sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sexo dos gênios

Vivi até aqui, do alto dos meus 30 e pouquinhos, sem saber qual o feminino de gênio... Fox Mulder contou que é jinniyah no episódio Três Desejos (Je Souhaite - 7x21) de Arquivo X (X-Files).

Quem disse que não se pode aprender nada que preste na TV? Realmente esse ser mitológico do oriente médio pode ser do bem ou do mal, feminino ou masculino, com nomes distintos.

Se o árabe jinn teve aportuguesamento pra gênio, não deve ter mal algum jinniyah virar gênia. Vai ser difícil lembrar da grafia correta disso aí, hein?

A prestativa Jeanie era do tipo benéfico, pelo menos estas eram suas intenções como Major Nelson! Antes de ser um gênio ela é uma jinniyah.

No ocidente gênios estão tão associados a histórias infantis que causa estranhamento saber que alguém ainda acredite na existência deles. Daí chegamos a uma notícia destas:”Saudita acorrenta filho ‘possuído por gênio feminino do mal’”.

[Ouvindo: It's the Sun - The Polyphonic Spree]

As Certinhas do La Dolce

Victoria Principal
Malhada


Um oferecimento Fã Pop

[Ouvindo: Túnel do Amor – Celly Campello]

Bela Lugosi na capa da Folha!

Morreu Bela Lugosi – HOLLYWOOD, 17 (U.P.) Bela Lugosi faleceu ontem enquanto dormia. O corpo do ator de filmes de Terror foi encontrado sem vida por sua esposa às 21 horas e 45 minutos.
O médico diz que Lugosi sofria de arteriosclerose, mas acredita que o ator tenha sido vítima de um colapso cardíaco. Lugosi, que morre aos 73 anos, tornou-se famoso por sua atuação no filme "Drácula". Estava muitos anos sem trabalhar e no ano passado pediu internamento num hospital para se submeter a tratamento, dada a sua inclinação por toxicos.
E assim, com foto promocional de Drácula (1931), a Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo) noticiou o falecimento de Bela Lugosi na edição de Sábado, 18 de agosto de 1956. Nada mal para quem teria pedido pra ser enterrado com a capa que seu mais conhecido personagem usava.

Leio uma coisa destas e imediatamente a “rádio mental” começa a tocar Bauhaus com Bela Lugosi's Dead... Uma busca pelo nome do ator no Acervo da Folha de São Paulo nos tempos em que ele vivia, é um fantástico espelho da ascensão e queda de um ícone.

Conforme foi ficando famoso na década de 30 cresce o número de ocorrências no jornal. Auge nos anos 40 até sua derrota ao vício da morfina e heroína nos 50.

Curiosamente, é citado pela primeira vez antes do enorme sucesso de Drácula. Em 19 de agosto de 1931 seu nome consta numa notinha sobre a estreia de Mocidade Louca (Wild Company), entre um anúncio de liquidação do Mappin e do filme Monte Carlo de Lubitsch.

A produção Drácula da Universal havia sido registrada pela primeira vez no periódico paulistano em 22 de agosto do ano anterior. “'Dracula' peça theatral deverá ser dirigida por Tod Browning (...)”.

Quando estreou no Brasil, a crítica de sexta-feira, 28 de agosto de 1931 o recebeu com calorosas palavras: "Romance mysterioso, romance carregado creaturas e cousas do outro mundo, eis o que é “Dracula”, filme da Universal, que está no cartaz do Alhambra...
Os "habitués" do cinema que gostam de trabalhos fortes, emoções violentas, "frissons" não devem perder essa opportunidade”.

E os elogios duraram edições e mais edições. Quase sempre comparando este pontapé na fase de ouro do horror 30’s com O Gato E O Canário (The Cat and the Canary, 1927 de Paul Leni).

Em meio ao estrondo, a Universal quis que o ator trabalhasse como o Monstro de Frankenstein, próximo filme deles a adaptar romances góticos. Existem até anúncios em que Lugosi aparece em tal papel.

Ele se recusou, lendariamente alegando que o personagem não condizia com seu talento e a máscara esconderia seu rosto. Enquanto isso, Boris Karloff, a muito esperando uma boa oportunidade em Hollywood, topou virar o monstro sucessor da Universal.

