quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ela vale por uma legião

Originária da dramaturgia radiofônica, Mercedes McCambridge estreou no cinema tardiamente aos 33 anos. Chegou chegando, sendo laureada com o Oscar de atriz coadjuvante em 1950, por seu papel de estreia em A Grande Ilusão (All the King's Men de Robert Rossen).

Seu rosto deve ser mais lembrado como a diabólica opositora de Joan Crawford em Johnny Guitar (1954 de Nicholas Ray), mas o que lhe transformou em atriz cult foi a voz. Em 1973 dublou a pequena Linda Blair possuída pelo tinhoso em O Exorcista (The Exorcist de William Friedkin).

Nunca deu tantas entrevistas até 2004 (quando faleceu aos 88 anos) como por esse filme. Orgulhava-se de ter usado a seu favor a bronquite que sofreu em boa parte da vida para fazer a respiração do demônio.

Antes ela já brincava que as piores coisas que fez na vida foram na tela do cinema. Estudou Shakespeare para mandar Crawford à forca, atirar nela e matar o cavalo amado da Elizabeth Taylor em Assim caminha A Humanidade (Giant, 1956 de George Stevens).

Colega de Agnes Moorehead no lendário grupo teatral Mercury, ainda foi inimiga da boa praça Endora num episódio de A Feiticeira (Bewitched). Tudo isso é fichinha perto daquela certa menina que girava o pescoço 360 graus.

[Ouvindo: Vibraphonissimo – Astor Piazzola & Gary Burton]

Pausa para nossos comerciais

Creme Pollah – Deve ser usado sem demora

Conforme me contou uma amiga espanhola, esse produto é MILAGROSO! Creme que deixa a cútis uma seda e ainda o sorriso assim, largo.

Diz que é batata! Não há coisa melhor para machas, cravos, espinhas e mau humor.

[Ouvindo: Io Che Amo Solo Te – Rita Pavone]

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aproveite enquanto dá a garupa da motoca

E é pra nos proteger de pessoas como a senhora Lucía que os nobres deputados estaduais de São Paulo querem proibir pessoas na garupa de motos. Seria mais simples, claro, internar a senhora Lucía numa instituição competente ao seu estado de nervos, mas...

Uma das alegações é por segurança mesmo, para evitar que crimes sejam cometidos sob duas rodas. Corrigindo: Que uma MINORIA cometa crimes sob duas rodas.

Enquanto isso, milhares de famílias que têm o veículo como único meio de transporte que se lixem. Podiam bem ir pedir carona na porta da casa do deputado Jooji Hato (PMDB), autor da lei.

Para quem festejou quando decidiram que não se podia mais fumar em lugares públicos, parabéns! Vamos longe! Continue votando em pessoas dispostos a decidir por você, em quem tenta resolver na canetada problemas de estrutura, de educação...

[Ouvindo: Warabe Uta – Yoshio Hayakawa]

Namoradinha da China



Connie Chan (Chan Po Chu - 陈宝 珠) é uma das mais populares atrizes do cinema 60’s e.... A gente nunca ouviu falar nela!

Estrelou mais de 230 filmes dos mais variados gêneros. Tem até hoje uma legião de fãs além da nova geração que a admira por fotos e DVDs.

É conhecida como "The Movie-Fan Princess", nome usado também neste bom site em inglês. Segue trabalhando como cantora e atriz de teatro.

Assistindo aos extras daquela versão recente do Besouro Verde (The Green Hornet, 2011 de Michel Gondry) achei curioso o quanto Jay Chou é um astro local. O substituto do Bruce Lee como Kato é quase um Justin Bieber chinês, arrasta milhares aos shows!!!

Nos anos 90 a Lucélia Santos disse ao Conexão Roberto D'Avila que se sentia indignada com a Demi Moore receber muito mais dinheiro que ela. Nossa Isaura tem um número de fãs infinitamente superior ao da mocinha de Ghost.

a capa do disco é um oferecimento Babs

[Ouvindo: Amante Amado – Jorge Ben]

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lídia Brondi sabia escolher as amizades

Dancin' Days 1978

Vale Tudo 1988

Todo mundo discute aposentadoria precoce de Lídia Brondi mas ninguém leva em conta que ela se livrou de um carma: Perder o namorado pra Gloria Pires! A cada dez anos encarou a sina.

