sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quê que tem pra hoje, Agnetha?

Momento mocinha prendada de Agnetha Fältskog, registro por uma revista em 1973. Sua vidinha doméstica devia causar bastante curiosidade no público, visto que era casada com Björn Ulvaeus, colega no Abba .

Eu mesmo, sendo bem franco, jamais imaginei que ela tivesse uma vida além daquela dos palcos. Pensei que acordasse, vestisse roupas extravagantes com brilhos e fosse ensaiar passinhos pouco elaborados.

As fotos são um oferecimento My Abba World

[Ouvindo: Double Bass Duo – Moondog]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Crime perfeito na noite do Oscar!

Sorte e azar andando de mãos dadas na cerimônia do Oscar de 1938. Indicada pelo segundo ano consecutivo como atriz coadjuvante, Alice Brandy finalmente ganhou por Na Velha Chicago (In Old Chicago, 1937 de Henry King)... Mas não levou!

Impossibilitada de participar da festa, a atriz não chegou a pedir a alguém para representá-la. Um desconhecido se levantou, subiu ao palco para receber e tomou chá de sumiço nas barbas de todos!

Até hoje, após 74 anos, ninguém sabe quem foi o larápio mais descarado da história da Academia, nem que fim levou a estatueta em si. Foi o primeiro e único caso parecido a acontecer!

 Reflexo de quando a entrega não era transmitida pela TV ou com maiores cuidados de registro. O crime só foi descoberto dias depois, quando Alice Brandy ligou na Academia reclamando que ainda não tinha recebido seu Oscar, esclarecendo depois que desconhecia a pessoa que o recebeu.

O site Original Prop desmente o final triste largamente propagado (inclusive no IMDB). Teriam demorado tanto pra fabricar outra cópia e fazer justiça, que ela morreu antes, em 1939, sem chegar a botar as mãos no tão sonhado prêmio.

Realmente a atriz faleceu no ano seguinte, mas, conforme a foto publicada num jornal da época, foi ressarcida. Hoje é um dos raros prêmios que sobreviveu de quando coadjuvantes eram considerados subcategoria e recebiam estatuetas de tamanho menor com plaquinha.

A primeira imagem é um oferecimento Listal.

[Ouvindo: Freedom – Anthony Hamilton]

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ode às moças que preferem pratos frios

Vingança é dos mais antigos argumentos de uma trama cinematográfica. Do sexo explícito ao mais bucólico romance, todos os gêneros já apelaram ao famoso “Dar o troco”.

Em termos de cinema asiático (coreano, mais precisamente), então... Difícil o que não tenha! Raríssimos os que deem a outra face de boa.

Então, aparando as arestas, selecionei só quatro mocinhas que não se fizeram de rogadas. Tão parecidas que todas poderiam sair de mãos dadas, castrando, decapitando ou “apenas” descendo chumbo grosso em seus algozes.

Thriller - en grym film (1974 de Bo Arne Vibenius) – Com gigantescos olhos tristes, Christina Lindberg é a jovem muda que cai numa armadilha. Violentada e seviciada, é presa à teia de traficantes de escravas brancas ao ser viciada em heroína.

Com um olho a menos se transformará em máquina sanguinárias em busca de justiça. Nessa hora o filme perde bastante a força, mas no geral não deixa de ser interessante, até porque os suecos enxertam ousados frames de sexo explícito.

A Vingança de Jeniffer (I Spit on Your Grave, 1978 de Meir Zarchi) – Nada menos do que o filme que ofendeu moralmente John Walter segundo ele mesmo disse. Camille Keaton (neta de Buster!) é uma escritora Nova-iorquina que vai descobrir o quão perigosas podem ser as pessoas “simples do interior”.

De estrutura muito simples, quase uma hora de metragem é ela sendo estuprada por um grupo de caipiras. A outra hora é ela indo à forra contra os agressores e fim!

Já era uma refilmagem e foi refeito há pouco tempo. Não é nada demais, mas as imagens fortes de violência persistem na nossa cabeça quando ele acaba.

