983 Tina foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide complicada e toxicomania, chegando a esfaquear a irmã numa das crises. Presa e depois internada, fugia de todas as clínicas, quando foi viver em situação de rua pelo centro de Madri. 

Em 1995 havia sido por uma casa de acolhimento quando faleceu de desnutrição e outros problemas acarretados por sua enfermidade. Tinha apenas 38 anos de idade
Carmela (à esquerda no gif acima) tentou resgatar a dupla com outras parceiras, inclusive com uma das filhas de Tina sem nunca mais alcançar o mesmo sucesso dos tempos do primeiro disco Gipsy Rock (1974). Graças a um descuido com o registro do nome, desde 2007 Las Grecas possuem uma polêmica formação sem relação alguma com Carmela e Tina.

Veja também:
As eletrizantes Pink Ladys
Amendoim Japonês

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sentinela da TV: Chef & My Fridge

 Sabe quando você tá na cama a fim de assistir a alguma coisinha, mas não quer nada como um filme (você sabe que dormirá logo), além da tela diminuta dar preguiça?! Nessas horas Chef & My Fridge cai muito bem!

Também conhecido no ocidente como “Please Take Care of My Refrigerator “, é uma produção da TV sul-coreana (desde 2014) com um formato inovador que mistura talk show, reality e competição culinária. Dois apresentadores comandam uma bancada com alguns chefs fixos e recebem a cada episódio duas celebridades com suas respectivas geladeiras conforme estavam em casa.

Sim! Conforme estavam em casa, com potinhos plásticos de comida misteriosa/nojenta, coisas bizarras de todo tipo, congelados de mãe, porcaria de lojinha de conveniência, quase vazia, etc.  Abrir a geladeira (devidamente lacrada e com rótulos de marcas escondidos pela produção) é  um dos grandes momentos do programa com muita graça e constrangimento.
 Depois, dois dos chefs fixos terão 15 minutos para preparar um prato com o que está ali e conforme o estilo escolhido pelo convidado, dono da geladeira.  O melhor dos dois pratos gera uma estrelinha para o chef, que vão se somando conforme a temporada transcorre. 

Não cheguei ainda até o final de temporada pra saber o que acontece, mas isso é o que menos importa. Acredite, apesar dos pesares conseguem muitas vezes executar pratos incríveis!

Falando assim parece tudo muito simples, mas o humor afiado e inquieto dos apresentadores faz toda a diferença. Mesmo sendo um programa coreano é bem engraçado, espontâneo e faz sentido aqui no ocidente!

Sem limites, fazem questão de mostrar produtos vencidos guardados pelas celebridades na geladeira e comentam quando algo tem mau cheiro ou aparência suspeita. Já encontraram de tudo! De pares de luvas de látex a relaxante para quem usa salto alto na geladeira de um galã). 
Os chefs candidatos também são alvos recorrentes, nervosos em preparar alta gastronomia em pouquíssimo tempo com ingredientes tão limitados, ainda escutando duvidas e chacotas sobre suas capacidades culinárias.

Chef & My Fridge está presente no catálogo brasileiro da Netflix com episódios separados em duas levas: Os melhores episódios 2014-2016 e temporada atual, 2017. Semanalmente estreiam novos.

Um dos porens que faço cabe à Netflix que, como a edição usa muitos recursos gráficos e texto em coreano, coloca a legenda em português quase no meio da tela, cobrindo o rosto das pessoas na maior parte do tempo. Não atrapalha, mas incomoda.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A experiência de Fellini com LSD

 Federico Fellini leva o espectador a seus sonhos, muitas vezes com fina psicodelia. Na real ele buscou o efeito das drogas sintéticas para uso recreativo apenas uma vez, quando experimentou ácido lisérgico (LSD).