Se ela não tivesse desistido da carreira, teria perdido a essas alturas outras duas vezes, em 98 e 2008. Nessas amizades parou como a Solange e ainda ficou com o Afonso Almeida na vida real, foi esperta?

Ainda estou no disco 2 de Dancin' Days, mas sei que vai tomar uma furada de zóio assim que apresentou o namoradinho pra “amiga”. Até porque, o vídeo da Gloria Pires com o Lauro Corona todos fofos, cantando “João e Maria” é algo bem conhecido.

[Ouvindo: Que será será – Doris Day]

Coisa do Paraguai

E será que os amigos representantes da marca "Lucy e Desi" da CBS/Arnz sabem da existência de uma loja chamada “I Love Lucy” em São Paulo? Porque amar Lucy todo mundo ama, agora pagar copys...

Mais barato dar o truque, transformando "I Love Lucy" nisso aí. Coraçãozinho em cima do L, serifado como I.

Isso aqui ás vezes parece a China! Não bastam as Mônicas todas tortas em porta de escolinha....

Lembro de quando um dos Bozos americanos veio ao Brasil. Detentor da marca Chaplin, ficou passado com o uso até em nome de boteco.

[Ouvindo: Escandalosa – Aracy de Almeida]

Amélia, a injustiçada

Deixar passar em branco o centenário de Mário Lago? Não dá! Foi no dia 26 que um dos brasileiros mais inteligentes de todos os tempos teria celebrado uma centena de anos!

Pra nossa geração, parece que ele já nasceu velhinho! Desde que a gente se entendia por gente, ele era assim nas novelas, com os cabelos branquinhos.

Ator, político, poeta e compositor, lembrado sobre tudo como coautor da canção “Ai Que Saudade da Amélia!”. Música gravada em 1942 que ficou tão famosa que virou sinônimo até hoje de mulher submissa ao marido.

O próprio Lago refutou essa visão que fez com que Amélia fosse repudiada nos anos 60 durante os movimentos feministas. Para ele (e só ele poderia dizer isso com exatidão) a letra discorre sobre o complacente amor.

Cá pra nós, nunca vi com esse sentido de Dona de Casa subserviente. Se fosse mesmo, a letra não estaria toda nos verbos passados, ou teria “saudade” no título.

Se Amélia era tão boazinha assim, o cara a perdeu por quê? Trocou por uma doidivana que só pensa em luxo e riqueza, pobre rapaz...

Sem falar na idiotice em comparar algo do passado (1942!) aos olhos dos costumes atuais. Passado é passado.

Diz que foi um upa encontrar algum cantor que topasse gravar. Moreira da Silva teria dito que aquilo não era marcha de carnaval, mas sim marcha fúnebre.

Coube a Ataulfo Alves (que compartilha com Lago os créditos da música) botar a voz nos versos. Ouça essa gravação original no player abaixo ou clicando aqui.

E não aconteceu nada! A música realmente não emplacou nas rádios, principal veículo do Brasil naquele tempo, distante da inauguração da TV no país.

Tiveram que ir de rádio em rádio conversar com os disque jóqueis. Até o carnaval Amélia estava na boca do povo, como continua, exatos 69 anos depois.

A primeira imagem é um oferecimento Clotho98

[Ouvindo: Macho Man – Village People]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

4 vezes Carlo Rambaldi

Prelúdio para Matar (Profondo Rosso, 1975 de Dario Argento)

King Kong (1976 de John Guillermin)

Possessão (Possession, 1981 de Andrzej Zulawski)

E.T. - O Extraterrestre (E.T., 1982 de Steven Spielberg)

Sempre é estranho lembrar que existe algo em comum entre algum filme de Spielberg (ainda mais o fofo E.T.) com outros de cineastas como Argento e Zulawski. Havia o mestre italiano chamado Carlo Rambaldi.

Especialista na arte em dar vida a criaturas imaginárias nos filmes, num tempo distante da computação gráfica. Embora seus trabalhos fossem maquiagem, mecânicos e hidráulicos eram convincentes.

Quem assistiu á edição recauchutada com CG do próprio E.T., viu que mexeram em time que estava ganhando. A interação é bem diferente entre algo real, que estava no set, com humanos em filmes de forte apelo emocional.

