segunda-feira, 31 de outubro de 2011

American Horror Story: O estranho mundo do Tio Sam

Bastaram os até agora quatro episódios absurdos de American Horror Story para ver que a coisa é fina. Produzido pelos criadores de Glee e Nip/Tuck, ele transpira a Alan Ball.

O tema macabro, estrutura dos capítulos, a presença da estupenda atriz Frances Conroy e o cenário principal remontam a inesquecível A Sete Palmos (Six Feet Under). Melhor! O horror mesmo reside no american way forçado da família, tal e qual Beleza Americana (American Beauty, 1999 de Sam Mendes).

Casal com filha adolescente, aparentemente normal, muda-se para um casarão habitado até o talo por seres fantasmagóricos. Tão terríveis quanto os segredos guardados por aquelas paredes (mortes e mais mortes por décadas) é a vida forçadamente perfeita que eles teimam em viver.

Comem produtos orgânicos para poder arrotar policiamento correto. O cadáver mais assustador é aquele casamento se esgueirando em mentiras que se sobrepõem.

Enquanto os mortos dão nomes aos bois, eles estão presos a procurar palavras ideias pra definir coisas. Vidinha dos diabos, literalmente!

No elenco Jessica Lange (Diva, diva, diva!) como a vizinha estranha, que ama a filha com síndrome de down, mas a chama de mongolóide. Fumando como chaminé, direito que poucos se permitem hoje. Será um fantasma? Sem spoiler...

Bebendo da vasta cinematografia envolvendo casas mal assombradas, leva a vantagem de transpormos facilmente o seu medo para a realidade. No meio da noite ouvir um arranhar na porta sobressalta qualquer um.

American Horror Story caminha muito bem entre trevas. A não perder nenhum episódio.

[Ouvindo: Cambalacho – Walter Queiróz]

Evinha não se trumbica

Suave, Eva em carreira solo gravou canções no mínimo graciosas. Não que com os irmãos Mário e Regina, com os quais formava o Trio Esperança, fosse muito diferente.

O super hit Filme Triste (versão de Sad Movie) de 1963 é um assombro de brejeirice. Desligou-se do grupo em 67, mas assumiu o nome no diminutivo no título do quarto disco, de 1974.

Pertencente a esse LP, “Olha Eu Aqui” tem certa alma tropicalista. Evinha (com arranjos eletrônicos) reclama da atenção do interesse amoroso e vai discorrendo sobre o mundo moderninho que estavam saboreando.

Uma graça pra cantar junto! Ouça no player acima ou clicando aqui.

A imagem é um oferecimento Júlio Ferreira

[Ouvindo: Angel Eyes– Frank Sinatra]

Que dia é hoje?

E quer coisa mais engraçadinha que brasileiro celebrando o Halloween? Só brasileiro com discurso nacionalista contra o Halloween!!!

É claro que se os yankees não bancassem os vitoriosos do planeta por décadas, festejaríamos o Dia de Los Muertos, tão mais a nossa cara. Mas é só brincadeira de criança por um dia, não vejo problema.

Dia do Saci? Há dia do folclore ali em agosto e ninguém dá pelota, fora algumas professorinhas primárias.

Se for pra fazer marra com uma data importada, não nos esqueçamos do natal, coisa tão europeia. Fiquemos todos então comemorando apenas o kuarupe.

[Ouvindo: Noites Cariocas – Gal Costa]

sábado, 29 de outubro de 2011

1971/2001 - Uma odisseia na TV

Nem Mão Dinah faria previsões tão furadas! A revista Sétimo Céu em 1971 tentou prever como estariam os astros da TV em 2001, dali a 30 anos.

Estamos em 2011 e nem de longe estão parecidos. Pela época, se atentaram à odisseia espacial no novo milênio e esqueceram-se dos avanços da medicina estética.

Silvio Santos de bengala? Filhos, fui catar foto desse homem e foi difícil encontrar uma que eu tivesse certeza de que realmente fosse atual.

Assisto vídeos do Show de Calouros de 1988 no You Tube e a cara dele poderia ser a mesma de 2008! Muda o tom acaju do cabelo, às vezes mais escuro que outras. Pergunte ao Jassa!

A vez mais recente que vi a Ternurinha Wanderléia foi quando ela participou este ano do Dança dos Famosos, quadro do Faustão calcado no americano Dancing with the Stars. Linda, Wandeca está distante da vovozinha de coque.

