terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As Certinhas do La Dolce


Helga Liné
Dócil
Um oferecimento Euro Fever
Veja também:
4 vezes Helga Liné

[Ouvindo: Estrela De Bastidor – Angela maria]

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Versão brasileira: regionalismo

Toda uma vida crendo num erro. Pra mim, desde guri, o Jerry Lewis criava os heróis Rick, O Ratinho e o Pato MOTOQUEIRO em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin).

Na verdade é Rick, O Ratinho e o Pato Potoqueiro. POTOQUEIRO, palavra que eu desconhecia, mas é até dicionarizada!

Potoqueiro é quem faz potoca. E algum amigo etimológico poderia nos explicar se há alguma relação com fofoqueiro, fofoca, embora o significado seja enganador, mentiroso, o que também pode ser atributo de quem tem a língua grande.

E talvez não conhecesse “potoqueiro” porque é um regionalismo segundo o Houaisse. Por suposto, a dublagem em português brasileiro foi feita no Rio de Janeiro.

Ou simplesmente caiu em desuso como todo o discurso anti violência nos quadrinhos deste filme. 1955 faz tempo pra chuchu.

Veja também:

[Ouvindo: Honey – Honey]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Campanha mais crível dos últimos tempos

Ah lá, minha amiga dona de casa!!! É pras senhoras que curtem sua loucinha com um tico de vilania!

E se há alguma celebridade que a gente bate o olho e imaginamos logo diante de uma pilha de louça suja esse alguém é a Claudia Raia. Parabéns, Scotch-Brite!

La Raia de calculadora em punho também ficou batuta, né? Volta e meia ela deve frequentar sacolões atrás da cebola de melhor preço...

[Ouvindo: In the Blue – Irany Pinto]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Super star do macabro

O mais escabroso dos serial killers é obviamente o mais filmado. Não sei se Ed Gein é realmente o mais filmado, mas sua história gerou pelo menos uns três filmes muito famosos.

Pode não parecer muito, mas Marie Cure, cientista laureada com prêmios Nobel de física e química, foi retratada em apenas um. Só pra citar uma personalidade real de importância benéfica à humanidade.

O maior de todos inspirado em Ed Gein (leia mais sobre ele clicando aqui), claro, é Psicose (Psycho), dirigido por Hitchcock em 1961, quando a descoberta de seus crimes era coisa recente. Mas tem ainda O Massacre da Serra Elétrica, O Silêncio dos Inocentes e tantos outros com psicóticos.

E ainda o obscuro Deranged: Confessions of a Necrophile (1974 de Jeff Gillen e Alan Ormsby). Não obscuro porque seja ruim, mas porque é grotesco demais para alcançar um público maior, que o tivesse cultuado nestes anos todos.

Com a sutileza de um elefante, Deranged (Demente em português, numa referência a Psicose) é narrado como se fosse uma longa matéria de telejornalismo. Chega a ser engraçado a entrada do repórter dentro da cena com microfone em punho falando diretamente para a câmera.

 É de todos um dos mais fiéis aos atos de Ed Gein, com momentos de plena repulsa visual, embora não conste que o real tenha experimentado a necrofilia. A crueza das imagens, dignas de qualquer filme B (ainda mais 70’s) ajudam na atmosfera extrema.

Veja também:
Ed Gein: mais macabro do que a ficção

[Ouvindo: Promenade San Paulo– The Brasileiros]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Deu no Planeta Diário! Lois Lane para maiores

Revista High Society sendo uma mãezinha aos nerds 70’s. Desencavaram fotos da Lois Lane nua!

Se Superman viu, você também pode mesmo sem visão de raio X! Lois Lane aka Margot Kidder, nua entre aspas.

São só essas aí dos peitinhos, que o blog Supermania ainda tacou tarjas. O bom e velho esquema de resgatar fotos antigas de nudez quando a estrela ganha muita popularidade.

Veja também:
Até tu, filho de Jor-El? Superman na Playgirl!

[Ouvindo: Lovefool – The Cardigans]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Do terror ao amor: Viva a Itália 70's!

O trio Easy Going é legal demais para existir apenas uma única apresentação no You Tube (que você assiste no player acima ou clicando aqui). Sua genética é igualmente peculiar.

O nome era emprestado de uma discoteca gay de Roma, similar ao batismo das nossas Frenéticas. Easy Going foi produzido por Giancarlo Meo e ninguém menos do que Claudio Simonetti, paulistano radicado na Itália!

Simonetti integrava a banda de rock Goblin, responsável pelas trilhas sonoras dos filmes de Dario Argento como Prelúdio para Matar (Profondo rosso, 1975) e Suspiria (1977). Sozinho continua na área, musicando películas.

Encabeçado pelo DJ Paolo Micioni, o primeiro hit foi “Baby I Love You” de 1978. Justamente a música do vídeo, considerada uma das precursoras do ítalo-disco para exportação, emplacada em paradas musicais de língua inglesa.

No mesmo ano os norte-americanos do Village People estourariam com Macho Man e Y.M.C.A. Só pra citar outro grupo abertamente gay do período.

O Easy Going ainda resistiria a mais dois LPs: Fear (1979) e Casanova (1980). Particularmente, a faixa principal de Fear é um ponto forte deles.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sentinela da TV: Paranormal Witness

Produção original do canal Syfy, Paranormal Witness é, quiçá, das coisas mais assustadoras que já assisti. Imagine um Linha Direta, mas apenas com causos de fantasmas, ufos e coisas do gênero.

Cada episódio um caso de contato com o sobrenatural é reconstituído enquanto que a testemunha real, que acredita ter vivido aquilo, entrecorta a encenação com seu relato. Primeira temporada (2011) foram seis episódios contendo duas histórias cada e na segunda (2012) foram 12, apenas uma por vez em sua maioria.

 Diferente de series com argumentos independentes, onde o resultado é irregular, boa parte é no mínimo empolgante. Mesmo quando paramos (e é comum) pra tentar entender como aquilo ali pode ter sido fraude.

A favor dos fantasmas estão certas coerências de assombros. Também é similar a vida que aquelas pessoas tinham quando começaram a observar portas batendo, vultos, pedidos de socorro de vozes guturais.

Donas de casa com o lar desfeito, tendo que lidar sozinhas com a criação dos filhos e reencontrar seu papel na sociedade, parecem ter propensão a contatos do tipo. Mas há outros, claro.

As melhores são aquelas que tiveram ligações com fatos ocorridos no passado que não sejam de conhecimento de ninguém até serem confirmadas por historiadores. Com várias testemunhas (policiais inclusive) também são interessantes.

Suspeito, a lá Padre Quevedo, de quando pessoas vão morar onde era um antigo velório, casa de campo que foi de famoso serial killer, etc. Com medo de antemão, a gente vê e ouve qualquer coisa mesmo.

De qualquer jeito, em termos de horror e suspense está muito acima do que vem sendo feito nesses gêneros no cinema. Bom exemplo é o episódio “The Dybbuk Box” (S02E04) cuja história também inspirou o filminho tolo Possessão (The Possession, 2012 de Ole Bornedal).


[Ouvindo: Call Me - Nancy Sinatra]
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