terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sensualidade em defesa da natureza

E viva a natureza. Da transparência!

Angélica atacando de Cicciolina, do jeito que podia. Embora a italiana foi mais ousada e topava dar pro Saddam Hussein a troco da paz mundial.

Sair na capa da revista Manchete de maiozinho branco como musa da Eco 92 deve ter poupado muito mico leão dourado. O que é a consciência ecológica, minha gente?

Melhor definição da carreira dela eu li nos comentários daqui mesmo. Foi o Refer quem disse a guisa da carreira da espanhola Marisol, outra artista mirim que também seguiu carreira adulta.

As coisas foram invertidas para a brasileira. Começou absurdamente novinha, absurdamente toda sexy, mesmo tendo apenas uns 13 anos cantava sussurrando o amor em trajes diminutos... Daí foi careteando, careteando, até regredir ao estágio nulo da relevância artística.

[Ouvindo: I'll Do The Samba With You – Walter Wanderley]

Periguete from Mars

O melhor nem é que o sujeito se desintegra, menos o óculos, provando que nós terráqueos temos sim metais mais avançados que os marcianos. Mas a cara de “Humpf!” que a Devil Girl From Mars (1954) faz ao final.

Ta pensando que marciana é bagunça? Viaja anos luz pra vir botar pressão e... Catar fortes mancebos para seu planeta!

E suas armas não são apenas revolver desintegrador. Hipnotiza, fica embaçada (!!!) e usa uma bela mini-sais de vinil, o que lhe permite exibir as pernocas, universalmente elogiadas.

Como não é de bom tom moças fazerem viagens interplanetárias sozinhas por aí, anda acompanhada e um robô humanoide. Pausa aí: O designe do robô é bem legal, com membros lembrando patas de inseto, já que um dos avanços tecnológicos deles é transformar o metal em orgânica.

Fora tudo isso, temos a nave da fofa! Mega, hiper, ultra “Amiguinha Xuxa é hora de brincar, estamos esperando só você chegar...”.

Povo da Inglaterra e redondezas: Fujam!

Veja também:
Poster de Devil Girl From Mars


[Ouvindo: Awake Since '78 (MSTRKRFT Remix) – Acid Jacks]

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A seguir em Glee

Como se sabe faz algum tempinho, o seriado “homenageará” The Rocky Horror Picture Show. Durante o red carpet do Emmy, que o E! exibiu ontem, o produtor de Glee explicou a quantas anda o episódio referente ao musical.

As garotas do elenco estão tranquilas, já os rapazes, não acostumados a serem vistos de sunga (muito menos de calcinhas), estão malhando feito doidos! Isso não faz o mínimo sentido para nós, moradores de um país tropical, abençoado por Deus e blábláblá...

Olha, tenho bem mais expectativa pela a ousadia de mexerem em terreno sacro do que pelos rapazolas de pernas à mostra. O musical que levou a expressão “cult movie” ao pé da letra não necessitaria de tal promoção.

Se bem que, um episódio é apenas um episódio. O público desse tipo de programa é daqueles que saem celebrando qualquer novidade, logo eles desencanam por qualquer outra coisa...

Não acho um programa ruim. Assisti ao piloto e sempre paro nele quando tá passando na TV, mas não consigo me apegar às historinhas daquela gente.

[Ouvindo: Invitation – Boz Scaggs]

Você sabe o que é caviar?

Para o chef de O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e o Amante (1989 de Peter Greenaway) há uma explicação para a supervalorização das ovas de esturjão. Comendo alimentos pretos as pessoas sentem-se devorando a morte.

Poder peitar a grande ceifadora, seria motivo mais do que suficiente para se aceitar pagar altos preços. É difícil lembrar de outra comida da mesma cor.

Nem qualquer outro prato de gosto, cheiro e aparência duvidosa que preserve status tão refinado. Particularmente, não sou afeito a correr riscos. Passo!

Mas... Minha amiga dona de casa, sem gato pra puxar o rabo e com senso de aventura, pode se arriscar! Ana Maria Braga já deu receitinha alternativa e caseira garantindo ser ~delícia~, veja!.

