quarta-feira, 30 de abril de 2014

Previsão de Akira concretizada!

Em seu clássico mangá Akira de 1982 Katsuhiro Otomo previu a III Guerra Mundial que devastaria Tókio num futuro próximo. Coisa que como sabemos, não aconteceu, mas...

Dizia também que os Jogos Olímpicos de 2020 aconteceriam em Neo-Tókio, a capital japonesa reconstruída. Tókio realmente está eleita para sediar os jogos em 2020!!!

 Esse incrível acerto de Otomo passou despercebido por muita gente no ocidente. Assim como a escolha de Doraemon, o gato robô de Fujiko Fujio para Embaixador Especial das Olimpíadas de 2020.

O animador Aleix Pitarch pensou numa mistura bizarra entre os universos de Akira e Doraemon. Assista no player abaixo ou clicando aqui


No Brasil, Doraemon foi exibido na extinta TV Manchete. Segundo notícias recentes, a Sato Company poderá voltar a distribuir o iconográfico animé aqui a partir deste ano.

Veja também:
Uma câmera para Neo-Tokyo
Akira no Brasil


E filmes B colorizados são toleráveis?

 Tropecei nestas capturas de Mortos Que Matam (The Last Man on Earth, 1964 de Ubaldo Ragona) agora em berrantes cores... E achei terrível, mas fiquei divido!

Cada vez é mais comum encontrar DVDs com estas versões. Acho polêmico visto que de certa forma deturpam o resultado original.

Mas, esses filmes de baixo orçamento geralmente foram fotografados em preto e branco por questões econômicas, não por estéticas. Ainda mais estes dos anos 60, quando os sistemas de cores já eram populares.

O que é muito diferente daquela versão terrível de Laura (1944 de Otto Preminger) que a TV Cultura de São Paulo exibiu no ano passado. Um desrespeito com os artistas envolvidos e o telespectador.

Imagina que um turista vai até o Louvre ver a Mona Lisa. Chegando lá a obra recebeu uma intervenção de Romero Britto que atualizava a tela de Leonardo da Vinci ao gosto das plateias atuais...

Esses filmes B ganharam cores por outro motivo além do comercial. Estão em domínio público, passando pela tintura computadorizada passam a pertencer a alguém, que requer sobre esse trabalho.

E não há problema algum enquanto a cópia adquirida em DVD conter o original, lindamente fotografado em B&W. Até agora todos os que vinham com este “bônus”.

Veja também:
Laura colorizado!!!
Em glorioso B&W
"É a cores?"

terça-feira, 29 de abril de 2014

“Uma gostosura de programa”

Que preciosidade!!! Assista no vídeo abaixo (ou clicando aqui) uma graciosa chamada do programa “O Irresistível Tab Hunter” quando era exibido na TV Record.

Creio que se trate do programa “The Tab Hunter Show”, produzido entre 1960, 1961. Antes do bafão dos bafões, quando vazou fotos íntimas do ~ irresistível ~ com um amigo.


O que deixa esta chamada, totalmente calcada no apelo sentimental das mocinhas, tragicômica! Sem falar que é um tanto quanto fálica aquela lá no começo balançando entre o "resisto, não resisto".

Hoje o segredinho do polichinelo é assunto bem resolvido na vida do ex galã, mas provavelmente foi o passaporte para Tab Hunter cair no ostracismo. Isso após ser um dos poucos a conquistar programa na televisão com seu nome.

Exibido inclusive no Brasil! O que, levando em conta o que era nossa TV, demonstra a incrível popularidade que ele gozava.

Veja também:
Tab Hunter: A vida como ela nunca foi
Galãs acima de qualquer suspeita

Oscar de Joan Crawford todo detonado!


A gente sabe que Joan Crawford daria uma costela pelo Oscar... Mas lha o estado que o prêmio dela está!!!

Com o dourado todo descascando, todo esfoladinho! Joan Crawford ficou segurando ele por anos a fio com as mãos suando?

