quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Finalmente em 3D! Disque M Para Matar regressa ao formato original

Com o auê de filmes convencionais (pra não dizer banais!) sendo relançados no formato 3D (Titanic!!!) era de se imaginar que aquele velho sonho se concretizasse. Por que não também converterem os fotografados no antigo sistema estereoscópico?

Lançado comercialmente na década de 50 pra fazer frente à TV, há vários títulos curiosíssimos que nunca tivemos a oportunidade de assistir como eram no projeto original. O principal deles, claro, Disque M Para Matar (Dial M For Murder, 1954 de Alfred Hitchcock) enfim está para sair nos EUA em Blu-Ray 3D!

Distribuído pela Warner, a que primeiro investiu em 3D com O Museu de Cera (House of Wax, 1953 de André De Toth), o filme de Hitchcock é considerado um dos primeiros a levar o efeito a sério, como parte da narrativa. Poucas coisas são jogadas em direção à câmera.

A intenção era dar aos espectadores a sensação de que estavam acompanhando uma ação ao vivo, como num teatro. Para isso as quatro paredes dos cenários são expostas o tempo todo.

Enfim, mesmo com o antigo 3D nunca funcionando a contento em casa, continuou sendo utilizado em VHS e depois em DVDs infantis, meus óculos com celofane magenta e ciano, por exemplo, vieram no DVD de Pequenos Espiões 3D Game Over (Spy Kids 3-D: Game Ove, 2003 de Robert Rodriguez). “Disque M” jamais foi visto assim.

Havia apenas uma cópia não oficial em DVD oriunda de um VHS lançado no Japão na década de 80. Dessa cópia saiu os screenshots ilustrando este post, assim como o vídeo com trechos que você assiste abaixo (ou clicando aqui).


Tanto as (raríssimas!) imagens quanto o vídeo funcionam se você os olhar com os óculos tradicionais 3D. Não é um efeito igual ao de filmes recentes como Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2012 de Martin Scorsese), mas já serve para termos um gostinho do que nos aguarda em Blu-Ray 3D!

Bem que a Warner poderia ter culhões pra distribuí-lo novamente em 3D´nos cinemas. Mas aí, acho, já seria pedir demais...

Veja também:
Jane Russell em 3D!!!
O estranho mundo do 3D
Dimensões de um homem
Pornô em terceira dimensão



Travolta requebrando só pra você!

UAU! O subproduto mais legal de Os Embalos de Sábado À Noite (Saturday Night Fever, 1977 de John Badham) depois da trilha sonora, claro!

Para os fãs que colecionavam recortes do filme, um álbum com 600 e tralalá imagens. Devidamente legendadas com balõezinhos.

O mais interessante foi ele servir de flip-book, principio básico do cinema para animar fotogramas, conforme indica ali no cantinho. Bastava deslizar o dedo no canto da revista para vermos John Travolta realmente dar alguns passos da famosa coreografia.

A gravadora Rhino fez o mesmo com Gene Kelly ao lançar edição de luxo da trilha de Cantando na Chuva (Singin' In The Rain) nos anos 90. Relembre o encarte animado clicando aqui.

Mas Gene Kelly nunca teve o apelo sexy do John Travolta em seu auge. De imaginar que as tietes gastaram os dedinhos pensando em seus requebros...

A imagem é um oferecimento Swallace99

Veja também:
Encarte mais legal do mundo
40 graus de disco febre


[Ouvindo: Face To Face– Siouxsie & the Banshees]

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Christina Lindberg chega ao Japão

As muitas voltas da carreira da sueca Christina Lindberg! Sonhava em ser arqueóloga, mas enquanto estudava começou a trabalhar como modelo.

Notável como a “pet” do mês de junho da Penthouse em 1970 (veja clicando aqui), não demoraria a ser convidada para trabalhar no cinema. Como poucas ex-pinups, seguiu uma duradoura carreira.

Seu papel mais conhecido é o de Thriller - en grym film (1974 de Bo Arne Vibenius). Lindberg vive virginal surda muda que após ser drogada e escravizada sexualmente sai em busca de vingança.

Filme e personagem foram reverenciados por Quentin Tarantino em Kill Bill (2003/2004) o que explica sua volta aos holofotes a partir da década passada. Pipocam na internet fotos 70’s de seu inicio de carreira.

A imagem principal deste post é de um ensaio no Japão, país em que também trabalhou. Há outras com certa nudez (+18) no blog Sangre Yakuza.