Sedução e Vingança (Ms. 45, 1981 de Abel Ferrara) – Novamente uma garota muda! Depois que foi atacada sexualmente duas vezes no mesmo dia, mata o segundo violador e passa a distribuir seus pedaços em sacos pretos pelas lixeiras de Nova Iorque.

Ainda sai á cata do primeiro, mesmo que pra chegar ao bandido precise mandar bala em todo e qualquer homem que cruze seu caminho. Homem ou ser do sexo masculino já que pode sobrar até pro totózinho da vizinha doida.

Usando elementos vistos nos dois comentados antes, o diretor Ferrara consegue uma beleza plástica ímpar em meio ao caos silencioso da protagonista.

Kill Bill – Vol. 1 e 2 (2003, 2004 de Quetin Tarantino) – Podemos considerar Beatrix Kiddo uma espécie de neta de todas as garotas vingativas. Grávida, vestida de noiva, ensaiando seu casamento, toma uma sova homérica do ex amante e da gangue de assassinos do qual participava.

Em coma, é violentada por décadas no hospital por quem pagasse ao enfermeiro responsável. Picada por mosquito, desperta para botar tudo em pratos limpos.

[Ouvindo: Un Monumento – Ennio Morricone]

domingo, 16 de dezembro de 2012

“Dolores Duran: Viveu e morreu do coração”

Fantástica manchete do jornal Última Hora em outubro de 1959. A cantora sofreu um ataque cardíaco aos 29 anos, após uma meteórica, mas marcante carreira como compositora e intérprete de músicas sentimentais.

 Não dá pra dizer que seu falecimento pegou todo mundo de surpresa porque um tempo antes ela havia sido internada. Continuou fumando e bebendo, até por isso condizer com a época da sua profissão.

Por uma pesquisa rápida, nota-se que impacto da morte foi muito maior na imprensa carioca do que no resto do país (embora sua perda seja eternamente lamentável a toda a música). Com a mídia engatinhando, artistas, mesmo conhecidos do Oiapoque ao Chuí, ainda eram seres regionais.

[Ouvindo: In Fiesta – Hideo Shiraki]

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

kriptonianos, ciborgues, lambada e o Homem- Aranha que nunca existiu

Pôster do projeto Spider-Man, prometendo o filme para 1986. Virou a célebre produção do herói que jamais saiu do papel!

Quando vi esse pôster pensei que se tratava daquele Homem – Aranha E O Desafio do Dragão (Spider-Man: The Dragon's Challenge, 1981 de Don McDougall). Junção de dois episódios da série 70 exibidas nos cinemas (inclusive no Brasil) como se fosse um longa.

Mas era o da Cannon Group , aquela produtora especializada em sensacionalismos cinematográficos do tipo Braddock, Desejo de Matar e Comando Delta. Tudo com a cara do SBT, que aliás, comprou um pacotão deles nos anos 80 e anunciou aos quatro cantos com toda pompa imaginável.

Por alguma manobra das boas os direitos do Superman também haviam parado nas mãos deles. Assim, Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace, 1987 de Sidney J. Furie) saiu com um incrível verniz trash, destoando dos três primeiros.

Consta que foi o fracasso deste último Superman com o ator Christopher Reeve que fez com que a Cannon não produzisse O Homem-Aranha. O que, pelo pôster constar natal de 1986 e o do Super-Homem ser de 1987, demonstra ou informação errada ou absurda falta de planejamento da empresa que mandou fazer o material muito antes de realmente começar a mexer no filme.

Neste site (off)  existem várias informações como trechos do roteiro e material promocional , incluindo link para o teaser que pode ser assistido clicando aqui. A logomarca é bem parecida a do Superman.

Mal das pernas, deixaram passar os cinco anos de direitos do uso do personagem. Não sem antes tentar filmar às pressas, chegando a gastar dois milhões de dólares em cenários, até que foram informados de que expiraram e a Marvel não renovaria.

