segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dona Fofa para os íntimos

 Não teve muita gente que se empolgou a ir assistir Fofão - A Nave Sem Rumo (1989 de Adriano Stuart), mas o azar foi deles. Deixaram de ver umas das raras incursões do cinema brasileiro na ficção científica e de conhecer a Mamãe Fofona!

Aliás, Mamãe Fofona, Papai Fofão e Doutor Fofão. O bebê Fofão é aquele boneco estranho que a Mimo vendia na época, mas nas lojas surgiu um bonequinho específico com referência ao filme nas propagadas dos gibis.

Todos os personagens são criados e interpretados ao mesmo tempo por Orival Pessini. Guardando as proporções orçamentárias, esse esforço seria também tentado por Eddie Murphy em O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1996 de Tom Shadyac).

Pessini  é um dos grandes artistas vivos do Brasil. Em Fofão - A Nave Sem Rumo seu nome é creditado várias vezes, sem contar com a produção da “Fofão Filmes”, produtora que infelizmente não fez nada mais além disso.


O design de vários alienígenas lembra personagens de Guerra Nas Estrelas (Star Wars). Sensação que aumenta ao se perceber a letra da música tema: “Enquanto o mundo fala em guerra nas estrelas / Vamos explodir amor”.

O ano era 1989, mas as referências à (então) trilogia de George Lucas persistiam em qualquer desenho, filme e quadrinhos voltados ao público infantil. Outra coisa onipresente da época que o filme não deixou de fora foi a menina Jessica Canoletti, estrela dos comerciais de sandálias Melissinha.

A segunda imagem é um oferecimento Ana Caldatto

R.I.P. Wes Craven

Morreu o cineasta Wes Craven ontem (30) aos 76 anos de idade. Ele estava com câncer cerebral.

 A partir do pequeno clássico Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, 1977), Craven se tornou daqueles diretores conhecidos por conseguirem destaque com filmes de baixo orçamento e bastante rentáveis.  Mas foi na década de 80 que ele ficou muito conhecido ao dirigir A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street, 1984).

Com o jovem elenco de A Hora do Pesadelo
O filme foi germinal ao horror, mas em desacordo com os produtores, saiu da cine série,  dirigindo no mesmo período o elogiado A Maldição dos Mortos-Vivos (The Serpent and the Rainbow, 1988). Voltaria aos pesadelos de Wes Craven 10 anos depois no metalinguístico O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger (New Nightmare).

Em 1996 injetaria novamente sangue ao gênero com Pânico (Scream). Além de resgatar um estilo de fazer horror que estava em descrédito, Pânico foi notável em quebrar a barreira entre cinema e TV, com um elenco recheado de rostos conhecidos das séries, o que não era comum.

Lutando com a doença faz algum tempo, o último trabalho de Wes Craven foi Pânico 4 em 2011. De carreira irregular, mas de notáveis e pontuais acertos, perdeu-se uma lenda.

As imagens são um oferecimento Flickr WC

sábado, 29 de agosto de 2015

Desenho animado criou ameaça ecológica

Guaxinins são uns bichos muito fofos, mas se tornaram uma praga no Japão! Naturais das Américas do Norte e Central foram parar lá, no outro lado do mundo, por um tropeço da cultura popular.

Até boa parte da década de 70 eles não existiam em território asiático. Tudo começou quando a Disney lançou o filme Rascal (1969 de Norman Tokar), o sucesso fez com que produtores japoneses
Poster do filme produzido pela Disney
providenciassem o animé  “Araiguma Rasukaru“ em 1977, também baseado no livro de Sterling North.

A história fala sobre as memórias do autor norte americano que quando era menino encontrou um guaxinim muito fofinho e resolveu cria-lo. Só que o novo amiguinho cresce e arruma muita encrenca na vizinhança, sendo obrigado a ser devolvido à floresta.

 Crianças e adolescentes japoneses amaram o personagem, ignoraram a parte da tristeza final e começaram a importar guaxinins dos EUA para serem criados como animais de estimação. Estima-se que no auge o país importou cerca de 1.500 animais por ano.

Muitos, claro, acabaram que sando soltos nas florestas e se reproduziram a ponto de se tornarem uma ameaça às plantações e templos milenares difícil de ser controlada. Sem predadores naturais, eles estão em 42 das 47 províncias, rurais ou urbanas, guaxinins são inteligentes para se adaptarem em todos os ambientes.

