terça-feira, 30 de outubro de 2012

Moffy e Mole muitos anos depois

As atrizes Susan Lowe e Liz Renay durante as filmagens de Desperate Living (1977 de John Waters) e há oito anos, num vernissage do diretor em Baltimore. O casal número um de Mortville!

 Lowe é um dos Dreamlanders, grupo de atores que sempre trabalha nos filmes de John Waters. Renay (falecida em 2007) tem um passado de pin-up glorioso citado aqui antes no post “Liz Renay: Vivendo Desesperadamente”.

A segunda foto é praticamente o reencontro de Tarcísio e Glória após décadas! Se eles só tivessem trabalhado uma única vez na vida, óbvio...

A segunda imagem é um oferecimento Dreamland News

Veja também:
Liz Renay: Vivendo desesperadamente
O outro lado de Mortville

[Ouvindo: Beat For Two – Franco Micalizzi]

Photoshop Disasters de mil novecentos e lá vai fusquinha

Ou a terceira garota (da esquerda pra direita) era a mais saidinha da turma ou o cara que montou a capa se equivocou na hora de posicioná-la. Em se tratando da década de 50, podemos optar pela segunda opção.

Não que inexistissem mocinhas serelepes dispostas a tal, mas não numa capa de revista. Ainda mais numa foto com Perry Como, rapaz tão respeitado nos lares norte-americanos.

A imagem é um oferecimento mcudeque

[Ouvindo: Bob and Helen – Piero Umiliani]

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Estranha na fúria do sexo

A perigosinha Rose dando dica involuntária do que poderia ter sido Rabid – Enraivecida na Fúria do Sexo (Rabid, 1977 de David Cronenberg). Podemos ver claramente o cartaz de Carrie, A Estranha (Carrie, 1976 de Brian De Palma) na porta de um cinema enquanto caça futuras vítimas.

Era pra ser da Sissy Spacek o papel da moça bonitona que após sofrer um acidente e ser submetida a experiências médicas vê surgir um ânus assassino em suas axilas. Vinda de Carrie, teria se tornado uma scream queen 70’s.

Há duas versões para a troca. Uma diz que Spacek foi recusada pelo forte sotaque texano, e a outra de que o produtor pediu mais apelo sexual ao personagem.

Sorte de Marlyn Chambers, ex garota propaganda angelical, estava na crista da onda desde que protagonizou o clássico X-Rated Atrás da Porta Verde (Behind the Green Door, 1972 de Artie Mitchell e Jim Mitchell).

E assim aconteceu uma das primeiras tentativas de atores do cinema adulto tentarem seguir carreira em filmes convencionais, façanha dificílima até hoje.

Bom dizer que o talento dramático de Chambers não comprometeu em nada o trabalho de Cronenberg, além de ter ajudado no aspecto cult. E é graças à sua presença que o filme ganhou no Brasil o subtítulo estapafúrdio “Enraivecida na fúria do sexo”.

Veja também:
Quando um pause é perdoável
R.I.P. Marilyn Chambers
Astros pornôs que quase chegaram lá



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Um filme para cada perfil

Os críticos da Espanha devem ser mais levados a sério pelo público médio . Pelo menos os deste guia de programação da TVE.

 Eles dão a ficha técnica, breve explanação sobre a história e por fim, em negrito, indicam para qual tipo de telespectador se encaixa. Assim, Disque Butterfield 8 (BUtterfield 8, 1960 de Daniel Mann) é recomendado para “Amantes do melodrama tremendista”.

O B 50’s I Was a Teenage Werewolf (1957 de Gene Fowler Jr.) para “Seguidores benevolentes do cine fantástico”, e assim por diante. Sempre com bom humor, há o que assistir para todos os gostos.

A propósito, não creio naquele papo de que cinema depende de gosto. Julga-se um filme (pelo menos a crítica séria) levando em conta vários fatores, artísticos e históricos sobretudo, mas quem vai assistir não precisa ter necessariamente os mesmos critérios.

Ainda mais público de TV que se sujeita desde que o mundo é mundo a dublagem, adulteração do escopo e cortes para comerciais. Sabendo que vai passar algo que lhe agrade já está bacana...