Foi graças a este realismo que Rambaldi se destacou e ao mesmo tempo colocou o diretor Lucio Fulci numa fria. O cachorro torturado em Uma Lagartixa num Corpo de Mulher (Una lucertola con la pelle di donna, 1971) ficou tão verdadeiro que Fulci foi processado a dois anos de prisão por crueldade a animais.

Chegou a Hollywood quando o conterrâneo produtor Dino De Laurentiis ousou refilmar King Kong de 1933. A plateia 70’s precisava de algo mais natural que a arcaica técnica do stop motion empregada no macacão original.

Optaram pelo maquiador Rick Baker fantasiado e nos detalhes em close, toda a parafernália do técnico, agora em proporções gigantescas. Inesquecível e lendária a sequencia em que Jessica Lange é agarrada pelo animal.

Valeu-lhe seu primeiro Oscar em 1977! Um prêmio especial pelos efeitos visuais, porque a categoria ainda não existia.

Os outros seriam em 1980 por Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, 1979 de Ridley Scott) e 1983 por ET. Vai a tempo de ganhar em vida um quarto pela contribuição fantástica à sétima arte.

As imagens menores são um oferecimento Mundo Monstruo

Veja também:
Guerra dos Mundos: A verdade está lá dentro
Agora ser high-tec é sopa de minhoca
Exército de esqueletos
Pessoas que não estavam lá



Cérebros em risco!

E o hecatombe dos mortos viventes, quem diria, começará por Fortaleza, Ceará! Amanhã (sábado, 26) acontece a última edição do ano do Filmes Malditos da Meia Noite dedicada ao tema Apocalipse Zumbi.

Serão exibidos quatro filmes em sequência, começando ás zero hora (lógico!) com A volta dos Mortos-Vivos de Dan O’Bannon, seguido por Burial Ground de Andrea Bianchi, Demons – Filhos das Trevas de Lamberto Bava e encerrando às 4h50, Fome Animal de Peter Jackson. Duvido que alguém durma!

No local é possível adquirir a preços simbólicos o pôster (em tamanho grande) assinado por Weaver Lima do coletivo MONSTRA, assim como a camiseta com estampa referente á edição. Os habitués devem ter em casa uma bela coleção...

A sala de exibição será novamente no CineMajetik, Rua Major Facundo 866, Centro. Outras informações sobre o evento e sinopses das produções a serem exibidas são encontradas na página oficial do evento.

[Ouvindo: Awakening – Arakawa Yasuo]

A calcinha que agitou Asa Branca

Cacófago permitido: No boom da publicidade que assolou a novela Roque Santeiro (1985) a modelo Alice de Carli se deu pessoalmente bem! Embora pareça estranho dizer que podemos conhecer sua cara na Playboy.

Na mesma edição em que publicaram as fotos da Madonna, pudemos ver quem era a moça do outdoor que causou alvoroço na religiosa cidadezinha imaginária. Boa sacada de inserção de merchandising que envolveu vários personagens como é possível relembrar no texto da revista.

Em todo país Carli ficaria famosa na Bandeirantes (atual Band) ao participar do cast da Praça Brasil, programa que ao migrar para o SBT passou a se chamar A Praça é Nossa, no ar até hoje. Interpretou a Dona Dadá entre 1987 a 1989.

Era a secretária do humorista Tutuca, tão boazuda quanto burra. Nunca era demitida já que a cada erro que cometia mostrava empinava as nádegas para ele repetindo o bordão “Ui ui ui, chefinho!”.

Tanto sucesso não passou despercebido pela TV Globo, onde estreou como atriz na novela Despedida de Solteiro (1992). Mesma produção que marcaria também o início de Leila Lopes (Um beijo pra você!) na emissora.

Depois foi para a TV Record onde participou de A Filha do Demônio (1997), minissérie trash estrelada por Patricia de Sabrit. Pouco antes da passagem pelo canal do Bispo Edir Macedo havia se convertido evangélica, o que talvez tenha feito olhar a carreira artística de outro jeito.

Abandonou a carreira para estudar Direito. E é nessa área, distante dos holofotes, em que a musa 80's atualmente atua.

[Ouvindo: SHIPS – Barry Manilow]

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

007 sempre fresco

Gloria Hendry como a agente dupla Rosie Carver na capa do compacto francês de Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973 de Guy Hamilton). Uma Bond Girl de Black Power!