Lugosi só retornaria ao estúdio quando ele já tinha trocado de mãos nos anos 40.Vinham fazendo uma série de filmes menores utilizando seus monstros Drácula e a criatura de Frankenstein.

Assim coube ao antigo Drácula o papel do ajudante Igor, em O Fantasma de Frankenstein (The Ghost of Frankenstein, 1942 de Erle C. Kenton ). Personagem muito menor, mas, particularmente falando, sua melhores atuação.

Em franca decadência, aceitou o papel que havia recusado dez anos antes em Frankenstein Encontra o Lobisomem (Frankenstein Meets the Wolf Man, 1943 de Roy William Neill). A essa alturas, karloff já nem aceitava mais o personagem, bem sucedido, escolhia livremente em que trabalhar.

Uma das últimas vezes que encontramos Bela Lugosi no acervo da Folha em relação a um trabalho novo é no caderno de Economia e Finanças em 17 de dezembro de 1947. Seu nome aparece em segundo lugar, abaixo de Lon Chaney no anúncio de Bud Abbott e Lou Costtelo às Voltas Com Fantasmas (Bud Abbott Lou Costello Meet Frankenstein, 1948 de Charles Barton).

Embora marcado pelo Drácula que fez em 1931 e as contáveis cópias com vampiros e similares em que participou, teve apenas nesta comédia a oportunidade de repetir o papel. Já haviam se passado 16 anos que o filme de Tod Browning havia estreado.

E pronto! O ator não interessou mais à imprensa cultural. A nota de seu falecimento em 1956 comenta que ele estava há muito sem trabalhar e seus problemas com drogas haviam sido revelados um ano antes.

Nesse ponto sua biografia cruza com a de Edward D. Wood Jr., posteriormente conhecido como “O pior cineasta de todos os tempos”. Quando Tim Burton filmou a biografia de Ed Wood em 1994, Martin Landau levou o Oscar de ator coadjuvante interpretando Bela Lugosi.

O dramático momento em que Wood convence seu amigo Lugosi, esquecido pela glória de Hollywood, a se internar como dependente químico foi noticiado aqui no Brasil. Quando a imprensa descobriu que o velho astro estava em maus lençóis, voltou a interessar.

Foi publicado na coluna “O Teatro da Vida apresenta:” (19/05/1955) que internado e na miséria, os amigos fizeram evento para arrecadar fundos. O texto termina dizendo que pela sua expressão, a renda não deve ter sido má.

Como se vê no filme de Burton, Lugosi foi despejado do hospital por falta de dinheiro. Saindo dali, Wood filmou os trechos que utilizaria postumamente em Plan 9 from Outer Space (1959).

Ainda participou da premier de A Noiva do Monstro (Bride of the Monster, 1956 de Edward D. Wood Jr.). Aliás, na foto que a Folha publicou, os amigos que aparecem segundo a legenda são Loretta King e Toni McCoy, protagonistas da bomba cinematográfica.

A parte boa de tudo isso é que “Bela Lugosi” continuou aparecendo incontáveis outras vezes no jornal durante as próximas décadas! Principalmente graças às reprises de seus filmes na TV.

Leia muito mais sobre Bela Lugosi

[Ouvindo: The Peanut Vendor - Alvino Rey]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Retratos imediatos de primeiro grau

Tô aqui boquiaberto, hipnotizado com o senso estético disto! Poderia escrever uma tese de mestrado inteirinha analisando esta capa.

Não preciso (nem quero!) conhecer que música se trata. Só de como elástico de calcinha reage à falta de gravidade seriam páginas e páginas, porque vou te contar...

A mocinha tá praticamente um Hubble! Tirando fotos e mais fotos do espaço. É só olhar e dizer "cheese"!

Nos comentários de onde foi originalmente postada alguém reparou que a arma laser dele é bem maior que a dela. Típico estereótipo intergaláctico!

[Ouvindo: True Love - Bing Crosby And Grace Kelly]

Blond abduction

Se me contarem que no currículo da Daryl Hannah tem “dirijo bem doida conversível no deserto” acharei bem justo! Já fez isso (que eu saiba) duas vezes...