O tão aguardado Oscar saiu em 1946 pelo maravilhoso Alma em Suplício (Mildred Pierce de Michael Curtiz). E ela o aguardava fervorosamente quase desde a criação do prêmio em 1927.

A noite da sua premiação é lendária, com Crawford ausente alegando problemas de saúde. Na verdade ela não teria ido pra não passar o carão de ser derrotada, por “novatas” como Gene Tierney, competindo pela vilã de Amar Foi Minha Ruína (Leave Her to Heaven, 1945 de John M. Stahl).

Chamou a sua casa fotógrafos de toda a imprensa de Los Angeles e posou na cama, “adoentada” e feliz da vida. Chegou a ser fotografada “dormindo” segurando o prêmio.

Seria indicada novamente no ano seguinte por Fogueira das paixões (Possessed, 1947 de Curtis Bernhardt) e por Precipícios d'Alma (Sudden Fear , 1952, David Miller). E nunca mais!!!

Claro que quando apenas a colega Bette Davis foi indicada por O Que Terá Acontecido A Baby Jane (What Ever Happened to Baby Jane?", 1962 de Robert Aldrich) ela deu um jeitinho. Pesquisou qual das outras indicadas não estaria presente e assim, nas fotos da cerimônia daquele ano ela está entre os vitoriosos,segurando o Oscar de melhor atriz.

Por aí imaginamos o quanto levava a sério segurar um Oscar. Não há banho dourado que resista...

A primeira imagem é um oferecimento Michael Nasby

Veja também:
"Cheguei lá!"
Na cama com o Oscar
Informações (cifradas) especiais
Joan Crawford no Oscar 1962

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mortos que andam, anjos que não voam

Norman Reedus de costas (com Andrew Lincoln) em The Walking Dead (2010 -2014)
Norman Reedus (Com Udo Kier) em Pesadelo Mortal (Cigarette Burns, 2005 de John Carpenter)
Conexão interessante na carreira do ator Norman Reedus. Ele ficou famoso recentemente na série Walking Dead como o arqueiro Daryl Dixon que ostenta um colete com duas asas de anjo (a partir da segunda temporada).

Antes, muito antes, ele estrelou o episódio Pesadelo Mortal da série Mestres do Terror (Masters of Horror) onde se envolvia num mistério bizarro com um anjo cujas asas foram cortadas. Asas, anjos, apocalipse... Predestinado?

Provavelmente é mera coincidência, mas não deixa de ser muito curiosa a relação. Ainda mais porque o ator não tem uma trajetória tão relevante ou tão conhecida assim.

Dirigido por John Carpenter, o (excelente) trabalho de 2005 foi distribuído em DVD no Brasil pela Paris Filmes. Saiu de forma avulsa, junto a outros episódios assinados por renomados diretores de horror.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sua Excelência, o Zumbi Um


É o que sempre digo, uns passaram a vida toda interpretando Shakespeare e morrem no ostracismo. Outros como Samuel William “Bill” Hinzman não precisaram nem de texto e ficaram marcados para a posteridade.

Hinzman ficou conhecido como o “Zumbi Um” por ser o primeiro a aparecer (e atacar) em A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, 1968 de George A. Romero).  Carreira não foi muito além disso, participando apenas de outros filmes menores, mas pouco importou pra ser lembrado.

É claro que, ao contrário do que muitos acreditam, este não foi o primeiro filme de zumbis. Mas pode ser considerado o precursor de uma linhagem específica de películas com mortos viventes, com parábolas sociais discutíveis.

Pelo menos entre os zumbis de Romero ele foi realmente o número um. O que, pela quantidade e importância, não é pouca coisa e lhe proporcionou frequentar pro resto da vida convenções de fãs de horror.

O ator teria conquistado o papel por ter a cara que ele tinha a idade (32 anos) e um terno velho.  Essencial para ser o morto vivo de destaque, visto que depois aparecem uns até pelados.


Bill Hizman faleceu (de verdade!) em2012 de câncer. Segundo sua filha, pedia brincando pra ser cremado e assim, não haver risco de repetir o papel de sua vida.

