quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Se a vida te der um nome com limão...

Melhor capa com trocadilho referente ao nome do artista! Jack Lemmon e um monte de limões (lemons) é de uma obviedade tocante. E não ficou só em LP.

Depois de morto, A Twist of Lemmon também serviu como título do livro que seu filho lançou em 2006. E eu nem sabia que Lemmon cantava.

Outro dia mesmo estava conversando com o Refer sobre astros de Hollywood que invariavelmente gravavam discos. Para ele faz sentido já que lá a galera tem que atuar, cantar, sapatear, entre otras coisas más, se quiser ser alguém.

Então era bem prático pras gravadoras aproveitar a visibilidade do cinema em long plays. E benzadeus que nesse lado de cá os artistas são mais simplesinhos.

Quero nem pensar em como seria a capa de um disco da Suzy Rêgo!

 A imagem é um oferecimento Lost America


[Ouvindo: Bota a Mão Nas Cadeiras – Gal Costa]

terça-feira, 27 de novembro de 2012

4 vezes Nancy Allen

Carrie, A Estranha (Carrie, 1976 de Brian De Palma)

Vestida Para Matar (Dressed to Kill, 1980 de Brian De Palma)

RoboCop - O Policial do Futuro (RoboCop, 1987 de Paul Verhoeven)

Irresistível Paixão (Out of Sight, 1998 de Steven Soderbergh)
Pode-se dizer que a carinha de Nancy Allen é também a de boa parte dos anos 70 e 80, embora o grande público não reconheça seu nome. Esteve presente em grandes sucessos de bilheteria, quase sempre como coadjuvante de destaque.

A começar por Carrie, A Estranha, onde foi a antagonista mimada, parceira do jovenzinho John Travolta no amor e nas maldades. Outra parceria marcante fez com Robocop, mas do lado do bem, como a policial meio fanchinha.

Conheceu o diretor Brian De Palma nas filmagens de Carrie e casou-se com ele dois anos depois. Relacionamento que duraria cinco anos, gerando outros três filmes juntos, marcando bem sua imagem aos trabalhos da melhor fase do então marido.

Mesmo estourando a boca do balão com Robocop (virou desenho animado, bonequinha e todo tipo de quinquilharia) sua carreira começou a minguar. Topou aparecer nas sequencias de 1990 e 1993, sendo que nem o protagonista Peter Weller está nesta última.

Além disso, sua filmografia ainda conta com coisas como Poltergeist III (1988 de Gary Sherman) e várias produções televisivas obscuras. A pequena aparição em Irresistível Paixão de 98, sob direção do então queridinho da mídia Soderbergh, tinha gosto de participação especial de atriz cult.

Na década passada trabalhou pouquíssimo e em coisas irrelevantes. Não há informações de novos trabalhos desde 2008.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Fantástica Literatura Queer: Todas as cores da escuridão

A Tarja Editoral está dando continuidade à série A Fantástica Literatura Queer, coletânea de contos brasileiros de terror, fantasia, ficção científica e coisas do gênero. Pelo título, evidentemente, todos com temática de interesse gay, lésbica e transexual.

Cada volume terá a capa de uma cor, para que ao completar a coleção, o leitor tenha um arco-íris na estante. No último sábado (24!) saiu o volume verde, que se juntou ao vermelho e laranja.

É interessante além das intenções de apoio à diversidade. Lembrando que o Brasil não tem tradição em terror, fantasia e ficção científica, seja lá de que sexo for.

No site oficial há explicações maiores sobre o projeto. É possível adquirir diretamente com a editora.

[Ouvindo: Kissing You – Des'ree]

“Todo homem mata aquilo que ama”

A música nem chega a tocar inteira em Querelle (1982 de Rainer Werner Fassbinder), mas Each Man Kills The Thing He Loves é das cenas musicais mais marcantes num filme não musical. Isso se a memória não me falha.

