segunda-feira, 30 de maio de 2011

Kristine Miller responde a esta pergunta

Causaram-lhe alguma impressão os seus dois primeiros dias de trabalho como artista de cinema?

Se me causou impressão? Acredito que nenhuma novata no período de sua iniciação em Hollywood tenha ficado tão cheia de complexos como eu durante as minhas primeiras quarenta e oito horas atuando na comédia de Hâl Wallis "I Walk Alone". Percorri toda a escala dos sentimentos desde o amor ao ódio, fisicamente expressados nos mais compridos beijos logo no primeiro dia.

Interpretei a "outra mulher" naquêle filme citado que tem Lizabeth Scott, Burt Lancaster e Kirk Douglas entre os principais personagens. Minha primeira cena foi com Kirk e foi um tal de beijar que nunca mais acabava, foi um verdadeiro teste de beijos. Passei praticamente todo o dia em seus braços tendo sido filmado onze ângulos da citada cena na qual fui beijada 44 vêzes por dever de oficio. Eu estava meio tonta quando tudo acabou e não é para menos. Beijar, naturalmente que é uma coisa boa, mas já tentou isso nas películas? É preciso colocar os lábios de jeito que o nariz não atrapalhe. É preciso fechar os olhos no momento exato e enquanto isso deve-se estar beijando com o pensamento concentrado nas linhas do diálogo que vem a seguir, um pouco complicado, não?

Meu segundo dia foi ainda mais difícil porque em vez de beijar Kirk Douglas, meu trabalho era esbofetear Burt Lancaster e me disseram que devia fazê-Io com bastante fôrça. Parece fácil, mas é preciso estar com a mão aberta bem visível a fim de atingir a face de maneira convincente, sem esquecer de que o som é tudo nos filmes sonoros. Ao fim do dia eu tinha o braço tão dolorido de tanto exercício feito para tornar bem verídica a cena que tive de ir ao hospital do próprio estúdio para os devidos tratamentos.”

***


E assim, a argentina Kristine Miller começou sua carreira em Hollywood. Quer dizer, segundo ela descreveu ao Jornal das Moças em 1948.

Em sua filmografia no IMDB constam 5 filmes antes do que ela descreve como seu primeiro dia de trabalho. Evidente que é bem mais interessante contar que começou beijando 44 vezes Kirk Douglas e esbofeteando Burt Lancaster.

Cria do produtor Hal Wallis (que ela cita na resposta acima), assim como Shirley Maclaine, Lizabeth Scott e Charlton Heston, acabou ficando restrita a papeis de coadjuvante. Só com Scott ela fez quatro filmes em personagens pequenos.

Lembrando que Lizabeth Scott é aquela que as bocas de Matilde de Hollywood apontavam como a verdadeira Eve da vida de Tallulah Bankhead. Boatos davam conta que a história de A Malvada (All Aboutt Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz) era inspirada nelas, conforme você já leu a respeito aqui.

Aposentada das telas desde 1961, Kristine Miller hoje é quase uma ilustre desconhecida. Na biografia sobre Wallis, conhecido agora como criador de estrelas, disse que ele "não soube o que fazer" com ela.

Teve em Uma Vida Por Um Fio (Sorry, Wrong Number, 1948 de Anatole Litvak) como melhor filme a participar. Não foi creditada, mas esteve num sucesso estrelado por Barbara Stanwyck.

A foto maior é um oferecimento All Star Pics

[Ouvindo: Make It Easy On Yourself - Burt Bacharach]

Assuntos masculinos

Levando em conta o que se vê nos pulp fictions e numa porrada de filmes B, a gestapo não queiram apenas conquistar o mundo. Queriam colocar em prática toda sorte de perversões sexuais!

Eles queriam é PODER! Muito tempo sobrando pra colocarem a cabo as mais devassas das luxúrias enquanto invadem um país aqui, outro ali.