A segunda imagem é um oferecimento Listal.

Veja também:
Barbra vs. Barbara e a revolta dos zumbis
Proletariado do vodu

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Primos pobres dos Gremlins

De todas as cópias canhestras de Gremlins, Munchies (1987 de Tina Hirsch) merece menção honrosa. Começando pelas bênçãos do produtor Roger Corman, sempre ligadinho no que a moçada quer assistir...

Esses adoráveis monstrinhos ainda tinham algo em comum com o dirigido por Joe Dante. A diretora Tina Hirsch (Bettina na época) havia sido a montadora no filme de 1984.

Lançado diretamente em VHS no Brasil, a ex função da diretora foi só pra crítica da época falar que ela não aprendeu nada estando na equipe do original. De fato foi a primeira e última vez que se arriscou a dirigir ficção.

Joe Dante, lembrando, trabalhou como editor para Roger Corman nos idos das calças curtas assim como muitos outros que se revelariam diretores expressivos. Mas contamos a história sempre a partir dos vitoriosos.

A primeira imagem é um oferecimento Capas BR

Veja também:
Todos os VHS de Gremlins 2 teriam defeito!
"B" de Bom


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Garçom, tem uma moça na minha bebida

Todo o glorioso elenco da companhia burlesca Silver Slipper Theater se apresentando num hotel de Las Vegas. Um tiquinho de música, comédia e mulher sensual.

Este cartão postal provavelmente é do final da década de 50, início da de 60. Pra mandar pros amigos e eles morrerem de inveja.

O nome da pinup ficou perdido no tempo, mas foi uma entre tantas a fazer o número da taça de champanhe. Na década de 80 Nastassja Kinski levou a fama pela performance novamente entrar em voga.

 Ainda é comum associarem as apresentações do tipo a Kinski em O Fundo do Coração (One from the Heart, 1982 de Francis Ford Coppola). Dita Von Teese que diga.

Mas é claro que a melhor representação do tradicional número da taça de champanhe no cinema é o da Traci Lords em Cry Baby (1990 de John Waters). Como toda jovem rebelde 50’s que descobre o preço da sua liberdade...


Aborrecidíssima por não poder sair dali.

A primeira imagem é um oferecimento SwellMap, a terceira Vintage Legal.

terça-feira, 22 de abril de 2014

As Panteras em cartoon

 
Os Anjos de Charlie, ou As Panteras (Charlie's Angels) fazem esta aparição animada em Scooby-Doo em Hollywood (Scooby-Doo Goes Hollywood, 1979 de Ray Patterson). Uma encarnação muito mais fiel do que a paródia oficial Capitão Caverna e as Panterinhas.

O cartoon foi a estreia de Scooby Doo e sua turma em longa metragem e em horário nobre. Por coincidência (?) o mote é similar à estreia dos Muppets em filme, lançado naquele mesmo ano de 1979.

Salsicha e o inseparável dog alemão estão cansados de correr atrás de monstros e não serem levados a sério como ator. Partem para Hollywood com vários projetos para TV e cinema a fim de darem novo rumo à carreira.

É a desculpa para tudo o que era sucesso naquele tempo ser satirizado, de western spaghetti ao John Travolta (Grease virou Groove). Dá pra chutar perfeitamente o ano em que foi produzido: 1979!

Até porque, a coisa mais recente que cita é Superman (1978 de Richard Donner), então, basta calcular um ano a mais. O desenho tem nem 50 minutos, animação econômica da Hanna-Barbera, não deve ter demorado muito mais que isso pra ficar pronto.

Em “As Panteras do Scooby” o cabelo da Sabrina Duncan está alaranjado muito provavelmente para dar uma disfarçada, para o caso de acusações de plágio. Pelo penteado a loira é a Farrah Fawcett, não Cheryl Ladd, a que estava em atividade.

