sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Programação 90's da Fox segundo Os Simpsons

As coisas não eram lá muito brilhantes no canal Fox durante a década de 90. A situação foi parodiada em 1997 no 24º episódio da oitava temporada de Os Simpsons.

O mote central de O Grande Show de Os Simpsons (The Simpsons Spin-Off Showcase) inclusive toma partido disso, mostrando supostos novos seriados que seriam estrelados pelo elenco do programa. Troy McClure exibe uma planilha com espaços a serem preenchidos na programação da Fox para a próxima temporada e só há Melrose Place, Arquivo X (The X-Files) e Os Simpsons em si.
 E praticamente era isso mesmo naquela época. Diferente da atual efervescência criativa da TV dos EUA atual, spin-offs eram muito comuns além de um monte de sitcoms tentando ser Friends.

Na Fox Arquivo X estava por todos os lados nas chamadas da emissora, parecido ao que fizeram com Glee. Aliás, também foi esticado até se tornar insuportável, com tantas idas e vindas, fins e recomeços que, quem não era um fã enlouquecido, dificilmente ainda tinha interesse.

Já Os Simpsons vivia seu melhor momento na oitava temporada, com humor afiadíssimo, tirando sarro até da emissora que o exibe, atraindo muitos convidados especiais como John Waters e... Fox Mulder e Dana Scully! Ironicamente em 2015 está nos planos da Fox o regresso de Arquivo X, agora muito aguardado após 13 anos de seu término, enquanto Os Simpsons perdeu seu fôlego.

Claro que haviam vários seriados (Ally McBeal! rs), mas ninguém dava bola, ou tinha paciência pra assistir nada naquele canal com tantos intervalos com chamadas repetitivas. Bem, ainda reclamávamos dela dublar em português seus programas, hábito que se tornou comum até no Sony e Warner, canais considerados chiques nos anos 90 e que hoje em dia exibem até Xuxa Popstar pra cumprir cota...

O sinal para a América Latina da Fox ainda era péssimo, o que me faz surpreender como ele ainda existe, tornando-se um dos mais assistidos no Brasil. Você novinho, acostumado a baixar seriados com pouca diferença de tempo da exibição nos EUA, com muito mais variedade e qualidade de imagem e som, não sabe como a vida já foi difícil... 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Star Wars no mundo da moda 1977




Revista Vogue em novembro de 1977 misturou Guerra nas Estrelas (Star War) e casacos de pele. Além dos agora manjados personagens de George Lucas, as fotos ainda trazem a modelo Jerry Hall.

Pra nos localizarmos historicamente, o filme que deu origem a toda a saga febril, havia estreado nos cinemas dos Estados Unidos em maio último. E mais que um filme, foi um verdadeiro evento cultural, cujos respingos atingiram música, TV, quadrinhos, moda e, sobretudo a forma de produzir e vender ficção científica.


O título do editorial da Vogue tenta fazer um trocadilho entre força (force) e peles (fur). Após quase quarenta anos, Star Wars está prestes a estrear a sétima sequência, continua no grito da moda, enquanto casacos de pele (que por décadas foram símbolo da elegância das endinheiradas) sucumbiram ao tempo.

As imagens são um oferecimento Randar

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Com a Maldade na Alma: O filme que não foi

Agnes Moorehead com Joan Crawford e abaixo na mesma cena com Olivia de Havilland
 Agora há várias fotos de cenas de Com a Maldade na Alma (Hush...Hush, Sweet Charlotte, 1964 de Robert Aldrich) com Joan Crawford interpretando a prima Miriam. Como se sabe, o papel acabou ficando com Olivia de Havilland.

Antes na internet conhecíamos duas ou três fotos promocionais, com Joan e Bette Davis posando num tumulo.  Stills de sequencias eram raros, o que nos leva a ter esperança de algum dia assistir ao que foi filmado e dispensado.


Fica evidente que se tornou um filme absolutamente diferente com a troca de atrizes. Até porque, Olivinha é fofa, mas não é Joan Crawford, que impingiria muito mais força ao trabalho.

Prima Miriam da Joan chega, chegando, com colar de diamantes e tudo, enquanto a que acabou valendo vai mostrando as garras aos poucos. Olivia de Havilland manteve a princípio a imagem adocicada que tinha perante o público.


Seria possível esperar pelo menos um pouco que ela tivesse alguma boa intenção com a parente sulista reclusa, acusada de decapitar um homem por amor? Com Olivinha sabemos que sim!

Pelas fotos também vemos que Joan não filmou pouco. A sequência da escada da primeira foto (com a Agnes Moorehead) é lá na frente da história.

Todas, claro, sem Bette Davis que exigiu não filmar nada com Joan Crawford, embora no roteiro houvessem muitas cenas juntas. Antes de achar uma solução ao entrave absurdo, o diretor Robert Alderich foi adiantando as sequências em que elas não apareciam juntas.

