terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mão mágica

E repara o que é aquilo ali no cantinho... Quando o personagem de Ashton Kutcher perde as duas mãos em Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 2004).
Provavelmente é sua mão manipulando o braço mecânico, ou a de algum técnico. Fica óbvio em dois takes seguidos.
Como se filminhos assim não costumassem passar por incontáveis pessoas antes de serem lançados... No mínimo, se viram deram uma de Ed Wood: “Ah, tá ótimo! Ninguém vai perceber que a parede balançou!”.

As Certinhas do La Dolce

Valerie Perrine
Comparsa.

[Ouvindo: Jungle Baby – Erlando, Juan & His Latin Band]

Leslie Nielsen e os bobos da corte a granel

Sabe comediante pastelão que parece conquistar o planeta como o mais engraçado da história e depois é prontamente esquecido? Detesto todos!

E surge um novo a cada verão, levando o anterior de volta ao ostracismo. Ao esquecido resta tentar ser visto como ator sério.... E tchau, tchau!

Leslie Nielsen, que faleceu no último domingo, dia 28, foi um dos primeiros a me dar náuseas. Rei das comédias que simplesmente não fazem rir.

A culpa foi de Corra Que A Polícia Vem Aí!(The Naked Gun: From the Files of Police Squad!, 1988), quando o diretor David Zucker empilhou todas as fichas no primitivismo da grande massa pagante de bilhetes. Sorte e azar nosso que nesse tipo de público junto a ausência de neurônios, há ínfima memória.

Assim sendo, rei morto rei posto! Esquecem com facilidade espantosa de quem os fez morrer de rir ontem, e buscam novos palhaços da apelação.

No caso de Nielsen, encontrá-lo em filmes antigos e clássicos é absurdamente chocante para quem cresceu na década de 80. Quando tentou carreira como galã de TV e ator de aventurar populares.

Entre eles, a obra-prima O Planeta Proibido (Forbidden Planet, 1956 de Fred M. Wilcox). Ousada sci-fi que transporta A Tempestade de William Shakespeare para uma galáxia distante.

O ator, já grisalho, bateu na trave de se tornar um grande nome ao aparecer como capitão no catastrófico e oscarizável O Destino de Poseidon (The Poseidon Adventure, 1972 de Ronald Neame). E aposto que o público atual, ciente de suas trapalhadas, jamais entraria num cruzeiro pilotado por ele.

Bizarro mesmo é encontrá-lo nos testes de elenco da mega produção Ben-Hur (1959 de William Wyler). Nielsen chegou a ser seriamente cogitado, tanto que fez testes com outros dois atores que seriam Messala.

Na imagem maior deste post é o da nossa esquerda, está ao lado de Cesare Danova. Como bem se sabe, Charlton Heston acabou ficando com o papel que lhe rendeu seu único Oscar de melhor ator.

[Ouvindo: Ich Bin Wie Du – Marianne Rosenberg]

sábado, 27 de novembro de 2010

Do arquivo secreto de James Bond

Glamour, amigos! Isto é glamour! Del archivo secreto de James Bond!

Información de contracubierta:
Es el gran amante de nuestra época, apuesto y elegante, en un mundo de sexo, esnobismo y muerte repentina... el espía más inquieto, más cruel y, definitivamente, el más idolatrado...


Na capa, lógico, Ursula Andress. Entre dezenas de moças, a gente fala em Bond Girl e pensa nela! Pelo menos eu...

Vi Andress num desses docs que acompanham os DVDs da série, e me pareceu a mais feliz com a condição de Ex-Bond Girl. Consciente do passado e presente fabuloso que conquistou graças ao papel.

Um oferecimento Una Plaga de Espías

[Ouvindo: Bolero – Joseph Mullendore]

Boa pra virar estampa de camiseta

Deus salve o ilustrador anônimo que fez isso! Amei esta caricatura original de época da Bette Davis.

Encontrei no acervo do jornal carioca Zero Hora sem autoria, só a data: 1951. O nome dela ainda está grafado como Betty.