Elas estão de tocaia na frente de um local repleto de avisos do tipo “Esconderijo dos bandidos”. Sabrina diz que encontraram o esconderijo dos bandidos e Jill comenta que a amiga é sempre a mais inteligente pra descobrir essas coisas.

Veja também:
Scooby-Doo encontra Mama Cass (de dieta!)
Dose de terror pela manhã

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dancin’ Days: A atriz que não estava lá


Atualmente no ar no Canal Viva, a novela Dancin’ Days trouxe uma bizarra sequência no capítulo 06 ( segunda-feira, 07). Joana Fomm sai pra levar a sobrinha ao balé e na próxima cena, dentro do carro percebe-se, inclusive pela voz, que em seu lugar está a atriz Norma Bengell.

Isso porque, Bengell que seria a vilã Yolanda Pratini, já tinha gravado conteúdo para semanas quando se desentendeu com o diretor Daniel Filho e pulou fora da novela, pouquíssimo tempo antes da estreia. Entre as hipóteses, a mais amena é que ela, já uma estrela internacional de cinema, não se acostumou ao ritmo televisivo, mas o próprio elenco falava outra coisa naquela época, conforme veremos logo mais.

O "erro" foi comentado nas redes sociais quando foi ao ar agora, mas era de conhecimento que ele existia muito antes. Meu amigo David já havia comentado que Norma Bengell ainda aparecia "acidentalmente" em alguns momentos quando este folhetim saiu em DVD (de forma bem resumida), mas isso não consta na edição da GloboMarcas.

Joana Fomm originalmente seria Neide, a ambiciosa empregada da casa de Celina (Beatriz Segall), papel muito menor, mas que ganha destaque na segunda metade da trama. Com a mudança, tiveram obviamente que regravar todas as sequências com a vilã num curto espaço de tempo, além das com a empregada.

 Na biografia “Minha História é Viver” escrita por Vilmar Ledesma, Fomm recorda que foram refeitas cenas de dezesseis capítulos em uma semana. Ao assumir o desafio teve que tratar os cabelos (antes propositalmente mal cuidados) e pinta-los com tons acobreados, muito provavelmente para o reaproveitamento de externas como a do capítulo 6.

No livro diz também que a colega Sonia Braga (a rival irmã Julia) foi um anjo. Eram tantas cenas e diálogos tão grandes que na metade às vezes ela não sabia nem em que país estava, cabendo a Braga dar a volta no texto até lhe reentregar suas deixas.

 É provável que em 1978, quando a novela foi exibida pela primeira vez, a troca repentina entre uma tomada e outra nem tenha sido muito notada. Lembrando que a qualidade da transmissão, assim como os aparelhos televisores daquela época eram diferentes dos atuais.

Revi no mesmo canal Viva a novela Rainha da Sucata (1991) e agora eram visíveis pregos nas paredes de pseudo mármore na mansão de Laurinha Figueroa. É claro que a diferença de tamanho das madeixas das atrizes é algo muito mais gritante, até pra quem assistia TV com Bombril enrolado na antena.

A Folha de São Paulo citou a troca das atrizes apenas na matéria (11 de julho de 1978) sobre o encontro dos atores com jornalistas para o lançamento da novela, mas nada sobre o “erro” que foi ao ao ar. José Lewgoy comentou à jornalista Helena Silveira sobre a postura “pouco profissional e de extremado estrelismo de Norma Bengell que teria causado um massacre no elenco, uma vez que dezoito capítulos tiveram que ser regravados em ritmo de ‘é pra amanhã’”.

Por isso, os atores que regravavam (incluindo a adolescente Gloria Pires) não puderam comparecer ao evento. Indagada porque Bengell saiu, Beatriz Segall disse que não sabia e que ela era “uma força da natureza”, enfatizando: "O elenco todo com os ausentes é sensacional. Trabalhar com a gentileza, cordialidade, ensinamentos contínuos de Daniel Filho, é um privilégio. Sônia Braga no convívio é a anti-estrela. Todos os colegas são unidos, discute-se o enredo e a personagem de cada um. Ao contrário do que se pensado "monstro Globo, Daniel cria um ótimo relacionamento entre a equipe.".