Veja também:
20 pornôs favoritos nos anos 80

Crítica absorvente com linhas serrilhadas
 Intriga do maquiador


[Ouvindo: Non ho sonno – Goblin]

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Susana Vieira Vs. Joana Fomm: O embate!

Coisa linda de meu Deus! Leon Lambert (!?) me enviou e-mail com link da Globo com a adaptação da emissora para a peça Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues.

Dirigida por Paulo José em 1979, conta no elenco com nomes colossais do porte de Tônia Carreiro, Dina Sfat e as amadas Susana Vieira e Joana Fomm. As duas são as irmãs protagonistas que fervilham de mágoa e recalque numa mistura de realidade e lembranças póstumas.

O texto original é sem sombra de dúvida o mais revolucionário escrito em nosso país. Imortal em seus twistes e catfights de mulheres à beira de ataques de nervos por um homem em comum.

A lamentar os míseros minutos que enxugaram demais o roteiro, agora quase incompreensível. Mas é o que temos!

O próprio leitor que me enviou o link indagava sobre a curta duração. Parece que quando foi ao ar era assim mesmo. Consta no Dicionário da TV Globo Vol. 1 que um dos motivos para a emissora abandonar os elogiados especiais da série Aplauso foi exatamente a dificuldade em resumir os roteiros para tão pouco tempo.

[Ouvindo: Strange Town – The Jam]

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cine afronta

Um salve a todas as destemidas peles vermelha! Não se fazem de rogadas nem perante selvagens de motocicleta.

E acabei de conhecer a revista Wildest Films e já me tornei um fã. Verdadeiro alento para saber das novidades no ramo cinematográfico.

No ramo cinematográfico de tudo o que é ruim, extravagante, sensacionalista, vergonhoso e por tanto igualmente saboroso. Neste link aqui há algumas outras capas, igualmente pitorescas.

A imagem é um oferecimento  the Percy Trout hour

[Ouvindo: Be Anything – Eddy Howard]

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pronto para a reciclagem, Senhor DeMille

O Egípcio (The Egyptian, 1954 de Michael Curtiz)
Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956 de Cecil B. DeMille)
Diversão a mais para quem topar as muitas horas de duração de Os Dez Mandamentos. Ficar encontrando pedaços de cenários, adereços, objetos de cena e figurinos antes utilizados em O Egípcio de 1954.

Isso por que, o de 54 custou para a Fox exorbitantes (para a época) cinco milhões de dólares e não foi bem de bilheteria. Então o chefão Darryl F. Zanuck revendeu o que pode para a Paramount reaproveitar na superprodução bíblica.

Nos frames acima podemos apostar que pelo os chapéus do faraó não são mera coincidência. Mesmo o designe deles sendo deveras ordinário, não devem ter fabricado um novinho.

E não é só com restos do filme produzido dois anos antes que a saga de Moisés fez economia. Vários figurantes reaparecem com a mesma roupa, mesmo tendo se passado longos anos entre uma cena e outra.

Com tanta economia, fascina que a película do Senhor DeMille tenha um visual opulento. E como ninguém sai de casa pra pagar pra ver miséria, estão justificados os valores astronômicos que Hollywood sempre faz questão de dizer que gasta.

Veja também:
Acidente quase fatal que entrou no filme
Uma cena, três falhas



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“A Laranja Mecânica dos anos 90”

Jura que Trainspotting – Sem Limites (Trainspotting, 1996 de Danny Boyle) é o Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971 de Stanley Kubrick)? Não é apenas nos títulos (e subtítulos) que as distribuidoras nacionais derrapam.

Os dois filmes foram comparados na campanha publicitária da época sem o mínimo pudor. Mesmo não existindo relação alguma além de mostrarem um grupo de jovens que consome drogas.

 E o tempo mostrou, após 16 anos, qual deles continua com uma incrível força. Vi o do Boyle no cinema, no finado Belas Artes em São Paulo, quase na mesma época em que conheci o do Kubrick em VHS assim como o li o livro de Anthony Burgess.