Pela aparência e o ano, fiquei na dúvida se é a Margo Channing de A Malvada (All About Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz) ou de Mulher Maldita (Another Man's Poison, 1951 de Irving Rapper). Levando em conta que no Brasil não devem ter sido exibidos no mesmo ano em que saíram nos EUA.

Em ambos ela está com o penteado bem parecido, a lá Tallulah Bankhead. Mas nessa caricatura poderia muito bem ser vilã da Disney!

[Ouvindo: Good Beat – Deee-Lite]

Pausa para nossos comerciais

Agora você pode ficar igualzinha a Angélica!

Pra quem não quer perder a chance de dar pinta! Que ponto já chegamos, hein, Rosa? O texto sugere sair exibindo uma super pinta charmosa por aí...

Como se a gente não soubesse que “pinta” em alguns lugares do Brasil significa outra coisa. O que menos nos falta são moças fazendo o maior sucesso ao exibir a pinta.

E nem tatuagem temporária isso é! Mack Color é um fabricante de adesivos.

A ideia de comercializar mancha epidérmica nem é tão bizarra assim, vai? Só não dá pra dizer que é como a vaca, que só não se vende o berro, porque tínhamos LP e K-7!

[Ouvindo: No Wow (MSTRKRFT Remix) – The Kills]

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

X-Rated sorvete na testa

fui assistir produções dos Dark Brothers de tanto que li nos meus guias antigos de vídeo que eles faziam e aconteciam. Olha, amigos, tenho quase nada de preconceito, mas...

Gente transando com máscara dessas me faz pensar o quanto pode ser injusto o neologismo que chama alguns pornôs de “filme adulto”. Adulto com alguns neurônios escapulidos...

[Ouvindo: Reloginho – Fábio]

Jeitinho hollywoodiano de por fim a romances inconvenientes

Robot Monster (1953 de Phil Tucker) leva a expressão filme trash a um patamar todo especial. O monstro espacial ser resto de fantasia de gorila com capacete de escafandrista reaproveitado é mero detalhe.

E é tanta vergonha alheia que se para pra pensar quem são aqueles “atores” pra toparem tal projeto. A tiazinha, na verdade a mãe, Selena Royle, estava em fim de carreira mesmo, graças a ter caído na lista negra dos simpatizantes comunistas.

O caso mais curioso é o do herói da fita, o intrépido Roy que passa a maior parte da fita sem camisa. Aquele que consegue ter cabeça pra praticar sexo no meio do mato com a mocinha em plena apocalipse alienígena!

George Nader foi um dos poucos a ter alguma chance posterior em Hollywood. Conseguiu contrato com a Universal Estúdios e em 1955 foi agraciado com o Globo de Ouro de jovem ator promissor.

Só que ele era gay, e namorava o secretário de longa data do astro Rocky Hudson. Também contratado da Universal, Hudson era o maior nome masculino do estúdio, e um dos maiores galãs do cinema norte americano da segunda metade da década de 50.

Os dois acabaram se envolvendo (embora na biografia de Rock Hudson Nader negue envolvimento sexual), o que era prato mais do que cheio para as famigeradas revistas de fofoca da época. Tempos em que publicações como a Confidential e Whisper farejavam o ar em busca de escândalos sexuais das estrelas.

Pipocando rumores sobre o relacionamento deles, ainda tiraram fotos num fim de semana de sol a pino. Ponto! Departamento promocional do estúdio de cabelo em pé!

Levaram em conta que George Nader valia infinitamente menos nas bilheterias. Assim sendo, colocaram um fim na história o mandando morar na Europa.

Segundo a biografia Liz, escrita por Donald Spoto, a Metro teve atitude semelhante com Elizabeth Taylor quando era garota e namoradeira. A cada escândalo que se apontava no horizonte a mandavam ao Velho Mundo.

Com Nader parece que foi diferente, porque ele fez carreira sem seriados da televisão inglesa. Já deve ter ido pra lá com contrato fechado, para não voltar tão cedo.

Mesmo assim ele manteve contato com Rock Hudson. O astro de Robot Monster foi um dos beneficiários do espolio de US $ 27 milhões que Hudson deixou ao falecer em 1985, mais precisamente o único a ficar com os imóveis.