Mas... o melhor dessa edição de Man's Daring de abril de 1960 estava na chamada lá no topo da capa. “E se sua esposa matasse sua virilidade?”

Se John Bobbit tivesse lido a este importante artigo, provavelmente não teríamos tido uma das mais bizarras subcelebridades 90’s. Relembre sua história clicando aqui.

A capa é um oferecimento PopKulture

[Ouvindo: Lovely Life - Henry Mancini]

Aquela que apanhou pra interpretar

Além do enrosco financeiro com as autoridades canadenses, um tipo de O Guarani de Norma Bengell, Calafrios (Shivers, 1975 de David Cronenberg) guarda meia dúzia de histórias pitorescas. Todas confirmadas pelo próprio diretor em entrevistas.

Ter sido rodado em apenas 15 dias, usando os apartamentos gentilmente cedidos pelos moradores do condomínio onde foi todo filmado é uma delas. Tudo que vemos em termos de cenografia é real! Fazia parte da decoração dos residentes.

Mais exótica a ausência de técnica para chorar da atriz Susan Petrie (foto ao lado), infelizmente num papel importante, como a esposa do protagonista. Com o cronograma apertadíssimo, pediu ao Cronenberg para ser esbofeteada!

Vendo apenas a ação, não o pedido, a estrela Barbara Steele (foto maior) foi até ele e ameaçou abandonar a produção: “Senhor Cronenberg, que modos são esses? Já trabalhei com Fellini e tantos outros grandes diretores e jamais vi atitude tão deplorável!”.

De qualquer forma, a carreira de Susan Petrie não foi além de 1977. Uma atriz que dava a cara a tapa!

[Ouvindo: A si paré - Léona Gabriel]

sábado, 28 de maio de 2011

Tá na cara que é gente boa

Olha, também tô conhecendo agora essa Elsa Martinelli. Pelo tamanho da filmografia da moça, já devemos ter nos cruzado em algum filme, mas passou batida.

Só pela capa do disco dá pra notar que a moça é DO glamour. Muito respeito por quem encara a maquiagem facial como uma obra de arte.

Se for obra de arte psicodélica ganha uns pontos a mais! Se cantar ye-yé então, vai direto pro meu coraçãozinho!

Ouça a canção Bandit no player acima ou clicando aqui. Ela é toscana, mas estávamos em pleno reinado de Brigitte Bardot, se é que se precisa explicar belezura 60’s cantando em francês .

A capa do disco é um oferecimento Gesebel

[Ouvindo: Valentino's Had Enough - Expressos]

Não fique aí parado!

Benzadeus que os anúncios do Sonic não vingaram! A TV brasileira é pequena demais para dois Dollynhos, aquele nosso novo amiguinho.

E descobri o segredo do sucesso do Sonic quando meu sobrinho caçula tinha apenas um ano e pouquinho. O irmão mais velho o relegou apenas o velho Master System pra não estragar o Playstation.

E Sonic era muito simples pra entreter alguém tão pequeno! O nenê chegava a fases avançadíssimas só usando apenas um dos seus dedinhos gordos, apertando apenas um botão.

Simples como um níquel! Assista ao anúncio brasileiro de Sonic 2 (Tec Toy) no player acima ou clicando aqui.

[Ouvindo: My Boyfriend's Back - Raveonettes]

Faça seu pedido

Daruma é um tradicional amuleto entre os Japoneses. Ouvi falar que teria sido um monge budista, que de tanto ficar orando acabou neste formato oval.

Quando ele é novo, não tem nenhum dos olhos. Deve-se fazer um pedido, desenhar um olho e aguardar para desenhar o segundo quando se concretizar.

Parecido com o lance de esconder o menino Jesus pro Santo Antônio. Mas no caso nipônico, vale qualquer pedido, não só marido.

Outra peculiaridade é que Darumas não podem ser comprados para realizar desejos. Precisamos ganhar de alguém, por tanto, dá-lhe cantar sem viola a historinha dele por aí.