 Pra quem cresceu pós-ditadura militar havia um frisson em poder assistir a um filme proibido para menores de 18 anos. Eu tinha menos que isso, mas já ostentava uma farta barba, o que me fez passar batido pela bilheteira.

Com uma trilha sonora grudenta e um mundo cão de editorial de moda europeu era pra ser mesmo o hit do final de toda a adolescência. Revendo em DVD, com olhos de um adulto, parece ser uma histeria qualquer, com personagens de pouco interesse que caminham para um final moralista e edificante.

A discussão que ele pode proporcionar é meramente pessoal, principal diferença do Laranja, guardando, claro, conceitos artísticos à parte. Não deve ter muito que dizer a qualquer geração distante dos anos 90.

As Certinhas do La Dolce

Fran Drescher
Discreta
A imagem é um oferecimento Celebrity Pro

[Ouvindo: Minhas Tardes De Sol – Regina Duarte]

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

R.I.P. Sylvia Kristel

Não dá pra dizer que a morte de Sylvia Kristel hoje, aos 60 anos vítima de câncer, significa também a morte de Emmanuelle, porque a personagem continuou com infindáveis intérpretes. Mas atriz e personagem são indissociáveis.

 Enquanto Garganta Profunda (Deep Throat, 1972 de Gerard Damiano) escancarava tudo, Emmanuelle (1974 de Just Jaeckin) arrebatou bilheteria indo pela sedução. Linda Lovelace era o grito, Sylvia Kristel foi o sussurro.

 Parece cliché jornalístico acrescentar a notícia de sua morte que ela tentou se separar do papel que a deixou famosa. Sua filmografia contém nada menos do que 14 “Emmanuelle”, muitas vezes aparecendo apenas como chamariz.

Com talento dramático ou não pra ter ido além, ficou imortalizada para sempre em película, no esplendor da beleza. Leia mais sobre Sylvia Kristel clicando aqui.

A primeira imagem é um oferecimento Carsgall, a segunda de Eat Brie

Veja também:Escolinha da professora Raimunda
Emmanuelle de hashi
Multiplicando Emmanuelle
Sylvia Kristel como nunca vimos: nua!


[Ouvindo: Bringing Down The Byrds – Herbie Hancock]

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um mambo para vampiros, tigres e atores pornôs autoflagelados

Dizem que a onda de mambo que assolou os EUA na década de 50 foi por culpa do Cubano Dámaso Pérez Prado. O barulho foi tanto que ele recebeu o título de Mambo King.

Muito antes dele sabe-se que o espanhol Xavier Cugat agitava aquilo lá em tempos de latinidade febril, propulsionada pelo fenômeno Carmen Miranda. Todos tiveram a máquina de Hollywood a seu favor para ficarem conhecidos em todo planeta.

De qualquer forma, Pérez Prado conquistou muitos hits lembrados até hoje. Pra citar alguns, Patricia, Cherry Pink and Apple Blossom White, Mambo Jambo e Mambo Nº 5, que voltaria ao topo das paradas ao ser regravado por Lou Bega em 1999, 10 anos após a morte do maestro.

Sua marca registrada era dar uns gritinhos de “Hugh!” (ou coisa que o valha) durante a execução das músicas. Como qualquer astro pop absorveu muito da cultura popular e é referência para muitos outros artistas.

Nas trilhas sonoras aparece em filmes díspares não apenas norte-americanos. Inesquecível Patrícia embalando o strip-tease de La Dolce Vita (1960 de Federico Fellini).

Essa pode ser a mais utilizada nas trilhas até agora, mas há algumas curiosidades como Concierto Para Bongó. Não deixe de ouvir no player abaixo ou clicando aqui.

Com 10 minutos de duração, seu ritmo é quase hipnótico. E deve ser por isso que ela foi utilizada no britânico O Circo do Vampiro / A Cigana e O Vampiro (Vampire Circus, 1972 de Robert Young) e no espanhol Kika (1993 de Pedro Almodóvar).