No cinema japonês destaca-se em Sex and Fury aka Furyô anego den: Inoshika Ochô (1973 de Noribumi Suzuki). Pertencente ao subgênero pink violence, ela é uma espiã britânica no submundo nipônico.

O fato de sua oponente na película ser a grande atriz local Reiko Ike demonstra o nível de reconhecimento internacional que a sueca havia conquistado. Das estrelas internacionais que não precisaram ir a Hollywood.

Demorou, mas foi Hollywood quem foi até ela!

Veja também:
Miss vendeta na Penthouse
Christina Lindberg, Certinha do la Dolce


Mitos, exageros e mentirinhas de ontem

Um dos textos publicados pela revista Set em 1993 com curiosidades sobre todas as cerimônias do Oscar, que chegava à 64ª. Exemplo de lenda que se contou por décadas...

Até chegarmos aos tempos atuais com You Tube e extras de DVDs para revelarem o que de fato aconteceu. A noite de quatro de abril de 1960 está bem documentada no material bônus de Ben– Hur (1959 de William Wyler).

A notinha da revista não mente, só dá destaque a algo imperceptível, ou de relevância ínfima. Charlton Heston, super nervoso deu uma rápida tropicada na escada, se apoiando no palco.

Qualquer bípede que ande está sujeito “a quase cair”, não há nada demais. Várias outras pessoas, principalmente mulheres de salto e longo, terem dificuldades semelhantes ao receber prêmios como Oscar.

Digamos que se no último domingo Jean Dujardin tivesse “tropeçado e quase caído” tal e qual Heston, ninguém teria dado peteca. Sites de mexericos continuariam preferindo comentar o cambito da Angelina Jolie do mesmo jeito.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Respeito ao Capitão Kronos

Caso típico de filme bacana produzido e lançado no momento errado: Capitão Kronos – Caçador de Vampiros (Captain Kronos - Vampire Hunter, 1974 de Brian Clemens). Se fosse hoje, qualquer fã de Tarantino, mangá e coisas do tipo urrariam de alegria!

Quase na segunda metade dos anos 70 os temas “vampiros” e horror gótico estavam saturados, embora tenha boa levada de aventura e ação. A produtora Hammer apostava no inicio de uma cine série dispensando atores iconográficos de seu cast como Christopher Lee, Ingrid Pitt e Peter Cushing, coisa que não aconteceu.

Acabou se tornando um dos poucos do estúdio com sugadores de sangue que não fazem parte de uma serie como Drácula ou as Karnstein. Mas os personagens têm cara de quadrinhos, se encaixariam perfeitamente em muitas outras histórias, além de um logo que ficaria bem em camisetas e outros merchandisings.

Tão interessante que ele joga por terra muito do que se conhece como mitologia vampírica e cria outras. Por exemplo, enterra-se sapos mortos para saber se algum vampiro andou por um caminho.

Se ao desenterrá-los eles estiverem ressuscitados, hora de reforçar as réstias de alho e principalmente tomar cuidado com as mocinhas castas. Aqui eles têm predileção por elas, sugando toda a sua juventude e beleza.

No encalço está Capitão Kronos, um errante espadachim muito habilidoso no manejo inclusive de katana, o que pode indicar andanças pelo Japão feudal. Manda pro colo do capeta num piscar de olhos quase tantos vivos quanto mortos-vivos.

Como companheiros um corcunda (que Kronos não admite que se refiram pela deformidade física) e uma belíssima aldeã, salva das garras da santa inquisição. Caroline Munro (bond girl!) seria julgada porque dançou num domingo.

Tira a moça do fatal destino e a põe na caça aos vampiros. Claro que também passam a compartilhar a cama de feno quando cai a noite.

É outro diferencial. O herói não faz parte dos loucos religiosos sedentos pra dar cabo aos que não se encaixam nos preceitos cristãos, como Van Helsing, tem suas próprias regras.

A identidade do vampiro (dos vampiros?) não é revelada logo de cara. E nem é muito óbvia pela atmosfera lúgubre, com vários personagens bizarros que podem ter importância ou não ao desenrolar da história.

Tai um filme que merecia ser redescoberto. Bem acima da média, ainda mais por sair do lugar comum num universo largamente explorado.

[Ouvindo: Shazam – Gomer Pyle]

Pausa para nossos comerciais

Hebe espera por você

Quem não sabe que a menina Hebe tem todo esse tempo de carreira? Já arrasava nos lares brasileiros (que possuíssem um maravilhoso aparelho televisor, evidente) em 1971! ... E em 1961, 1951...