Não foi a primeira negra no papel, mas foi a primeira a se envolver romanticamente com James Bond . Fazia dois anos que Shaft (de Gordon Parks) havia feito um tremendo sucesso.

O Agente a serviço de Sua Majestade sempre esteve antenado com seu tempo. E este é um dos segredinhos de sua vitalidade nos cinemas, manter-se atual com temas sem perder o glamour criado por Ian Fleming nos anos 50.

Entre todas as bonitonas que o ciceronearam, Hendry se destaca como uma das poucas a ter a carreira realmente deslanchada a partir dali. Tornou-se uma das principais atrizes do subgênero Blaxploitation.

Pena que saiu de moda junto com este tipo de filme e trabalha esporadicamente. Ainda não encontrou um Tarantino da vida que lhe dê um up como aconteceu à colega Pam Grier.

A primeira imagem é um oferecimento Johanoomen, a segunda 007 Collector

Veja também:
Foxy me!


[Ouvindo: Los Pajaros Perdidos – Astor Piazzolla]

120 por hora: Veja a Augusta bem doida nos anos 60!

Loucura total! Assista no player acima (ou aqui) a impressionante situação da Rua Augusta (São Paulo) em 1965.

As imagens são da TV Tupi, provavelmente para uma matéria de jornalismo, retratando a aventura dos pedestres no famoso logradouro. Não sei como a reportagem não flagrou alguma tiazinha sendo atropelada.

Percebi também que não era asfaltada, além da mão única. O calçamento (paralelepípedos?) ajuda a dar um aspecto de cidadezinha do interior difícil de imaginar no centro da capital do Estado em época não tão remota assim.

Quem não é de São Paulo, ou leitores de outros países, vale dar uma olhadinha em como ela é hoje no Google Steetview. Pelo dia e horário em que foi fotografada, até que está tranquilíssima, mas normalmente é distante do caos 60's quando nem semáforos tinha.

Observando melhor (com ajuda do Davi Valério) cheguei ao ponto onde algumas tomadas talvez foram feitas. O imóvel que aparece aos 27 segundos seria a galeria Florida, número 2212.

Ganha um saquinho de jujubas sortidas quem falar que assistiu ao vídeo e não lembrou de Rua Augusta, hit da Jovem Guarda. Pra poupar os eu trabalho de ir atrás, ouça no player abaixo ou aqui.

Foi gravada em 1964 por Ronnie Cord, um ano antes das imagens da Tupi terem sido filmadas. Parece fazer muito mais sentido pra mim agora.

A dica do vídeo foi um oferecimento Davi Valério

Veja também:
Fonte dos desejos paulistana
Bardot no Rio
Em tupi: Morada do Sol


[Ouvindo: Escandalosa – Aracy de Almeida]

Mulheres à beira de dias melhores

Cacá Diegues conseguiu a façanha de fazer cinema no Brasil numa época em que isso era sinônimo de Xuxa, Trapalhões ou pornochanchada. Dias Melhores Virão, de 1990, ainda tentou a prática comum na Europa e rara até hoje no Brasil: Que o filme estreie antes na TV.

Suave, a produção é quase o gênese do que a Globo Filmes (braço cinematográfico da coincidente emissora que o exibiu) viria assolar as salas posteriormente. Fora uma coisinha ou outra (Aurora Miranda na terceira idade elogiando quindins de Iaiá!) é pouco marcante.

Ah, sim e tem o lance da chupadinha em Mulheres À Beira de Um Ataque de Nervos (1988 de Pedro Almodóvar). Quatro escritores foram necessários, como vemos na capa do livro com a adaptação do roteiro (imagem ao lado).

Até o espectador mais distraído repararia na estética espalhafatosa e o argumento principal, onde uma dubladora se envolve com um homem casado. Os textos tomam rumos distintos, claro, com o brasileiro muito aquém do original espanhol.

Houveram na época incontáveis e obscuros sub Almodóvares no mundo todo. Muitos preenchiam lacunas na programação dos canais a cabo em seus primórdios nos anos 90.

Li uma vez ele falando que nãos e importa com imitadores já que eles nunca copiam a sua essência, apenas o que era mais estridente em seus trabalhos. Creio que isso se aplique a tudo.

Em DVD pela Paramount, o de Diegues possuiu a incorreção na contracapa de que teria sido indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Na verdade ele foi o escolhido pela nossa comissão a tentar uma vaga entre os indicados.