Jeanne Moreau como a prostituta velha e apaixonada, aprisionada e perdida naquele cenário, cantarola pelo menos o refrão algumas vezes. Ouça a música na íntegra no player abaixo ou clicando aqui.
A letra reaproveita alguns trechos do poema The Ballad of Reading Gaol (Balada do Cárcere de Reading), escrito por Oscar Wilde em 1897 sob pseudônimo C.3.3. Leia a tradução clicando aqui.
[Ouvindo: Dance of Curse – Yoko Kanno]

sábado, 24 de novembro de 2012

R.I.P. Larry Hagman

O ator Larry Hagman faleceu ontem, sexta-feira (24), aos 81 anos em Dallas (Texas). Natural do estado, um de seus papeis mais famosos foi o do pérfido J.R. na série Dallas, grande sucesso da TV mundial durante os anos 80.

Muito antes,  interpretou personagem oposto no seriado Jeannie é um Gênio. De 1965 a 1970, o Major Nelson conquistou a todos ao adotar a “gênia” que dava nome ao programa.

 Para a geração que foi criança na década de 80 ele é acima de tudo o vilão texano. A princípio causava estranhamento vê-lo como o abobado funcionário da NASA nas posteriores reprises de Jeannie.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Scooby-Doo encontra Mama Cass (de dieta!)

Bem menos legal do que a primeira série nos 60’s, Scooby-Doo e sua turma ganharam novos episódios no começo da década de 70. The New Scooby-Doo Movies apelou para um convidado especial por curta.

Reais ou de ficção (como A Família Addams, Batman e Robin), muitos agora são ilustres desconhecidos pra quem se aventurar a assistir. Mas há Bono & Cher e Cass Elliot, aka Mama Cass, provando que são celebridades atemporais.

The Haunted Candy Factory (ou A Fábrica de Doces Mal Assombrada) estreou na TV em 1973, um ano antes da morte da cantora. E na hora a gente pensa na lenda urbana de que se engasgou com um sanduíche de presunto igual aqueles super lanches que o Salsicha e o Scooby devoram historicamente.

Mas a personagem em cartoon diz estar de dieta, comendo apenas frutas e verduras, embora tenha comprado uma fábrica de guloseimas. Inclusive se nega a abrir caminho comendo a chuva de caramelo que quase soterra todos.

Nem por isso deixam de citar o seu peso físico em incontáveis piadinhas. Chega a ficar entalada dentro de uma máquina, para desespero da turminha da Mistery Machine que terá que juntar esforços para içá-la.

 No final ela convida os novos amigos para jantar e reforça que só comerá frutas. Até que chega o mordomo com uma bandeja e Velma se espanta que as nove taças de salada de frutas estão cobertas de chantili, marshmallow e xarope de chocolate.

A cantora pede que fale baixinho: “Se você não me disser eu não conto pro meu estômago”. Todos gargalham e fim.

Nem creio que se trate de uma peça do politicamente incorreto, mas de como Cass Elliot sabia rir de si mesmo, afinal, antes de botar a voz deve ter aprovado o roteiro. Embora conste que detestava o apelido de ‘Mama’, que julgava ser referência de mal gosto aos seus mais de 136 quilos.

Estranho que, pelo menos na versão dublada em português (que obviamente lima sua participação), ela nem chega a cantar nada. Para muitas crianças deve ser apenas a gordinha simpática às voltas com fantasmas.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sentinela da TV: ID – Investigação Discovery

A ideia do canal ID (Investigação Discovery) é excelente. 24 horas de documentários, series e filmes sobre crimes reais ou ficcionais.

Na prática é só mais um canal que parece suar a camisa pra arranjar o que transmitir, dando a terrível sensação de que pagamos por refugo dos gringos. Pelo menos o sinal da América Latina é repleto de conteúdo produzido há quase uma década entre muitos outros desleixos.

Há produções interessantes (Dementes, O Diabo A Seu lado, Suspeito Improvável, etc.), mas assisti-los é um martírio dantesco. A cada poucos minutos de conteúdo é preciso encarar longos minutos de intervalo.

Intervalo composto por infinitos comerciais do mesmo produto (uma certa pasta de dente) e inúmeras chamadas para outros programas da casa. Sempre, ad nauseam, eternamente as mesmas chamadas.

O ID ainda recheia as pausas com Vídeos Incríveis, os mesmos quatro ou cinco exibidos dezenas de vezes por dia, centenas de vezes por semana, provável que milhares ao mês. Alguns destes “vídeos incríveis” é material comprado do SBT, produzidos no tempo do Aqui Agora!!!