O único que ganhei até agora foi espatifado pelos meus gatos antes mesmo de qualquer sonho realizado. Quem sabe um dia vem parar outros em minhas mãos...

Ou não! Já que sou do tipo miss, que pede coisas como “a paz mundial”, “a cura de doenças “, etc.

No blog Desdobrei há uma explicação sobre o Festival das Estrelas (Sendai Tanabata Matsuri) que acontece em todos os meses de julho no bairro da Liberdade (SP) e um pouco sobre Daruma. É possível baixar versões em papel (que ilustram este post) dele, para imprimir, montar e presentear.

[Ouvindo: Let Forever Be - The Chemical Brothers]

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fichas mal apostadas

No lugar onde cresci, dizia-se que “fulano cortou couve”, quando alguém fugia de algo que havia se proposto a fazer, como uma briga ou qualquer outro afazer. Ontem cortava couve para um filme, como a muito tempo não fazia!

Cassino, dirigido por Martin Scorsese em 1995 é sem dúvida o filme mais CHATO que me propus a assistir (rever na verdade) na última década. Nem lembro qual foi a outra vez em que parei de ver algo nos minutos finais.

Parece que não ficou definido se era pra lamber a época, quase um documentário de como a máfia agia em Las Vegas, ou narrar uma história. Na dúvida, virou um quiproquó de imagens curtas diluindo qualquer interesse na trama a ser contada sobre os personagens.

O desenvolvimento do enredo dá saltos confusos, resumidos, enquanto muitos minutos são gastos com extravagâncias visuais sem propósito algum.

Scorsese deve ter ficado como Chaplin em Tempos Modernos (1936), atralhoado com tanta coisa a trabalhar. Fazer Poderoso Chefão não é pra qualquer um, afinal.

Sim, os créditos iniciais são os últimos de Saul Bass e Sharon Stone está um assombro de linda! Mas Sharon Stone e Saul Bass são muito pouco para se tolerar quase 3 horas(!!!) desinteressantes.

[Ouvindo: Who Can I Turn To (When Nobody Needs Me) - Tony Bennett]

Jane Russell no cúmulo da voluptuosidade

O quão bizarro soa uma musical referente aos antigos espetáculos burlescos fotografado em 3D? The French Line foi produzido pela RKO, nos últimos suspiros do estúdio e dos anos dourados da técnica tridimensional dos anos 50 (1952-54).

Os antigos óculos de papelão bipolares nunca funcionaram a contento como os de agora, vistos em filmes como Avatar (2009 de James Cameron). Logo, a técnica que surgiu como salvação da indústria de cinema perante a coqueluche da TV foi esquecida.

Antes disso, pipocaram dezenas de filmes de cinema fantástico, ficção científica e terror em sua maioria. E aí The French Line se destaca como um dos poucos a utilizar o efeito num extravagante musical, quase um sexplotation.

E ainda com Jane Russell, estrela que desde seu surgimento teve seus fartos seios em destaque nos posteres das produções em que participou. Muitos dos números de dança refletem seu anterior sucesso Os Homens Preferem As Louras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953 de Howard Hawks).

Coloque seus óculos 3D e visualize as imagens abaixo assim como no poster acima. O efeito funciona melhor nas imagens menores.

Em entrevistas recentes, Jane Russell relembrou a recusa veemente de ter que aparecer de biquíni em 3D, numa tentativa de deixar menos vulgar. Seus figurinos foram desenhados por Howard Hughes (também produtor) propositadamente para salientar seu físico.

Historicamente, o milionário aviador e cineasta teria criado o sutiã meia taça para Russell estrear no cinema em O Proscrito (The Outlaw), rodado 11 anos antes por ele mesmo. Teria sua ideia o slogan promocional “JR in 3D. It'll knock both your eyes out!", alusão óbvia aos seios da atriz agora literalmente pra fora da tela.