Em ambos os filmes seus personagens sofrem a mesma mudança a partir daí. Como se ao passar pelo deserto atravessasse algum portal mágico que a levasse a seu destino.

Em 15 Metros de Mulher(Attack of the 50 Ft. Woman, 1993 de Christopher Guest) ela que era a caça passou a ser a caçadora. Em Kill Bill Vol. 2 (2004 de Quentin Tarantino) acontece exatamente o contrário.

[Ouvindo: Cangaceiro - Bandits Of Love]

Pausa para nossos comerciais

Para evitar isso... Nós usamos Far-West

Se moça esperasse mais um pouquinho estaria na moda, com calças cigarrete, não? E tava com esse anúncio aqui faz tempo sem entender a importância das calças Far-West na moda popular a partir dos anos 50.

Até ler o Refer explanando sobre elas com a Letícia num comentário passado deste mesmo blog em que você está. Na ocasião, a moça relembrava do cheirinho típico das calças USTop.

Segundo ele, Far-West, evolução do brim Rodeo, é que era jeans de macho! O que destoa deste anúncio tão familiar, que em nada lembra figuras rudes.

Curioso é que de suas memórias, o Refer cita a etiqueta do "calunguinha de caubói", coisa que aparece com destaque pra ninguém se enganar com a legitimidade. Só lembro da USTop pra cá, que suava em propaganda diante do forte apelo internacional das Pierre Cardin.

[Ouvindo: Bride Of The Monster – Howard Shore]

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tem japonesa no samba

No mundo caucasiano que é nossa dramaturgia, raros os rostos de outras etnias a encontrarem seu lugar ao sol. Se não é fácil para afro descendentes, que dirá pra asiáticos?

Li a biografia ricamente ilustrada de Misaki Tanaka escrita por Sérgio Andrade (parente? rs) no Pornochancheiro e tirei o chapéu pra moça. Natural de Tóquio, veio pra cá em 64 e fez uma extensa carreira no cinema brasileiro.

Em dezenas de filmes, foi dirigida por alguns dos nossos maiores diretor, como Walter Hugo Khouri, Ody Fraga, Jean Garrett, etc. Como todas outras lindas, pulou fora quando a Boca do Lixo entrou na fase do sexo explícito.

Voltou a atuar numa participação na novela Rei do Gado (1996). Retornaria ás telas apenas em 2003, em Garotas do ABC de Carlos Reichenbach.

Regressou ao Japão, onde trabalha como diretor na conceituada emissora de TV NHK. Agora assinando Mii Saki, é precursora das beldades com lindos olhinhos amendoados. Primeira na lista de Sabrina Sato, Daniele Suzuki, Sandra Midori e uma outra que não sei o nome, mas vivia fazendo ponta em novelas 80’s da Globo, quase sempre como parente de Ken Kaneko.

Imagens e informações biográficas são um oferecimento Pornochancheiro

[Ouvindo: Moin Belle - Léona Gabriel]

Outra face de Roger "Race" Bannon

Tropecei nessa foto do ator Jeff Chandler e a semelhança com o Roger "Race" Bannon de Jonny Quest (64) é notável. O ator fez na década de 50 filmes de aventura e bang bangs, geralmente como um nativo americano.

Faleceu em 61, portanto, alguns anos antes do desenho da Hanna-Barbera estrear. Seu perfil no IMDB confirma a inspiração.

Mais! Com a alegria de quem ouve alguém lhe dando razão, encontrei esse blog aqui que também comenta a semelhança.

Enquanto isso, não se falou mais sobre o longa live action de Jonny Quest para 2012. Olha que quando davam Zac Efron como protagonista eu já dizia que ele estava velho pra isso.

Veja também:
Divine e Ursula: Separadas na maternidade
Rock Hudson e Professor Utônio


[Ouvindo: Come Saturday Morning - Sandpipers]

Trogg! O musical

Não se sabe quando começou a onda de adaptar ao teatro filmes infames de baixo orçamento, mas a lista é cada vez maior. Agora é a vez de Trog de 1970 ganhar uma homenagem satírica pelo Handbag Productions, especialista em versões para os palcos de películas camp.