Há casos semelhantes no cinema, quando uma atriz substituiu a outra e sobraram pedaços com a primeira na edição. Um dos mais famosos é No caminho dos Elefantes (Elephant Walk , 1954 de William Dieterle) quando Elizabeth Taylor assumiu o papel que Viven Leigh desistiu durante as filmagens.

Veja também:
Valia tudo nos dias dançantes
Sonia Braga Vs. Joan Crawford
A sala de estar de Ubirajara
Lídia Brondi sabia escolher as amizades

Ouça a versão italiana de Dancin’ Days (sem As Frenéticas!)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fascinação pelo desconhecido

A Cosmopolitan em janeiro de 1960 apelando para o ocultismo. Assim como geralmente as revistas fazem no primeiro mês de cada ano.

Não poderia haver foto melhor para ilustrar a edição do que a Lucille Ball toda arregalada... Espíritos, sonhos, aparições e drogas!

Caiu em desuso (para a maioria), mas até celebridades apelavam para entorpecentes como maconha e LSD como forma de obter respostas da mente aberta. De Cary Grant a Federico Fellini, todos buscaram experiências extrassensoriais através de ácido lisérgico.

Mas ainda havia espaço ao dócil horóscopo: “O que dizem as estrelas para você sobre 1960”. Pelo menos para Lucy, elas devem ter dito coisas terríveis!!!

Foi em 1960 que ela se separou de Desi Arnaz, após descobrir que ele dormiu com meio mundo em Hollywood, além do rombo nas contas da bem sucedida empresa de ambos, a Desilu Productions. E se as estrelas não contaram, os consultores financeiros a deixaram a par...

A primeira imagem é um oferecimento Steve Scott

Veja também:
Do quê Lucy tinha medo?
Na cama com (recato) e Lucy

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Maldição do estrelato adolescente

Fã extremo nível segurar plaquinha com “amor forever” de filme sensacionalista sobre os bastidores da indústria cultural teen. Desde O Vale Das Bonecas (Valley of the Dolls, 1967 de Mark Robson)!!!

Se for asiático e de terror, triplique esse amor! White, The Melody of Curse (Hwa-i-teu: Jeo-woo-eui Mel-lo-di, 2011 de Gok Kim, Sun Kim) é sobre um daqueles grupos pop formados por meninas sul-coreanas que levam multidões aos shows.

Coisas estranhas acontecem quando elas resolvem roubar e regravar um hit encontrado numa velha fita VHS. Encontrado, aliás, num antigo estúdio onde 15 anos antes ocorreu um trágico incêndio com muitas vítimas fatais.

Aí vai ter um fantasma de cabelo no rosto, um mistério que não dá pra entender direito, mas isso não importa! É um universo delicioso de recalques e intriguinhas, onde vale até envenenar a maquiagem das inimigas ou cometer suicídio tomando produto de limpeza de chão.

Maquiagem tóxica!!!
Não que a parte violenta seja pouco criativa, com atentados e mortes brilhantes e realistas, por mais absurdas que sejam. Ainda há a tal música da maldição (ouça clicando aqui) que gruda com o refrão “há, há, há” ( uma mensagem cifrada pra “hot, hot, hot”, com as garotas ardendo sabe-se lá onde?).

Por trás de tudo uma crítica cruel (muito cruel!) a esse típico de mídia, devoradora de meninas ambiciosas. A protagonista é a gracinha pop star Eun-jeong Ham, uma real espécie de Sandra Dee daqueles lados do planeta, o que emprega autenticidade ao personagem.

Atenção com carinho ao hilário e apoteótico final, quase copiado quadro a quadro de Carrie, A Estranha (1976 de Brian de Palma), uma referência presente também no nome da fantasminha White (sobrenome da Sissy Spacek no filme 70's). Fãs ensandecidas podem ser mais perigosas que qualquer maldição.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O que terá ou o que aconteceu com Baby Jane?

