segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Antipatia à primeira vista

Engana-se que acredita que existiam histórias picantes envolvendo os astros Rock Hudson e James Dean nos bastidores de Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956 de George Stevens). Ambos se detestaram!

No desagradável calor e poeira do Texas, era evidente que duas personalidades distintas entrassem em choque. Para o biógrafo Donald Spoto, ambos tinham em comum apenas a homossexualidade, grande tabu para 1955.

Hudson possuía mais experiência nas telas de cinema, e estava consciente de que era sua figura atraente o que mais interessava de sua parte como colaboração à sétima arte. Bem novinho, aos 24 anos, James Dean já estava empenhado em ser respeitado como ator sério.

Entre eles, disposta a apagar qualquer faísca, estava a co-estrela Elizabeth Taylor. Imediatamente amiga de ambos, compreensiva e visionária para época, nunca julgaria alguém pela sua sexualidade.

Ficou imediatamente amiga de Hudson, e o teria desagradado quando passou a conversar mais com o outro colega. Mais tarde, o ator teria comentado a falta de profissionalismo de Dean ao chegar sempre atrasado ao set, como tantos que vão da broadway a Hollywood, e preservam a postura de estarem fazendo um favor em trabalhar no cinema.

Taylor disse que o mais estranho era quando ficava com Jimmy até as 3 da manhã ouvindo seus dramas pessoais, conflitos interiores, etc., e no dia seguinte, passava por ela como se mal a conhecesse. Levava dias para a amizade voltar.

[Ouvindo: Home Computer Todd Terje EDIT – Kraftwerk]

Questão de cérebro

O Cérebro Que Não Queria Morrer (The Brain That Wouldn't Die!, 1962 de Joseph Green) está um passinho além da boa maioria dos filmes B. Pode claramente ser um passatempo saudável aos de boa fé.

A maioria dessas produções de cinema fantástico vagabundas são idéias divertidas, efeitos especiais involuntariamente cômicos, mas têm roteiros igualmente defeituosos. Substituem a falta de verba por muitas cenas de blábláblá.

Embora quase sempre com curta duração, costumam ser matéria árdua chegar ao final. Roteiros ruins superam toda e qualquer outra tosquice deles.

Não é o caso deste! Bastante engraçado do começo ao fim, e levíssimo, dá pra ver e rever inteiro.

Um casal de médicos apaixonadíssimo sofre um acidente de carro. Na correria, ele só consegue salvar a cabeça da namorada, simplesmente puxando e enrolando no paletó.

Daí, o resto é ele freqüentando o underground atrás de um corpo perfeito que consiga substituir o perdido pela amada. Boa desculpa para entrar em cena MUITAS aspirantes a atriz dispostas a aparecer com pouquíssima roupa.

Gosto especialmente quando duas moças de boate se engalfinham pelo perigoso cientista louco. Um espetáculo à parte na velha arte da pancadaria de piranha, veja os screenshotes clicando aqui.

Ah! Detalhe que o título é uma mentira. A cabeça falante não faz outra coisa que não seja clamar por morrer logo.

No Brasil, O Cérebro Que Não Queria Morrer foi distribuído em DVD pela Fantasy Music na série Sessão da Meia-Note. Infelizmente é acompanhado de A Besta da Caverna Assombrada (Beast from Haunted Cave, 1960 de Monte Hellman), bastante inferior.

Vem com trailers, clima de drive-in e pode ser encontrado à venda em qualquer biboca. E o melhor, a preço de amendoim torradinho!

PS: Para quem quiser fazer download (embora a compra valha a pena!), ele pode ser baixado graciosamente no Internet Archive.

Imagens são oferecimento Magic Carpet Burn

[Ouvindo: You Do Something To Me – Leo Reisman]

Adivinha quem vi no shopping?

Exatos 49 anos depois de seu falecimento, a foto de Marilyn Monroe inunda o estacionamento do shopping Dom Pedro, em Campinas (SP). Popular centro de compras, conhecido como o maior da América Latina, carinhosamente apelidado por mim de “o Shopping do Passaralho”.

Isso é ser célebre, ponto! O resto é personalidade do site Ego, ex BBB e habitués de blog que misturam mexericos com ostentação de patifaria.

Claro que na hora, passado o impacto do encontro inusitado, pensei no uso indevido de imagem... Mas sinceramente, creio que ela adoraria continuar sendo lembrada após tanto tempo.

É publicidade de uma lanchonete estilo 50’s que abriu lá. Passei na porta pra bisbilhotar se não davam brindes com a imagem da MM. Que nada!

Além de estar às moscas, o que no caso do shopping Dom Pedro não é sinal de comida ruim. Basta levar em consideração que o Outback dali talvez seja o único no mundo sem fila.

[Ouvindo: Happy, Happy Birthday Baby – Rita Chao]

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Benicio põe no pau!

