quarta-feira, 10 de agosto de 2011

10 bons merchandisings em filmes

A lista a seguir é uma pequena amostra, levando em conta que inserção de merchandesing boa é aquela discreta, que aparece sendo utilizada com naturalidade pelos personagens. Envolvida na trama sem forçar a barra em sua evidência.

Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953 de Howard Hawks)
Entre as marcas mais conhecidas, citadas por Marilyn Monroe na música “Diamonds are a Girl Best Friends” estão as tradicionais joalherias Tiffany’s e Cartier. Não é todo mundo que pode comprar, ou mesmo entrar em uma de suas lojas, mas deve ser interessante fixar o produto como sonho de consumo.

Tiffany’s ainda apareceu no título do romance de Truman Capote, que depois virou o filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961, Blake Edwards). Aprendemos que dentro da loja chique parece que nada pode dar errado na vida.

Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982 de Ridley Scott)
Lindos painéis luminosos ajudam a poluir ainda mais o visual das metrópoles do futuro. Atari, Conca-Cola e até a finada companhia aérea Pan Am podem ser vistas.

Legal que tanto tempo depois o aspecto do que era bem moderno, como os videogames Atari, combinam bem com o estilo retrô da história.

O Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985 de John Hughes)
Antes dos tênis Nike chegarem oficialmente ao Brasil, e virarem febre nos pés da garotada no começo dos anos 90, a gente já estava bem familiarizado com o logo nos filmes para adolescentes da década de 80. Gente cool como Anthony Michael Hall usa!

De Volta Para o Futuro Parte II (Back to the Future Part II, 1989 de Robert Zemeckis)
Se apenas a tia do Zemeckis tivesse ido aos cinemas assistir a trilogia do sobrinho, mesmo assim o filme não teria prejuízo tamanho a enxurrada de produtos mostrados. De Nike a Pizza Hut!

Destaque para Pepsi, que de tão antiga no mercado pode ser inserida tanto no passado, presente e futuro. E claro, às cuecas Calvin Klein no primeiro filme, que fazem com que a mãe ache que seu nome é Calvin.

Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990 de Tim Burton)
Irônico que um dos mais pessoais filmes de Burton apareça uma empresa de cosméticos. O tema favorito do diretor, crítica a supervalorização da aparência, aparece de forma mais estridente aqui.

Como curiosidade, na primeira exibição na TV aberta do Brasil (Tela Quente da Globo), a dublagem trocou “Avon Chama!” para simplesmente “Cosméticos!”. Mesquinharia alterando um filme além da tela cheia, dublagem e cortes para entrar comerciais!

Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994 de Quentin Tarantino)
Aprendemos aqui que em Paris o sanduiche do McDonald’s nãos e chama Quarteirão com Queijo por causa da métrica diferente. E que lá também vende cerveja.

Logo depois chegou a ser noticiado que a cadeira de lanchonetes iria também vender a bebida alcoólica aqui no Brasil. Pelo jeito a ideia não vingou.

Matrix (idem, 1999 de Andy e Lana Wachowski)
Quase com a vida dentro da vida mostrada na história, Neo recebe o telefone celular Nokia dentro de um envelope da Fedex. Porque o bom dinheiro quis, nas continuações o aparelho passou a ser um Samsung.

A empresa coreana lançou na época um modelo em tiragem limitada referente a trilogia. Os DVDs incluem como bônus as propagandas do modelo comum.

Minority Report – A Nova Lei (Minority Report, 2002 de Steven Spielberg)
No filme futurista as propagandas trocam nos painéis conforme o interessante de cada um. Embora a história critique a sociedade de consumo, coube espaço para marcas como Burger King e Pepsi.

Nem é tão assim, mas sempre lembro dele quando vejo propagandas relacionadas ao tema dos e-mails pessoais no Gmail. Algo está fora da ordem mesmo.

Scoop – O Grande Furo (Scoop, 2006 de Woody Allen)
No cinema, Google e Apple se tornaram tão onipresentes que quando a marca é outra a gente percebe logo que a presença de merchandising. Da mesma forma que se notava logo se alguém na tela não toma Coca-Cola ou fuma outra marca de cigarro que não seja Marlboro.

Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008 de Ethan e Joel Coen)
A principio, de se duvidar que uma empresa pagaria para ver seu produto associados a um personagem tão tolinho quanto o do Brad Pitt aqui. Tolinho mas é o Brad Pitt, né?

Nem Hollywood, nem a Apple dão ponto sem nó. O IPod aparece muitas vezes em destaque para ser meramente acidental.

[Ouvindo: Ces Bottes Sont Faites Pour Marcher - Eileen]

10 comentários:

Leticia disse...

A impressão que tenho é que uzamericânu lidam na boa com suas marcas. Consideram-na um patrimônio, algo bom, que gera empregos e movimenta a economia.

Só aqui é que achamos o merchã um acinte.

Pra depois ir comprar em trezentas prestações, é claro.

Nayara disse...

Muito bom. Gostei da lista. Um mais recente que é recheado de merchans é "O Diabo Veste Prada". Prada, Pepsi, e até o Harry Potter estão no filme rs

Miguel Andrade disse...

Letícia, verdade! Mas novela exagera na forma de mostrar.

Outro dia vi na novela das 8 (sem querer) duas garotas de classe média alta, bem nojentinhas, levando o pai pra comprar presente pra ele na C&A! Como assim?

Parou o capítulo inteiro pros três ficarem com cara de quem estava na Disneylandia no meio da loja popular.

Nayara, até o nome do filme é! Rs

Leticia disse...

É que tem de desenhar tudo, né?

Pois se algum dia alguém achou viável a outra aparecer usando Monange, os dois terem móveis populares em casa, a loura aconselhar o cara a usar Grecin 2000 e a moça dos cabelos bonitos ter CASPA?...

Miguel Andrade disse...

Letícia, é bem por aí. Acho risível o artificialismo do "Eu uso tal coisa". Quem ainda acredita nisso?

Leticia disse...

Acreditam porque não tiveram, em alguma dimensão, nenhum ensinamento de que o cara RECEBE pra divulgar isso. Só.

O poder aquisitivo melhorou mas o universo continua do tamanhico aquele: a rua, a vizinhança, a rotina do trabalho, as baladinhas...

Mente quem diz que a vida é um aprendizado. A vida não ensina porra nenhuma. Quem ensina é o professor e os livros. Só. O resto é percepção treinada.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e o esforço próprio em querer saber o que há além da montanha.

Leticia disse...

Sim, mas isso também começa com um aprendizado em algum grau. Se a criatura não teve nenhum exemplo, vai ficar se atormentando mesmo é em saber qual o condicionador que a vizinha usa.

Caio disse...

Muito bom o post, e o assunto abordado. Porém o nome correto desta técnica publicitária é Product Placement, e não merchandesing como dito no post. Mas como dito antes, muito interessante o assunto abordado!

Miguel Andrade disse...

Caio, valeu. Cabe sim chamar de merchandesing. Abraços

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