O nome do monstro ganhou um g a mais provavelmente por questão de direitos autorais. No release, eles deixam claro que é levemente inspirado no filme.

Com a ação transposta para a década de 60, incluíram pitadas a mais de rock roll na praia com adolescentes sacolejando no twist, e um troglodita (ainda mais) pelado. A estreia está prevista para o próximo mês (maio) no Chopin Theatre em Chicago.

Trog, é bom lembrar, foi o último trabalho de Joan Crawford nos cinemas. Ela dizia que ao ver seu nome na marquise do cinema, nesse tipo de produção, só não cometeu suicídio porque estava convertida à Ciência Cristã.

Leia mais a respeito do filme clicando aqui.


[Ouvindo: I Want Candy - Bow Wow Wow]

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mistério da coquete desaparecida

Duas horas antes da chapeleira Louise procurar a Polícia para saber do paradeiro de sua amiga Ivone Marie Courtouger, agentes do então Departamento geral de Investigações já estavam em ação. Corria o ano de 1937. A mulher havia desaparecido e o delegado Frota Aguiar estava certo de que a bela Ivone fôra morta. Seria mais uma das vítimas da poderosa rêde de mercadores de escravas brancas, a Migdal, uma organização internacional. O misterioso desaparecimento de Ivone Marie Courtouger, ou melhor, Pierrot, seria daí em diante um dos casos mais famosos da literatura policial, verdadeiro clássico pontilhado de lances cinematográficos. Gigolôs encasacados seriam os supostos autores de sua morte.

Os agentes da polícia, durante vários anos, gastaram muita sola de sapato em busca de uma pista. Diligências foram empreendidas em alguns estados. Buscas também infrutíferas foram feitas nas matas do Corcovado, nos abismos da Vista Chinesa, nos pântanos da Baixada Fluminense e ao longo das praias desertas do litoral carioca. A Polícia vasculhou todos os pontos em que fosse possível esconder um cadáver ou abandonar os despojos de um corpo esquartejado. Não faltou, na época, nem mesmo quem dissesse que a bela milionária teria sido consumida em ácido, numa banheira de conhecido hotel da Av. Niemeyer...

Então, Pierrot morreu.

- Mas, onde está o cadáver? – pensou um dia desconfiado o detective Bechara Jalkh. E bateu na tecla que viria a ser o ponto da partida de suas investigações.

Elisabeth substitui Pierrot


Na época do desaparecimento de Pierrot, no Rio, surgia em Belo Horizonte, certa mulher bonita, com sotaque francês, parecidíssima com a pessoa que todos procuravam como vítima de tenebroso crime. Apresentava-se como Elisabeth Blum, e vivia maritalmente com o rico fazendeiro José Francisco Macedo, conhecido como “Zé do Lote”. O casal morava sempre em grandes hotéis, inclusive num já desaparecido, o Hotel Santa Cruz. Elisabeth, hoje com 53 anos, vive sòzinha em Copacabana, usufruindo rendas e propriedades que lhe teriam sido deixadas pelo fazendeiro milionário. A relação estabelecida entre Elisabeth Blum e Pierrot deve-se a José Procópio Filho, funcionário da Agência do banco do Brasil, em Belo Horizonte. Diante de uma fotografia de Pierrot, o bancário não teve dúvidas em identifica-la como Elisabeth. Mas, tal fato não era bastante para uma conclusão. O detective Bechara, conseguiu uma seqüência fotográfica de Elisabeth Brum nas ruas de Copacabana, sem que ela o percebesse. E o resultado foi mais surpreendente ainda: Elisabeth, apesar dos 22 anos que separam sua fotografia atual das fotos de Pierrot, possui traços idênticos. Faltam, porém provas mais concretas e sòmente ao alcance da Policia que poderia comparar as impressões digitais de ambas. Outros papéis referentes às duas mulheres estão no Serviço de Registro de Estrangeiros, com a documentação utilizada para a naturalização de Elisabeth e entrada no país para Ivone Marie. A individual dactiloscópica de Pierrot, se não encontrada nos arquivos da Polícia, poderia ser solicitada à Interpol, da Europa.