Passou por tantas fases da TV no Brasil! Em 1971, data do anúncio, não existia transmissão via satélite para as retransmissoras.

Pelo que se entende na página, era com dias e horários diferentes. Hebe gravava e as fitas iam correr pelos estados e cidades, em dias e horários diferentes.

Por que não era no mesmo dia e horário em todos os lugares é a dúvida. Seriam poucas fitas?

Imagina se alguma fosse mastigada ou enroscasse no equipamento? Se bem que no caso de Brasília tinham uma semana pra conseguir outra.

Últimos dias da mostra John Waters em SP!

Vai até o próximo 1º (quinta-feira) a mostra John Waters o Papa do Trash no CineSesc de São Paulo. A promessa é de que todos os longas do cineasta serão exibidos em sessões com entradas que vão de 1 a 4 Reais.

Horários, endereço e programação podem ser vistos no site oficial. Recomendo que faça download do catálogo em versão PDF, com imagens, entrevista e informações sobre seus filmes.

Bem bacana um diretor como ele ser tema de um evento grande, com boa acolhida pela mídia num país cada vez mais oposto do discurso irônico de John Waters. Tomara que após Rio e São Paulo a mostra se extensa por outras praças.

Se for pra torcer o nariz para alguma coisa, apontaria o título “Papa do Trash”. Waters é conhecido internacionalmente como “Papa do Mau Gosto”, do trash talvez seja Moacir Goes, Roland Emmerich, etc.

A imagem é um oferecimento da divulgação. As informações são do próprio Sesc

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Este mundo é real?

Aleluia! Os Louvin Brothers anunciando de forma mais realista possível que Satanás é real!

A dupla começou na década de 40 e se dissolveu em 1963. Vinte anos de modinha de viola gospel, sendo incluídos no Country Music Hall of Fame em 2001.

Além de palavras bíblicas, eles difundiram um gênero do country conhecido como “close harmony”. Ouça Satan is Real no player abaixo (ou clicando aqui) e me diga se não poderia ser chamado de moda de viola também!


Reconhecidos no cenário musical como influentes, essa capa de 1960 é considerada na atualidade uma das mais icônicas pelo tom peculiar. Virou inevitável meme em fóruns web afora.

Mais eficaz divulgando o trabalho deles do que a de muitos artistas moderninhos. Apenas um capeta desenhado em compensado e alguns pneus velhos queimando...

A capa é um oferecimento Lightin the Attic

Fox celebra (!!!) a morte de sua maior estrela

E a Fox Home Entertainment Brasil que aproveitou os 50 anos que Marylin Monroe morreu pra lucrar? Está saindo um box COMEMORATIVO para a data em que a atriz foi encontrada morta!

Amigo, sei bem que vivemos num mundo capitalista (parabéns a todos!), mas comemorar o fatídico dia 5 de agosto de 1962 é demais! Já tinha estranhado a Warner desembocar DVDs nas lojas com selo destacando o nome de Elizabeth Taylor assim que ela se foi, mas isso agora foi mais longe.

No caso da Fox, atenção ao detalhe: É a terceira vez que ela reembala os mesmos 13 títulos em caixas. Os mesmo discos que saíram originalmente em 2002!

Há dez anos!!! Em dez anos deu tempo de uma criança ser gerada, aprender a falar, andar e ser alfabetizada, imagina o que isso significa em termos tecnológicos tanto da mídia DVD quanto dos players.

Alta definição era assunto futurista de revistas especializadas, Blu-Ray então, nem se falava. Do tempo em que os DVDs da Fox não permitiam trocar as configurações da áudio e de legendas durante o filme, só indo no menu específico.

Separadamente os discos ganharam cerca de quatro capas diferentes para o mesmo conteúdo. Os portugueses ainda tiveram no mercado edições de 80ª aniversário da atriz, conforme você vê nas imagens ao lado uma das capas brasileiras (zona 4) e uma lusitana (zona 2) de There’s no Business Like Show Business (1954 Walter Lang).

Durante essa infinita década apena s O Pecado Mora Ao Lado (The Seven Year Itch, 1955 de Billy Wilder) e Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, de Billy Wilder) foram relançado em edição realmente novas, duplas. Os outros continuaram os mesmos com menus antiquados, extras franciscanos...