Já Francisco Cuoco parece estar mais envelhecido que a previsão. Ativo profissionalmente, mas todo grisalhino, ainda dá umas bitocas volta e meia nas moças das novelas.

Leila Diniz tristemente preservou a beleza para a posteridade tal como era em 1971. Virou lenda ao morrer num acidente aéreo em junho do próximo ano com apenas 27 anos.

PS: Em 2011 a palavra “odisseia” não tem mais acento. Rejuvenesceu sem o grampinho da vovó!

A matéria da Sétimo Céu é um oferecimento Revista Amiga E Novelas, Silvio Santos Biblioblog, Wanderléia A Música e Eu e Francisco Cuoco do Terra Gente.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quando estrelas sofrem

Antes de encararem as correntezas do Rio das Almas Perdidas (River of No Return, 1954 de Otto Preminger), Marilyn Monroe, Robert Mitchum e Tommy Rettig. Pensei que a água fosse pelo menos morna...

O resto do milagre cabia à retroprojeção, sistema antigo do cinema para de alterar o fundo do cenário. Você lê mais a respeito clicando aqui.

Retting, o ator mirim, devia ser daquelas crianças desagradáveis de língua solta. Pelo menos há um registro disso na biografia de Marilyn assinada por Donald Spoto.

Ele foi estranhamente arredio com a estrela durante as filmagens. Marilyn adorava crianças e quando perguntou o que se passava, o garoto teria sido curto e grosso: “Minha mãe me mandou ficar longe de garotas como você!”.

De qualquer forma, casou-se com apenas 15 anos de idade! Em seus últimos anos ele se tornou um conhecido programador de computadores e defensor da legalização da maconha.

Faleceu em 1996, aos 55 de (segundo o IMDB) causas naturais. Estranho alguém morrer com somente 55 anos de causas naturais...

A primeira imagem é um oferecimento A Certain Cinema

[Ouvindo: Change of Heart – Eric Carmen]

Cinema do além

Amanhã (sábado, 29) acontece outra edição do Filmes Malditos da Meia Noite no Cine Majestik de Fortaleza (CE). Na sessão do mês alguns filmes inspirados em H. P. Lovecraft.

Espécie de Van Gogh da literatura gótica, 37 anos após sua morte, o autor tonou-se uma das mais aclamadas referências na cultura de horror. Fonte inesgotável para filmes, romances, música, games, quadrinhos...

Para amanhã foram selecionados três longas e um média metragem que serão exibidos em sequência. Por ordem, segundo release dos organizadores: Do além (From Beyond, 1986 de Stuart Gordon), Renascido das Trevas (The Resurrected, 1992 de Dan O'Bannon), The Call of Cthulhu (2005 de Andrew Leman) e Re-Animator (1985 de Stuart Gordon).

Aos interessados em adquirir, estarão disponíveis no momento pôsteres do evento, assinados pelo artista Weaver Lima. De todas as edições que já vi, este é o meu favorito, sem dúvida.

Trailer, endereço, horários e maiores informações estão disponíveis no site oficial.

[Ouvindo: Mal Secreto – Gal Costa]

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Corações em brasa

Talvez você não saiba, mas no frame acima vemos um ato sexual! Nem precisa de muito esforço quando se assiste ao filme Suplício de uma Saudade (Love Is a Many-Splendored Thing, 1955 de Henry King).

Jennifer Jones é uma sino-europeia que trabalha em Hong Kong como uma abnegada médica. Viúva passa a ser cortejada pelo casado (e mal falado) Willian Holden.

Ela se nega a ceder, mas os sentimentos dele parecem ser concretos desta vez. Na praia sob o luar, ambos em trajes de banho, a doutora pede um cigarro mesmo dizendo que raramente fuma.

Após discursar que nada no mundo é mais forte do que a delicadeza, aproxima-se ascendendo seu cigarro no dele. Olhos nos olhos e a tela escurece.

Quando volta do “fade out”, finalmente estão voltando pra casa apaixonadíssimos! Subentende-se que...

[Ouvindo: Shine X Shine X Shine X Shine – The Aprils]

Inspiração fantástica do Hans Donner?

Assista Raquel Welch no vídeo acima (ou clicando aqui) e também fique com a pulguinha atrás da orelha! É muito parecido aquelas aberturas do Fantástico da década de 80.