Pierrot seria Elisabeth


No âmbito policial o Delegado Pires de Sá, trabalhando em equipe com os comissários Helber Murtinho e Ivan nascimento estão desenvolvendo diligências para esclarecimento total doc aso. Acredita-se que Pierrot, na época, estando na mira da Zwig-Migdal – que desejaria exterminá-la por haver denunciado à Polícia a atuação da quadrilha, procurou fugir. Em Minas, conhecendo fazendeiro milionário de que nos falam as investigações, teria aceitado sua côrte, passando a viver em suas fazendas, no interior de Minas. Presenteada com terras e propriedades, teria preferido abandonar seus bens no Rio (um edifício de apartamentos) e partirem busca de segurança e uma existência mais tranqüila no futuro.

Elisabeth Blum, no Serviço de Registro de Estrangeiros, segundo os documentos apresentados para sua naturalização, nasceu em Bihor-Colin, na Romênia, a 28 de agôsto de 1906. É filha de Gavril Blum e Irma Blum. Chegou ao Brasil antes de janeiro de 1935, desembarcando em Santos e já residiu no Rio na Rua Martins Ferreira, 38. Em 27 de julho de 1937 (época do desaparecimento de Pierrot) Blum foi aos Estados Unidos com o passaporte nº 0113209, tirado na Legação da Romênia em 24/7/37. Em 11 de dezembro de 1937, já na Romênia, obteve o visto em seu passaporte para voltar ao Brasil.

O repórter obteve, também, cópias caligráficas das assinaturas de Pierrot e Elisabeth, parecendo à primeira vista, de uma só pessoa. O Instituto de Criminalista poderá dar a última palavra procedendo a um exame grafotécnico nas duas assinaturas. Mas sòmente as impressões digitais dirão, em definitivo, se Elisabeth é ou não Ivone Marie.

O relatório secreto de Bechara Jalkh


O Delegado Pires de Sá está de posse do relatório secreto que o detective Bechara Jalkh enviou-lhe, ao receber uma contra-ordem de suspender as investigações. Nesse documento, o detective historando suas atividades, no decorrer das diligências que efetuara em Minas, revela da época, 1937, sem que jamais fôsse cogitada essa possibilidade. Eis os principais pontos abordados pelo detective:

  • Tudo faz crer que Elisabeth Blum seja a mesma pessoa que Pierrot, isso porque as coincidências são muito fortes. Por exemplo:
  • Um indivíduo que conheceu Elisabeth, há 15 anos, afirmou-nos que as fotografiasde Pierrot eram retratos perfeitos de Elisabeth;
  • Blum surgiu, em Belo Horizonte, na mesma época em que Pierrot desapareceria no Rio;
  • Ninguém pode afirmar qual seja a procedência de Blum;
  • Blum era dada a noitadas alegres, ostentava sempre muitas jóias e vestidos vistosos, dando-se ao vício da roleta – como também fazia Pierrot;
  • Pierrot valia-se de sua beleza para aumentar seu patrimônio imobiliário o que, Blum, segundo informações, fazia;
  • Sabe-se que o falecido “Zé do Lote” costumava confidenciar aos amigos haver tirado Blum da vida alegre. Como a vida de Blum em Belo Horizonteera recatada, logo seu local de ação deveria ter sido o Rio de Janeiro, onde vivia Pierrot, freqüentando os cassinos.
  • Ambas são estrangeiras e têm sotaque francês. Blum, apesar da idade de 53 anos (que seria a mesma, hoje, de Pierrot), tem semelhança fisionômica extraordinária com Ivone Marie Courtouger. Nunca se soube de parentes seus. Pierrot, entretanto, teria ainda, viva, no Rio, uma irmã.

    Reportagem de Hélio Rocha, publicada na Revista Manchete edição nº 383, 22 de janeiro de 1959. Páginas 79-81.

    [Ouvindo: De Palmita A Tablita - Simo Damiron]

  • A vida como ela é

    Guapa! Me encanta a displicência da vida sem Photoshop! Dá pra ver uma varizinha no tornozelo e um buço beeeem de leve.