Aposentado das telas desde 1974, quando perdeu a visão num acidente de filmagens, se dedicou à literatura de ficção científica. Seu romance Chrome (1978) é considerado inovador por ser cheio de erotismo envolvendo robôs homossexuais.

Muito doente, morreu aos 80 anos em 2002. Na época, a Varity escreveu que foi um “Triste fim para uma vida glamorosa”.

Veja também:
O homem que peitou a máquina
Galãs acima de qualquer suspeita
O lar feliz de Cary Grant e Randolph Scott


Amor ao ritmo de Cuba

Pelo trailer, Chico y Rita é daqueles longas que se tornam instantaneamente um bom motivo para sair de casa. Um épico romântico que perdura 40 anos tendo não só a Havana de cenário, mas Rio de Janeiro, Tóquio, Nova York entre outras grandes cidades.

Na história, um músico se apaixona por uma bailarina da noite cubana, e suas reviravoltas passionais terão a história dos locais em que se desenrolam como pano de fundo. Tudo, claro, embalado por rumba, jazz e bossa nova.

Co-produção entre espanhóis e britânicos, é uma animação voltada para adultos. O que, pelo histórico com filmes similares, já mina as possibilidades de assisti-lo em circuito nacional.

Pelas artes encontradas no site oficial, a excelência dos detalhes cenográficos chama bastante a atenção. Não deixe de assistir ao trailer acima ou clicando aqui!

[Ouvindo: Januária – Chico Buarque]

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Musa do Cinematographo

Ah lá quem que eu achei fuçando o Arquivo Público do Estado de São Paulo!!! “A linda e deliciosa Joan Crawford, estrella da Metro.”

Ela já era capa de revista no Brasil em 1929!!! Pena que quase somente a capa de A Cigarra se dedicava a cinema.

Se olhei direito, a primeira estrela hollywoodiana, pelo menos nas edições que pertencem ao acervo foi Pola Negri em 1921. A revista já estava em seu ano VIII.

Antes do cinematografo, muitas ilustrações de cocotas aleatórias e algumas senhoritas da sociedade paulistana ilustravam sua primeira página. Inegável constatar que o mundo era bem mais sem graça quando Hollywood não existia.

Pena que o termo fuçar seja literal na página do acervo. Super difícil de navegar, confuso, buscas muitas vezes inexistentes, revistas na íntegra num péssimo sistema em flash pesado, e o pior: Muito do que foi escaneado está ilegível...

Quem quiser edições da Fon-fon, ícone do início do século passado, estão disponíveis no acervo da Biblioteca Nacional. Sem poeira nem ácaros!

[Ouvindo: Honey Boy - Baby Baby]

Vai dar praia

Essa mocinha deve saber tudo sobre siris, conchas e areia nos fundilhos do biquíni! Dificílimo ver Annette Funicello sem lembrar de praia.

E capas como essa trilha de Muscle Beach Party? Não parece indicar filme fubá do grosso?

Censura livre! Tolinho, tolinho como o nome da personagem que Funicello repetiu incontáveis vezes: Dee Dee.

Ah!!! O título desse filme no Brasil é espetacular: Quanto mais Músculos Melhor! Jane Russell com certeza concorda...

Um oferecimento Christian Montone

[Ouvindo: That's Amore - Dean Martin]

Infestação de ratos? Ratorcista!

Mickey Mouse em Mickey e Seu Cérebro em Apuros (Runaway Brain, 1995 de Chris Bailey)

Max von Sydow em O Exorcista (The Exorcist, 1973 de William Friedkin)

O frame do Mickey é da época em que tentaram modernizar o personagem, na década de 90. Colocaram, o bicho até pra cantar rap!!!

Homenageando o cinema de horror clássico, esse curta possui violência acima da média do que se pode esperar da patota Disney. Mas nada que a gurizada não possa assistir.

Pouco assistido quando foi lançado (eu pelo menos nunca tinha ouvido falar) está presente no DVD Walt Disney Treasures - Mickey Mouse Em Cores Vivas Volume 2. Coleção, aliás, que ficou incompleta no Brasil.