Um estudo do governo de 2006 estimava que as perdas nas lavouras eram de 164 milhões de ienes anuais (cerca de US$ 2 milhões hoje) , cinco vezes mais do que o registrado dois anos antes, só que a população da espécie e os danos provavelmente cresceram nestes nove anos que se passaram.

Segundo o site ecológico Página 22, “Os guaxinins também estão comprometendo diversas espécies locais, como o tanuki ou cão-guaxinim, um canídeo local, com o qual disputam alimento e território,
"Mas são tão bonitiiiinhos! <3"
e inúmeras espécies que servem de alimento ao mascote convertido em predador, inclusive roedores endêmicos, cobras, rãs, libélulas, borboletas e camarões. Os guaxinins também têm ameaçado o lagostim japonês e a salamandra de Tóquio, espécies consideradas particularmente vulneráveis.”

Para tentar reverter, ou reduzir o desastre, o governo japonês tem tentado diminuir a população de guaxinins estabelecendo cotas anuais de animais a serem capturados e eliminados em algumas regiões, mas enfrenta problemas com a opinião pública. Numa pesquisa feita pela prefeitura de Kanagawa, apenas 31% da população apoiavam o abate.

A mesma pesquisa apontou que o anime Araiguma Rasukaru não tinha mais influência sobre a percepção pública dos guaxinins. Mais da metade dos participantes tinham visto o desenho, mas os modelos estatísticos mostraram que não influenciou o apoio ou rejeição ao abate. A série anime que tinha originalmente instigado a própria invasão guaxinim perdeu seu controle sobre a opinião pública.

As ironias de tudo isso são que a mensagem do livro de Sterling North era exatamente o oposto disso, o respeito à vida selvagem e que isso acontece logo no na Japão? País tão acostumado a ver invasões de monstros como Godzilla, Mothra e Gamera?

A terceira imagem é um oferecimento Tofugu, informações de Página 22, Japan Times e Nautilus

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Todos queriam fotografar Bettie Page

É intrigante a quantidade de fotos da Bettie Pagie. Existiram muitas pinups na década de 50, mas nenhuma com tantas fotos circulando pela internet hoje.

A principal explicação é que ela era a modelo de clubes de fotografia. Nesses clubes dezenas de fotógrafos amadores, senhores em sua maioria, contratavam algumas jovens para posarem de biquíni.
Por isso tantos registros de qualidade, textura e estilo diferentes em que Bettie Page aparece usando a mesma roupa, que, aliás, eram costuradas por ela. Pela desenvoltura e disposição, Bettie Page se tornou a favorita de muitos deles, participando de incontáveis sessões. 

 Os 30 a 40 membros do clube pagavam aos organizadores algo em torno de dez dólares (valor da época) para participar da sessão que acontecia no domingo. As moças (nunca ia apenas uma) embolsavam cerca de 25 dólares pelo dia e ainda um almoço. 

Era começo da década de 50, Bettie Page havia tentado carreira no cinema, mas seu teste foi um desastre, como modelo de moda foi recusada por ser baixa e não ser magra, além  do estilo muito “Hippie”. Passeando na praia conheceu um policial de Nova York que a achou bonita e perguntou se não toparia posar pra ele num clube com outros fotógrafos amadores, assim, com novas fotos quem sabe poderia tentar Hollywood novamente.

Foi essa pessoa quem comentou da sua testa larga e lhe sugeriu adotar uma franja. O corte novo se tornou marca registrada de Bettie Page e um ícone da moda reproduzido até hoje.

No documentário Bettie Page Reveals All (2012 de Mark Mori), a própria pinup no final da vida relembra que trabalhava como secretária durante a semana, mas logo descobriu que as fotos de biquíni rendiam muito mais e ainda eram gostosas de fazer. Ela achava o pessoal do clube muito gentil e educado.

Quando criança Bettie Page foi abusada sexualmente pelo pai, depois, separada, sua mãe teve que lhe abandonar junto aos irmãos num orfanato por não ter como sustentá-los. Agora parecia um sonho ter a atenção de tanta gente simpática voltada para si.

