quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gêmeas de Big Fish e outras maravilhas

Nascidas em São Francisco (Califórnia) e criadas em Hong Kong (China), as gêmeas Ada e Arlene Tai se destacaram em editoriais de moda no começo da década de 90 nos EUA e Ásia. De lá para comerciais na TV foi um pulo, para Hollywood era outro caminho óbvio.

No cinema começaram em Ed Wood (1994 de Tim Burton), participação pequena, sem texto, creditadas apenas como “Vampira's Friend”. Exóticas por natureza, apareceram juntas em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, 2003) também de Burton.

E em de Big Fish, quando a gente diz juntas, foram juntas mesmo! Fizeram o papel de irmãs siamesas cantoras com tanta perfeição (e a trucagem de câmera misturada a CGI foi tão bem feita, que muita gente acreditou realmente serem assim.

Exatamente por isso, tem um lado irônico dividirem uma mesma conta do Twitter (@Taiskincare), que não é atualizado desde 2009. No Facebook Ada e Arlene estão separadinhas.

Ainda na Internet as irmãs dão dicas de beleza via You Tube. Como atrizes, elas sempre trabalharam lado a lado, o que explica suas aparições raras, visto que não é todo roteiro que necessita de duas personagens idênticas.

A primeira imagem é um oferecimento Tai Twins

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Tango poibidão no país do samba


O mundo ficou tão boquiaberto com o explícito Garganta Profunda (Deep Throut, de Gerard Damiano) quanto o implícito O Último Tango em Paris (Ultimo tango a Parigi de Bernardo Bertolucci) em 1972. O segundo tinha o pedigree da direção de um ex-pupilo de Sergio Leoni e a participação do super astro Marlon Brando.

Essa edição da Fatos e Fotos (disponível no Mercado Livre) provavelmente é de 1980, quando finalmente foi liberado nos cinema do Brasil com os devidos cortes. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) da mesma época também demorou pra sair aqui exatamente porque, conforme noticiado, havia no contrato uma clausula imposta por Stanley Kubrick que proibida a Warner de exibi-lo reeditado.

Antes disso, O Ultimo tango Em Paris virou motivo de fazer invejinha de quem podia ir pra Europa e assisti-lo. Madame (sim! Atravessar o Atlântico era coisa só pra madame) voltava de lá deslumbradíssima com o Louvre e o Marlon Brando em cenas picantes.

Enquanto isso, gerou páginas e páginas em jornais e revistas respeitáveis e outras nem tanto, explorando a sensualidade que ninguém podia ver, tornando-se, talvez, o filme mais comentado sem nunca ter sido visto. Exibido finalmente a partir de 1979, conseguiu um grande sucesso nas bilheterias, no embalo de longos anos debatendo o filme.

Inesquecíveis, e prova inconteste de êxito, os versos de Didi Mocó e Zacarias num quadro de Os Trapalhões de 1981 em que eles cantam “Papai Eu Quero Me Casar”. “Eu quero me casar com o Marlon Brando/ Com o Marlon Brando ocê não casa bem / Porquê papai? / O Marlon Brando amantegou a Maria Scheneider e depois vai amantegar ocê também.”

Nos Estados Unidos a revista Time contou que perdeu centenas de assinaturas e milhares de dólares de publicidade só por ter publicado fotos de Marlon Brando e Maria Schneider no filme. Mesmo na Itália, terra natal do diretor, o filme foi lançado apenas em 1975, mas suas cópias foram confiscadas uma semana depois por ordem da Justiça e Bernardo Bertolucci foi processado e condenado por obscenidade.

 Daí, agora um DVD de O Último Tango Em Paris jaz junto a amontoado de outros em saldão de hipermercado. Não há controvérsia que sobreviva ao tempo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Terror por Wes Anderson!

 O Saturday Night Live desta semana trouxe um hipotético trailer de um filme de terror dirigido por Wes Anderson. “The Midnight Coterie of Sinister Intruder” tem entre suas estrelas Anjelica Houston, Gwyneth Paltrow, Danny Glover e claro, Owen Wilson.