E olha, pensando agora sobre o camundongo, nunca fui com sua cara. Nunca fui com a cara de protagonista nenhum até nos quadrinhos...

Jamais compreendi a louvação da massa logo pelos mais tontos! Mônica insuportável, Bart medíocre que se acha superior, Luluzinha folgadinha...

[Ouvindo: Mr. Roboto - Styx]

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A divina comédia de Lugosi

Daí que você não foi um cara legal, bate as botas e vai parar no inferno! Chegando lá o capeta é ninguém menos que BELA LUGOSI!!!

E eu iria fazer que nem os babacas que encontram os famosos da TV na rua e começam a gritar seus bordões. No caso “Children of the night...”.

No inferno devem nos oferecer cervejinha quente. E óbvio que se recusaria com “I never drink ... wine!".

“Eu nunca bebo... vinho!” não existe no romance de Bram Stoker. Seria caco adicionado por Lugosi no Drácula de 1931, e totalmente incorporado ao personagem, sendo repetido por quase todos os atores que o fizeram posteriormente.

E ver Bela Lugosi jovenzinho (e sem camisa!), no trono do inferno de Dante no teatro é raro e curioso, mas nada se compara a vê-lo como o Nosso Senhor Jesus Cristo! Relembre clicando aqui.

[Ouvindo: Passaporte Pra Titia - Doris Monteiro]

Moça polivalente

Fabulosa capa! Por ela eu compraria correndo a revista, mesmo se o conteúdo fosse sobre, sei lá, hábitos confusos das cerimônias aborígenes.

Até por que, capas com fotografias não eram muito comuns na década de 40. Perceba que a arte utiliza vários materiais além da pintura.

Pra gente ter noção do apelo comercial das pinups de Arthur Crouch. Compensava o uso do fotolito de melhor qualidade, ou coisa que o valha.

Um oferecimento Paul Malon

[Ouvindo: Fille Ou Garçon - Stone]

Ingrid Pitt R.I.P.

Post bem dolorido. A querida Ingrid Pitt faleceu ontem (23), aos 73 anos de idade em Londres.

Pitt é tão importante para o cinema de horror como Chistopher Lee. Incontáveis vezes foi tida como o equivalente feminino a um dos principais nomes a interpretar Drácula.

Polonesa, sobrevivente dos campos de concentração, se tornou célebre ao participar das produções do estúdio inglês Hammer. Brilhou em muitos filmes de forma única.

Para sempre será lembrada como a Condessa Drácula (Countess Dracula, 1971) e principalmente como a famigerada Marcilla/Carmilla Karnstein de Carmilla, A Vampira de Karntein (Vampire Lover, 1970). Papeis que a perpetuaram com a grande dama do horror inglês.

Sempre muito doce e desperta em todos os documentários sobre os anos de ouro do gênero na Inglaterra, Pitt mantinha contato com seus fãs em redes sociais como MySpace. Era aquela que diante de tudo, se lembrava do inferno que devia ter sido para os figurantes contracenarem em baixas temperaturas...

Cada fã deve ter uma história envolvendo seu nome. Tenho muitas!

Ingrid Pitt de camisola esvoaçante, com caninos salientes faz parte da minha vida pra sempre... Tanto que dei seu nome à minha gatinha ruiva.

A danada da Pitt! Mal sabia eu que seria meu gato que mais sabe admirar a noite...

Que Ingrid Pitt descanse em paz!

Veja também:
Ingrid Pitt: Vida longa à rainha
Eternas estrelas da Hammer

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Jacqueline Myrna homenageada em Passione

Embora já tenha externado apreço por Silvio de Abreu, não tenho saco ao simplismo das novelas atuais, por isso, só saquei agora que Jacqueline Myrna ganhou homenagem na atual Passione. Abreu batizou a personagem de Kate Lyra, uma de suas musas de Mulher Objeto (1981), de Myrna.

Kate Lyra interpretou na Praça é Nossa o mesmo personagem que Jacqueline Myrna na Praça da Alegria. A gringa tolinha que dizia “brasileiro é tão bonzinho!”.