No primeiro embala (junto a outra desconhecida) a sexy sequência do domador e da mulher pintada de tigre, um dos momentos eróticos mais bizarros já filmados. No segundo é fundo musical para a procissão dos autoflagelados mostrada Victoria Abril (Ou Andrea Caracortada).

Veja também:
O mais terrível espetáculo da Terra
O Circo do Vampiro: Alimentando os animais

Pausa para nossos comerciais

Primeiro foi o Mulder, depois o Doggett , agora pode ser você. – Mundofox.com.br

Daquelas promos em que o brinde está intrinsecamente ligado ao produto a ser consumido. Como prêmio uma viagem com acompanhante até o Triângulo das Bermudas.

O perigo era do contemplado não voltar de lá pra contar história. Não sei se uma viagem ao Triângulo das Bermudas é o que se pode chamar de presente feliz.

 Poderia ser: Qual o seu desafeto você gostaria de mandar para uma visistinha ao Triângulo das Bermudas? Era enviar a resposta mais criativa e ficar de dedinhos cruzados.

Coerências à parte, a mais inusitada promoção já feita, aquela em que consumidoras do Activia podiam ser regaladas com um Marinex, pelo menos apresentava risco zero. Quer dizer, risco havia, mas desarranjo intestinal é bem diferente de se desaparecer no Triâgulo das Bermudas....

[Ouvindo: O Amor Maior – Eustáquio Sena]

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O que dizia a palma da mão de Marilyn


"Novembro 1954 , Beverly Hills, Califórnia, EUA - Marilyn Monroe tem sua palma lida por Hassan, o cartomante, no Hotel Beverly Hills. O Swami disse que as linhas da mão revelam que Marilyn está apaixonada e terá dois filhos. Hassan disse também que Marilyn é uma marinheira excelente, apesar de Marilyn comentar que ela fica enjoada só de olhar para a água. "

Precisa dizer o quanto Hassan Khayyam acertou? E claro, devia ser também um hindu do Bronx.

Morreu dez anos depois de ter (cof, cof!) revelado o futuro de Marilyn que, aliás, viveu dois anos a menos que ele. Deixou uma filmografia de 10 filmes B e inevitáveis livros exotéricos.

A imagem e a notícia são oferecimentos de CORRINE KENNER


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As Certinhas do Criswell (que fim levaram?)

E tive que fazer o sacrifício de rever Orgy of the Dead (1965 de Stephen C. Apostolof). Um dos mais altos postos no meu top ten de vergonhas alheias cinematográficas.

Roteiro de Ed Wood Jr., baseado num livro do mesmo, é sobre um casal que se acidenta na porta de uma cemitério e é obrigado a assistir a uma exibição de strippers macabras. Contei umas nove ou dez moças que tiram a roupa em situações tão sexys quanto entediantes.

Hora são noivinhas abandonadas saracoteando os peitos sob esqueletos, hora são indiazinhas selvagenzinhas... E salve Nossa Senhora do Fast Forward!

Impossível não pensar no que essas moças viraram. Aposto que muitas se tornaram pacatas donas de casa num subúrbio qualquer.

Aquelas de avental todo sujo de ovo que ralham com os petizes ranhentos que brincam no terreiro. Adeptas de uma religião cristão qualquer...

Mas nem todas! A minha favorita, a gatinha que gosta de apanhar é a única que conseguiu dar as caras num filme conhecido, produzido por um grande estúdio!

Lorali Hart, que nos anos 60 assinava bucolicamente como Texas Starr foi mais longe! Pela filmografia no IMDB conseguiu aparecer em dois Corra Que A Polícia Vem Aí e em papéis diferentes!

No primeiro filme de 1988 ela é a Mulher Da Sacada. Leslie Nielsen pendurado num prédio vai agarrado no que pode até chegar aos seios dela, que está na janela só de sutiã falando ao telefone.

No terceiro, Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3 - O Insulto Final de 1994 está creditada como A Mulher Melão. Isso! Ela foi uma mulher fruta, bem antes do expediente Mulher Fruta entrar em voga no Brasil.

Aparece na sequencia em que Nielsen está distraído num supermercado e apalpa seus peitos achando que é um melão. É quase a mesma piada do primeiro, mas com cenário diferente.