Nada foi perdido! Reaproveitaram os sets em Cyborg (1989 de Albert Pyun), estrelado por Jean-Claude Van Damme, que ainda contou com os figurinos da continuação de Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987 de Gary Goddard ) que também não saiu do papel.

Foi a pazinha de cal pra Cannon, que acabou perecendo com a barriga pra cima. Olha que ela ainda fez algum barulho com Lambada (1990 de Joel Silberg), mas não o suficiente...

Veja também:
O fantástico Spider-Man!
A impagável Troma

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ficha corrida de um ladrãozinho de cenas

Jerry Lewis aprendendo com quantos gibis se faz uma criança mal educada em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin). O diabinho em questão é George Winslow.

Daqueles atores mirins aposentados antes de trocar todos os dentes de leite. Sua carreira no cinema acabou em 1958, aos 12 anos.

E nesse curto espaço de tempo teve a chance de contracenar com grandes astros do porte de Cary Grant, Clifton Webb e Jane Russell. Revendo o filme de Jerry Lewis corri ao IMDB pra checar se não era o menininho que contracena com Marilyn Monroe em os Homens Preferem As Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953 de Howard Hawks ). Touché!

Com voz estranhamente rouca ele é o pequeno magnata de nome pomposo (Henry Spofford III) que a loira pensa em conquistar antes de saber da pouquíssima idade. Os dois ainda participam de uma das mais engraçadas cenas já filmadas.

Aquela sequencia quando ela está entalada na janela do navio e o garoto a ajuda a não ser pega por ladra. Ele é o corpo (coberto por um cobertor), ela é a cabeça, pra tentar enganar o velho Charles Coburn.

Um ano antes (e um ano faz toda a diferença no crescimento de uma criança), George Winslow tinha participado de outro filme com Marilyn, embora não contracenem juntos. Em O Inventor da Mocidade (Monkey Business, 1952) do mesmo diretor, é um dos amiguinhos do Cary Grant infantilizado com quem brinca de cowboy e índio.

Sobre Marilyn, teria dito em 1983 que se lembra bastante de trabalhar com ela de manhã até tarde da noite e quando estava se trocando com seus pais para ir embora, recebia sua visita no camarim. Sem maquiagem, ele tinha dificuldade em reconhecer de que se tratava da mesma pessoa, exceto pela voz.

Após deixar o cinema (teria perdido até o jeito engraçado de falar) alistou-se por anos na marinha. Voltando de lá, adotou o nome de batismo (George Carl Wenzlaff) e fez um curso de fotografia.

Teve mais sorte do que aquele outro guri que trabalhou com Marilyn em Rio das Almas Perdidas (River of No Return, 1954 de Otto Preminger), conforme você lê clicando aqui. Embora seu estrelato tenha durado bem menos.

Atualmente segue a carreira de fotografo, discreto, evitando ao máximo aparecer para relembrar seus tempos de Hollywood. Mora em Las Vegas (Nevada – EUA) e jamais se casou.


Veja também:
Hora de brincar com a tia Marilyn
Seis meninas prodígio que cresceram bem


[Ouvindo: Like Cats – Bear]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pausa para nossos comerciais

Viva o Formicida Guanabara!

Talvez o primeiro viral de sucesso da publicidade nacional. O formicida Guanabara caiu na boca do povo em 1888 graças a uma estratégia de marketing hoje banalíssima.

Quem comprava o produto levava de brinde uma partitura com música escrita por Enrico Borgongino. Lançado no mesmo ano em que a escravidão foi abolida, a polca (sim, POLCA!) é um dos primeiros jingles compostos aqui, embora a história da música na propaganda brasileira comece alguns anos antes.

Sem letra exceto em dois momentos quando o pianista diz “Viva o Formicida Guanabara” para que todos gritassem “Vivaaaaa!”. Muito dançante, ela pegou, chegando a ser tocada nos bailes da época.

Grande façanha num tempo em que o comércio de música se restringia a apresentações ao vivo e distribuição de partituras (as de publicidade publicadas muitas vezes em jornais). Muito, mas muito antes do rádio, TV, LPs, k-7, Cds e MP3.