Como homem criativo ele sentia a obrigação de provar a possibilidade de se expandir. Leitor de Carlos Castaneda, tomou o autor como inspiração, mas lamentou não ter acesso às incríveis drogas indígenas que o peruano tinha acesso e descrevia seus efeitos.
Ciente que havia histórico de problemas cardíacos na família fez uma bateria de exames antes e estava tudo bem. Manteve um médico por perto, assim como um taquigrafo que registraria tudo que ocorresse.

Fellini disse à biografa Charlotte Chandler ( de Eu, Fellini – Editora Record, 1993)que nunca teve controle nenhum em sua vida, ao contrário dos seus sets. “Para mim, o autocontrole sempre foi importante e achava que o perderia por completo neste caso”, também temia o risco de um dano permanente não em seu físico, mas em sua força criativa.
Mas a curiosidade sobre o efeito de LSD que tanto havia lido era mais forte, além, claro, a mescalina de Castaneda. Confessou que assim que os preparativos para a experiência terminaram o diretor não estava mais a fim de nada (“E se eu perco meus sonhos?”), mas temeu ser considerado um covarde.

Após o efeito passar não se lembrou de absolutamente nada, nem se sentiu melhor, mais excitado ou diferente em qualquer coisa. Estava com uma leve dor de cabeça e muito cansado, depois lhe explicaram que foi por ter andando de um lado pro outro e falado sem parar por horas.
Também contaram que ele era uma pessoa cujos pensamentos nunca descansam. Sob a influência do LSD seu corpo explorou sua atividade intelectual, “Mas já sabia, antes, que minha mente estava sempre em ação” concluiu Fellini.

Segundo o mesmo, foi um domingo desperdiçado, mas tentou não lamentar o tempo que perdeu. “Só há uma droga na qual sou viciado: rodar filmes. E ela é cara” e encerrou o assunto.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Quando Master System chegou a Santana do Agreste

Ninguém tem uma tia tão boazinha quanto Tieta. A senhora regalou o menino Peto com nada mais, nada menos do que um Master System, aquele videogame revolucionário da Sega de 8-bits.

E era um presentão mesmo! O aparelho tinha acabado de chegar oficialmente no Brasil em setembro de 1989 e, acompanhado de dois cartuchos, custava, pasme, 1500 cruzados novos. Em 2013 o UOL calculou que seu valor seria agora de 2800 reais!

 Quem acompanha a novela Tieta (em exibição no Viva) já viu que ele tem bem mais do que dois jogos. E mais! Peto ainda se diverte com a pistola de luz Light Phaser e dois óculos 3D, que juntos custavam 680 cruzados novos. Uma riqueza sem fim!

Atente que apenas o aparelho existente em Santana do Agreste tem o nome Master System escrito bem grande. A empresa não seria burra de deixar de dar destaque ao nome do produto (que aliás, nenhum personagem fala!).


E se levarmos em conta que até pouco tempo atrás a sua cidade Santana do Agreste não tinha nem luz elétrica o console fabricado no Brasil pela Tec Toy é ainda um pequeno milagre. Pequeno milagre do merchandising!

O Videogame rende caché extra pra todo mundo.  Ao contrário de produtos como cerveja (no bar do Seu Chalita só tem Antárctica) que apenas quatro ou cinco personagens aparecem consumindo, o garoto simplesmente passeia por vários cenários (Há mais de um mês!) com o Master System debaixo do braço, convidando qualquer personagem a jogar.


Não há unzinho cidadão de Santana do Agreste que reclame de qualquer dificuldade em manusear o controle. Todos são gamers natos!

Pelo menos em uma ocasião o console teve relativa importância à trama, quando o pastor de cabras Osnar e o prestamista Gladstone disputaram uma partida de futebol com o beijo da solteirona Carmosina como prêmio. A sequência chegou a encerrar o capítulo, como gancho para o do dia seguinte.


Assim que a energia elétrica chegou, Perpétua, mãe de Peto, correu dizer que na casa dela não entraria televisão, uma sem vergonhice. Nossa Senhora do Merchan é mais forte! O aparelho televisor apareceu num cômodo da casa da beata, exatamente para o garoto poder mostrar aos amiguinhos o presente que ganhou de Tieta. 