Na verdade, o elenco do SNL interpretando os mais conhecidos atores a trabalhar com o cineasta de Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001) e Moonrise Kingdom (2012). O melhor é o convidado Edward Norton que, por incrível que pareça, se tornou idêntico a Owen Wilson apenas com uma peruca loira.

Foram tão fiéis ao estilo Anderson convertido para uma história macabra que mesmo sendo engraçado, não se consegue nada mais do que esboçar um sorriso. Não que o programa seja das coisas mais hilárias do mundo, mas foram bem felizes nesse quadro.

No Brasil, o programa é exibido pela Sony com atraso de algumas semanas. O perfil da NBC no You Tube postou o trecho, mas é restrito aos EUA (Nada que a gente não descubra no Google como driblar isso...).

Deu na Folha em 1955



 “A MAIOR ATRAÇÃO DA TV DE LOS ANGELES
 Uma loira finlandesa, Maila Nurmi, é hoje a maior atração da televisão de Los Angeles. Sob pseudônimo de "Vampiro", Maila participa de um emocionante "show" que tem a maior assistência da temporada, embora, pelo que dizem os jornais, seja um espetáculo que bate o recorde mundial de falta de bom gosto...”.

Vampira estava bombando tanto na TV local de Los Angeles que mereceu uma notinha na Folha da Manhã (Atual Folha de São Paulo) em 18 de dezembro de 1955. Numa época em que as informações eram compartilhadas de forma tão restrita e lenta, foi um feito e tanto.

Sem TV via satélite nem nada, jamais assistiríamos a esse “recorde mundial de falta de bom gosto”. Até alguém postar o vídeo abaixo no You Tube (Veja no player ou clicando aqui).

E a Folha grafou o nome de seu personagem erroneamente no masculino. Perdoável por ter colocado o exótico nome verdadeiro corretinho: Maila Nurmi.  (Sempre que vou ao veterinário preciso soletrar esse nome na hora dele preencher a ficha. “Maila é Maila, ué! M-A-I-L-A”.)

A carreira da Vampira não foi muito além de uma temporada. Logo seria demitida, feito filmes B e caindo no ostracismo até a década de 90.

Veja também:
Com a palavra, Vampira!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

De Volta Para o Futuro 2: Ficção VS. Realidade

Prevejo muitos posts semelhantes web afora! Faltando dois anos para chegarmos à data exata em que Marty McFly desembarcar em De Volta Para o Futuro parte II (Back to the Future Part II, 1989 de Robert Zemeckis) vamos ver no que acertaram.

A coisa mais estranha é que o desenho Jetsons, dos anos 60, acertou muito mais, conforme você confere clicando aqui. Uma sorte é o mundo em que vivemos é menos limpinho do que o 21 de outubro de 2015 imaginado por Zemeckis.

A primeira coisa “futurística” que chama a atenção são os óculos do Doctor Emmett Brown. Não vamos relevar o fator funcional, pra sairmos do Google Glass, talvez comuns daqui a dois anos, mas muito diferentes do que vemos no filme.

Meros óculos de sol são pouquíssimos ousados. Após designs arrojados nas décadas de 90 e 2000 cada vez mais eles ficam simples.

A Nike lançou em 2011 o Mag. Com tiragem limitada, os 1.500 pares foram postos para leilão, com renda revertida à The Michael J. Fox Foundation.

Visualmente parecidos aos do filme, eles não são calçados de forma automática. Não há nada semelhante a eles nas ruas.

E quem diria que após 24 anos, pelo menos aqui no Brasil, os postos de gasolina mudariam tão pouco? Estão informatizados coisa e tal, mas além dos combustíveis serem os mesmos, continuam necessitando de frentistas, bomba, etc.