Lembrando que em todo esse tempo, a Fox não teve tempo de completar a filmografia dela no Brasil. Tanto repeteco e Love Nest (1951 de Joseph M. Newman ) e We're Not Married! (1952 de Edmund Goulding), dois dos filmes pertencentes ao catálogo do estúdio que continuam inéditos pra gente.

É bom o consumidor ficar atento, se é que ainda não os comprou. Se o mórbido box que comemora os 50 anos que ela morreu estiver ao lado de outros, como a primeira coleção Diamante, opte pelo mais em conta já que o conteúdo é o mesmo.

A não ser que você faça questão de quatro porta-copos, brinde igualmente bizarro se levarmos em conta qual relação haveria entre Marilyn e utensílios domésticos. Perceba também pela propaganda ao lado que os primeiros boxes somavam 14 discos, um a mais do que agora.

Cabe minha humilde sugestão a Fox e a qualquer outra distribuidora de filmes. Ao invés de cometer gafes absurdas como esta caixa fúnebre, reembalar e praticar o velho truque de dar colares de contas aos índios, distribuindo brindes pelas redes sociais, que tal repensar a postura online?

Que tal serem menos truculentos com quem faz o favor de promover online trechos de graça desses DVDs encalhados? Adianta nada ameaçar judicialmente os parcos que realmente compram seus produtos e depois bancar o simpaticão do Facebook promovendo sorteios pra quem não compra.

Tenho certeza que economizariam uma boa gaita de gráfica, sem precisar imprimir capinhas diferentes de tempos em tempos. Quem sabe se não tendo que desovar eternamente o mesmo estoque, não teríamos a chance de poder comprar os títulos faltantes e/ou edições melhores dos que temos há uma década.

Veja também:
O Pecado mora Ao Lado novinho em folha


[Ouvindo: When You See A Chance – Steve Winwood]

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Eu sei o que você assistia nas noites de domingo 80's

Fomos todos iniciados na arte do cinema B pelas mãos de Silvio Santos! Ele anunciava insistentemente a cada domingo algum dos títulos de pacotão que tinha comprado em alguma bacia das almas.

"Eu não vi, mas minha filha viu e disse que é muito bom!". Entre eles estava Eu Vi O Que Você Fez, Eu Sei Quem Você é (I Saw What You Did, 1988 de Fred Walton).

Na verdade era um telefilme que refilmava I Saw What You Did, filmado por William Castle em 1965! A segunda e última colaboração entre o diretor e Joan Crawford após Almas Mortas (Strait-Jacket) no ano anterior.

A base do roteiro é a mesma. Duas adolescentes e uma criança ficam sozinhas em casa e para passar o tempo resolvem fazer trotes telefônicos repetindo a frase que dá nome ao filme.

Até que um maníaco atende e vai atrás das espertonas, supostas testemunhas de seu crime. Isso num tempo em que não existia o perigo da gente ligar de brincadeira na casa de alguém que use Bina.

A versão 80’s foi tão esculachada pela crítica e ainda assim papou um Emmy pela fotografia. Insistentemente reprisada na TV brasileira junto a telefilmes como O Segredo de Kate, Bem Vindo Ao Lar Bob a tantos outros que se tornaram hoje cults.

Pelo menos na cabeça de quem era criança nos anos 80. Tínhamos assunto garantido na hora do recreio, principalmente este sobre trotes telefônicos, tão praticado pela gurizada até a tecnologia extingui-lo como tantas outras coisas.

Desconsideravamos a alta voltagem trash do material. Era um filme como outro qualquer que passava na televisão num tempo em que videocassete era pra poucos e as salas de cinema estavam fechando pelo país

Silvio Santos sempre dava uma engasgada para anunciá-lo graças ao título longo “Eu Vi O Que Você Fez, Eu Sei Quem Você é”, e essa espichada não é uma das alterações por conta própria da emissora dele. Tanto o primeiro quanto o segundo também são conhecidos por “I Saw What You Did... and I Know Who You Are!”.

Hoje eu prestaria mais atenção se soubesse a origem William Castle + Joan Crawford. A atriz tinha acabado de desistir de Com A Maldade Na Alma (Hush...Hush, Sweet Charlotte, 1965 de Robert Aldrich) alegando problemas de saúde.

Consta que para Castle aceita-la no elenco (mesmo sendo um papel pequeno) pediu um atestado a seus médicos. Tudo ok, tornou-se seu último filme norte americano.

Se o Patrão contasse essas coisas nem a gente ouviria. Veja no vídeo abaixo, o próprio anunciando O Homem Cobra (Sssssss, 1973 de Bernard L. Kowalski).