A bem sucedida história foi relembrada no livro Música e Propaganda de Paulo Cezar Alves Goulart. O grupo Os Matutos executaram o referido jingle numa apresentação em 2009, assista clicando aqui...

 ...E fique com ela martelando na cabeça! Ainda gruda que é uma beleza após 125 anos.

Imagem e informações são um oferecimento Vermute com Amendoim.

[Ouvindo: As Long As I Have You – Elvis Presley]

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Quase uma parisiense

Melhor cena de Hasta el Viento Tiene Miedo (1968 de Carlos Enrique Taboada): O streep da mocinha.

E cinema de horror mexicano 60's é mesmo um encanto! Esse por exemplo, além do título tão delicioso tem uma estética datada incrível.

O argumento parte daquela velha curiosidade (clichê?) sobre o que acontece em colégios restritamente para moças. Um pouco de nudez (pouco MESMO!) e certo contato com o além.

Bem engraçadinho! E é inevitável a vontade de procurar a filmografia de todas, saber que fim levaram.

Em se tratando de México, seguiram longa carreira em telenovelas. A mais ousada (Kitty) é interpretada pela Norma Lazareno, conhecida no Brasil via SBT em novelas como Carinha de Anjo (2000) e Canavial de Paixões (1996).

a foto é um oferecimento Telenovelawiki


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A casa mais cool de um vilão

Todo mundo que assiste Intriga Internacional (North by Northwes , 1959 de Alfred Hitchcock) se encanta com a residência do espião erguida no Monte Rushmore. É possível visitá-la?

Ela não existe, nem nunca existiu! Foi construída pelos cenógrafos da MGM seguindo o estilo do arquiteto modernista Frank Lloyd Wright, o mais famoso do mundo quando o filme foi rodado.

O site Jet Set Modern descreve a longa jornada envolvendo a construção do imóvel. A começar pelo fato de que a vegetação da área mostrada era extremamente sensível, impossibilitando qualquer construção ali.

Foi mais fácil e econômico construir os interiores em estúdio e a fachada como uma miniatura que depois foi adicionada à ação filmada realmente no monte. Como acreditamos na existência deste lugar o resultado é excelente para um efeito rudimentar.

Ainda sobre economia, este foi o principal motivo para que o próprio Frank Lloyd Wright não tenha emprestado seu renome ao filme. Dez anos antes a Warner Bros. o tentou contratar, e ele teria pedido 10% do orçamento, o que era fora dos padrões de Hollywood, lugar onde jamais trabalharia.

Voltando ao “Intriga”, Hitchcock vinha do (espantosamente) fracassado Um Corpo Que cai (Vertigo, 1958) e investiu forças em atrair o público médio. Aquele que mesmo distante de viver em um universo rico sente-se bem em dizer que o conhece, ou o compreende.

Assim não faltaram idas e vindas em locações luxuosas, assim como populares, reconhecíveis por qualquer um. O próprio personagem central interpretado por Cary Grant é um dos lendários publicitários bem sucedido de Madison Square.

Casas projetadas por Wright era o sonho de consumo distante para a maioria, mas recorrente. Assim veio a ideia da moradia do vilão interpretado por James Mason ser uma delas junto ao monumento esculpido na rocha, palco do grande final.

Ela segue não só o estilo das formas, mas os materiais típicos, como granito e madeira escura. O que foge da regra são as vigas de metal que a sustentam, cujo herói escalará para ter acesso sem ser visto.

Em seu interior, a decoração descreve o quão internacional são os serviços de espionagem que seu proprietário exerce. Também segundo o site, o mobiliário é em grande parte escandinavo moderno com arte chinesa, tapetes gregos flokati e artesanato latino.

Sabendo que Hitchcock tomava cuidados com a atemporalidade dos figurinos (leia clicando aqui), é provável que fizesse o mesmo com os cenários. Frank Lloyd Wright, que faleceria no ano em que o filme foi lançado, já era considerado um clássico sem riscos, embora bastante celebrado na época.