O fotógrafo Art Amsie, um dos integrantes, recorda que era igualmente um prazer fotografar aquela pinup. Diferente das outras garotas não era preciso mandar fazer nada, mudar a posição da cabeça, ela sabia como se portar para uma câmera.
"Era muito divertido fotografar Bettie Page. Ela se abria pra câmera. As outras eram apenas bonitas. Ela sabia exatamente o que fazer" Quando os anúncios do clube saiam em jornais como o New York Times dizendo que Bette Page seria uma das modelos era certeza de que naquele domingo iriam muitos fotógrafos!
Bettie Page afirma que nenhum dos caras do clube a fizeram convites para algo mais. Nem ela sairia com eles, porque não namorava com quem bebe e detestava hálito de cigarro.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hollywood, prostitutas e motosserras reais e perigosas

 Espécie de mistura de O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chainsaw Massacre, 1974 de Tobe Hooper) com o documentário picareta Hollywood Hookers (1979), dois hits do baixo orçamento da década de 70, Hollywood Chainsaw Hookers (1988 de Fred Olen Ray) é um noir slasher. Com muitos, muitos peitos de fora!


Na internet é chamado singelamente em português de Putas de Hollywood Com Motosserra. Mas no Brasil ele foi distribuído de forma marota nos anos 80 como O Massacre da Serra Elétrica 3.

O Massacre da Serra Elétrica 3 (Leatherface: Texas Chainsaw Massacre III de Jeff Burr) de verdade (risos) só seria feito em 1990. Ei, pelo menos Hollywood Chainsaw Hookers conta com o ator Gunnar Hansen, o Leatherface original!

Coisa que nem O Massacre da Serra Elétrica Parte 2 (The Texas Chainsaw Massacre 2 , 1986 de Tobe Hooper) ou o filme de 1990, ou qualquer outro com a serra elétrica tiveram. Hansen teria sido convidado a repetir o papel no remake de 2003, mas declinou dizendo ser um insulto à ideia do filme original, o que também pode justificar sua ausência nas sequências.


E o filme já começa muito bem com um oportuno alerta do diretor aos incautos que porventura possam vir a tentar em casa.
"As MOTOSSERRAS usadas no filme são reais e PERIGOSAS! Elas são manipuladas por PROFISSIONAIS. Os cineastas deste filme advertem para não tentarem fazer isto em casa. Especialmente se estiver nu e prestes a fazer SEXO impiedoso."
Minha Consciência está limpa.
Fred Olen Ray
Manipulada por profissional 1

Manipulada por profissional 2
Manipulada por profissional 3
Todo o filme (75 minutos) foi rodado em cinco dias e meio, mas não tem quem diga, né? Se despesas com figurinos não foi problema pela ausência dos mesmos em boa parte do elenco feminino, a custos dos cenários também foram contidos reaproveitando de outras produções.

Por exemplo, é possível identificar o rosto de Grace Jones na esfinge na grande sequencia da seita. O adereço tinha sido fabricado para Vamp – A Noite dosVampiros (Vamp, 1986 de Richard Wenk) estrelado pela cantora e atriz.
Uma seita de prostitutas adoradores de serra elétrica com as bênçãos de Grace Jones. Por que não?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Morreu ator de Plan 9 (e de muitos outros filmes!)

 Poucos atores tiveram uma carreira que durou quatro décadas, trabalhando com nomes como Steven Spielberg, John Ford. Antes de morrer aos 87 em março último Gregory Walcott tinha a certeza de que as notas de seu falecimento fariam referências apenas Plan 9 From Outer Space (1959) do considerado pior cineasta de todos os tempos.

E afinal, Criswell era o vidente, mas foi Walcott quem acertou esta. Vamos ver se será lembrado no In Memorian do Oscar de 2016 num trecho de Plan 9, coisa que já aconteceu quando sua colega de elenco Vampira morreu em 2008, relembre clicando aqui.

“Ed Wood gravou meu nome nos anais da história do cinema” disse à revista Filmax em 1998, época em que ainda colhia os louros do filme dirigido por Tim Burton sobre o “pior cineasta de todos os tempos” em 1994. Walcott faz um cameo rápido no filme de Burton, como um possível investidor.

Ele conta que foi abordado a primeira vez para Plan 9 com: “Você gostaria de estrelar um filme ao lado da lendária estrela do horror Bela Lugosi?”. A resposta óbvia foi “-Mas Bela Lugosi está morto!”.

Lugosi realmente estava morto há três anos, mas Ed Wood reaproveitou antigas sequencias caseiras e outras de um projeto nunca concluído e voi lá! As cenas com Lugosi não tinham nexo com o resto da história, mas o céu era o limite na cabeça do diretor.

