sexta-feira, 25 de novembro de 2011

4 vezes Carlo Rambaldi

Prelúdio para Matar (Profondo Rosso, 1975 de Dario Argento)

King Kong (1976 de John Guillermin)

Possessão (Possession, 1981 de Andrzej Zulawski)

E.T. - O Extraterrestre (E.T., 1982 de Steven Spielberg)

Sempre é estranho lembrar que existe algo em comum entre algum filme de Spielberg (ainda mais o fofo E.T.) com outros de cineastas como Argento e Zulawski. Havia o mestre italiano chamado Carlo Rambaldi.

Especialista na arte em dar vida a criaturas imaginárias nos filmes, num tempo distante da computação gráfica. Embora seus trabalhos fossem maquiagem, mecânicos e hidráulicos eram convincentes.

Quem assistiu á edição recauchutada com CG do próprio E.T., viu que mexeram em time que estava ganhando. A interação é bem diferente entre algo real, que estava no set, com humanos em filmes de forte apelo emocional.

Foi graças a este realismo que Rambaldi se destacou e ao mesmo tempo colocou o diretor Lucio Fulci numa fria. O cachorro torturado em Uma Lagartixa num Corpo de Mulher (Una lucertola con la pelle di donna, 1971) ficou tão verdadeiro que Fulci foi processado a dois anos de prisão por crueldade a animais.

Chegou a Hollywood quando o conterrâneo produtor Dino De Laurentiis ousou refilmar King Kong de 1933. A plateia 70’s precisava de algo mais natural que a arcaica técnica do stop motion empregada no macacão original.

Optaram pelo maquiador Rick Baker fantasiado e nos detalhes em close, toda a parafernália do técnico, agora em proporções gigantescas. Inesquecível e lendária a sequencia em que Jessica Lange é agarrada pelo animal.

Valeu-lhe seu primeiro Oscar em 1977! Um prêmio especial pelos efeitos visuais, porque a categoria ainda não existia.

Os outros seriam em 1980 por Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, 1979 de Ridley Scott) e 1983 por ET. Vai a tempo de ganhar em vida um quarto pela contribuição fantástica à sétima arte.

As imagens menores são um oferecimento Mundo Monstruo

Veja também:
Guerra dos Mundos: A verdade está lá dentro
Agora ser high-tec é sopa de minhoca
Exército de esqueletos
Pessoas que não estavam lá



6 comentários:

Diogo disse...

Juro que não gosto desse pensamento de "não se mexe em time que está ganhando", por essa linha de raciocinio ainda estariamos no cinema mudo.

Miguel Andrade disse...

Diogo, não! Nesse caso é diferente. Não se tratou de um avanço técnico, ou remendo, pq não havia o que remendar.

Diogo disse...

Muito bom esse Film Socialisme, baixei ilegalmente pela internet ontem. hahaha

Miguel Andrade disse...

Diogo, vou me informar! :D

Igres Leandro disse...

Rapaz, só sei de uma coisa, computação gráfica pode ser maravilhosa, mas às vezes sinto falta das maquiagens convincentes, das roupas e bonecos que realmente existiam no set. O ar é outro.

Miguel Andrade disse...

Igres, pode tudo! O que não pode é desmerecer quem mandava bem antes.

Achar que o mais importante num filme é o realismo da CG.

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