O policial carioca disfarçado de cinegrafista que salvou uma refém, explosões de fogos de artifício no subúrbio de São Paulo. Dos estrangeiros tem a moça que esqueceu as chaves de casa e tentou entrar pela chaminé, ficando entalada, o bandido também entalado na coifa de uma lanchonete, o xicano que reagiu a um assalto registrado pela câmera de segurança ... Até já decorei a narração disso tudo!

Tirando os documentários e séries documentais o canal de “crime e suspense” também exibe filmes longa-metragem. Poderíamos esperar Hitchcock, cinema noir ou, por misericórdia, qualquer coisa que tenha relação com a proposta do ID.

Mas são produções aleatórias! Pode passar tanto As Panteras quanto Gladiador ou a aventura A Múmia (Parte um, dois, três, quatro?). Tanto faz! Filmes que se encaixariam no History, mas que perdem qualquer sentido ali.

As Panteras (o primeiro e o segundo) ainda tem a sorte de ser o preferido dos programadores de vários canais. Pode ser assistido tanto no ID quanto Sony ou no AXN (se não me falha a memória).

Quando conheci o ID vi que passaria o seriado 70’ s As Panteras, aquele em que três lindas garotas resolvem crimes. Esperei ansioso chegar ao horário pra matar saudades, mas na verdade era erro do guia eletrônico, tratando-se da película ultra reprisada e que nada tem de detetivesco.

Se filmes são evidentes tapa buraco na programação, os seriados não ficam muito atrás. Temporadas do Dexter dos idos em que a Rita ainda enchia a nossa paciência, já mostrados até em canal aberto, disponíveis em DVD.  Pra quê?

 Investigação Discovery tem poucos meses de vida, mas padece do mesmo problema de outros canais antigos, atrelados a pacotões de majors. Parece programado por algum macaquinho recusado nos testes da NASA, tamanha despreocupação com a lógica do que é exibido.

[Ouvindo: Nippon no Sugao - Tomita]

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eternas belas que encontram feras

Mulher em perigo e pulp fiction, esses assuntos tão indissociáveis. Pago pau pra japoneses que assumem essa fixação muito melhor do que nós, ocidentais tão bem criados.

 Peço a sua atenção à primeira capa. Tenho medo de muita coisa, muita mesmo (Panela de pressão, chuveiro elétrico, botijão de gás, etc.), mas jamais entendi o de palhaço.

 Jamais entendi a existência deles, aliás, muito menos a de quem os teme. Olha, menos ainda de quem os chama de clown tendo a última flor do Lácio como língua nativa.

As imagens são oferecidas por Retrospace.

[Ouvindo: You and I Are a Gang of Losers – The Dears]

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vilão favorito de Vincent Price


E a carreira do Vincent Price foi assim: no auge dos anos 60, fazendo uma adaptação atrás da outra de Edgar Allan Poe, e... O melhor ainda estava por vir!

Livre do longo contrato com a AIP (American International Pictures) interpretou uma sucessão e personagens não mais do que memoráveis, sobretudo em produções europeias. O Dr. Anton Phibes costuma ser o mais lembrado pelos fãs.

Interpretou o monstro genial sedento por vingança em dois filmes poderosos, O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes) e A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes (Dr. Phibes Rises Again). Lançados em 1971 e 1972, ambos foram dirigidos por Robert Fuest.

Perguntado sobre qual era seu personagem favorito, o ator teriadito o protagonista de Teatro da Morte/As 7 Máscaras da Morte (Theater of Blood, 1973 de Douglas Hickox). A história pode parecer uma variante do Dr. Phibes (o tema vingança, cenários grand guinolescos, etc.), mas o material foi absurdamente bem aproveitado pelo protagonista.

Culto, Price sempre imprimiu estar se divertindo enquanto interpretava a galeria de vilões, só que aqui isso chega ao cume do espalhafato!  Edward Lionheart é um ator shakespeariano que não só perde importante prêmio de interpretação como escuta oito críticos achincalhando seu trabalho.

Para não deixar barato, simula o suicídio e com ajuda de mendigos vai atrás dos críticos, um a um, para não só se vingar, mas provar ser um grande ator.  Para cada, cria um estilo de assassinato conforme as peças de Shakespeare, chance de sobra para Vincent Price se disfarçar de inúmeros personagens como um cabeleireiro gay black power ou um cirurgião médico arrogante.