Walcott leu o roteiro e recusou logo, “o script não fazia o menor sentido”.  Acabou topando ser o piloto que lutará contra alienígenas porque um dos produtores executivos, ou seja, o cara que estava colocando a grana, era seu amigo da igreja, o reverendo Ed Reynolds.

Já com alguns trabalhos como ator (no filme de Burton ele parece ser amador, mas não era na verdade), aceitou sem falar nada ao agente. "Eu francamente achava que aquilo só seria exibido fora, nos quintos dos infernos, e ninguém jamais iria assisti-lo.".

Pouco tempo depois, em 1961, ele ficaria conhecido num “filme de verdade”, O Sexto Homem (The Outsider de Delbert Mann) ao lado de Tony Curtis. Título que hoje apenas amantes de filmes de guerra devem saber qual é.


Também como poucos em Hollywood ficou casado por 55 anos até ficar viúvo em 2010 e parece que sempre levou com bom humor a mancha no currículo. Em 2000 disse ao LA Times “Eu não queria ser lembrado por Plan 9, mas é melhor ser lembrado por algo do que por nada, você não acha?".

Algumas informações são um oferecimento Flipboard e Daily Mail

Veja também:
Maila Nurmi e a vingança dos rejeitados
Sorte de Dolores Fuller
Muito mais sobre Ed Wood e equipe

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O que esperar de Ash vs Evil Dead?

Bem, se fossemos minimamente inteligentes: NADA! Se há uma coisa que aprendi nessa vida é que quanto maior a expectativa, maior a decepção.

Não importa se estamos falando de uma série, filme ou de uma invasão alienígena. Quando estivermos diante dele nunca ficaremos plenamente satisfeitos!

Fator que pode nos deixar com um pezinho atrás de Ash vs Evil Dead é que a última série oriunda de um filme bacana foi From Dusk Till Dawn  de Um Drink no Inferno (1996 de Robert Rodriguez). Não saí da primeira temporada após dez tediosos episódios.

 From Dusk Till Dawn se limitava em reproduzir o filme em capítulos, não a contar uma história original no mesmo universo. Azar o deles que se expuseram a uma comparação inglória.

Mas Ash vs Evil Dead (que estreia no próximo Halloween) tem algumas pistas muito positivas. Não necessariamente a trama, que até lembra o enredo de My Name Is Bruce, filme dirigido por Bruce Campbell em 2007.

Ash (ainda Bruce Campbell. Groovy!) passou os últimos trinta anos tentando não amadurecer, assim superar a terrível noite alucinante que passou numa certa casa no meio do mato. Daí é chamado por jovens a colocar novamente a motosserra no lugar da mão amputada e salvar o mundo de uma praga de mortos vivos.

A parte legal é a produção ser da dupla Sam Raimi e Rob Tapert. Não legal apenas porque são os mesmos (inclusive a direção de Raimi) da trilogia clássica, mas porque são os mesmos da serie Spartacus (2010 -2013).

Spartacus foi um grande exercício de extravagância pop que misturou lindamente a linguagem de cinema, TV, quadrinhos e videogames. Não dá pra querer nada melhor em termos de fidelidade ao universo Evil Dead.

A emissora nos Estados Unidos será a mesma Starz, ou seja, problema nenhum para sexo, nudez frontal e violência extrema com litros e mais litros de sangue. Dá pra ler o Necronomicon em voz alta à vontade!

Esposa de Rob Tapert, a atriz Lucy Lawless é o principal nome feminino do elenco. Ela (que também esteve em Spartacus como a maquiavélica Lucretia) ficou famosa protagonizando Xena: A Princesa Guerreira (1995-2001), que por sinal, também era uma produção Sam Raimi e Tapert.
O compositor Joseph LoDuca assinará a trilha sonora da série, repetindo a longa parceria com os produtores, iniciada no primeiro Evil Dead em 1981 até Spartacus. Ator, produtores e compositor novamente reunidos após 34 anos... 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Família Addams em cores vivas!

 Isso é coisa de fã! A abertura (apenas a abertura!) de A Família Addams finalmente colorida é trabalho do designer Stuart Manning.

Os Monstros (The Munsters), seus principais concorrentes, ainda tiveram filmes para o cinema em Tecnicolor. Gomez e Mortícia em sua versão 60’s que marcou gerações continuou apenas em branco e preto na imaginação dos fãs.