Aquelas mesmas que ajudaram a dar fama de gênio ao Hans Donner. Quem me chamou atenção a isso foi o David Oak no Facebook.

Coreografia, figurinos, ângulos de câmera, a introdução musical e até a escultura lá de traz, em forma de raio tal e qual o adereço da cabeça de Isadora Ribeiro em 1987. O número de dança com Welch foi produzido para a TV no mínimo uns 10 anos antes.

O que (sem afirmar nada, hein?) me faz refletir sobre o quanto a popularização da tecnologia e informação ajudam a deixar as coisas claras. Antes, apenas quem tinha dinheiro tinha acesso a muito conteúdo.

Produzia a partir dali sem declarar nada e os que desconheciam aplaudiam a “originalidade”. Com posse da caríssima computação triplicava a aura quase mística.

Percebe-se isso também com antigos diretores de cinema, consagrados pela massa, que hoje não se destacam mais como há 20, 30 anos. Qualquer pirralho com um PC poderoso pode fazer qualquer coisa.

No You Tube pode até catar inspirações da Cochinchina. Agora vale realmente o ineditismo das ideias sob a técnica empregada na sua produção.

Imagina a farra em certo país pobre, dominado por apenas uma emissora de televisão que funciona como única fonte de informação para milhares de pessoas? Dá transformar urubu em loro!

Quanto a Hans Donner (e equipe?), embora se percebam toques do obscuro vídeo 70’s em seus trabalhos para a Globo nos 80 (abertura do Fantástico de 1983 e 1987), o desgaste é visível faz muito tempo. Começando pela insistência até agora no metálico, típico dos primórdios da CG.

O cúmulo da crise criativa, conforme já foi amplamente comentado, é a emissora precisar se autoplagiar na abertura de uma novela das oito, como na atual Fina Estampa e Brilhante (1981). Depois queimam as pestanas pra descobrir porque o desinteresse na TV aberta...

[Ouvindo: No More – Ann Margret]

VHS, cinema brasileiro, joio e o trigo

Dos VHS que jamais pensei que fosse conseguir em DVD, digitalizado, todo bonitinho: A Estrela Nua (1984 de José Antonio e Garcia, Ícaro Martins).

Pena que fitas VHS ocupam muito espaço. Seria bacana poder guardar todos os formatos que o filme saiu, mas como?

A curiosidade desta capa está atrás. José Antonio Garcia, um dos diretores, dizia que nessa fase inspirava-se sobre tudo em Buñel, que ele assistiu muito nos 80.

O Olho Mágico do Amor (1981) e Onda Nova (1983) completam uma quase trilogia com Estrela Nua. Embora com alguma nudez, seu cinema paulistaníssimo, passa longe de poder ser rotulado pornográfico.

Daí a finada distribuidora Nacional Vídeo recomenda na contracapa Onda Nova e... A Mulher Que Se Disputa! Um filme de sexo explícito de 1985 com Walter Gabarron!

Dirigido por Mário Vaz Filho sob o sutil pseudônimo H.Romeu Pinto. Calma lá! Tudo era uma coisa só.

Tudo ainda é apenas uma coisa para quem olha apenas a superficialidade. Aliás, quando frequentava locadoras, enjoei de sorrateiramente retirar o remake de Matou A Família E Foi Ao Cinema (1991 de Neville de Almeida) da prateleira dos pornográficos pros nacionais...

Não que exista algo errado com filmes hardcore, mas não era o caso. Se havia (há?) resistência do populacho em ver fita brasileira, colocá-las separadinhas num quartinho estigmatizaria mais ainda.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Avante, Dexter!

Ponto! Cheguei em Dexter aonde toda a humanidade está, desencanado de esperar sair em DVD, afinal é programa pra se ter guardadinho na estante mesmo já tendo sido visto.

E vos digo, amigo, estou pra ver seriado que alcança a sexta temporada sem perder o rebolado desse jeito. E que belo rebolado!

Geralmente nesses programas há temporadas fracas e boas. Depois do terceiro ano costuma ser aquele vale tudo pra prender o telespectador.

Em Dexter, até pelo seu formato original saído de um livro, cada 12 episódios se assemelha a uma minissérie, redondinha. Há a trama nova e um fio condutor que desenvolve a vida pessoal dos personagens.