Sinhá Letícia me chamou a atenção para esta matéria aqui da Folha, do qual reproduzi as ilustrações acima. Olha, só a cara de pau sabor chucrute!

O rapper alemão irá lançar CD com capa evidentemente CHUPADA do artista brasileiro Benício. Repare bem que não é o conceito que foi utilizado, mas o trabalho dele mesmo.

Constam até as mesmas pulseirinhas, usadas pelo Erasmo Carlos! Isso em tempos de Google lucrando horrores ao nos dar (e revelar) tudo de mão beijada.

No mínimo o gringo achou que era só uma capa de um artista qualquer que ele achou na internet e boa! Ainda há quem confie em copiar coisas supostamente obscuras de outros países.

Tenho uns mangás 70’s com uma personagem que tenho quase certeza ser a fonte de “inspiração” a outra brasileira bastante conhecida. Sabe? Feito no japão, anos 70, recriado no Brasil... Quem vai descobrir?

[Ouvindo: Walk Like A Man – Divine]

Lado feminino

Tecido de cortina salvando a vida de mocinhas desprevenidas desde Scarlett O'Hara! No caso, depois que Dr. Jekyll se transforma em sua irmã Hyde em O Médico & Irmã Monstro (Dr Jekyll & Sister Hyde, 1970 de Roy Ward Baker).

Na versão Hammer de Dr. Jekyll and Mr. Hyde, o cientista louco querendo ficar sempre jovem inventa uma formula com hormônios femininos. Cheio de boas intenções, quer durar bastante para dar tempo de terminar a super vacina para todos os males da humanidade.

A sacadinha do roteiro é embalar a história na de Jack O Estripador. Ele sai á caça de prostitutas no underground vitoriano de Londres para extrair os tais hormônios.

Irônico que os atores Ralph Bates e Martine Beswick, as duas faces do monstro, se conheceram nas filmagens e casaram na vida real! Almas gêmeas permaneceram unidas até o falecimento dele em 1991.

E olha que a união que durou exatos 20 anos não teria acontecido por um triz. O papel do sinistro lado feminino foi escrito para a Bond Girl Caroline Munro, que o recusou pela cenas de nudez.

[Ouvindo: I Know What Boys Like – The Waitresses]

O medo por Bollywood


Coleção de pôsteres vintage de filmes fantásticos produzidos em Bollywood. O super popular (e prolífero) cinema indiano vai obviamente além daqueles romances bobinhos que acabam em cantoria.

A curiosidade fica por conta do terror. Como um gênero que depende basicamente dos conceitos cristãos sobrevive diante de um público praticante de Hinduísmo, Budismo, Jainismo e Sikhismo, Zoroastrismo, Judaísmo, e Islamismo e até cristianismo?

Os de vampiros não devem ser menos populares que os de bruxaria. Falando nisso, reconheço encarnações de Christopher Lee para os pôsteres da Hammer (estúdio de seus antigos colonizadores) em dois ou três desses aí.

Ao final da galeria, o esclarecimento de quem postou as imagens. Leia que sinceridade tocante:

Resumindo, a qualidade das imagens está podre devido a como os cartazes (originais, pintados a óleo) foram disponibilizados (protegidos por plástico/cristal/boa vontade) no festival que o carinha os fotografou. De forma alguma se deve ao estado etílico do mesmo.

[Ouvindo: Cigarettes, whisky & p'tit's pépées – Annie Cordy]

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

As Certinhas do La Dolce

Elke Sommer
Veneno.


Um oferecimento Jenna Valentine

[Ouvindo: Black Milk – Massive Attack]

Presente de siamês

Desculpa voltar a este filme tão já, mas eu tenho que compartilhar esta emoção! Só tinha assistido a O Rei E Eu (The King and I, 1956 de Walter Lang) na TV faz tempo, não o tinha entre meus filmes.

Daí, o encontrei em DVD, duplo, e como ainda estava empolgadão no espírito do post que escrevi... Ok, e porque era baratinho também!

Ao chegar em casa, tirei o celofane pra checar se tava tudo bem e... SURPRESA!!! Vinha com um binde não descrito na embalagem!

Tinha uma bandeirinha do Brasil dobrada! Por quê? Pra quê? Como assim? Qual o sentido disso?

Se fosse a bandeira do antigo Sião seria a coisa mais natural do planeta. Nada contra a bandeira da nossa pátria, mãe gentil, mas é o mesmo de quando a Activia regalou os clientes com um Pirex.

Dificilmente adquiriria um filme porque ele vem com uma bandeirinha, ainda mais um musical de Hollywood em berrante technicolor. Mas cavalo dado, ainda mais sem se esperar, você sabe...