Quem não achou graça nenhuma foi a Legião Nacional Católica pela Decência que condenou o filme e ameaçou com boicote. Após pressões diversas foi distribuído com cortes em muitas cenas e o fracasso na bilheteria foi eminente.

Lamenta-se que na atual avalanche de 3D não exista interesse mercadológico em converter os antigos filmes tridimensionais aos recentes avanços do processo. Estão convertendo O Rei Leão (The Lion King, 1994 de Roger Allers e Rob Minkoff ) enquanto pérolas kitsch como The French Line seriam bem mais dignas de receberem a cor do nosso dinheiro nas bilheterias.

As imagens são um oferecimento Reg At The Hartt Cineforum

[Ouvindo: Love Is Strange - Mickey & Sylvia]

Pausa para nossos comerciais

Solte sua energia com Hollywood Sportine

Anos 80, estrelas de Hollywood disputavam a atenção do público com as super modelos, ou manecas, como se dizia na época. Luta inglória até as tops tomarem conta de vez do imaginário nos 90.

Assim, o cigarro Hollywood (que não existe nos EUA!) trocou de foco aos primeiros sinais de desgaste. Passou a ser vinculado à prática de esportes nas propagandas.

Ao mesmo tempo, o Brasil sofreu um boom de franquias de marcas há 30 anos. O estilista Pierre Cardin tinha de cintinho a pente de cabelo, John Player Special patrocinava o carro negro do corredor de F1 Nelson Piquet, e também apareceu em linha de produtos variados...

Viraria uma praga do consumo quando a indústria viu que crianças era um alvo fácil na associação de nomes famosos a produtos. Caso célebre: a apresentadora Xuxa estampando qualquer produto de qualidade muitas vezes duvidosa a partir de 1986.

Hollywood (O Sucesso!), por lógica, apareceu em roupas esportivas. A marca foi tão visada em anúncios 80’s que caiu em sua própria gana, tornando-se produto popular na próxima década, ao contrário de Marlboro.

[Ouvindo: The In Crowd - Ramsey Lewis]

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desmascarando o Coringa

E nem dá pra dizer que o Cesar Romero ficou marcado como o Coringa da série Batman 60’s... Com ou sem a pesada maquiagem ele é a mesma pessoa!

Inclusive o cabelo! Parece que só pintaram de verde e... Voilà! O Coringa está pronto.

Reza a lenda que ele próprio nunca permitiu rapar o bigode para a série. Sua participação em Batman seria apenas um dos muitos trabalhos que tinha no período.

O que também ajuda para que onde queira que a gente o veja diga “Ah lá o Coringa!”. Sem falar no método extrovertido que sempre atuava...

Depois muitos outros atores interpretaram esses vilões do Batman. Alguns foram superados (como no caso da Mulher Gato de Michelle Pfeiffer), mas inegável que foi o elenco ideal para época.

[Ouvindo: Ceremony - New Order]

BOMBA: Escrava sexual de Saddam conta tudo!

O amor escravo de Saddam Hussein é morena, bonita e... americana! E é o maior segredo do déspota ditatorial.

"Eu fui o amor escravo do mais aterrorizante e odiado homem do mundo", diz Valentine Swinson, agora uma dona-de-casa em Massachusetts.

"Como uma jovem impressionável, eu caí no erro de me apaixonar por este monstro - e me arrependerei até o dia da minha morte."

"Ele é absolutamente frio, sem coração e sem alma. Arrastou-me a um abismo de depravação, para gratificar sua luxúria bestial e a dos seus auxiliares."

"Ele me destruiu e agora tentou destruir o mundo."

Depois de cair na cativante conversa do ditador, a ex-aeromoça de 35 anos de idade envolveu-se num fumegante e pervertido affair com o ditador de Bagdá.
Por dois anos ela se tornou virtualmente sua prisioneira em palácio, sempre à mão para satisfazer suas exigências sexuais.