[Ouvindo: Boy On A Dolphin – Anthony Perkins]

Caçador de coelhinhas

Ele não foi só o fundador, criador e editor-chefe de uma revista de mulher pelada. Hugh Hefner criou um estilo de vida, ou melhor, a idealização do que seria a vida de um Playboy.

Ironicamente, ao contrário do que esse rótulo sugere, trabalhou pra burro para erguer seu império. Mesmo com as incontáveis imitações (bem mais picantes que sua revista), preservou a ferro e fogo o padrão de qualidade sua publicação.

Como boa parte dos que ficaram célebres ao explorar a sexualidade, é filho de pais religiosos conservadores. À Veja, não confirmou que já levou mais de 2.000 mil mulheres para a cama de sua mansão, alegando nunca ter feito as contas, mas deve ser por aí o número.

Quem sou eu pra contestar essa contabilidade! Namora em bandos, chegando a ter 7 garotas ao mesmo tempo, e está na atividade mesmo octogenário...

Bem aventurada seja a pílula azul! E como macho que é macho se garante, Hefner aparece como um dos primeiros ativistas dos direitos gays no documentário sobre sua vida.

A Playboy surgiu em 1953 com Marilyn Monroe na capa. Fotos estas, pousadas no tempo de penúria, bem antes da atriz se tornar a grande revelação de Hollywood.

Só por ter sobrevivido à onda feminista que varreu o mundo nos anos subsequentes já é um vitorioso. Num mundo absolutamente diferente de quando foi lançada, permanece presenteando o mundo com coelhinhas.

O Brasil, considerado um país liberal, nunca seguiu o conceito da publicação. Os tempos áureos da revista aqui, nos anos 80’s, onde ser playmate significava ser super estrela, ficaram bem pra traz.

Começou com a onda de axé na década passada, quando qualquer bailarina era convidada a mostrar o que os shortinhos de lycra mal escondiam. Agora é assim, de ex-BBB a qualquer cachorra do funk carioca, qualquer uma esta apta a aparecer lá.

Nem tanto pela vulgaridade das fotografadas, mas juntando elas à qualidade banal das fotografias, e a revista perdeu todo o sentido de existir. Mulher comum pelada, em fotos mil vezes mais picantes, é o que mais temos hoje em dia na internet. E de GRAÇA!

Para a matriz, que jamais foi point habitual de atrizes de renome, o importante é preservar suas “garotas do mês” quase como seres mitológicos. Não é pra qualquer uma se tornar coelhinha, e os leitores são conscientes dessa exclusividade.

As fotos desse post são da Agência Magnum. O CulturesHOQ publicou a galeria quando Hefner celebrou 84 primaveras.

Veja também:
A coelhinha assassinada


[Ouvindo: Love Potion No. 9 – Nancy Sit]

domingo, 29 de agosto de 2010

Mundos distintos

E aquele cliché Rock 'n' roll das pedras que rolam... Num tempo em que a computação gráfica está num nível realista espetacular, qual o sentido da caquética técnica “stop motion” continuar existindo?

Meses e meses fotografando bonequinhos até criar movimentos... E por mais rica que seja a produção, não será em todos os momentos em que o resultado fica satisfatório quanto o do GC.

E são estes pensamentos prafrentex que vêm à cabeça ao assistir Coraline E O Mundo Secreto (2009), recente empreitada de Henry Selick nos longa metragem. O mesmo homem que comandou O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993).

Bastam alguns minutos de filme e estas dúvidas se dissipam. Resultado visual ENCANTADOR muito além do que qualquer computador possa conseguir atualmente.

Olha ao fundo desse frame... Um “florescer” de pipoca! Muito mais humanamente quente, o que favorece o livremente a imaginação da plateia.

Durante o lançamento de A Noiva Cadáver (Corpse Bride, 2005) Tim Burton defendeu o stop motion celebrando a vivacidade de tudo o que se vê na tela. Puro artesanato!

Só que Coraline foi além desse filme de Burton. Não arrumou os “soquinhos” típicos da técnica na pós-produção digital.

Pode ser que a história peque da mesma forma que O Estranho Mundo de Jack, em ser sombrio demais para crianças, mas é bem mais complexa. Coraline é outro filme de Henry Selick que só será devidamente reverenciado na posteridade.