O “herói” psicopata tenta conciliar o “passageiro negro” que o habita e a vida ordinária com família e colegas da polícia. Não dá tempo para muita simpatia por ninguém, já que não só o protagonista vive a dualidade de caráter, coisa não tão comum na ficção televisiva.

Ainda é preciso falar dos atores fixos, fantásticos! Começando por Michael C. Hall, com uma vitalidade de quem está se divertindo no trabalho como víamos Vincent Price mergulhando beldades em cera fervente.

Penso até quando esse frescor vai durar. O que pode encher pela repetição é Dexter ser quase sempre descoberto pelos colegas policiais, inclusive sua amada irmã de boca sujíssima e ficar sempre nesse quase.

Espero que seja épico e antes da lâmina de Dexter perder o corte. Isso, após seis anos, está longe de acontecer.

[Ouvindo: Murdered Woman – Yvette Mimieux & Ustad Ali Akbar Khan]

As Certinhas do La Dolce

Dorothy Dandridge
Animada


Um oferecimento Music2MyEars

[Ouvindo: Landvaettir – Eyvind Kang]

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gatinhos e passarinhos

The Canary Murder Case, 1929 de Malcolm St. Clair, Frank Tuttle

Todos a Bordo (All a Bir-r-r-rd, 1950 de Friz Freleng)

Batman, O Retorno (Batman Returns, 1992 de Tim Burton)

Pela quantidade de pássaros que salvo das garras da patota aqui de casa, não deve haver bicho mais burro que as aves! Não sei como gatos ainda acham graça numa coisa tão fácil.

Morro de pena (!!!) dos animaizinhos, mas sei que é do instinto felino. Vivo com pequenos assassinos por natureza.

Ralho, tento socorrer, mas invariavelmente é inútil. Quando eles aparecem aqui orgulhosos com o brinde na boca já é tarde.

Ainda ei de ter a oportunidade de lhes dar um fim a lá Cinderela Baiana: “Vai passarinho! Você como as crianças também *engasgadinha* têm direito à liberdade”.

O poster é um oferecimento Senses Working Overtime

[Ouvindo: Ti femme ta la – Léona Gabriel]

O primeiro brasileiro a pisar em Hollywood

Antes de Carmen Miranda (a mais brasileira das portuguesas), antes de Sônia Braga e muito antes de Bruno Campos ou Rodrigo Santoro... O carioca Raul Roulien conseguiu um contrato com um grande estúdio hollywoodiano no começo da década de 30, quando o cinema pronunciava suas primeiras sílabas.

Nascido Raul Pepe Acolti Gil em 1905, Raul Roulien vinha de uma destacada carreira como cantor na Argentina. A vaga para latin lover nos EUA estava aberta desde Rodolfo Valentino, sendo que Ramon Novarro não se deu tão bem nos filmes sonoros como nos mudos.

Galã de vozeirão conseguiu uma série de papeis como coadjuvante. Os mais lembrados são aqueles em que Ginger Rogers e Fred Astaire usavam seu sapateado para teimar com a força da gravidade como Voando Para o Rio (Flying Down to Rio , 1933 de Thornton Freeland).

Hoje um completo desconhecido no Brasil, cheguei até ele acidentalmente, ao ver a foto maior deste post, encontrada no meio de muitas outras com astros famosos. Intrigante. O que faz a bandeira brasileira ali?

O patrício é o da direita, batendo continência, claro. Foi batida durante as filmagens de Delicious (de David Butler) em 1931, seu segundo trabalho lá, para promover o novo astro latino.

Há algo de “Santos Dumont” na biografia dele. Americanos contam como supostamente caiu em desgraça, outros países (inclusive o verbete da Wikipédia em alemão, muito mais completo que em português) afirmam a história trágica como tendo realmente acontecido.

Sua segunda esposa, a atriz e bailarina Tosca Roulier foi atropelada e morta quando passeava na Sunset Boulevard em 1933. Ao volante um promissor jovem alcoolizado chamado John Houston.

O viúvo inconformado abriu processo judicial, atraindo a fúria de Walter Houston, pai do motorista, e ator e produtor muito influente naquela época. Houston contou com o apoio de Louis B. Mayer, todo poderoso chefão da MGM, o estúdio mais importante do período.

A investigação apurou a inocência do futuro oscarizado diretor no atropelamento. Em contrapartida, o primeiro ator brasileiro ficou, evidentemente, arranhado na alta roda.

