quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Inspiração fantástica do Hans Donner?

Assista Raquel Welch no vídeo acima (ou clicando aqui) e também fique com a pulguinha atrás da orelha! É muito parecido aquelas aberturas do Fantástico da década de 80.

Aquelas mesmas que ajudaram a dar fama de gênio ao Hans Donner. Quem me chamou atenção a isso foi o David Oak no Facebook.

Coreografia, figurinos, ângulos de câmera, a introdução musical e até a escultura lá de traz, em forma de raio tal e qual o adereço da cabeça de Isadora Ribeiro em 1987. O número de dança com Welch foi produzido para a TV no mínimo uns 10 anos antes.

O que (sem afirmar nada, hein?) me faz refletir sobre o quanto a popularização da tecnologia e informação ajudam a deixar as coisas claras. Antes, apenas quem tinha dinheiro tinha acesso a muito conteúdo.

Produzia a partir dali sem declarar nada e os que desconheciam aplaudiam a “originalidade”. Com posse da caríssima computação triplicava a aura quase mística.

Percebe-se isso também com antigos diretores de cinema, consagrados pela massa, que hoje não se destacam mais como há 20, 30 anos. Qualquer pirralho com um PC poderoso pode fazer qualquer coisa.

No You Tube pode até catar inspirações da Cochinchina. Agora vale realmente o ineditismo das ideias sob a técnica empregada na sua produção.

Imagina a farra em certo país pobre, dominado por apenas uma emissora de televisão que funciona como única fonte de informação para milhares de pessoas? Dá transformar urubu em loro!

Quanto a Hans Donner (e equipe?), embora se percebam toques do obscuro vídeo 70’s em seus trabalhos para a Globo nos 80 (abertura do Fantástico de 1983 e 1987), o desgaste é visível faz muito tempo. Começando pela insistência até agora no metálico, típico dos primórdios da CG.

O cúmulo da crise criativa, conforme já foi amplamente comentado, é a emissora precisar se autoplagiar na abertura de uma novela das oito, como na atual Fina Estampa e Brilhante (1981). Depois queimam as pestanas pra descobrir porque o desinteresse na TV aberta...

[Ouvindo: No More – Ann Margret]

20 comentários:

* Érica Cristina * disse...

nooossa eu lembro dessa mulher do fantastico! rsrsr
aaah decada de 80

Miguel Andrade disse...

Érica, quem não lembra? rs

DAVI VALLERIO disse...

Achei esse video muito por acaso.Achei podre a abertura requentada de Brilhante,uma das mais belas produzidas pela Globo.Ja que era pra fazer remake de abertura que fosse pelo menos de Brega & Chique...so que com o bofe vindo,nao indo

Miguel Andrade disse...

Davi, esse remake de Brega e Chique seria ótimo! hahaha

Sabe o que eu queria? esse especial da Welch inteiro. Com boa qualidade e tudo pra ficar assistindo na TV da sala.

Luiz Alberto disse...

Isso de antigamente a informação ser coisa de poucos é verdade.

Mas acho que todo mundo cria em cima de alguma coisa, é quase impossível ser 100% original.

Todo mundo que trabalha com criatividade produz em cima das influências e referências.

A difereênça entre copiar e se inspirar é muito sutil. Detesto o Hans Donner, acho tudo que ele faz de extremo mal gosto, mas nesse caso ele colocou a personalidade dele.

Pior são coisas como essa. Chupação descarada!

Hit do Youtube feito na França.

http://www.youtube.com/watch?v=1ki9CCjhBPE

Comercial do Itaú

http://www.youtube.com/watch?v=oHm4TopsB7A

Miguel Andrade disse...

Luiz, tem razão! Só discuto o fato da própria emissora chamar o funcionário de mago, mestre, gênio, etc... Sem nada de original no que ele já fez.

Nos últimos 15 anos vimos que não é bem assim. É um tal de camera navegando por penteadeira, piano e objetos inanimados.

Ideias são vulgares. Todos podemos ter e é normalíssimo referências em produtos pop, mas aí a ser tido como a cereja do bolo nacional tem grande diferença.

