sexta-feira, 31 de julho de 2009

Esculpida em carrara

Das transformações mais bizarras que eu já vi está esta Barbra Streisand. Dificilmente saberia quem é sem ler a legenda da Vogue.
Maquiagem, luz e o ângulo certo transformaram Isabella Rossellini na Streisand em seus tempos glamorosos. Ahaaam...

Veja também:
John Candy como Divine
Courtney Love como Jean Harlow
Diana Ross como Josephine Baker
Val Kilmer como Jim Morrison
Marilyn Monroe como Marlene Dietrich


[Ouvindo: Black Sand – Brainticket]

Amo muito tudo isso


Hiro é daqueles artistas que a gente já viu muito suas obras sem saber que eram dele. É o desenhista que ilustra as toalhinhas do McDonalds.

O trabalho dele vai muito além disso, conforme o que publica em seu blog, link experto dado por Ana Laura via Twitter. Uma graça a série Fast Girl, espécie de “As Certinhas do La Dolce”, onde reconta suas estrelas marcantes de forma bem pessoal.

Veja também:
O dono do sobrenome McDonald


[Ouvindo: Tennessee Stud – Johnny Cash]

Ladies and gentlemen:


Ex-herói do futebol descontando no álcool um insuspeito segredo do passado.

[Ouvindo: Spooky - Dusty Springfield]

Filmes B trilhas sonoras A


Se com atores em final de carreira é natural aparecerem em filmes de baixo orçamento, para emprestarem certa dignidade a projetos esdrúxulos, e, claro, trabalharem, o mesmo não se aplica necessariamente a compositores. É possível ouvir a partitura dos mais renomados músicos em toda sorte de produção.

Isso porque, estúdios de Hollywood dificilmente usavam seus astros de primeira linha em filmes de horror e fantasia, considerados menores, mas compositores contratados estavam à disposição para o que desse e viesse, muitas vezes apenas com trabalhos antigos reciclados por terceiros. Mischa Bakaleinikoff era especialista nisso, reaproveitava acordes do acervo da Columbia para filmes de monstro, e posteriormente foi criando sua obra como em O Monstro do Mar Revolto (It Came from Beneath the Sea, 1955).

Célebre, Bernard Herrmann é o festejado compositor de Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941) e seu nome é associado ao do mestre Alfred Hitchcock. Aparece também nos créditos de Jasão e O Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963), O Círculo do Medo (Cape Fear, 1962) e no inacreditável Nasce Um Monstro (Its Alive, 1974), aquele onde o bebê já nasce apavorando todos à sua volta.

Ennio Morricone aparece narrando musicalmente obras primas como Era Uma Vez no Oeste (C'era una volta il West, 68) mas dezenas de bang-bangs espaguete e gialos de gosto duvidoso, embora deliciosos. Fez parceria artística com conterrâneos famosos como Mario Bava, Dario Argento a Sergio Leone, mas com outros absolutamente obscuros até ganhar o carimbo de cult ao ter trabalhos clássico reaproveitado por Tarantino.

Habitual freqüentador da entrega do Oscar (indicado 13 vezes, ganhou 4), Henry Mancini pode ser considerado o mais versátil de todos. Compositor típico das comédias leves de Blake Edwards, será eternamente lembrado pelas trilha de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1962), O Passo do elefantinho de Hatari! (62) E "The Pink Panther Theme".

Fez-se presente de forma marcante na era dos monstros radioativos da década de 50. A grandiosa música de Tarântula (Tarantula, 55) serviu de base para quase todas as outras películas que pretendiam assustar.

No blog Universal Horror Sounds você pode conhecer esta trilha, e clicando aqui, confere a capa da fotonovela usando frames de Tarântula lançada no Brasil naquela época. Prova incontestável do sucesso do filme risível para os padrões de hoje.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Curto e grosso


Imagina que o anúncio de Super 8 de ...E O Vento Levou tivesse um saquinho plástico de supermercado sendo levado pelo vento, A Dança dos Vampiros um baile com vampiros. Pode não ser original, mas a gente sabe exatamente do que trata este Erotic Hands.