Volto a falar de Myrna porque raramente dá pra prever os rumos de um post. Aquele com sua canção é um destes casos.

Muito popular na TV e cinema dos anos 60, ela simplesmente sumiu do mapa! Pelo menos foi o que li Internet afora...

Incontáveis fãs querendo uma informaçãozinha que seja sobre seu paradeiro. Foi precursora das gostosas que têm seus minutos de fama e desaparecem, embora naquela época esse tempo parecia ser bem maior.

Para compreender direitinho, seria bacana que antes você lesse o post original clicando aqui. Poupará caracteres agora.

Tivemos boas informações (como sempre!) do Refer nos comentários. Lembrou, entre outras coisas, da perseguição sempre nefasta da mídia a quem é bonita.

Sinhá Letícia não se lembra de Jacqueline Myrna mas desencavou o verbete dela no dicionário Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro. Leia na íntegra:

Myrna, Jacqueline
Nasceu em Bucareste, Romênia, em 4 de dezembro de 1944.
Educa-se na França e se radica no Brasil em 1959. Aos dezessete anos chama a atenção do fotógrafo Constantin Tkaczenko, que a convida para fazer cinema, mas acaba deixando escapar a oportunidade. Quando resolve seguir carreira artística, consegue oportunidade na TV Excelsior do Rio de Janeiro, integrando o seu elenco cômico. Em seguida, transfere-se para a TV Record de São Paulo e anima programas infantis com muito sucesso. Trabalha também em teatro, em peças como Uma Certa Cabana, de André Roussin. Estreia no cinema em 1962 no filme Isto é Strip-Tease, vindo depois As Cariocas (1966), que lhe vale o prêmio Governador do Estado, e Confissões do Frei Abóbora (1971).
Participa, como atriz, de uma novela apenas, A Indomável, em 1965. Como cantora, atua na televisão, teatros e boates. Eclética, faz de tudo um pouco na sua carreira, mas, após casar-se, muda para a Europa e abandona a carreira.

Filmografia: 1962 – Isto é Strip-Tease; 1964 – Superbeldades; 1965 – Riacho de Sangue; A Desforra; 1966 – As Cariocas; Amor na Selva; 1967 – Cangaceiros de Lampião; 1968 – As Amorosas; 1969 – Adultério à Brasileira; 1971 – Confissões do Frei Abóbora.


Meu palpite inicial, endossado pelo Refer, parece que estava certo. Oficialmente Jacqueline Myrna regressou à Europa e está casada!

Brasileiro é mesmo bonzinho e com uma memória paupérrima! Ponto?

A imagem maior é um oferecimento TV Globo, a menor Playground dos Dinossauros

[Ouvindo: The Ancient Hours - The Phantom Gift]

Maldito 100% poliéster!

E nem precisa estar um calorão daqueles pra roupa de poliéster ser pior que kryptonita! Superman ainda não sabia disso nos testes de elenco.

Olha só as super rodelas debaixo do braço!!! Lois pediu pizza?

Nos extras da edição estendida em DVD não há uma só palavra sobre o material do uniforme usado nas filmagens. Mas devia ser algo mágico, já que Christopher Reeve, como bom alienígena não sua nunca.

O máximo que tem é Margot Kidder, sempre descoladérrima, relembrando que colocavam tanto enchimento na cueca dele pra disfarçar qualquer volume que às vezes ficava gigantesco. Disfarçar volume numa cueca VERMELHA em cima de uma calça azul?

Como dá pra notar, nos testes não tiveram a mesma preocupação. Enfim, o mais ilustre habitante de Krypton é super humano como eu e você.


As Certinhas do La Dolce

Carmen Verônica
Evidente.

[Ouvindo: Calúnia – Dalva de Oliveira]

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

“Nós gostamos de rapazes!”

O título do LP que faz com que as vendas despenquem! Duvideodó que houvesse moços que levassem pra casa “We Like Guys” sem medo de levantar suspeitas.