“É um bom filme!”.

Muito obrigado Senor Abravanel, por ter nos apresentado O Homem Cobra! E tantos outros filmes bem antes deles aparecerem nessas listas de internet com os piores filmes já feitos.

Veja também:
SBT Vídeo: "Pra quem não consegue alugar Os Intocáveis..."
Jesus da Porta da Esperança
A Coisa!


As Certinhas do La Dolce

Etsuko Shihomi
Lutadora


A imagem é um oferecimento Carpe Diem

[Ouvindo: All Shook Up – Elvis Presley]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Feliz dia do índio!

Sei bem que é só em 19 de abril, mas como todo ano planejo poste e esqueço, não resisti. Aliás, “sei bem “ nada! Fui ao Google.

E eu tô sabendo quem é Red Ryder agora, por pura ignorância. Tem um bom verbete na Wikipédia em português, bom sinal de popularidade.

Herói de histórias em quadrinhos 30’s que no Brasil é mais conhecido como Nevada. Não me pergunte a relação entre Nevada, vermelho, coisa e tal.

O indiozinho navajo era seu fiel escudeiro Pequeno Castor ou Castorzinho (Little Beaver). Além de amizade com Peles Vermelha, Nevada não matava os inimigos, mas os desarmava.

Bem prafrentex! Além de HQs e tirinhas de jornal, virou seriado radiofônico e depois seguiu inevitável carreira na TV e cinema.

Aqui, ainda segundo a Wiki, apareceu a partir da década de 40 em publicações da Rio Gráfica primeiro como “Cavaleiro Vermelho”, depois é que a EBAL o batizou de Nevada. Por último, a Editora Vecchi o incluía nas coletâneas "Histórias do Faroeste".

A capa é um oferecimento Bermoraca, o quadrinho Davy Crocketts Almanack

Veja também:
Multimídia por natureza


[Ouvindo: Oblivion – Astor Piazzolla]

“Giovanna! Giovanna! Pense nas crianças!”


Das cenas que não me canso de rever: segmento Uma Noite Como A Outra (Una Sera Come Le Altre) de As Bruxas (Le Streghe, 1967 de De Sica, Pasolini e Visconti). Uma pequena obra-prima do imaginário pop!

Não confunda com “pobre”, como geralmente tem acontecido hoje com a surradinha palavra “pop”. Silvana Mangano e Clint Eastwood são um casal que os pessimistas chamariam de meio infeliz.

Ela está insatisfeita com a pasmaceira que seu matrimônio se tornou. Ele é a parte feliz, alienada num cotidiano de emprego, assistir notícias quando chega em casa, jantar e dormir.

Resta à dona de casa fantasiar uma realidade muito mais ardente. Nem que seja entregue à luxúria proporcionada por heróis de histórias em quadrinhos como Mandrake, Batman, Fantasma, etc.

Ainda brincam com a fama da época do senhor Eastwood, em westerns. Mas o destaque, evidente, fica por conta da Mangano e seus figurinos excêntricos.

Mangano tinha ainda o nariz mais bonito já registrados em película. Dúvida nenhuma disso.

Veja também:
Bruxa à solta



Gretchen de garota propaganda

A intenção é a melhor possível. Se, como disse aqui antes, nenhuma celebridade brasileira tem a carreira tão documentada na internet quanto a Gretchen, faz falta suas participações publicitárias.

Pra colaborar, subi um spot de rádio da Fábrica de Móveis Brasil, deve ser de 1980 e alguma coisinha. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Havia reclame de TV também, óbvio, mas ainda não os encontrei. Lembro claramente dela com shortinho amarelo, toda cheia de malemolência, falando o “Só na Fábrica de Móveis Brasil, tá?”.

Nos sobra ouvir o áudio acima e imaginar. Garanto que será muito melhor do que a realidade.

A imagem é um oferecimento DoVinilaoCd

Veja também:
Brasilino e outros mascotes da publicidade
Gretchen versão diabo verde



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Implacável Fu Manchu

Pôster minimalista tão eficaz que poderia jurar ser fruto de algum fã aqui do futuro. Mas é uma arte 60’s autêntica!

The Vengeance of Fu Manchu (1967 de Jeremy Summers) foi o terceiro filme do anti-herói chinês estrelado por Christopher Lee de um total de cinco. É o segundo personagem que mais interpretou depois do Conde Drácula, embora seja pouco lembrado por ele.