Agora, numa entrevista com exclusividade mundial para The National Examiner, ela falou pela primeira vez sobre seu lave a ffair, que rapidamente se tornou uma desesperada luta para escapar das garras de Saddam.

Ela descreve como o ditador iraquiano:

• Forçou-a a distribuir favores sexuais com membros do seu alto-comando.
• Fez sexo com ela vestindo nada mais que o cinto e o coldre do revólver.
• Ficou olhando com prazer enquanto ela era estuprada por um dos seus generais.
• Manteve-a nua e acorrentada numa câmara de tortura.

Com lágrimas ocasionais rolando dos olhos, Valentine permitiu aos repórteres entrevistá-la em profundidade por pelo menos sete horas.

"Tudo começou quando eu era uma deslumbrada e romântica jovem de 24 anos”. Disse a esbelta e curvilínea Valentine, que encontrou Saddam Hussein há 11 anos num vôo da PanAm com escala em Bagdá.

"Eu estava especialmente maravilhada com tudo no Oriente Médio, que parecia muito estranho e misterioso ao mesmo tempo... exatamente como num filme de Humphrey Bogart."

"Então cheguei inconscientemente ao estágio da minha queda. Saddam foi rápido ao enxergar minha vulnerabilidade e a usou para seu proveito, quando praticamente colidi com ele no vôo para Bagdá.

"Tenho de admitir, fui derrubada por ele à primeira vista, especialmente por seus olhos negros misteriosos, que pareciam penetrar a profundidades da minha própria alma."

"Quando ele me convidou para jantar naquela noite, meu coração disparou. Eu sabia que ele era uma pessoa importante, porque tinha todos aqueles homens com ele, e pareciam solícitos com tudo o que queria. Mas eu não sabia quem ele era."

"Só depois que revelei meus pIanos ao comandante do vôo, ele me disse que meu encontro seria com o homem então nº 2 no governo do Iraque. Fiquei completamente maravilhada. "

"De repente, minha vida parecia transformada na de uma princesa - ou uma estrela de cinema. Sentia-me como se estivesse andando no ar."

"Antes de deixar meu quarto de hotel, eu já tinha recebido um grande vaso de flores de Saddam. Por volta das 9 horas, seu motorista chegou e eu fui acompanhada até sua limousine - um luxuoso Cadillac."

"Ele me levou ao melhor restaurante da cidade e fomos tratados como a realeza. O Champanhe fluía. Havia caviar, música, dança. Pensei que estava no céu."

“Eu não podia entender que estava caindo numa armadilha que transformaria meu doce sonho num terrível pesadelo.”

“Marcamos um encontro para o próximo vôo a Bagdá e o nosso relacionamento se aprofundou a partir daquele ponto. Inevitavelmente, logo nos tornamos amantes. E ele me ofereceu um emprego muito bem pago como assistente administrativa."

"Eu gostava do meu trabalho como aeromoça e não queria deixá-lo. Mas o magnetismo de Saddam era irresistível. Então, eu me demiti e comecei meus novos deveres."

"Minha primeira suspeita de que havia feito uma mudança errada veio quando descobri que tinha pouco trabalho significativo para fazer. A única coisa que o emprego exigia era fazer sexo de todas as maneiras imagináveis e a qualquer hora do dia ou da noite, onde quer que Saddam quisesse."

"Nossos encontros tornaram-se mais e mais pervertidos. No princípio, eu não me sentia bem. Ele fez coisas que eu nunca experimentara antes. Mas estava tão loucamente apaixonada que faria tudo para vê-lo feliz."

"Parecia que ele estava medindo até que ponto ia minha submissão. Depois de um estranho encontro, entendi que ele estava me preparando para um novo papel. Começou me apresentando aos seus amigos e colegas. E logo ficou claro que ele queria recompensá-los por sua lealdade, oferecendo-lhes os meus favores sexuais."

"Achei aquilo repulsivo e disse a Saddam que odiava a idéia de ser passada de mão em mão como uma peça de roupa."