E como é preciso gostar ou de rapazes ou de garotas, assim como vender disco de coletânea, a gravadora lançou “We Like Girls!”. A capa também foi devidamente postada pelo Froggyeboggler.

No medo, dava pra levar os dois discos pra casa. E está aí umas das melhores sacadas de marketing da industria fonográfica.

Fizeram uso do socialmente aceito “meninas gostam de meninos/ meninos gostam de meninas” para vender vinil. Como se quem canta só pudessem ser ouvido pelo sexo oposto...

Bizarro é em 2010 ainda se levar a sério esse padrão. E olha que volta e meia o noticiário nos brinda com gente (gentalha) que não só ainda crê na marmota como parte pras vias de fato com quem levaria pra casa só uma destas capas mesmo, não necessariamente seguindo a regrinha que indicada.

[Ouvindo: Take A Shake - Gus Brendel Group]

Disney e a arte de perverter fábulas

Desde 1900 e alguma coisinha que os Estúdios Disney pegam fábulas e contos conhecidos, transformam em desenho animado, e se necessário alteram muitos pontos para agradar a plateia. Mesmo se essas mudanças foram de encontro à mensagem original.

Silly Symphonys foi uma série de animações curtas, produzidas entre os anos 30 e final dos 40 como forma de aprimorar a técnica. De lá pra cá, a maioria desses filmetes teve infinitas reprises na televisão.

O Gafanhoto e As Formigas (The Grasshopper and the Ants, 1934) era o meu favorito. Só fui entender que algo está fora dos eixos revendo agora adulto.

Começa com o simpático gafanhoto cantando e tocando uma musiqueta sobre o quão feliz é, tendo tudo de que precisa disponível. A voz dele (tanto em inglês quanto em português) é a mesma do Pateta.

Em contrapartida, vemos um grupo de formiguinhas dando duro no trabalho. Recolhendo toda sorte de alimento.

Repare que os bichinhos são caricaturas raciais. Bastante semelhante à imagem de Al Johnson pintado de negro em O Cantor de Jazz (Jazz Singer, 1927).

De alguma forma, esse tipo de representação étnica deveria ter certa graça na época. Veríamos formigas novamente da mesma forma em futuras animações.

A rainha formiga flagrará o gafanhoto levando pro lado da fuzarca um dos seus soldadinhos. E claro, passará o maior sabão!

Ao ser contrariada pelo saltitante opositor, decretará que quando o inverno chegar, ele mudará de opinião.

E batata! Vem o inverno e o gafanhoto está ferrado. Azul de frio e fome acaba indo à porta das formigas.

O historiador Leonard Maltin comenta o ineditismo de representar o extremo de fome e frio com a cor azul. Hoje é comum se falar “Estou azul de fome!”.

Enquanto isso, as formiguinhas estão se esbaldando numa verdadeira orgia gastronômica!!!

Benza-Deus que há entre elas coraçõezinhos cristãos! Regatam o gafanhoto e lhes dão sopinha e escalda pés.

A rainha ao identificar o penetra fica PASSADA!!! Levanta seu bumbum real do trono só pra ir falar o clássico “Eu avisei!Eu avisei!”.

“Entre as formigas ninguém come sem trabalhar... Pegue seu violino e...” Não dá pra esperar um final trágico em desenho Disney! “Toque pra gente!”.

E ponto! O gafanhoto fica feliz da vida animando a galerinha dos comes e bebes. E fim!

Vamos lá! Desde quando alguém que se dedica à música é vagabundo? Porque a tal rainha não o contratou antes, para tocar enquanto seus súditos arrumavam comida?

E é evidente que vagabunda mesmo é sua majestade, que nem instrumento toca. Enquanto as coitadas ralam forte, ela anda carregada pra cá e pra lá sem fazer nada, na mais pura mamata.

Mais! Do jeito que foi mostrado, correto estava o gafanhoto. Levou o verão na maciota e sobreviveu ao inverno, do mesmo jeito que as formigas que se estreparam.

[Ouvindo: Pot Pourri Fantasia de Cellos:Primavera/Valsa De Eurídice/Canção Do Amanhecer - Maysa]

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