Patinetes não voam ainda, mas são motorizados. Ainda distantes de serem vistos nas ruas corriqueiramente, servem mais para policiais e guardas de estacionamento se locomoverem.

TV de tela plana é o único acerto involuntário. Se bem que em 1989 elas já eram apontavam em muitas revistas de novidades tecnológicas.

Tubarão 19? O filme do Spielberg teve continuações em 78, 83 e 87, simplesmente não dará mais tempo disto se tornar realidade.

A de 1983 é em 3D, naquele sistema arcaico dos óculos de papelão que seriam quase aposentados por Hollywood. Irônico que em de Volta para o Futuro o Tubarão pula da marquise e a industria cinematográfica voltou a investir na tridimensionalidade.

Os carros também ainda não voam, mas eles têm linhas parecidas com os que vemos no filme. Eles são muito diferentes dos que andavam pelas ruas em 1989.

Se alguém hoje tiver o azar de ser demitido virtualmente será por algo parecido ao Watsapp. Nem de longe será por um tipo de fax.


Michael J. Fox se declarou portador de mal de Parkinson no final da década de 90, criando uma fundação em prol da luta contra doença. Não se parece com ele no futuro imaginário, porque também, continuou sendo uma estrela do cinema, não um pacato suburbano.

Post inspirado em Yonkis. Fonte das imagens linkadas nelas.

Veja também:
Os Jetsons: 5 tecnologias reais hoje

Halloween de John Carpenters retorna ao vinil

A emblemática trilha sonora de Halloween – A Noite do Terror (1978 de John Carpenters) voltará ao tradicional disco. Segundo a divulgação, será a primeira vez em que ela sairá integralmente no formato.

Produzida pela Mondo, a edição de luxo será dupla, acompanhando de artes da Phantom City Creative. Sediada no Texas, a Mondo começou com releituras artísticas de pôsteres de filmes clássicos e cults e recentemente entrou no mercado obsoleto de vinil e VHS.

Com tiragens limitadíssimas, alguns produtos esgotam-se em poucos minutos. Já em pré-venda na Amazon, o relançado de Halloween está previsto para o (evidente) próximo dia 31 a qualquer hora do dia, anunciado pelo perfil deles no Twitter.

A empresa postou no Instagram vídeo com um disco tocando o famoso tema principal. Clique aqui e ouça como o vinil faz toda a diferença neste caso especificamente, além de ser um objeto de colecionador.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Howard Hughes: A garota esquecida do harém

A estudante Yvonne Shubert era uma ilustre desconhecida quando entrou para o nada seleto hall de conquistas amorosas de Howard Hughes. Passou a ser citada entre estrelas como Gene Tierney, Lana Turner e Ava Gardner.

Agora na posteridade, seu nome não é muito mais do que algumas linhas em qualquer biografia do magnata. O romance entre eles começou em 1955, quando tinha apenas 15 anos e ele já com 50.

Ela foi encarada como namorada oficial, o que pela óbvia disparidade de idade, causou falatório. Mais tarde seria vista como a principal rival da atriz Jean Peters, que se tornou esposa do bilionário em 1957.

A princípio, Shubert e Hughes apenas assistiam a filmes e passavam horas ao telefone como qualquer amigo. Mesmo com a diferença de 35 anos, parecia que não faltava assunto.

Foto da biografia Howard Hughes: The Untold Story

Com o passar do tempo criaram um relacionamento conturbado, onde ele obsessivamente tentava controlar a vida da adolescente ao máximo.

 Dizem que a garota fez um aborto ilegal aos 17 anos a mando do namorado. Como estava sempre sob vigilância dele, não restavam dúvidas sobre a paternidade.

Essa época coincide com o casamento (em segredo) do bilionário com Jean Peters. A atriz que havia trabalhado com Joseph Cotten e Marilyn Monroe em Torrentes de Paixão (Niagara, 1953 de Henry Hathaway) se afastaria das telas enquanto casada, por 13 anos.