Pra gente ver como não é de hoje que esta comissão prima pela ingenuidade. Tentaram com um parecidíssimo ao que já havia sido indicado pela Academia no ano anterior.

[Ouvindo: Teri Umar Ka Saal Badha – Asha Bhosle]

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Super 8 e a volta do cinema mudo

Entre metade dos anos 60 até o finzinho dos 70, conjunção astral daquelas fez com que revolução sexual, indústria pornô e a popularização do Super 8 acontecessem ao mesmo tempo. Era finalmente possível ter um cinema em sua própria casa!

Maravilha poder rever os filmes quando bem entendêssemos, sem precisar esperar exibições na televisão! Outro atrativo era o colorido, coisa que poucas TVs permitiam.

No caso dos X-Rated, nem precisa explicar muito os benefícios a quem estava disposto a comprar um projetor caseiro. Diferente dos players de mídias que o sucederam (VHS, DVD e Blu-Ray) os aparelhos eram muito distintos entre si.

Comuns mesmo eram os que não permitiam ver filmes com som, o que trouxe de volta ao consumo o “cinema mudo”, então em dessujo há décadas . Produções recentes de Hollywood, por exemplo, recebiam edições que os condensavam além de saírem em edições sonoras ou silenciosas.

Como na era de Chaplin, levavam intertítulos com falas ou descrições da ação. No caso dos loops pornográficos (filmetes alugados ou vendidos), eram em sua maioria desprovidos de gemidos e sussurros!

O mercado para eles era nanico, de diminuto apelo comercial, dificilmente sairiam com versão sonora. Essas produções ainda provinham de fundos de quintal, captadas com câmeras amadoras Super 8 que por natureza apresentavam dificuldade em captar o áudio durante as filmagens.

Pra driblar esse porém técnico legendaram alguns com onomatopeias. “Ohhhhhh!”, “Ahhhhhh!” “Mmmmmm” e por aí afora.

Veja também:
Super 8: Cinema em casa
Boogie nights: França vs. EUA
Perfeição de Boogie Nights
Nem tudo foi mar de rosas no pornô 70’s
Amor requintado



Pausa para nossos comerciais

- Give yourself a "Coffe-break"!

A fina flor de Hollywood na hora do cafézinho! Elenco de Don Juan in Hell (de George Bernard Shaw), montada na Broadway em 1951 numa das peças institucionais para colar a bebida no gosto dos norte-americanos.

Charles Boyer, Agnes Moorehead, Charles Laughton e Sir Cedric Hardwicke, elogiadíssimos no teatro e no cinema para ! Exceto o último, todos tiveram o seu Oscar.

Boyer injustamente recebeu apenas uma estatueta honorária da Academia em 1944 e foi indicado quatro vezes. Estranho prêmio precoce, visto que ele se aposentadoria apenas em 1976.

E em filmes e séries de TV percebe-se que os norte-americanos tomam café quase que como um energético, pra ficarem ligados. No Brasil é tipo suquinho, bebem até antes de dormir.

Só que o deles é que é aquela coisa aguada pavorosa e o nosso negríssimo. Mesmo o de mãe (aquele fraquiiinho com pouca força pra sair da garrafa térmica) poderia tirar o sono dos gringos por semanas!´

A imagem é um oferecimento Shannon Coffey

[Ouvindo: Senot Blues – Ann Margret]

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Para bom fisionomista

Olhai que coisa! Mas NUNCA que eu reconheceria o caipira gosmento adepto de alimentação canibal de Motel Hell (1980 de Kevin Connor) tratava-se de Rory Calhoun!

Aquele mesmo cujos olhos claros e a herança familiar fizeram Betty Grable tremer em Como Agarrar Um Milionário (How to Marry a Millionaire, 1953 de Jean Negulesco). Irreconhecível mesmo.

Não estou aqui mostrando um antes e depois pra repararmos nas rugas, já que todos nós partimos para igualmente envelhecer. Isso é natural e comum, não sei como ainda se espantam com o passar do tempo num rosto.

A imagem dele como galã foi espatifada instantaneamente na minha cabeça, e nem precisou de serra elétrica. Entrou no lugar um tiozinho doido usando cabeça de porco como máscara...

[Ouvindo: On My Own – Patti Labelle And Michael Mc Donald]

Related Posts with Thumbnails