segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Em Roma como os romanos

Papai Disney provando o bom franguinho com farofa em sua passagem pelas praias do Rio de Janeiro no comecinho dos anos 40. Quem sabe o quitute não o inspirou para o Zé Carioca?

Tentou registras a alma nacional em um personagem. Tá certo que ele deu uma incontestável kibadinha no trabalho do cartunista J. Carlos, mas o personagem registrou bem a alma nacional.

Isso porque fazia parte da Política da Boa Vizinhança, esforço de aproximar a América do Sul dos Estados Unidos, durante a 2ª Grande Guerra. Se fosse hoje geraria um quiproquó daqueles, com brasileirinhos ofendidíssimos com o retrato, mas isso já foi tema daquele outro post...

De qualquer forma, admirável o senhor Walt Disney sem pudores, sendo fotografado pela Life numa atitude tão nossa. Coisa chata “turista” que vai até outra cultura e se mantém hermético aos seus hábitos.

Adianta jurar de pés juntos que comecei a escrever este post sem saber que hoje seria o aniversário dele? Pois é...

[Ouvindo: No llores más– Morena y Clara]

8 comentários:

Leticia disse...

Em Roma faça como os romanos. Existe coisa mais chata que turista que volta reclamando da comida?

Miguel Andrade disse...

letícia, péssimo! Como diria a Odete Roitman: "É banzo, minha filha!"

Leticia disse...

Siiiimmm. Se manda com as próprias pernas pra qualquer lugar do mundo conhecido e depois fica pedindo feijão preto, ô, mundico pequeno!

Miguel Andrade disse...

Letícia, primeira coisa ao desembarcar é reclamar da comida... Como se não tivesse o resto da vida pra comer a que mais lhe agrada.

Leticia disse...

E não pudesse, sob hipótese alguma, abrir mão de sua gororoba diária. Experimentar outras coisas, nem pensar!

Miguel Andrade disse...

letícia, sim! Sendo que não vai morrer nem nada se provar.

Leticia disse...

Sabe que meu pai conta de um fenômeno brasileiro, principalmente aqui em SP, em que o imigrante (principalmete judeu), oriundo das piores condições de vida, de pobreza extrema na Europa, chega aqui e percebe que os nativos lhe dão importância social por ser estrangeiro. Isso, aliado ao progresso material, faz que o cara assuma a farsa e se dê ares de grande coisa.

Aconteceu muito, muito, muito. Você imaginava que o cara era fino, elegante e rico até a primeira briga, onde soltava os piores e mais baixos palavrões.

Meu avô, que era tradutor juramentado e conhecia todo mundo, presenciou muito essas baixarias.

Miguel Andrade disse...

Letícia, imagina esse peso em nossas raízes...

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