Veja também:
Pessoas que não estavam lá
A casa de Mamãe é de Morte
O que há na música favorita de Norman Bates?
O menininho que sabia demais
Figurinos modernos, filme antigo

Um Corpo Que Cai contado por cores


Meu amigo agente secreto

Atualmente aposentado, o agente secreto K. O. Durban goza de muito tempo livre. Tanto que abriu uma página pessoal no Facebook!

Espécie de James Bond de origem brasileira, o personagem foi criado pelo multifacetado autor Hélio do Soveral. Suas aventuras foram publicadas em dezenas de livros de bolso, consumidos por leitores das décadas de 70 e 80 com sede de pulp fictions nacionais.

K. O. Durban (ou Keith Oliver Durban) dividia espaço com a espiã Brigitte Montfort, escritos espanhol Antonio Vera Ramírez sob pseudônimo Lou Carrigan. Em comum, além das peripécias internacionais, a editora Monterrey e as belíssimas capas executadas pelo artista Benício.

Aquele mesmo que deixava as beldades bem mais atrativas nos pôsteres de filmes populares (aka pornochanchadas). Durban veio pra provar que Benício não é mestre apenas nas formas femininas.

O perfil do Facebook (criado pelo Renato, seu fã número 1) disponibiliza muitas artes das capas e algumas páginas digitalizadas. Já tô lá!

Veja também:
Benício, o homem dos milagres
Ahá! Uhu! A Brigitte é nossa!
O nome dele é Durban, K.O. Durban


[Ouvindo: My Cousin Louella – Frank Sinatra]

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As Certinhas do La Dolce

Diane Baker
Arrependida
A imagem é um oferecimento Starlet Showcase

[Ouvindo: Too Darn Hot – Ella Fitzgerald]

Só faça o que a Disney diz

Excelente ideia associar Eve, personagem de de Wall-E (2008 de Andrew Stanton) , às tradicionais pilhas Rayovac. Energia, robô, robô, energia...

Só seria melhor se Eve fosse da cor amarela, ou amarelinha. Faltou reclame na TV com o Didi falando pra ela: “troca a pilha minha filha!”.

A parte estranha é que a mensagem ecológica do filme foi pras cucuias. Até pilhas (que todos sabemos desde sempre dos malefícios ao serem descartadas) ajudou a vender!

Se bem que mais estranho mesmo seria se a Disney deixasse de lucrar em prol de uma causa maior. Eles não têm o mínimo respeito com suas próprias criações, quiçá com a natureza.

Revi Wall-E em DVD não faz muito tempo e já achei supimpa a máxima concessão ao anti mercantilismo conseguida. O produziram com pouquíssimos closes, o que os estúdios não recomendam já pensando em comercializar para TVs e home vídeo.

Em tela bem menor do que a do cinema o desenho perde mais do que os outros que seguem a regrinha estratégica. Os bons tempos da Pixar...

[Ouvindo: Blomman För Dagen – Ståålfågel]

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Se a vida te der um nome com limão...

Melhor capa com trocadilho referente ao nome do artista! Jack Lemmon e um monte de limões (lemons) é de uma obviedade tocante. E não ficou só em LP.

Depois de morto, A Twist of Lemmon também serviu como título do livro que seu filho lançou em 2006. E eu nem sabia que Lemmon cantava.

Outro dia mesmo estava conversando com o Refer sobre astros de Hollywood que invariavelmente gravavam discos. Para ele faz sentido já que lá a galera tem que atuar, cantar, sapatear, entre otras coisas más, se quiser ser alguém.

Então era bem prático pras gravadoras aproveitar a visibilidade do cinema em long plays. E benzadeus que nesse lado de cá os artistas são mais simplesinhos.

Quero nem pensar em como seria a capa de um disco da Suzy Rêgo!