VHS 1989
DVD (2001) e Blu-Ray (2012)
Uma dúvida pertinente: Afinal o título correto de "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962 de Robert Aldrich) no Brasil é “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” ou “O Que Aconteceu com Baby Jane?”? As duas coisas!

Ele foi distribuído nos cinemas daqui apenas em 1964 como “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”. E a Warner preservou este título ao lançá-lo em VHS em 1989, DVD em 2001 e em Blu-Ray em 2012.

 “O Que Aconteceu com Baby Jane?” foi o nome que a TV Globo usou ao exibi-lo pela primeira vez em 1973. E o preservou nas sucessivas reprises do filme em suas madrugadas.

Em 2012 o canal pago TCM o exibiu com o mesmo título dos cinemas e das edições de home vídeo. Ou seja, “O Que Terá”, passou a ser também um nome de exibição na TV.


O áudio em português foi da Herbert Richers e o narrador traduz o letreiro dos créditos como “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”. Se for a dublagem 70's , deve ter sido bem confuso a Globo anunciar uma coisa nas chamadas e durante o filme falarem outra.

A partir da década de 90 o SBT passou a exibi-lo intitulado como no cinema. Há a possibilidade desta dublagem ser do período, já que a voz da Bette Davis não é a tradicional feita pela Ida Gomes, e sim da Glória Ladany .

Quando ele estreou nas telas do Brasil, com atraso de dois anos, o filme já tinha se tornado um fenômeno. Antes, a imprensa já falava dele, inclusive noticiando que Robert Aldrich reuniria novamente Bette Davis e Joan Crawford em Hush...Hush, Sweet Charlotte, que viria a se chamar aqui “Com A Maldade na Alma”.

Nesse tempo as matérias se referiam ao filme ainda inédito como sendo “O Que Aconteceu com Baby Jane?”. Provável que algum “press kit” o tenha “erroneamente” mencionado assim, que depois foi utilizado pela televisão.

Veja também:
Nomes de filmes no Brasil e em Portugal
Casa da Mãe Joana de títulos. Até quando?
Alhos e bugalhos

Tão parecidos e tão diferentes da gente

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Look do dia: Lu-lu Fishpaw


“Cansei de ser gato”, vou me travestir de ~blogueira de moda~. Vou finalmente ganhar dinheiro! Hahahahaha!

O look de hoje é o da Lu-lu, a adolescente, com cabelo quase pigmaleão que ganha uns trocados nos intervalos da escola dançando pros rapazes no filme Polyester (1981 de John Waters). Foi pinçado pelo blog Macy Marie.
Todas as peças foram encontradas em lojas como Hermes, American Apparel e Jimmy Choo. Ponto! Pode sair com os amigos punks pra fazer arruaça pelas ruas.

 Mas sem engravidar! Caso contrário, um tratamento com as freiras sádicas, até ficar curada pelo crochê.

terça-feira, 8 de abril de 2014

No ritmo da conspiração internacional


The Cass Carnaby Five foi uma banda que conquistou bastante sucesso na metade da década de 60. Ela entrou em desgraça quando descobriram que sua música escondia um código que derrubava aviões!!!

Ouça no player abaixo, ou clicando aqui, três versões do hit explosivo Danger Game. Com o volume baixinho para não causar desastres aéreos.

Na verdade a The Cass Carnaby Five apareceu em “The Cham-Cham”, 25º episódio da primeira temporada de Thunderbirds. Produzido em 1965, é considerado um dos melhores da série, artístico e tecnicamente.

A música com levada latina que derruba aviões é de autoria de Barry Gray. Compositor de toda a série, teve aqui a oportunidade de se mostrar mais pop.

Com algumas sequências transcorridas num night club, há até espaço para Lady Penélope ter um número musical. omo Wanda Lamour, a loira disfarçada canta com sotaque que lembra Marlene Dietrich (a última versão presente no player do post).