São tantos momentos de brilhantismo, de impensáveis e hilárias maldades entre solenes versos de Shakespeare, que torna-se difícil destacar apenas um momento. Torta recheada com poodles?

Veja também:

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Complexo de vira-latas versão design

Olha como design é tudo! Esse tipo de rádio (modelo PT 76), muito popular no Brasil, começou a ser fabricado pela nacional Semp (Sociedade Eletro Mercantil Paulista) a partir da década de 50, embora pareça ser muito mais antigo.

Também dá uma boa pista sobre quanto o país era conservador nesse quesito. Um rádio a pilha que mais parece a válvula, fabricado com pompa num tempo em que a TV começava a roubar muito da audiência do veículo.

Achei curioso na capa do manual a explicação de que funciona com “4 pilhas comuns de lanterna”. Não deviam existir muitos outros objetos movidos a pilha além de lanterna.

Ao lado, a foto de um outro modelo, produzido pela Toshiba mais ou menos na mesma época e comercializado em outros países. De aparência muito mais leve, orgulhosamente feito com moderno plástico.

Aliás, a Semp se uniria à empresa japonesa apenas a partir da segunda metade da década de 70. Talvez isso tenha ajudado a aposentar o sisudo PT 76, conhecido entre os íntimos como capelinha.

A primeira imagem é um oferecimento Rádios Antigos, a segunda Transistor Radios.

[Ouvindo: Gypsy lady – Linda Clifford]

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

As perseguidinhas de Joan Crawford

Bem célebre (e deliciosa) a animosidade que Joan Crawford mantinha por Bette Davis, mas não foi a única. Há registro de histórias envolvendo pelo menos outras três atrizes, ou melhor, devem ter existido dezenas, mas há três histórias mais conhecidas.

Crawford chegou a desabafar para imprensa o absurdo que era Hollywood ter se rendido a um par de peitos quando Marilyn Monroe se tornou a bola da vez. Contenda que teria começado muitos anos antes, quando Marilyn era apenas uma aspirante que teria recusado a amizade da veterana.

Línguas de Matilde apontavam (e apontam) uma paixonite não correspondida por parte de Joan Crawford. Leia o post “FIGHT! Joan Crawford Vs Marilyn Monroe” clicando aqui.

Com a colega de estúdio Norma Shearer a implicância teria começado na segunda cerimônia do Oscar, em 1930. Shearer estava indicada ao prêmio por dois filmes, saindo vitoriosa por um deles.

Em alto e bom som, Joan Crawford teria dito que foi uma vitória óbvia, “Afinal, ela dorme com o patrão!”. Shearer era a recente esposa do produtor Irving Thalberg, chefão da MGM e um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

No livro Mamãezinha Querida, Christina Crawford relembra o bode que sua mãe tinha da Katharine Hepburn. Isso, segundo a autora, porque todos os técnicos dos estúdios disputavam a tapa quem iria participar de qualquer filme com Hepburn, sendo que exatamente o oposto acontecia com os seus.

Educada e afável, Hepburn costumava até a parar as filmagens para promover piqueniques com todos os presentes. Em compensação, sets onde Joan Crawford trabalhava costumavam ser bem turbulentos.

De qualquer forma, publicamente sempre rasgou elogios ao talento de Katharine Hepburn. Assim como também não dispensava declarar sua admiração por Bete Davis.

Veja também:
FIGHT! Joan Crawford Vs Marilyn Monroe

Joan Crawford por Bette Davis

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Japão, terra querida!

Pra mamães que não querem que o filho brinque com seus batons. Com a máscara adesiva de maquiagem pesada ele pode se tornar uma diva em poucos segundos!

Outro produto freak nas prateleiras das lojas do Japão. Bizarro mas me lembrou de quando vi num restaurante chinês uma família asiática na mesa ao lado cujo menininhO de uns 7, 8 anos estava todo maquiado!

 Todo mundo que não era asiático (garçons ocidentais principalmente) tentando reagir com a mesma naturalidade dos pais da criança. Cheguei a pensar que fosse algum castigo educativo, mas o moleque estava tão à vontade, brincando num mini game junto a outro de cara limpa.