É talvez o ator que mais vezes foi Fu Machu, embora venha à nossa mente com mais facilidade o nome de Boris Karloff associado ao papel. Principalmente pela confusão com Bela Lugosi, piadinha inclusa no filme Ed Wood (1992 de Tim Burton).

O IMDB indica vários intérpretes ao personagem, o mais recente foi Nicolas Cage em 2009, num dos trailers falsos de Grindhouse. Nenhum deles era realmente chinês.

Como já disse antes, o site é bem falho com qualquer produção que não seja dos EUA ou Inglaterra. Não inclui na lista, por exemplo, o brasileiro Wilson Grey, o gênio maquiavélico asiático em As Sete Vampiras (1987 de Ivan Cardoso).

Em tempos de politicamente correto, o personagem racialmente caricaturado, demorará a ressurgir. O que é irônico com a China tornando-se uma potência econômica sob a sombra de muitos direitos humanos relegados, coisa realmente assustadora.

Quanto a Lee, ele conta no documentário As Várias Faces de Christopher Lee (The Many Faces of Christopher Lee, 1996), que nos anos 70 teve regalias em hotéis porque achavam que era parente do chinês Bruce. Realmente ele sem a maquiagem deve passar facilmente por oriental...

O poster é um oferecimento Action Movie Express

Veja também:
Tenha seu próprio bigode Fu Manchu


[Ouvindo: Quizas, Quizas, Quizas – Ethel Smith]

Nova chance a Almodóvar em DVD no Brasil

Vários filmes do espanhol Pedro Almodóvar em DVD foram desovados em grandes lojas de departamentos. Esperávamos boas edições em BluRay, mas é o que temos.

Entre os títulos, A Lei do Desejo (La ley del deseo, 1987) Mulheres à Beira De Um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios, 1988), Kika (1993) e A Flor do Meu Segredo (La flor de mi secreto, 1995). De todos, apenas o último só tinha saído apenas em VHS no Brasil, ou teve um lançamento bem tímido em DVD.

Ruim as capas padronizadas com uma cor castanha, mas o preço é super camarada! Tão em conta que dá vontade de comprar até os que já temos, alguns (como a Lei Do Desejo) antes distribuídos apenas em 4x3.

Além do escopo widescreen, eles podem ter trailer e pequenos documentários de bônus. A Flor do Meu Segredo contém Dolor y Vida, de 20 minutos com os bastidores do filme.

Lançados pela nova New Way Filmes, a arte da contracapa tem um jeitão daquelas da antiga NBO Editora. Outra similaridade, o código de barras na lombada, coisa muito feia pra adicionar à nossa estante.

Essa fase do Almodóvar, anterior a quando as majors hollywoodianas passaram a ter os direitos de distribuição internacional, estava fora de catálogo há algum tempo. É a oportunidade a muita gente de consegui-los, mas é incompreensível se pensarmos nos que continuam inéditos aqui.

Nada de Labirinto de Paixões (Laberinto de pasiones, 1982), Maus Hábitos (Entre tinieblas, 1983) e Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (¿Qué he hecho yo para merecer esto!!). Enquanto A Lei do Desejo chega a uma absurda QUARTA reedição!

Era de se esperar que ao atingir o populacho teríamos como vantagem a disponibilidade dos trabalhos mais obscuros do diretor. Quem sabe serão os próximos lançamentos?

[Ouvindo: Loops Of Fury – The Chemical Brothers]

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ding, dong! A bruxa é simpática!

"Olá, querida, queria poder chamá-la pelo nome, mas eu acho que não prestei atenção quando o seu avô disse para mim. Nós podemos comer um sanduíche na minha cozinha, todos nós três juntos - Logo! Você não queria isso também?
Muito amor - Maggie Hamilton
PS. Uma bruxa não pode se manter com uma aparência jovem - apesar de todos os seus truques de mágica - ela pode?"

Palavras doces que não parecem nem de longe saídas desta mulher aqui:


Quem topa comer um sanduíche com ela, mesmo na companhia do vovô? Oi! Duvido que a garota respondeu dizendo que sim.

A data da foto da é de cerca de 1975, 36 anos depois de Margaret Hamilton ter vivido a Bruxa Malvada do Oeste em O Mágico de Oz (Wizard of Oz de Victor Flaming). Calejada de ser vista por criancinhas como bruxa nesse tempo graças às constantes reprises na TV dos EUA.

A foto é um oferecimento John McNab

[Ouvindo: Rio de Janeiro – Gary Criss]
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