Meu Deus! este anúncio do Itaú é um descaramento. E ainda com aquelas musiquinhas sentimentaloides no fundo como as propagandas de hoje (principalmente de banco) insistem.

Refer disse...

Há um caso emblemático de publicidade brasuca inteiramente copiada e apresentada como "original": os bichinhos Parmalat.

Foi um sucesso completo, gigante, a pub era replicada em páginas inteiras de jornais e revistas, houve uma pá de vídeos para TV com bebês fantasiados de bichos; todo mundo colecionava aqueles brinquedinhos de pelúcia trocados por embalagens.

Meses depois ficamos sabendo que era tudo copiado; nada, nenhuma daquelas fantasias era original.

* *
BTW Rachel Welch não tem o menor jeito para a dança.

Miguel Andrade disse...

Refer, na época, antes dos comerciais da TV com os tais bichinhos, já vendiam em livrarias de SP cartões postais importados com as fofuras.

Tive um desses cartões e nunca vi graça nos anúncios da Parmalat. O fotografo gringo deve ter ganhado bela nota pelo uso da ideia.

Verdade! Não dança, mas o vídeo é uma graça kitsch!

Refer disse...

O número de dança + ridículo que vi, com uma celebridade, foi o de Rachel Welch 'homenageando' Carmen Miranda. Passou no Fantástico há uns 200 anos.

Miguel Andrade disse...

Refer, tem um da Sofia Loren de Rita Hayworth bem bizarro também.

Lila disse...

Meo Deus, como eram bregas a década de 80 e o final dos 70, essa coisa "futurista". Sempre achei Hans Donner um cafona, com essas mesmas ideias de usar metal com espectros de cores.Chacrinha cunhou a frase que define a tv , dizia que nela nada se cria,tudo se copia.Fato!

Daniel Tavernaro disse...

Desde antes de fazer Design Gráfico, minha mãe fala que vai escrever uma carta pro Hans Donner.. Ouço isso há uns 10 anos, rs.

Os efeitos e produções dele nunca exerceram algo surreal em mim. Era aquilo e ponto final, seco, metalizado e cheio de enfeites.

O legal mesmo é ver que ele virou o "mito" que é por propaganda da própria Globo, já que em fóruns de discussões e livros, nunca vi menção ao próprio.

Miguel Andrade disse...

Lila, breguérrimo!
Chacrinha estava certo. Problema é achar que cópias são geniais, né?

Daniel, mas já tive que bater boca com gente que o acha o MÁXIMO! Gente sem ter com o quê comparar, claro...

Leticia disse...

O que irrita no HD, além da mesmice de décadas, é seu ar de autodeslumbramento, como se vivesse num mundo regurgitante de criatividade embasbacadora perene.

Ele só muda de mulher.

Miguel Andrade disse...

Letícia, achei um vídeo recente dele comentando a abertura da novela das 8 no Video Show. Só faltam chamas ele de papa!

Leticia disse...

Ai, mas não é chato?

Miguel Andrade disse...

Letícia, péssimo! Pq está longe de ser verdade, né? haha!

Rabecca disse...

Mas, não precisa ir muito longe... Quem não se lembra do Pedro Bial pagando de poeta depois daquela música ´´filtro solar´´? Ele pegou e traduziu a letra de um vídeo de uma agencia de propaganda, que mais tarde foi utilizada no filme ´´Big Kahuna´´, chamado no brasil de ´´A Chave do Sucesso´´, e nisso não me lembro uma só vez que ele fez referencia ao original, e aquele sucesso digno de Michel Teló ficou tocando, e as meninas derretendo para o poeta...

http://ginhorabecca.blogspot.com/2012/01/nova-onda-do-momento-eu-sou.html

Miguel Andrade disse...

Rabecca, por isso eu acho que antes era muito mais fácil ser inteligente.... Bastava ter um bom conhecimento de coisas obscuras. rs

Judas Hiena disse...

Xou da Xuxa era quase uma cópia do programa infantil da francesa Desirée, hoje em dia ela imita a Ellen DeGeneres

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