Veja também:
Rotoscópia: De carne e osso para desenho
Ray Harryhausen - Gênio trabalhando
Trecho de Mad Monster Party?
Curta do mestre George Pal


[Ouvindo: Nude Lipstick – The Girlwatchers]

sábado, 28 de agosto de 2010

Loira VS. morena

Loira norte-americana contra cigana morena búlgara. A clássica luta entre os pigmentos capilares femininos tendo como estopim, claro, um homem!

Esse Momento ímpar da sétima arte faz parte de Man with the Screaming Brain (2005). E como todo grande filme ruim, é produzido, escrito, protagonizado e dirigido por uma mesma pessoa, Bruce Campbell.

De qualquer forma, serve para ilustrar a teoria de jamais arrumar encrenca nem com chineses, nem com ciganos. Sabe Deus que milenar arte da pancadaria ou da magia eles aprenderam desde pequenininhos...

A loira devia desconhecer tal princípio. Assista no player acima, ou clique aqui.

Veja também:
Mais acertos de desavenças entre damas



[Ouvindo: Royksopp Forever – Röyksopp]

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aos cuidados da Sra. Bogart

Olá, enfermeira! Lauren Bacall caracterizada como tal para a montagem da Broadway de Flor de Cactus (Cactus Flower) em 1966.

Três anos depois, o mesmo texto foi adaptado por Hollywood. O personagem austero parou nas mãos de Ingrid Bergman, em raríssimo papel cômico.

Rendeu ainda o (único) Oscar a Goldie Hawn. Façanha conquistada por poucos estreantes no cinema.

Um oferecimento Bob+Dusty's Whirl-A-Go-Go

[Ouvindo: Ces Bottes Sont Faites Pour Marcher – Eileen]

Brazilian Hitchcock

Frame de Erótica, a Fêmea Sensual (1984). Ao centro, de bigodón e sunglasses, é o galã Germano Vezzani, e lá no fundo o diretor Ody Fraga!

Só reparei na aparição dele nesse filme. Assinaria todas as produções com uma participação surpresa?

Motivo suficiente para rever com mais atenção obras como Volúpia de Mulher (aka The Chick's Ability, 1984) ou Senta No Meu Que Eu Entro Na Sua (1985). Uma coisa é certa, Vezzani era o Cary Grant de Ody Fraga.

Veja também:
O que terá acontecido a Germano Vezzani?
Matilde Mastrangi num set de Ody Fraga


[Ouvindo: Stormy Weather – Sarah Vaughan, Jimmie Jones & Orchestra]

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Hoje na TV

A sessão Vá de Retro (melhor nome ever!) do TCM Brasil exibe hoje (26/08) às 22 horas Fome de Viver (The Hunger, 1983). Cult por excelência!

E como todo filme de culto, os defeitos perdem força diante da admiração e memória afetiva dos fãs. Ele nem tem muitos, dá pra assistir tranquilinho!

Pode incomodar o roteiro truncado e o aspecto de publicidade que o diretor Tony Scott normalmente imprime em seus filmes. Muita contraluz, janelas com cortinas brancas esvoaçantes, etc.

Em contrapartida, um dos melhores desempenhos de David Bowie, o vampiro que tristemente envelhece. Sua parceira de “vida eterna” é Catherine Deneuve, atriz que qualquer elogio à elegância parece redundante.

Sem esquecer da música tema "Bela Lugosi's Dead", cantada pelo Bauhaus. Gravada em 79, coube como uma luva de veludo!

Fome de Viver também vem a calhar nesse momento pelos de vampiros modernizados a dar com um pau. Condizente com a mitologia sem ferir nosso bom senso.

Na década de 90, a TNT exibia o filme sem a (tórrida) cena de sexo entre Deneuve e Susan Sarandon. Como os canais são co-irmãos, talvez a cópia seja igual.

Logo depois (23h40), o clima do TCM muda com O Príncipe Encantado (The Prince and the Showgirl, 1957), único filme produzido por Marilyn Monroe. Leia sobre ele clicando aqui.

Horários segundo o site oficial da emissora em português

[Ouvindo: Mad About the Boy – Dinah Washington]

As Certinhas do La Dolce

Marilyn Hanold
Campestre.