O melhor foi colocar Lorali Hart no Google e descobrir que ela se tornou especialista em fotos de nudez na terceira idade! Ou melhor, fotos pornográficas, em posições ginecológicas.

Em quilos e quilos de imagens voltadas a apreciadores o gênero.  Uma verdadeira estrela da Melhor Idade!

Quanto à vida pessoal mesmo descobri quase nada. Pra ser sincero, nem se ainda perambula desnuda entre os viventes.

Mas olha, quanto às fotos, não me espanto. Afinal, pin-up (como qualquer profissional do mundo) também envelhece.

Veja também:
A inacreditável Orgy of the Dead
Eterna volta ao vale das bonecas
Strippers são como diamantes…


[Ouvindo: Too Hot to Handle – Giorgio Moroder]

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Toda nudez será camuflada

O quão sexy pode ser uma garota arreganhada em piscininha Regan? E olha, jurava que piscinas Regan fosse coisa do Brasil e da década de 80, não 50's.

Só numa olhada mais atenta percebi que nem de biquíni a moça aí estava. Com muita sorte, ela aparecia sem retoque no interior da revista.

Isso de retocar as capas de revistas adultas, não por estética, mas por “pudores” era bem comum. Comentei a respeito antes neste post aqui.

O caso mais famoso é o do material do fotografo Bob Mizer. Ele pintava as fotos com tinta solúvel em água para que o leitor pudesse conferir o material em sua plenitude no aconchego do lar.

A capa é um oferecimento Retro- Space


[Ouvindo: El pajarito pajero – Juaneco Y Su Combo]

Reféns da ansiedade

Já aprendi! Quando a gente vê o ~filme novo~ de um grande diretor e acha uma grande droga, têm que ser revistos depois de um tempinho.

Muito provável que a culpa seja nossa. Quanto mais querido o diretor, maior a expectativa quanto a seu próximo projeto.

Acaba-se esperando algo incrível como, sei lá, a revelação de um novo segredo de Fátima. Poucas vezes revi um filme dessas condições sem que eu sinta que errei na avaliação anterior.

Giallo – Reféns do Medo (Giallo, 2009 de Dario Argento) foi o mais recente. Dois anos depois, nem achei ruim, só achei pouco, frágil, tanto faz quem o assinou.

Elegantíssimo no uso da câmera, mas muito banal perto de tudo o que o Mestre já fez. Continuo achando uma pena que Giallo não seja referência ao estilo cinematográfico que consagrou Argento, mas o nome do assassino hepático, mas enfim...

O oposto também faz sentido. Filme muito incensado de gente que acabou de surgir geralmente se revelam mixarias polvilhadas de gliter quando revistos.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Rainha dos copos de cristal

No primeiro vídeo Gloria Parker mostrando sua arte num Soundie, avô do videoclipe exibido em espécie de jukebox nos anos 40. No segundo, a mesma
garota muitos e muitos e muitos anos depois, um achado do pessoal do PC L Link Dump.

Parker é referencia internacional em glass harp. Numa tradução literal, glass harp é fazer soar música em copos de cristal, no segundo vídeo (acho que) ela toca a bossa nova Meditação.

Aliás, esse segundo vídeo, por incrível que pareça é recente. Ela adotou o estilo 60’s, só pra confirmar minha teoria de que pessoas com certa idade costumam estacionar no visual de uma época.

E teve décadas para escolher! É ativa desde a Era do Swing, quando excursionava em big bands, chegando a ter seu próprio programa de rádio (Agite as Maracas) nos anos 50.

Nos anos 80 foi registrada por Woody Allen no filme Broadway Danny Rose (1984). De idade misteriosa (não deve ser pouca!) mora atualmente em Long Island (NY) e continua trabalhando.


A foto é um oferecimento The Family Cat


Veja também:
Korla Pandit: O precursor da música viajante

[Ouvindo: Fear – Easy Going]

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O dia em que brinquei de Caçadores de Relíquias

No programa Caçadores de Relíquias (American Pickers) exibido pelo History Chanel, dois donos de antiquário saem pelos Estados Unidos em buscas de objetos que as pessoas guardam por décadas. Domingo tive minha cota de entretenimento entre teias de aranha e poeira. MUITA poeira.