Quanto à Yvonne Shubert, parece que as coisas não foram nada fáceis a partir daí. Mesmo com este mundão de informações que é a Internet, restam pouquíssimas pistas sobre Yvonne Shubert, inclusive se ainda está viva.

Demonstrava aptidões artísticas, tanto que Hughes dizia à mãe da garota que estava obstinado em lhe pagar aulas de canto, dança e interpretação. Ele havia literalmente criado grandes estrelas como Jean Harlow e Jane Russell.

Em episódio de Jeannie é um Gênio em 1969
Yvonne Shubert gravou o LP “To You, With Love” em 1959. Na contracapa está escrito: "Uma mistura provocante de sofisticação e ingenuidade, ela fornece as letras amorosas com a simplicidade de uma menina oferecendo seu coração pela primeira vez.".

Se como cantora foi além disso, não se sabe, embora sejam encontrado elogios ao disco na web. Ainda investiu nos dotes dramáticos por quase uma década.

Seu perfil no IMDB consta cinco participações em séries de TV entre 1958 e 1970 e uma no cinema, em Funny Girl - A Garota Genial (1968 de William Wyler). Não foi creditada na maioria destes trabalhos e seus personagens não têm nome.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Chuck Norris em desenho animado

Por alguma conjunção astral auspiciosa, a infância dos anos 80 no Brasil ficou fora de Chuck Norris: Karate Kommandos. Ei! Mas tivemos Rambo: A Força da Liberdade tornando nossas manhãs mais explosivas.

Na série animada do Chuck Norris, o ator dublava ele mesmo em versão cartoon e ainda aparecia em carne e osso pra dar conselhos a lá He-Man. Coisas que Sylvester Stallone não fazia no seu Rambo.

Em comum entre as duas séries estão os estúdios Ruby-Spears, formados por dissidentes da Hanna-Barbera. A mesma empresa ainda deu ao mundo as versões animadas da Loucademia de Polícia e Punky, A Levada da Breca.

Chuck Norris durou apenas uma temporada com parcos cinco episódios produzidos em 1986. Cinco episódios, que - dizem - ajudaram em muito a definir Norris como “mito”.

Veja também:
Xena e Gabrielle em cartum
Emmanuelle Por Miyazaki
Scooby-Doo encontra Mama Cass (de dieta!)

Pausa para nossos comerciais

Quem nunca apelou com sensualidade para conseguir atrair o público? Freddy Krueger não poderia ficar de fora.

Segundo o Alan que escaneou a imagem, o anúncio é referente ao sétimo filme dele. O Novo Pesadelo - O Retorno de Freddy Krueger (New Nightmare de Wes Craven) foi produzido em 1994, portanto, isso deve ser de 1995. 

Freddy já não era mais o tal, mas com o retorno de Craven à direção atraiu algum interesse. Ainda assim, um nome de diretor não é lá coisa que vá fazer diferença a seu público alvo.

No final, Freddy entrou para aquele seleto grupo de celebridades em que estava Stallone, Van Damme entre outros. Podiam não cheirar nem feder nas bilheterias do cinema, mas ainda eram bem procurados nas locadoras.

O personagem já tinha virado piada há muito tempo. Se bem que, falando em piada, alguns dos primeiros “A Hora do Pesadelo” foram promovidos no Viva à Noite comandado pelo Gugu na TVS (futuro SBT). Entre um Sonho Maluco e uma etapa do concurso do Rambo Brasileiro...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Grã fina com hábitos de pedreiro

Daí a Stella Simpson esta passeando com a sua Cecizinha e se depara com um rapaz de shortinho praticando patinação. Fina, cobiça, mas não dá cantada do tipo “Oh, lá em casa”.

Em exibição no canal Viva, a novela Água Viva é deliciosamente anacrônica por natureza. Produzida em 1980, colocava em debate posturas que não faziam parte do cotidiano da maioria, mas que haviam sido apontadas como tendências nos tresloucados 70’s.