Há muitas referências aos filmes de espionagem 60’s e claro, a paranoia causada pela Guerra Fria, quando qualquer influencia externa era motivo de atenção. Não importava se fosse apenas uma bandinha, aparentemente para balançar a franja.

Veja também:
Captain Scarlet em ritmo de aventura
Thunderbirds are go!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Zumbis, hard rock e um pelado



Pense num filme ruim! Zumbis do Hard Rock (Hard Rock Zombies) dirigido por Krishna Shah em 1985 é pior do que qualquer coisa que você tenha imaginado.

Uma total falta de talento no roteiro, fotografia, interpretações, direção e edição. Consta que ele seria um média metragem para ser exibido junto a American Drive-In do mesmo ano, no meio do projeto resolveram injetar grana e transformá-lo num longa.

Resolveram injetar só uns caraminguás a mais, porque a coisa é franciscana! E na metade do filme continuou o final de quando ele era média metragem, com a bandinha zumbificada se pirulitando da cidadezinha.

Mas a historia continua sem pé nem cabeça, com anões vestidos de seguidores de Hitler, uma velha lobisomem e mais uma bagunça suficiente para ficar cansativo. Ajuda ao tempo demorar pra passar os incontáveis clipes de música ruim que interpelam várias veze a trama.

Isso não significa muita coisa, mas o mocinho, vocalista da banda no filme, realmente curte rock. Sua página no Facebook é cheia de referências ao ritmo do diabo.


Outra informação ~relevante~ a respeito do astro de Zumbis do Hard Rock é que ele trocou de nome depois do filme. E.J. Curcio, virou E.J. Curse e foi com esse nome que apareceu como veio ao mundo nas páginas da Playgirl em 1996.


Nessa edição o garoto da capa foi o modelo brasileiro Marcello Morgilli, ex Casa dos Artistas como Marco Mastronelli. O roqueiro zumbi estava nas páginas centrais do número, inclusive no pôster.

Tanto Zumbis do Hard Rock quanto American Drive-In foram exibidos na Band (na época Bandeirantes) e distribuídos em VHS no Brasil. Por quê?

Para Veja, faltava sorte a Ingrid Pitt

  Segue a notinha da coluna “Gente”, publicada na revista Veja em 1977:
“Versatilidade não lhe falta. Nascida na Alemanha, fala seis línguas, pratica uma infinidade de esportes e já rodou o mundo trabalhando em teatro, TV e cinema. O que, possivelmente faltou à atriz Ingrid Pitt, 36 anos, foi sorte na escolha dos temas: Especializou-se em filmes de terror. Há cerca de um mês, no entanto, ela foi convidada para fazer o cobiçado papel de Evita Perón, numa versão de sua vida para o cinema, a ser filmada no início do próximo ano, ao lado de ninguém menos que Anthony Quinn, que, claro, interpretará Juan Domingo Perón. As duvidosas declarações de Pitt, de que "nada político haverá neste filme", não convenceram o governo argentino, pois as filmagens em Buenos Aires só serão permitidas depois que o Instituto Cinematográfico Argentino (ICA) aprovar o script. As cenas serão rodadas provavelmente no Uruguai.”


Começa pelo tradicional preconceito com filmes de terror, como se fossem motivo de azar, obras menores. Ingrid Pitt, como se sabe hoje, na verdade teve a sorte de participar de clássicos como Condessa Drácula (Countess Dracula, 1971 de Peter Sasdy) e O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973 de Robin Hardy).

Tantas outras atrizes “sortudas” que se dedicaram a filmes dramáticos que agora são esquecidas. Sem um terço da popularidade que Pitt tem, exatamente por estes filmes de terror...

Ela faleceu em 2010 autora de alguns livros sobre a era de ouro do cinema britânico de horror, do qual fez parte, e querida por uma legião de fãs. Uma vitoriosa atriz que sobreviveu ao tempo como uma vampira sexy em filmes elegantemente góticos.

Mas sua maior sorte mesmo foi ter escapado de um campo de concentração nazista, onde viveu por três anos. Outro erro da nota é que ela é polonesa, não alemã!