Minha sogra resolveu pedir ajuda para dar um basta em tudo o que a família acumulou e guardou em caixas no forro da garagem. A senhorinha sempre morou na casa que já foi da sogra dela, falecida há uns 20 anos, então calcule a idade dos objetos!

A obviedade ficou por conta de peças e mais peças da mais fina porcelana. Boa maioria trabalhada com filetes de ouro, presentes do casamento da sogra, cuja cerimônia, imagina a nora, aconteceu na década de 20 ou 30...

Diante de tanto rococó fiquei pensando o quanto perdemos a beleza das coisas. Aquele monte de louça, fabricada para embelezar a mais simples das vidas se mostra agora obsoleta.

Nem todas as peças eram vintage. Identifiquei algumas peças iguais as que eu via na casa da minha tia nos anos 80.

Mas eu só tinha olhos para algo que tivesse um logo e tivesse tido uma função verdadeiramente ordinária. Procurei um pouquinho e voi lá!

Um cinzeiro de motel!!! Melhor parte: só existem suspeitas na família de quem foi ao Motel Charisman (que já pesquisei e ainda existe!) e trouxe o souvenir pra casa.

Na verdade eram dois cinzeiros barquinho. Um pra cada um, afinal, ninguém vai sozinho ao motel, né?

 E a louça dele é aquela que era bem comum nos brindes de parque de diversão. Aliás, encontrei junto uma daquelas canecas de festa do chope feita do mesmo material, com a data da evento timbrada: Junho de 1975.

No mais, lá no finalzinho do dia, todo empoeirado e estropiado de tanto carregar caixa encontrei outro item excelente: Uma edição de Drácula com Christopher Lee na capa!

 Edição de bolso, capa mole, sem referência alguma aos estúdios Hammer ou ao ator. É naquela mesma manha em que recentemente encontrei em livraria o Bela Lugosi inuma livraria.

A sensação de fuçar em capsulas do tempo compensou qualquer cansaço ou nojinho de ficar empoeirado dos pés a cabeça. Olha que não tive fins financeiros como os Caçadores de Relíquias, o que pode-se imaginar o prazer dobrado deles.

[Ouvindo: Yé-Yé – Eiko Shuri]

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ultra Anne contra o baixo astral

A atriz Yuriko Hishimi como a doce Anne sob ameaça do alienígena Pegassa Seijin. E nem toda encrenca que ela se meteu pode contar com a ajuda do Ultraseven.

No começo dos anos 2000 ela entrou num imbróglio jurídico com a produtora do seriado, a poderosa Tsuburaya. Na autobiografia Hishimi publicou algumas fotos antigas em que aparecia com o uniforma do personagem.

Disse em entrevista à revista Henshin que estava indignada já que a empresa reutiliza sua imagem desde os anos 60 sem jamais consulta-la. Ultraseven foi vendido para TVs de todo planeta, relançado em VHS, DVD sem nunca ter recebido nada por isso, mas do inverso, correram acionar seus os advogados.

E não há mesmo megacorporações com quem não se pode brincar como as japonesas. Chegam ao ponto de mandar deletar todos os vídeos de determinado cantor do You Tube, ignorando que o site é uma importante ferramenta de promoção. Muitas contas no mesmo You Tube foram sumariamente canceladas graças a reclamações dos detentores dos direitos.

Tudo pras cucuias por um tiquinho de nada de filme com o Godzilla, Mothra ou coisa que o valha. De qualquer forma, a briga entre Yuriko Hishimi e a Tsuburaya parece estar encerrada. Não creio que ela tenha participado massivamente da comemoração dos 40 anos da família Ultra contra vontade.

A primeira imagem é um oferecimento Adult Crash, a segunda Ultramanzeca
Veja também:
Festa Ultra nas lojas do Brasil


[Ouvindo: Black Room – Jun Mayuzumi]
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