    Óbvio que fui checar no que deu a mexicana Tere Vales. Pelo visto não deu!

    Sua filmografia tem apenas dois títulos. Se bem que IMDB, como já disse aqui milhão de vezes, é bem falho com quem não é americano ou anglo saxão em geral.

    Virou Tere Valez (com zê) e participou de Don Juan 67 (1967 de Carlos Velo) e Invasão Sinistra (The Incredible Invasion, 1971 de vários). Esse último deve ter sido lançado aqui e tudo!

    Ei!!! Invasão Sinistra foi também o derradeiro filme de Boris Karloff! Pensando que Tere Valez foi pouca coisa?

    A capa é um oferecimento it's better than bad

    [Ouvindo: Let's Talk - Devo]

    segunda-feira, 25 de abril de 2011

    Exportação de amor

    Tenho descoberto coisas curiosas, irritantes e também divertidas observando comentários de desconhecidos em páginas obscuras. Encontrei o seguinte comentário nesse vídeo da abertura da novela Louco Amor (1983):

    “NOSSA!! Sempre procurei a musica dessa novela mas nunca tinha achado. Imagina, eu só tinha 5 anos assistindo essa novela traduzida ao espanhol nos EEUU (sou hispano) e fique tão impressionado pela paixão que os brasileiros demostravam nessa novela que ate falei pra minha mãe, algum dia vou casar com uma brasileira!! 27 anos depois realizei meu sonho. Casei com a morena brasileira mas linda que eu já vi. (...).”

    Uma legítima história de amor que atravessou continentes e o tempo. E com as bênçãos do tio Gilberto Braga ao som de Gang 90 & Absurdettes! Isso é coisa de novela.

    [Ouvindo: Mande Um Abraço Pra Velha – O Mutantes]

    Tá nervosinha?

    Dos rótulos e embalagens que sobreviveram ao tempo! Este mesmo design de Maracugina poderia estar perfeitamente em página daqueles almanaques distribuídos em farmácias de antigamente.

    Bem antigamente! Mudou que agora são drágeas ao invés de xarope. Do tempo em que havia xaropes/tônicos para todos os males.

    E me espanta como jingles ficam na nossa mente. Gente, não consigo decorar nem os meus telefones, porque retenho coisas absurdamente inúteis?

    Mas... “Se a vaca foi pro brejo, para quê se preocupar / Não se irrite meu amigo, o jeito é maracujá / Deixa pra lá! / Deixa pra lá!/ Tome já Maracugina que vem do maracujá!”.

    Fique agora com o Homem-Cobra na Sessão das Dez. Eu não vi, mas minhas filhas viram e disseram que é muito bommmm!

    [Ouvindo: She Said She Said - Tom Newman]

    Pelo glamour das coisas simples

    Quem desconhece o que é rir com o coração precisa assistir a Meu Tio (Mon Oncle, 1958 de Jacques Tati)! Afronta a toda pompa e circunstância que o dinheiro pode comprar.

    Essa cena específica em que o casal new rich prepara uma festinha e confunde a primeira convidada com um vendedor de tapetes! A moça dos pés à cabeça com a mais alta costura parisiense...

    Detalhe que até desligaram o chafariz de peixe, crentes que se tratava mesmo de um mascate. Só gente ilustre merece ver aquele peixe de metal jorrando água!

    Entre as almas livres, Monsieur Hulot (o tio, claro!), o menino e Duque, o daschund de roupinha com padronagem kilt. O melhor momento do dia pro salsichinha é quando anda solto pelas ruas, na companhia de um bando de vira-latas.

    [Ouvindo: Never There - Cake]

    domingo, 24 de abril de 2011

    Ele está entre nós!

    Pensando que é fácil conseguir plateia? Apelaram até pra materialização do fantasma de James Dean!!!

    E perto disso, Drácula em pessoa é bobagem! O melhor é que tudo isso é brinde pra quem for assistir sessão dupla com Abbot e Costello e os Três Patetas.

    Parece aquela história que ouvi de uma amiga de Sorocaba. Quando ela foi assistir A Rota do Brilho (1986 de Deni Cavalcanti), o gerente do cinema apareceu na frente anunciando uma promoção.