Vai ver que na Ásia existe alguma tradição infantil de garotos se pintarem como garotas. Aquilo lá é outro planeta mesmo, não sei ainda porque insisto em tentar entender.

As imagens são um oferecimento Allee Willis

terça-feira, 6 de novembro de 2012

“A nova Grace Kelly”

Tippi Hedren apresentada na capa da Look em 1962 como “A nova Grace Kelly de Hitchcock”. Tão novidade para a grande mídia que seu nome ainda não continha as famosas aspas que seriam criação do próprio Hitch.

Também interessante que já na época era público e notório que a ex-modelo e garota propaganda estava substituindo Grace Kelly entre as loiras gélidas do cineasta. Substituindo, numas, né?

E com aquele telefilme recente produzido pela HBO (The Girl) ela está com tudo e não está prosa. Devo assistir ainda por estes dias (ou noites!) e quem sabe volte ao tema aqui depois.

Há um post de 2008 chamado “Aquela que comeu o pão que Hitchcock amassou” que dá uma ideia do que podemos esperar. Leia ou releia clicando aqui.

A capa é um oferecimento Lucy Who?

Veja também:
Espancando ‘Tippi’
Hitch e Tippi: Amor eterno, amor verdadeiro
Os Pássaros: A culpa é da velha



[Ouvindo: You Make Me Feel (Might Real) – Sylvester]

Miopia burlesca

Palmas para a notável Vickie Lynn! A melhor coisa de Teaserama (1955 de Irving Klaw).

 Segunda melhor coisa, porque o filme é protagonizado por Tempest Storm (imagem ao lado), ciceroneada por Bettie Page. Storm é aquela única pinup 50’ s ainda (!!!) em atividade profissional, lembra?

 Voltando à senhorita Lynn, assim que ela entra em cena, saracoteando, a gente logo pensa: “Olha, uma trava!”. Daí ela tira o longo vermelho de veludo, fica só de odalisca e no final nos brinda com a surpresinha! “Não tem quem diga!”.

Ingênuo e involuntariamente engraçado, Teaserama tem a vantagem histórica de ter registrado performances burlescas em cores. Números vão se sucedendo (comediantes sem graça, stripers, bailarinas) e é só isso.

Acho que se não conseguissem cinema pra distribuir, bastava picar e vender em cópias 8mm. Aliás, é justamente assim, fragmentado que encontramos ele espalhado pela web.

Em domínio público, pode ser baixado graciosamente (de forma legal) no Internet Archive. Muito bom pra deixar rolando na tela em festas.

Veja também:
Rainhas do striptease em ação
Strippers são como diamantes…
A voluptuosa Bettie Page
R.I.P. Bettie Page (12/12/08)


[Ouvindo: Tender Passion – Hino=Kikuchi Quintet]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O macaco tá errado. Erradíssimo!

Impagável trailer de A*P*E (1976 de Paul Leder) , um dos piores filmes já feitos. E quantos são afinal? Cada dia tropeçamos em uma bomba cinematográfica.

Pop no sentido antropofágico da palavra. Misturava king Kong , tubarão e qualquer outro monstro gigante da época.

Ah! E até M*A*S*H foi “homenageado “ no título, cujas iniciais significam Attacking Primate monstEr.

Filmado na Coréia do Sul recebeu alguns enxertos ocidentais nos Estados Unidos. Essa prática de recauchutar filmes asiáticos para serem distribuídos na América foi bastante utilizada na época, mas não era novidade.

Nos anos 50 filmes japoneses como Godzilla e Gamera tiveram suas versões para gringo ver. Nos 60 foi a vez das Sci-Fis russas serem compradas aos montes para servirem de base a produções novinhas da terra do Tio Sam.

A*P*E ainda tinha como tagline “Não confunda com King Kong”, mas evidente que tentava ir na cola do remake de Dino Dei Laurentiis assim como do tubarão do Spielberg. O diferencial das milionárias produções de Hollywood foi sua fotografia em 3D.

Não deixe de assistir ao trailer no player acima ou clicando aqui!

[Ouvindo: Yume Ga Hoshii – Akira Ishikawa]
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