"Jamais esquecerei sua prolongada carranca, penetrante raiva."

"Seus olhos brilharam e suas narinas se inflaram. Então lançou-se num discurso sobre Alá ficar desapontado quando seus súditos não realizavam seus desejos."

"E ele falou e falou sobre minha obrigação de pagar tributo aos herdeiros do grande reino babilônico e seu glorioso líder Nabucodonosor. Eu cresci como uma batista do meio-oeste americano, e não via o menor sentido naquilo tudo."

"Mas peguei a mensagem, especialmente depois que vários sabujos de Saddam me falaram sobre gente que lhe desagradou e acabou morrendo. Ninguém cruza com Saddam e sai ileso."

"Portanto, para meu próprio bem-estar, eu calei a boca e tratei de entreter os amigos dele, embora meu coração não estivesse naquilo."

"Finalmente, aconteceu o fim do mundo. Fui mandada para um coronel que havia destroçado um grupo de rebeldes curdos que desafiavam o esforço de Hussein para expulsá-los de sua terra tribal."

"Ele era um animal, cru e insensível - com a respiração de um cachorro. Quando veio para mim, eu instantaneamente dei um tapa na cara de e corri.”

" Por coincidência ou de propósito, Saddam estava parado do lado de fora da porta. Ele me agarrou, me esbofeteou violentamente em todo o rosto e me arrastou de volta para a cama do coronel."

"Então Saddam ficou olhando com prazer enquanto o imundo animal me estuprava na cama. Saddam estava até gritando palavras de encorajamento ao coronel. Depois insistiu para que eu fizesse sexo com os dois ao mesmo tempo. Fiquei enojada... e arrasada porque o homem dos meus sonhos se transformara num monstro daqueles."

"Aquela era a última gota d’água, eu jurei. Eu ia embora. Corri para meu apartamento e comecei a juntar minhas coisas. Mas quando abri a gaveta onde guardava meu passaporte e visto de saída, eles não estavam lá. Os lacaios de Hussein os tinham confiscado."

"Sabiam que sem aqueles documentos vitais eu não poderia ir a lugar nenhum. Eu era uma escrava sexual apanhada numa armadilha infernal em seu país”.

"Eu não tinha outra escolha a não ser voltar ao trabalho e me submeter aos prazeres sexuais dos amigos de Saddam, incluindo o coronel com respiração de cachorro."

"E, pela minha transgressão, aprendi uma lição que jamais esquecerei. Saddam não disse uma palavra na ocasião, mas um bando dos seus lacaios arrastou-me por uma escada de pedra para os subterrâneos do palácio."

"Num canto da pequena e única cela havia bacias de ácido nítrico que eu sabia serem usadas na tortura das vítimas de Saddam. Entrei em pânico. Honestamente, pensei que ia ser mergulhada em uma daquelas bacias."

"Em vez disso, mandaram-me ficar nua. Um colar de metal foi colocado no meu pescoço. Me algemaram e me prenderam em anéis de ferro na parede. Horas mais tarde, um ou outro homem aparecia e me submetia às mais terríveis torturas."

"Quando fui liberta das algemas no dia seguinte, decidi escapar... ou me matar. Não havia meio termo. Estava ficando louca. Pensamentos sobre suicídio chegavam a toda hora à minha cabeça.”

“Finalmente entrar em contato com um comandante de avião com quem tinha voado antes, e ele concordou em me ajudar a fugir."

"Ele me arranjou um uniforme de aeromoça e uma peruca, e, na companhia dele e de outros membros da tripulação, consegui passar pelos agentes da alfândega e entrar no avião, que logo me levava de volta aos bons e velhos Estados Unidos."

Os funcionários do governo iraquiano negam as denúncias de Valentine.

"O Presidente Hussein é um homem dedicado à família", disse um porta-voz em Paris. "Ele e sua esposa estiveram casados por mais de 25 anos e têm quatro lindos filhos. Ele jamais concordaria em se consorciar com uma mulher infiel, especialmente uma americana."