[Ouvindo: DUVET: S.E. Lain Opening – BoA]

Crepúsculo do macho

O ícone David Cardoso com o elenco feminino de A Ilha do Desejo (1975). Note que sempre há uma mais ansiosinha para ouvir o “rodando!”.

E Não deve existir tese de mestrado sobre a invenção do machão latino americano/brasileiro que esqueça seu nome. Parceiro constante na tela das mais belas mulheres do cinema nacional, de Vera Fisher a Matilde Mastrangi de freirinha despudorada (na foto menor).

Chamado algumas vezes de Rei das Telas ou da Boca, infelizmente é mais associável à sexualidade a prova de bala do que aos méritos cinematográficos. Sua extensa filmografia contém trabalhos como ator, produtor e diretor.

No IMDB (não confiável para artistas nacionais, vale lembrar), ele não trabalha como ator desde 2006, quando apareceu num episódio da série Carga Pesada. Foi nesse mesmo ano que o vi pela última vez, peregrinando na TV para promover sua biografia.

Atualmente estaria vivendo como fazendeiro no Pantanal (MT). O Pornochancheiro (de onde retirei estas imagens) tem post relembrando a parceria de Cardoso com o cineasta Jean Garrett.

Veja também:
O homem, o mito, a lenda...


[Ouvindo: Sera El Amor – Carmen Sevilla]

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Com o que sonham as garotas

Lauren Bacall, Marilyn Monroe e Betty Grable, juntas com missão em comum: Colocar o burro à sombra graças a um casamento. Só que as coisas não são tão fáceis como elas imaginavam.

Barriga vazia e sonhos nas alturas. O tema de Como Agarrar Um Milionário (How to Marry a Millionaire) de 1953 mal é atual em 2010...

[Ouvindo: The Locomotion – Ito Yukari]

Para sempre Laura

Precisa de brinde pra se ter Laura (1944) na nossa coleção? Só a existência deste filme em DVD já é louvável, sendo que nunca havia sido distribuído em VHS no Brasil.

O caso é que nem toda pomposa edição de luxo cumpre o que promete. No caso da obra máxima de Otto Preminger, lançado pela Fox, não se tem do que reclamar!

Começando pela inclusão de encarte, coisa que a industria do DVD abandonou faz tempo! Ainda por cima não é um encarte qualquer.

O livreto (em papel couché brilhante) imita um bloco de anotações. Igualzinho àqueles que os detetives dos filmes noir usavam.

Muito legal! Tem até marcas fingindo que uma caneca de café foi colocada em cima de algumas páginas.

Laura já tinham saído antes, também em edição dupla, com aquelas capinhas horrorosas que reproduzem os pôsteres atravessados. Desconheço se o material bônus é igual ao são da Cinema Reserve.

No segundo disco há documentários realmente relevantes. O piorzinho (com apenas 12 minutos) é sobre a produção, daqueles feitos a toque de caixa para entrarem nos DVDs.

Daí vem a cerejinha do bolo: Existem outros dois longos produzidos pelo canal Biography, sobre a vida de Vincent Price (The Versatile Villain) e de Gene Tierney (A Shattered Portrait), a trágica estrela que atraiu príncipes e presidentes.

Tudo de lambuja! Só estes especiais, repletos de cenas e fotos dos pontos altos das carreiras deles, já valeriam a compra.

Uma coisa que não me seduz mais são “cenas deletadas”. Tem uma aqui, mas como sempre, tanto faz, tanto fez...

Estranho que a contracapa do DVD é bem sucinta quanto aos extras. Só indica a existência de documentários (genericamente assim mesmo, sem especificar), cena deletada, trailer e faixas de comentários de especialistas.

Imagina a alegria da criança ao abrir a embalagem e se deparar com o bloquinho? Pura felicidade!

[Ouvindo: My Buddy – Nancy Sinatra]

Rapazinho de futuro

Não leve em conta o Macintosh ali ao lado. Steve Jobs, nessa foto de 1981, não parece ator pornô dos idos das boogie nights?

Sei lá se é a camisa xadrez ou o bigodón... Tipo um Jon King do mundo geek.

Partidão, hein Rosa?

[Ouvindo: On Melancholy Hill – Khan]

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