Ah, mas a edição do DVD em si está ótima. Os extras incluem documentário sobre o raro Cinemascope 55, utilizado em apenas dois filmes, incluindo o musical em questão, e o piloto na íntegra do seriado Anna and the King de 1972, com Yul Brynner e Samantha Eggar.

Fica devendo no fato de que durante as canções não há legendas em português. Elas aparecem somente em inglês se a gente selecionar o recurso “Siga a Canção”.

E o mais importante: Essa compra me fez quebrar a promessa de JAMAIS comprar um filme da Fox em embalagem slim. Acho porca. Detesto mesmo!

[Ouvindo: 68 State – Gorillaz]

De pernas pro ar

Adorável novíssima tela em acrílico de Jôka P. Encanto com absolutamente todo o trabalho desse artista plástico, em ótima maré de criatividade.

Ele leva a arte pop, ordinária por natureza, a uma atualização de seu conceito mais clássico. Descendente de um Eduardo Paolozzi, enquanto bem humorado crítico social.

Suas telas podem ser admiradas na tradicional galeria Prochownick (R. Visconde de Pirajá 82, ss. 114 - Ipanema - RJ). No site da galeria também é possível ver mais do artista.

[Ouvindo: Home Computer Todd Terje EDIT – Kraftwerk]

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Em todas as frentes

Bem capaz de você ter a sensação de que já conhece Dennis Parker de outros carnavais. Também conhecido por Wade Nichols, trabalhou como modelo, ator e cantor, com certa popularidade entre as décadas 70 e 80.

Começou no cinema pornô em produções voltadas a audiência gay. Participou inclusive do lendário Manhole/ Manhold (1978), um dos primeiros filmes X-Rated fotografados em 3D.

Capa de várias revistas voltadas ao público feminino, e alguns trabalhos como modelo, o fizeram migrar para produções straight, além de películas grindhouse. Ainda conseguiu emprego como ator de Soap Opera, as telenovelas dos EUA para donas de casa.

Antes, na segunda febre disco, pós sucesso de Os Embalos de Sábado á Noite (Saturday Night Fever, 1977 de John Badham) , tentou a carreira musical. Produzido por Jacques Morali, o mesmo por trás de Village People, lançou Like an Eagle em 1979.

A gente encontra outras faixas espalhadas web afora, mas a música que dá título ao disco é a mais marcante. Ou, se preferir, grudenta...

Assista ao clip promocional da Casablanca Records acima, ou clicando aqui.

John Herbert R.I.P.

Sequencia de Os Bons tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez (1984), com Carla Camurati e John Herbert, também diretor do segmento. Para simular que estava com febre, a garota deu um jeitinho de fazer o termômetro subir, o colocando num lugar bem mais quente que a axila.

Herbert faleceu hoje (quarta-feira), aos 81 anos, em São Paulo. Foi ativo ator, diretor, produtor e escritor de cinema, teatro e TV.

Figura popular do cinema, sua carreira acompanhou as diversas fases da sétima arte nacional. Marcou presença tanto nas chanchadas da Atlântida, às comédias eróticas cariocas das décadas de 70 e 80.

Como ator, invariavelmente lhe cabia o papel de galã. Junto a Eva Wilma, com quem foi casado até 76, protagonizou na década de 50, Alô Doçura, pioneiro seriado da TV Brasileira.

Nos episódios diários e ao vivo, interpretavam diferentes casais em situações cômicas e românticas. O SBT promoveu um remake com Virgínia Novick e César Filho em 1990, sem o mesmo sucesso.

Na TV, trabalhou de forma constante na dramaturgia da Globo. Deixou esposa e 4 filhos, sendo os dois mais velhos do casamento com Eva Wilma.

A imagem menor é um oferecimento Folha de SP

Pausa para nossos comerciais

"Não adianta apelar. Para o King Kong vir rápido, só com o Telecine."

Campanha de 2007, para o lançamento do King Kong de Peter Jackson nos canais Telecine. Até que demorou para o filme de 2005 chegar à TV paga.

E ó, canal desperdiçado pra mim (além dos esportivos, of course) são os de filme. Uma que só assisto o que estou afim, não importa se é inédito pra mim ou uma das centenas de vezes que revejo.

Outra, com a idade fui ficando mais chatinho... Ou mais respeitoso com cinema! Não admito filmes pós 1954 em fullscreen ou entrecortados por intervalos.

Dublados então, intolerância máxima! Além do absurdo de ver a boca do povo visivilmente de outro país falando a nossa língua, são sempre aquelas mesmas duas ou três dezenas de vozes identificáveis...

Foi-se o tempo em que a gente só podia contar com Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevar, 1950 de Billy Wilder) e A Malvada (All About Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz), dublados, nas madrugadas da Globo. Norma Desmond com voz da Diabolyn de Cavalo de Fogo, e Bette Davis com voz de Ida Gomes.

[Ouvindo: Attack Of The 50-Foot Woman – The Tubes]

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