De volta ao Brasil já na década de 40, dedicou-se ao teatro, cinema e posteriormente à TV. Foi em sua Companhia que Cacilda Becker viria a se destacar como uma das maiores atrizes do teatro nacional.

Raul Roulien passou seus últimos tempos esquecido, morando em São Paulo, onde faleceu no ano 2000. Debilitado com Mal de Alzheimer, até ele deixou os anos dourados de Hollywood para trás.

Veja também:
Assim são ex-estrelas brasileiras
Como uma lenda brasileira virou sucesso em Hollywood


[Ouvindo: Pale Moon (An Indian Love Song) – Tommy Dorsey]

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pura nitroglicerina!

A arte pulp da capa vira adorno desnecessário com tantos temas palpitantes. Se o conteúdo corresponder a 70% das chamadinhas de capa, tai um tesouro de banca!

Começando pelas chocantes (?) declarações de um médico para substituir sexo. Em 1959! Não deve ser algo lá muito chocante.

Mas o conto “Lusty Island of Lost Womem”, algo como “Ilha da Luxúria das Mulheres Perdidas” deve ser tão picante quanto a imaginação de o leitor permitir. Daquela fixação antiga em que o macho vai parar numa civilização formada apenas por beldades femininas.

Ainda ensina de forma ricamente ilustrada: “Como fazer uma garota dizer SIM”. Contado por algum oráculo da boa vida masculina, claro!

A imagem é um oferecimento SubtropicBob


Em português BR é mais legal

Saudosismos geek na primeira cena de Rugburn! (2011 de Steve Cruz). A ironia é que o nome do Pac Man em português dá todo um sentido extra à cena que eles devem desconhecer.

Aqui a gente chamava de Come-Come até que os esnobes popularizaram o nome em inglês. Conta também o fato deste jogo (com o rótulo em inglês) vir no Super Game da CCE, mais em conta que o Atari 2600.

Lá, como a cultura pop gosta de difundir, quase teve duplo sentido também. Ao ser criado no Japão seria Puck-Man ( da onomatopeia paku-paku, de comer).

Substituíram a letra “u” pela “a” exatamente para não soar como a palavrinha de baixo calão. Usávamos Come-Come exatamente quando queríamos fazer piadinha evitada pelos americanos nessa troca.

Voltando ao filminho, notei um erro na cena. Não se jogava Pac Man em duplas!

Era chato pra caramba ter que esperar o outro ser devorado pelos fantasminhas para ter a vez de pegar no joystick. Embora o Atari só apareça aí para justificar a temática do título "Rugburn!", relativo as queimaduras do atrito com o tapete (risos).

Veja também:
Pac-Man online! Para passar e voltar no tempo
Nerds 80’s também amavam


[Ouvindo: The Second Time Around – Shalamar]

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Top da Pop: Ouça as melhores de 1973!

Vá entender por que, a moderna revista Pop, espécie de avó da Bizz, não fazia Top Ten, mas Top Five! E depois empatava um monte, transformando a lista num Top Eight!

Na página ao lado mostrava 12 nomes, os que mais entendiam de música no eixo Rio-São Paulo segundo ela. Cada jornalista ou radialista dava 10 músicas tops e a revista fazia assim sua bolsa.

Selecionei uma faixa de cada disco, que você pode ouvir abaixo, junto com cada capa. Só pra ter um gostinho do que devia ser o rádio daquela época.

Mosca na Sopa - Raul Seixas de Krig-ha, Bandolo!

Volta, Desafinado - Gal Costa de Índia

Galope - Luiz Gonzaga de Luiz Gonzaga Jr.

Os Escravos de Jó - Milton Nascimento de O Milagre dos Peixes

Charles Jr. - Maria Alcina do disco homônimo

Marinheiro Só - Clementina de Jesus

Hocus Pocus - Focus de Focus 3

Life Is What You Make It, Pt2 - Buddy Miles de The Budy Miles Band

No topo das paradas tudo era muito brasileiro no começo dos 70, mais precisamente em agosto de 1973. Não me refiro aos artistas apenas, mas a sonoridade do que eles produziam.

Creio que até pelo patriotismo forçado da ditadura militar, recente vitória na Copa do Mundo, etc. O estilo terreiro da senhora Clementina de Jesus ecoa em quase todas as outras.

[Ouvindo: Theme for Young Lovers – Percy Faith & his Orchestra]

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