Foto da época com as cores originais do set
A série que durou três temporadas entre 1964 e 1966 provavelmente, se tivesse tido uma quarta, seria em cores. Em 1967 transmissões coloridas eram quase um padrão nos principais canais de TV dos EUA.

Pela temática sombria, inegável que o programa tomaria um outro rumo a partir daí. E foi isso que Stuart Manning tentou imaginar.

E ele não saiu apenas colocando cor onde não existia, mas pesquisou em fotos coloridas da série, além de estudar a iluminação dos programas da época. Entre suas descobertas está que A Família Addams foi planejado para ser colorido.


E que surpresa perceber que o ambiente da mansão originalmente lembra muito mais o interior da garrafa da Jeannie do que com uma masmorra! Não deixe de assistir ao resultado no player abaixo ou clicando aqui.



O cara pintou "manualmente", ou melhor, na unha 1409 frames no Photshop! "Por hora, estou feliz por ele resultar como um pequeno vislumbre da Família Addams com cor", disse o artista, deixando bem claro que adora o original e que isto é um tributo, não uma substituição.

Veja também:
E filmes B colorizados são toleráveis?
Laura colorizado!!!
"É a cores?" Quando era chique ser em cores
Em glorioso preto e branco

Um poltergeist contra Katharine Hepburn

Construída em 1927, esta suntuosa casa estilo “hacienda” em Los Angeles foi o primeiro lar de Katharine Hepburn quando chegou a Hollywood. Agora foi posta à venda por $7.395 milhões, valor que não incluiu as histórias incríveis que ela tem.

Hepburn se mudou para o imóvel quando a construção era nova e ficou ali por cinco anos, segundo conta o site Hooked on Houses. Saiu reclamando de um fantasma com quem não aguentava mais ter que conviver!
Moveis trocavam de lugar, maçanetas rodavam sozinhas, portas rangiam... Não só ela presenciava, mas seus hóspedes, como seu irmão, que reclamou não ter conseguido pregar os olhos a noite toda por causa da movimentação.

O próximo morador combinaria mais com o lugar. Lenda do cinema de terror, Boris Karloff já celebre após o sucesso de Frankenstein (1931 de James Whale), foi morar lá com a família e adorava aquele lugar.


Tratou de batizá-lo de “Pequena Fazenda” e criava perus e um porco enorme. O livro “Bela Lugosi e Boris Karloff” (de Gregory William Mank) descreve a casa de Karloff como "fazenda mexicana - um aspecto bizarro, alto entre as árvores de carvalho e madressilva de Coldwater Canyon, nas montanhas acima de Beverly Hills."
Não há qualquer menção sobre alguma aparição fantasmagórica enquanto Karloff residia. O mesmo livro cita que Hepburn realmente acreditava conviver com um poltergeist, e que junto com amiga Laura Harding tentou se livrar dele sem sucesso, até desocupar o imóvel em 1934.

Consta que Harding (e provavelmente Hepburn) justificavam a não aparição para o novo proprietário simplesmente porque a assombração deve ter achado um parceiro ideal em Karloff. Afinal, o fantasma deve ter ficado feliz em morar com o ator que interpretou o monstro de Frankenstein.
É consenso entre biógrafos e pessoas que conviveram com Boris Karllof que sua personalidade em nada tinha relação com seus filmes. Um senhor gentil e educado, muito adorado por todos.

Dizem que algumas das roseiras amarelas que estão ainda lá foram plantadas pelo ator. Alguns amigos pediam para que suas cinzas fossem jogadas no roseiral, coisa que não há notícias de ter acontecido.

Se fantasmas desapegaram do imóvel não se pode dizer o mesmo de Katharine Hepburn. Um proprietário recente conta que numa tarde apareceu em sua porta, sem avisar, uma senhora idosa vestida de preto dos pés à cabeça disposta a inspecionar a casa.

Era a atriz (que morreria em 2003) que sempre teve fama de ser reclusa (ou discreta, conforme palavras da própria).  Ao sair disse apenas: “Bem, eu estou contente de ver que você não fodeu com todo este lugar”.

Imagens e algumas informações são um oferecimento Hooked on Houses e Today House

Veja também:
Em casa com Bela Lugosi
A vida secreta de Katharine Hepburn

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

10 razões que fazem Supergirl um filme mais legal do que dizem

A prima do Superman depois do filme de 1984 pode assumir a fama de ovelha negra da família.  Muito alardeado, Supergirl (de Jeannot Szwarc) custou 35 milhões de dólares, arrecadou apenas 13.600 milhões e colecionou desafetos.