    Quem ficasse sentadinho até o final do filme participaria de sorteio de dois lindos bichinhos de pelúcia. Ou melhor, quem aguentasse!

    Justo! Depois de uma horinha e pouco de Alexandre Frota, Lilian Ramos e Marcos Manzano, corria-se o risco de nos tornar felizes proprietários de lindos bichinhos de pelúcia.

    Não há notícias de que houve ganhador.

    O poster é um oferecimento Greenriar.

    [Ouvindo: Get Yourself High - The Chemical Brothers]

    Sentinela da TV: Amor e Revolução

    E eu não ia falar nada aqui sobre Amor e Revolução, atual novela do SBT. Escrevi um twitte ou dois, sob o impacto do que assisti a primeira vez e achava ser suficiente.

    Mas como ficar quietinho diante do texto do autor Tiago Santiago publicado hoje no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo? Foi em resposta à crítica publicada pelo mesmo jornal semanas antes.

    O cara escreve um campeão de vergonha alheia e fica ofendidinho? Há tempos que a TV aberta brasileira não nos presenteava com tamanho amadorismo e ele ainda fala em “realização magistral”. REALIZAÇÃO MAGISTRAL!!!

    Concordaria se fosse um humorístico. Ri magistralmente com aqueles clichés que seus personagens dizem. Minha finada professora Dalete costumava discursar de forma mais empolgante em suas aulas de OSPB.

    Pra quem nunca assistiu, nem o cara que aperta o botão pra colocar a trilha sonora acerta! Qualquer música dos anos 60, 70 toca do nada no meio de qualquer sequência .
    Diz Santiago que “o próprio crítico equivocado é forçado a reconhecer a aparência de superprodução, resultado do esmero na direção e arte e pesquisa”. Assisti a uma novela diferente então...

    Pobreza franciscana de cenografia e figurinos. Nada ali lembra nem de leve a década de 60! Aliás, lembra! As interpretações pomposas nos remetem aos teleteatros da Tupi (com todo respeito aos teleteatros da Tupi!).

    Principio básico de uma reconstituição de época: Ser fiel é impossível. Por isso são necessárias pesquisas simples, que busquem elementos que reflitam o período, não que copiem.

    Caprichadinha mínima nos penteados, tons de cabelos (amarelo ovo na Sabrit?!?), bigodes e barbas tão comuns entre a revolução cultural do período... Isso não custaria um centavo a mais na produção.

    Olha que eu gosto de trash, mas aguentar capítulos mal estruturados é duro! Outro dia tentei assistir de novo, tinha gente aqui comigo, e seria divertido compartilhar essa preciosidade do gosto duvidoso que só poderia existir na emissora do Silvio Santos.

    Numa cena a Vendramini apareceu sentada diante do Jayme Periard, próxima cena um grupo de teatro balbuciava meia dúzia de clichés comunistas, volta pra Vendramini sentada diante de Jayme Periard, corta pro Nico Puig colocando ácido (!!!) pro Padre Albano andar, volta pro grupo de teatro balbuciava meia dúzia de clichés comunistas e de novo a Vendramini apareceu sentada diante do Jayme Periard... Só isso! Hahaha!!!

    E a filha da Tânia Alves? Esqueceram a guria sendo torturada de calcinha por semanas!!!! Num cenário tão óbvio que chega a ter sombra de ventilador!

    Pra se ter noção do texto discursivo, o torturador chega a falar pra moça de calcinha bege no pau de arara: “Você não é atéia, “fulana”? A religião não é o ópio do povo segundo Karl Marx?”.

    Ao final do capítulo aparecem pessoas reais que viveram nos chamados anos de chumbo. Recurso manjado das novelas do Manuel Carlos, mas que aqui são longos, muito longos minutos de blábláblá apostando na boa vontade do telespectador em não trocar de canal.

    Caro Tiago Santiago, não precisa contar que o senhor além de escritor tem mestrado em sociologia e está há meses pesquisando esse período conturbado de nossa história. Basta demonstrar isso na hora em que senta pra escrever a sua novelinha.

    [Ouvindo: You Can't Do That - Harry Nilsson]

    Related Posts with Thumbnails