Quanto a Evita, esse filme nunca aconteceu. Pelo menos ele não existe na filmografia de Ingrid Pitt nem na do ator Anthony Quinn, dedicado a produções de temas católicos na época.

A biografia de Eva Perón mais antiga que existe no IMDB é um telefilme estrelado por Faye Dunaway em 1981. Que, aliás, foi exibido nos cinemas do Brasil, simultaneamente a Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry).

Curioso como os produtores costumam pensar em interpretes para Evita popularmente conhecidas por sua sensualidade. Depois de Ingrid Pitt, causou barulho a escolha de Madonna para o mesmo papel na década de 90.

Veja também:
Ingrid Pitt R.I.P.
A Condessa Drácula
Eternas rainhas da Hammer

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sons do tempo e espaço

Pessoal do Universo Who disponibilizou o LP “BBC Sound Effects No. 19: Doctor Who Sound Effects”. Uma raridade preciosa, lançado originalmente em 1978.

O disco faz parte da série de discos da BBC com os mais variados sons efeitos. O 19º foi este, com os sons até aquela data, com ênfase no que se ouve nos arcos do quarto Doctor.
A questão é que não se trata de uma trilha sonora, o que teria interesse apenas para fãs do programa. A emissora é referência no mundo desde os tempos de rádio, o que faz com que esta série de discos seja utilizada por produtores de todo o planeta.

Ou seja, muito do que fez parte dos ruídos e atmosfera de Doctor Who também fez de incontáveis outros programas, desenhos e filmes de ficção científica retrô. Barulhos de portas automáticas abrindo e fechando, osciloscópios, revolveres lasers...

Na década de 90 consegui comprar um destes discos da BBC Radiophonic Workshop em CD, o 13º com “Death and Horror”. Conforme já disse antes (Leia clicando aqui) percebi o reaproveitado destes efeitos até em novelas da TV Globo.

Se além de fã de sci-fi você for do programa, aviso que o tradicional som da TARDIS não faz parte da compilação. Ele é considerado uma música, não um mero efeito sonoro, ao contrário da também iconográfica "Chave de Fenda Sônica".

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Incrível catálogo Glasslite 1986!

  Olha aí, minha gente!!! Pra quem duvida que os anos 80 existiram, o blog Galeria dos Brinquedos postou um catálogo de lançamentos da Glasslite de 86!


Muito subproduto de seriado que a TVS (depois SBT) exibia. Aliás, a maioria dos brinquedos da Glasslite era do que víamos na TVS, sabe-se lá por que.

Trovão Azul (Blue Thunder), Esquadrão Classe A (The A-Team)... E eu simplesmente não lembrava de Duro na Queda (The Fall Guy), uma exceção exibida pela TV Globo.

Era comum de a fábrica desenvolver por conta própria uma linha por programa, mesmo se o item não aparecesse ou tivesse importância na série. Por exemplo, além da além do carro da SuperMáquina (Knight Rider) propriamente dita, havia o caminhão, helicópteros e qualquer outro veículo .

Outra prática habitual era os carrinhos serem os mesmos, independente da série. Eles só retocavam, ou trocavam os adesivos para os logos relativos ao que estava escrito na caixa.

O mesmo motoqueiro do seriado Moto Laser (Street Hawk, outro da Globo) anos depois foi repintado. Branco com alguns detalhes vermelhos virou o Jaspion, mesmo com o veículo para criancinhas mais atentas lembrar muito pouco a Allan Moto Space do japonês.

Neste catálogo de 1986, o carinha da moto, mesmo sem capacete podia tanto ser o David Hasselhoff de Supermáquina, quanto o Lee Majors de Duro na Queda. Isso porque o Lee Majors nem usava mulet...

Bem, era um tempo em que a molecada tinha que exercitar a imaginação para brincar. Se nos videogames um quadradinho virava uma bola que comia pílulas, nos brinquedos físicos não era diferente.
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