Isso porque, o parente de Kripton dela era o super-herói dos quadrinhos mais famoso da época após o filme dirigido por Richard Donner em 1978. Mas é um filme tão ruim assim? Sim é!

Ou melhor, pode ser, longo pra caramba (Nos cinemas dos Estados Unidos foi exibido uma versão bem menor), com um roteiro que o tempo todo tenta requentar o filme de 78. Mas há muitos momentos que justificam um certo carinho por Supergirl.

1 – Os créditos iniciais
Vamos começar do começo! Faz parte das campanhas de marketing do cinema norte americano inflar cifras, mas divulgaram que só os créditos iniciais custou 1 milhão de dólares (não corrigidos).

Mesmo valor gasto no clipe Thriller de Michael Jackson dois anos antes. Só que ao contrário de Thriller, nada mais é do que umas letras chanfradas andando pra cá e pra lá conforme você confere no player abaixo ou clicando aqui.

Pois é! Hoje em dia qualquer moleque mais habilidoso faz isso aí na sala de casa usando o laptop do papai.

2 – Incrível Hulk
Logo no começo a roommate masculinizada aparece lendo um gibi do Hulk. Como sabemos, Hulk é personagem da Marvel, concorrente da DC que é dona do personagem principal do filme.

Marvel/DC quem se importa? Este filme é a favor da paz mundial inclusive entre conglomerados de mídia.

3 – "Participação" de Christopher Reeve
Reeve não pode filmar sua participação. Para não ficar de fora incluíram um poster gigante no quarto das meninas e algumas linhas de texto a respeito do herói. Não é a mesma coisa?

4 – Helen Slater
Uma completa desconhecida conquistou o papel principal, isso porque cogitaram nomes célebres como Melanie Griffith e Brook Shields. Bonitinha, docinha, num papel muito chatinho.

Não parou de trabalhar após o fiasco, focando a carreira em séries de TV. Uma das últimas coisas mais relevantes onde apareceu foi em Smalville, como a mãe kriptoniana de Clark.

Este ano (2015) deu as caras no piloto da nova série Supergirl. Kripton está mesmo no mapa astral desta moça.

5 - Faye Dunaway
Uma super atriz no papel da super vilã Selena. Faye Dunaway, pobrezinha, conquistaria sua quarta indicação ao Framboesa Dourada como pior atriz do ano, havendo saído “vitoriosa” em 1982 por Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry)!

6 – Efeitos especiais pouco especiais
Começa logo com um chroma-key vazado, com as bordas azuladas o que estamos acostumados a ver em produções pra TV do tipo Chaves.

Sabe antes dos efeitos digitais como ficávamos tentando adivinhar o jeito que coisas como voos de personagens eram feitos? Com Supergirl isso não existe, já que os cabos de aço para sustentar a atriz são visíveis muitas vezes.
E não apenas isso. Chegamos a ver o guindaste (onde os cabos estavam amarrados) refletido, assim como sua sombra.  

7 –  Figurinos carnavalescos
Selena, a vilã, desfila alguns dos mais estrambólicos figurinos já filmados misturando 80's com um estilo retrô anos 40 ou coisa que o valha. Não ficando de fora nem um traje para tendências S&M.

Chegaram a lançar uma coleção de paper dolls com seus trajes. Confira clicando aqui.

8 – Peter O'Toole
Não tem Marlon Brando em Kripton, vai de Peter O’toole. No planetinha prestes a explodir ainda vivia Mia Farrow.

9 – Briguinha por macho
Além de bruxa, Selena é ninfomaníaca e não se faz de rogada em aplicar seus feitiços para conquistar garotões. Nem de dar um mágico boa noite cinderela no mesmo.

Muitos vilões querem conquistar o mundo, mas o que parece que a move em primeiro plano é a disputa do interesse amoroso da Supergirl. Prioridades, não é mesmo?

10 – Girl Power
Muito discutido nesse filme, mas ainda não é lá tão comum vermos no cinema de ação moças salvando rapazes. E ela tem a oportunidade de fazer isso umas três ou quatro vezes durante toda a história.

A primeira imagem é um oferecimento Vintag.es
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