Isso até o clima ficar insuportável com inúmeros atritos e exigências cada vez mais loucas das estrelas da película, culminando com Joan faltando as filmagens alegando indisposição. Brecha pra Davis sugerir a amiga de longa data Olivia de Havilland como substituta!

Além do filme oposto ao que poderia ter sido, ficaram muitas histórias de deliciosa rivalidade. Não deixe de ler o post “Com amaldade na alma: Joan Crawford por Bette Davis” contendo detalhes.

As imagens são um oferecimento Joan Crawford Babylon! 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Obedeça à internet


Sátira à já clássica revista Paper com a Kardashian. Isso tem trocentas tirações de sarro, mas nenhuma chegou a este ponto crucial de desnudar a real, conforme o filme Eles Vivem (They Live, 1988 de John Carpenter).

No principio da internet criou-se o mito de que ela seria uma mídia livre, onde cada um não só produziria, consumiria o que bem quisesse. Muito tempo depois essa utopia está morta e enterrada.

A segunda imagem é um oferecimento Cuncunoide

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Monstro entre minisaias


Parece qualquer coisa (flyer de boate?), menos foto promocional de filme de terror. Mas essa imagem foi pra divulgar O Horror de Frankenstein (The Horror of Frankenstein, 1970 de  Jimmy Sangster).

1970! A Hammer tentava modernizar o monstro criado por Mary Shelley em seu sexto filme. O mundo era outro desde que os estúdios britânicos ficaram internacionalmente famosos com A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, 1957 de Terence Fisher).

Tanto que é o primeiro sem Peter Cushing como Barão de Frankenstein, dando lugar ao jovem Ralph Bates. Na tentativa de refrescar a “franquia”, a trama também não tem relação alguma com os outros filmes, embora mantenha sua ambientação no século XIX.

Na foto o resto do elenco principal: Veronica Carlson, David Prowse e ate O’Mara, todos figurinhas conhecidas para os fãs da Hammer.

A loira Carlson havia estado no anterior Frankenstein Tem Que Ser Destruído (Frankenstein Must Be Destroyed, 1969 de Terence Fisher) em papel diferente. Dos três é a única que ficou conhecida apenas entre fãs de cinema fantástico.

O’Mara, de fortes olhos claros, se tornou uma dama do teatro inglês. Faleceu em 2014 deixando uma filmografia extensa no cinema e na TV em séries como Doctor Who e Absolutely Fabulous, conforme você lê clicando aqui.

O grandalhão Prowse será para sempre lembrado como o corpo de Darth Vader de Star Wars, mas também apareceu em Laranja Mecânica (A Clockwork Orange,1971 de Stanley Kubrick). Foi o único ator a repetir o personagem na Hammer, voltando em Frankenstein e o Monstro do Inferno (Frankenstein and the Monster from Hell, 1974 de Terence Fisher).



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Motivo pra reprisar O Rei do Gado?


E eu estava até agora sem entender porque patavinas a TV Globo reprisará a novela O Rei do Gado (1996) para celebrar seus 50 anos. Não tinha que ser algo especial, um produto que tenha marcado sua história, que tivesse pelo menos algum impacto para a trajetória da dramaturgia nacional?

O que não faltam em seus arquivos são coisas mais interessantes, nunca mais exibidas por (segundo a própria emissora) não estarem mais de acordo com os padrões técnicos atuais. Seria a chance de confrontar esse público mediano, que torce o nariz a produções tecnicamente mais antigas, com produções realmente emblemáticas, já que “tudo é festa”.

Rei do Gado ainda foi reprisada há pouquíssimo tempo no canal Viva. Sem entrar em mérito ou demérito, apenas no que essa novela tem de "especial": Que presente de grego é esse, minha gente?

Mas aí o Ego hoje publicou a seguinte notícia que acalentou meu coração:

Lá do além, a saudosa Leila Lopes está ligadinha na programação da TV e ficou bem feliz com a reexibição da trama de Benedito Rui Barbosa onde interpreta a professora Suzanne. Achei justa a reprise. Amém!

Que gracinha! Assista a prévia de Pink Flamingos com crianças

O NY Times publicou hoje um teaser de Kiddie Flamingos, assista no player acima ou clicando aqui

Na vídeo-arte, crianças fazem uma leitura dramática de Pink Flamingo, o clássico hardcore que John Waters dirigiu em 1972. Claro que as partes barra pesada serão supridas, mas mesmo assim, elas parecem se divertir muito! 

O trabalho fará parte da próxima exposição do diretor, que geralmente envereda no mundo das artes para satirizar a sociedade do espetáculo (leia mais clicando aqui).

John Waters que não filma há mais de dez anos, desde O Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame, 2004) já havia demonstrado interesse em trabalhar com crianças. Chegou anunciar Fruit Cake, protagonizado por uma dupla de assaltantes mirins.


Infelizmente o inusitado projeto foi cancelado. Quem sabe agora, com toda a repercussão de Kiddie Flamingos, Waters volta a se empolgar com a ideia.
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