Mas outras fontes riem da idéia de que ele é um homem de família. "Saddam jamais hesitou em beber o fruto das vinhas femininas", disse um ex-jornalista iraquiano que agora vive em Nova lorque.

"Muitos rumores circularam sobre seus vôos com a aeromoça americana.”

“É uma história típica. Saddam usa homens e mulheres para seus propósitos malignos... e depois se descarta deles. Acha que as mulheres estão aí para servir aos seus desejos sexuais pervertidos e aos homens que os ervem lealmente. Depois os destrói.”

"Oferecer aos seus homens os serviços sexuais de uma beleza morena deve ter sido considerado um grande golpe."

Hoje, Valentine está bem casada com um executivo de seguros, tem três filhos e vive num subúrbio de Boston.

"Tudo agora não passa de um pequeno ponto no passado", ela disse, "mas viverá comigo até o dia da minha morte".

"Quero que o mundo saiba da minha experiência degradante, Assim, as pessoas poderão entender melhor o tipo de homem com quem os nossos líderes têm de tratar, Ele é absolutamente desumano."

"Se ele conseguisse segurar-se no Kuwait, seu próximo movimento teria sido invadir a Arábia Saudita. Depois... o mundo. Esta é a espécie de homem que ele é."

(Valentine recebeu dinheiro por sua entrevista, mas afirma que o doou a uma instituição de caridade.)

*John Turner e Mark Karlise – National Examiner
FONTE: Revista Manchete Nº 2.031 (16 de Março de 1991), páginas 18 a 20.

Veja também:
A loura que viveu um pulp fiction
Star 80: A coelhinha assassinada
De pin-up dos infernos à marco científico


[Ouvindo: Natural's Not In It - Gang Of Four]

Seja apenas maravilhosa

Alô, moça maravilha! Olha que chiqueza as embalagens da linha Wonder Woman da M.A.C.!

E o melhor, vai contra qualquer corrente de modernização dos super-heróis, que tanto aborrece a gente. O visual é daquela Mulher Maravilha do seriado 70’s e do desenho Superamigos (70s/80s).

Segundo o site Chic, já está à venda nas lojas da marca no Brasil e tudo. Fazem parte até cílios postiços WW!!!

Cílios postiços, apliques de cabelo e unhas postiças gigantescas são coisas jamais deveriam ter saído da moda feminina. Pelo menos para a mulher idealizada na minha cabeça!

Voltando aos produtos Wonder Woman, eles me lembraram daquela frase da Marilyn, uma das minhas favoritas dela: "Não quero ser rica! Quero ser MARAVILHOSA!". Tá bom pra você?

A info é um oferecimento @CelsoDossi

[Ouvindo: Long Time - Cake]

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A tal graça na Ohana da Cláudia

Das coisas que não compreendo nesse mundão de meus Deus: gente que ri eternamente da mesma coisa. Isso deve explicar a existência em 2011 de “humor” de Zorra Total, A Praça é Nossa...

Que chatice aquela insistente associação da Claudia Ohana com seus pelos pubianos! Ela já explicou que aquelas fotos da Playboy de 1985 (1985!!!) foram tiradas numa fase riponga, condizente ao período em que morava na França!

Até quando isso vai ser engraçado, amigos? Exótico, excêntrico... Uma banalidade dessas? Se a moça ainda não tivesse tantos outros talentos, vá lá!

Boa maioria que conhece a valentia dos pelos pubianos da Claudia Ohana nos anos 80 desconhece sua carreira internacional. Se os elogios feitos a ela pela feroz crítica Pauline Kael no The New Yorker fossem tão conhecidos quanto seus pentelhos...

PS: Esse povo também deve desconhecer a boa e velha pornografia vintage. Claro!

Veja também:
In Memoriam: Isabela Ferreto


[Ouvindo: Tentochito - Eddie Marcon]

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