Mulher cantando homem de igual pra igual, ou o desejando publicamente, é tão incomum hoje quanto era há 33 anos. Assim como topless em praia, discutido na novela de Gilberto Braga como se fosse uma obviedade que todo mundo praticaria no amanhã.

Notável que todos os rapazes que a personagem da Tonia Carrero paquera são tão objetos que muitas vezes nem close de rosto têm. Compartilhamos a visão dela da cintura pra baixo, o que, em se tratando de um corpo masculino, é ousado até pras novelas de hoje.

Fora isso, eles poderiam estar num dos clássicos da Falcon. O visual desse patinador mesmo, com as meias listradas, citei erroneamente num post antigão como típico da industria pornô de outrora, leia clicando aqui.

E tem lance do short dele também. Saudosos shortinhos esportivos que iriam voltar á moda (Veja este post de 2010), mas infelizmente só os vi na arara de um hipermercado...

Tudo isso e Água Viva está apenas no capítulo 20! Vem aí ainda lanchas explodindo, assassinatos, catfights, chantagens, conversinhas de manicure e muito alpinismo social.

Veja também:
Vamos malhar? VAMOS!
Valia tudo nos dias dançantes

Vespas gigantes matam dezenas na China

Quando a realidade foi vista antes num episódio de Doctor Who a gente deve começar a se preocupar. Segundo Weird Asia News, desde junho 42 pessoas morreram e milhares relatarem ter sido picadas por vespas gigantes.

E a gente logo pensa que elas apareceram graças a algum malefício à natureza promovido pelo homem. Quantas ficções científicas já não foram feitas mostrando insetos superdesenvolvidos graças à radiação?

Mas existe mesmo um tipo de vespa grande. A vespa mandarina, também conhecida como vespa gigante asiática gigante, é a maior da espécie, chegando a medir 50 milímetros de tamanho com uma envergadura de aproximadamente 76 milímetros.

Seu veneno destrói as células vermelhas do sangue e provoca insuficiência renal ou até mesmo a morte. No entanto, antes do veneno entrar na corrente sanguínea a alergia que as pessoas sentem com a picada é o que mata mais ao desencadear ou fechamento das vias aéreas ou até parada cardíaca.

Algumas cidades chinesas chegaram a decretar estado de emergência. Comuns também no Japão, Coréia, Índia e Nepal, o aumento da incidência dos ataques de vespas gigantes talvez esteja relacionado a

o aumento do clima seco, que facilita sua procriação.

Mixtape #7: Killer Robots Must Be Stopped


Um pouco de música especialmente selecionada para os leitores do La Dolce Vita! Use o player acima para ouvir ou baixar o MP3.

Dessa vez demorou cerca de nove meses pra parir a sétima. Ou ter vontade de!

Sempre me espanto com o tempo que demorou pra sair uma nova mixtape, mas não dá pra arregaçar as mangas por arregaçar. Não posso prometer mais assiduidade, desculpe.

Abaixo a lista das faixas utilizadas, mas não espere ouvi-las cruas, pode ser que você nem as identifique.
  • Feeling Good - Pat Bowie with Charles McPherson 
  • Tu y Yo - Manolo Otelo 
  • Halloween III Main Theme – John Carpenter & Alan Howarth 
  • B1 Stop Watch - Hypnotic Samba 
  •  Monday Again - DJ Rodriguez 
  • Je suis venue te dire que je m'en vais -   Jo Lemaire 
  • Dizzy Gillespie no Brasil com Trio Mocotó 
  •  Bem Bom - Doce
  • Jungle Fever - The Chakachas 
  •  Texas Rangers - Zombie Zombie 
  • Mata-me Depressa - Núbia Lafayette 
  • Pan Dance (7 faces of Dr Lao) 
  • In Memory - Randy Weston
  •  Evil Times - Venus Gang 
  • Rocket Number 9 - Zombie Zombie 
Para ouvir as mixtapes anteriores vá até o Mixcloud. Divirta-se!
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