 A imagem é um oferecimento Lost America


[Ouvindo: Bota a Mão Nas Cadeiras – Gal Costa]

terça-feira, 27 de novembro de 2012

4 vezes Nancy Allen

Carrie, A Estranha (Carrie, 1976 de Brian De Palma)

Vestida Para Matar (Dressed to Kill, 1980 de Brian De Palma)

RoboCop - O Policial do Futuro (RoboCop, 1987 de Paul Verhoeven)

Irresistível Paixão (Out of Sight, 1998 de Steven Soderbergh)
Pode-se dizer que a carinha de Nancy Allen é também a de boa parte dos anos 70 e 80, embora o grande público não reconheça seu nome. Esteve presente em grandes sucessos de bilheteria, quase sempre como coadjuvante de destaque.

A começar por Carrie, A Estranha, onde foi a antagonista mimada, parceira do jovenzinho John Travolta no amor e nas maldades. Outra parceria marcante fez com Robocop, mas do lado do bem, como a policial meio fanchinha.

Conheceu o diretor Brian De Palma nas filmagens de Carrie e casou-se com ele dois anos depois. Relacionamento que duraria cinco anos, gerando outros três filmes juntos, marcando bem sua imagem aos trabalhos da melhor fase do então marido.

Mesmo estourando a boca do balão com Robocop (virou desenho animado, bonequinha e todo tipo de quinquilharia) sua carreira começou a minguar. Topou aparecer nas sequencias de 1990 e 1993, sendo que nem o protagonista Peter Weller está nesta última.

Além disso, sua filmografia ainda conta com coisas como Poltergeist III (1988 de Gary Sherman) e várias produções televisivas obscuras. A pequena aparição em Irresistível Paixão de 98, sob direção do então queridinho da mídia Soderbergh, tinha gosto de participação especial de atriz cult.

Na década passada trabalhou pouquíssimo e em coisas irrelevantes. Não há informações de novos trabalhos desde 2008.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Fantástica Literatura Queer: Todas as cores da escuridão

A Tarja Editoral está dando continuidade à série A Fantástica Literatura Queer, coletânea de contos brasileiros de terror, fantasia, ficção científica e coisas do gênero. Pelo título, evidentemente, todos com temática de interesse gay, lésbica e transexual.

Cada volume terá a capa de uma cor, para que ao completar a coleção, o leitor tenha um arco-íris na estante. No último sábado (24!) saiu o volume verde, que se juntou ao vermelho e laranja.

É interessante além das intenções de apoio à diversidade. Lembrando que o Brasil não tem tradição em terror, fantasia e ficção científica, seja lá de que sexo for.

No site oficial há explicações maiores sobre o projeto. É possível adquirir diretamente com a editora.

[Ouvindo: Kissing You – Des'ree]

“Todo homem mata aquilo que ama”

A música nem chega a tocar inteira em Querelle (1982 de Rainer Werner Fassbinder), mas Each Man Kills The Thing He Loves é das cenas musicais mais marcantes num filme não musical. Isso se a memória não me falha.

Jeanne Moreau como a prostituta velha e apaixonada, aprisionada e perdida naquele cenário, cantarola pelo menos o refrão algumas vezes. Ouça a música na íntegra no player abaixo ou clicando aqui.
A letra reaproveita alguns trechos do poema The Ballad of Reading Gaol (Balada do Cárcere de Reading), escrito por Oscar Wilde em 1897 sob pseudônimo C.3.3. Leia a tradução clicando aqui.
[Ouvindo: Dance of Curse – Yoko Kanno]

sábado, 24 de novembro de 2012

R.I.P. Larry Hagman

O ator Larry Hagman faleceu ontem, sexta-feira (24), aos 81 anos em Dallas (Texas). Natural do estado, um de seus papeis mais famosos foi o do pérfido J.R. na série Dallas, grande sucesso da TV mundial durante os anos 80.

Muito antes,  interpretou personagem oposto no seriado Jeannie é um Gênio. De 1965 a 1970, o Major Nelson conquistou a todos ao adotar a “gênia” que dava nome ao programa.

 Para a geração que foi criança na década de 80 ele é acima de tudo o vilão texano. A princípio causava estranhamento vê-lo como o abobado funcionário da NASA nas posteriores reprises de Jeannie.
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