Pra paquerar Letícia lá foi Peto a até a casa do Seu Modesto Pires com o console debaixo do braço. Quem foi criança na década de 80 sabe que videogame na casa dos coleguinhas à tarde rendia, né?

Outro diferencial que não dá pra não entender perto do que vivenciávamos: Menino instala e desinstala na casa de todo mundo e não tem uma véia que reclame que aquilo vai estragar a televisão...

Nem dona Milu! Que aliás, diria: Mistério...

Veja também:


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Elenco de O Último Americano Virgem tanto tempo depois

 
No começo da década de 80 o sexplotation (as pornochanchadas gringas) descobriu a juventude. Comédias bobas com leve apelo sexual tomaram em assalto os cinemas e locadoras e posteriormente as TVs.

O mais famoso desses filmes talvez seja Porky's - A Casa do Amor  (1981 de Bob Clark), exibido pela TV Globo algumas vezes. Assim como os similares,  trama bobinha que valia a pena esperar pra ver um par de peitinhos ali, uma piroca de relance acolá.
TVS/SBT contra-atacou com muitos outros títulos, sendo os mais emblemáticos Férias do Barulho (Private Resort, 1986 de George Bowers), que contava com um certo Johnny Depp a um passo de se tornar famoso com a série Anjos da Lei, e O Último Americano Virgem (The Last American Virgin, 1982 de Boaz Davidson). "O Último Americano..." é um dos melhores pelo argumento dramático e algumas sequencias verdadeiramente engraçadas.
Ninguém do elenco jovem alcançou status de astro nem nada. Com o passar dos anos conquistaram muitos fãs, aqueles que foram moleques e que assistiram e tiveram que esperar pra ver um par de peitinhos ali, uma piroca de relance acolá.

Após tanto tempo (36 anos!), os quatro atores principais ainda são amigos de Facebook (todas estas imagens pessoais abaixo são de lá!). Vivem se marcando, ou sendo marcados em fotos antigas. 

A mocinha Diane Franklin, com uma beleza similar à da Jennifer Connelly, estrelaria Terror em Amityville (Amityville II: The Possession, de Damiano Damiani) no mesmo ano e seguiu carreira exceto por uma pausa na década de 90. É a mais dedicada a dar atenção aos admiradores.
Steve Antin, que interpretou o amigo bonitão e mau caráter Rick, depois participaria dos sucessos Os Goonies (1985 de Richard Donner) e o oscarizado Acusados (The Accused, 1988 de Jonathan Kaplan), estreando na direção de cinema em 2010 com Burlesque, aquele musical que juntou Cher e Christina Aguilera. Abertamente gay, foi namorado do magnata de entretenimento David Geffen.
Joe Rubbo participaria de outro filme picante Férias Ardentes (Hot Chilli, 1985 de William Sachs). Ultimamente ele é produtor de um canal de TV local do sul da Califórnia.
O pobre rapaz virgem Gary foi interpretado por Lawrence Monoson. O ator tem uma extensa carreira em séries de TV, inclusive em programas bem sucedidos como Barrados no Baile, CSI NY, Plantão Médico (ER) e 24 Horas e no cinema sua aparição mais memorável foi em Sexta-Feira 13 Parte IV - Capítulo Final (Friday the 13th: The Final Chapter, 1984 de Joseph Zito).
Entre todos os colegas dá pra dizer que foi o que mais mudou fisicamente.
EITA! Mudou bastante, aliás... 

Monoson e Franklin se reencontraram algumas vezes nos últimos anos em eventos. Essa foto é de 2010, mas existem muitas outras.
Os fãs, claro, suspiram pelo tão sonhado final feliz que nunca aconteceu.... 

O Último Americano Virgem é o Casablanca dos sexplotations juvenis.

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