Veja também:
O poster mais eficaz de todos os tempos
UFOS em seletas salas


[Ouvindo: Jo Jo Lo (Delicate Beauty) – Akido]

As Certinhas do La Dolce

Yvonne De Carlo


harmoniosa.


[Ouvindo: Wait For Me – Sean Lennon]

Conflito de gerações


A historinha até que termina bem óbvia, mas vale como registro legítimo do movimento hippie na classe média brasileira. Tina sempre foi minha personagem do Mauricio de Souza preferida.

Mesmo quando era criança, os roteiros reservados a ela sempre me pareceram os mais interessantes. Embora eu não tenha chegado a ter contato com essa fase paz e amor, só uma coisa 80’s tipo Capricho – A Revista da Gatinha.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Petrobrás, a gente não quer só comida


Da série “coisas que não entendo nesse Brasil de meu Deus”. É mais louvável que a Petrobrás invista em cultura do que em anúncio de revista semanal, isso é óbvio, mas que esse dinheiro beneficie não só o produtor a comer caviar, mas o consumidor em si.

Olha a coleção em DVD do Joaquim Pedro de Andrade, distribuída pela Videofilmes, que coisa mais irreal! Saiu cheio de logos da estatal nas capas, alardeada como a 8ª maravilha em restauração, mas não é pra qualquer bico.

Ironia que seja justo com os filmes deste diretor. Não é vendida em lojas populares e os títulos à venda (Macunaíma e Os Inconfidentes estão esgotados nos sites pesquisados) custam entre R$ 49,90 (Submarino) e R$ 45,90 (2001 Video). O Box com seis sai por exorbitantes R$ 259,00, mais do que a metade do salário mínimo atual (R$ 465,00).

Preços abusivos para um produto custeado com verba pública. É como se a gente pagasse a reforma do imóvel onde se mora e isso não só deixa-se de ser descontado do aluguel como proporciona-se aumento do mesmo.

Estes valores se justificariam se a distribuidora tivesse bancado a restauração, ou fosse discos duplos, o que não é nenhum dos casos. Trocando em miúdos: A Petrobrás pagou um serviço para que ele pudesse ser lucrativo ao ser comercializado para a elite. Só no Brasil para o governo financiar cultura de forma interessante apenas ao produtor, não ao público.

Lembrando que o tal Vale Cultura, beneficio ao trabalhador que está para ser votado, poderá comprar apenas um desses filmes brasileiros importantes. Ou nem isso já que se a compra for online, os valores não incluem o frete.

Tinham que ser vendidos em banca de revista a R$ 5,00 cada! Duvido que a distribuidora tivesse prejuízo e só não assistiria quem não quisesse.

[Ouvindo: You've Got a Friend in Me – Lyle Lovett, Randy Newman]

Proposta indecorosa


Costurar meias? Preparar carne defumada com repolho? E isso lá são coisas a se propor pra uma belezura como Veronica Lake?

Coisa de tira! Não é á toa que em filmes noir, como Alma Torturada (This Gun for Hire, 1942), o bandido acaba sendo muito mais interessante.

O desse é Philip Raven (Allan Ladd), matador que chega a esbofetear uma piranha por maltratar seu gatinho. Detestávelmente simpático!

Veja também:
O lado negro de Lucy
Sebo nas canelas, querida


[Ouvindo: Brazilian Nocturne – Charles Magnante]

Pausa para nossos comerciais


Essa laranja é da boa. Sukita – A laranja da Brahma

Grande mistério da humanidade: Não há UM, unzinho, garçom nesse planeta que a gente peça Fanta e na falta dela deixe de ofereçer Sukita!

Não há nada a ver uma com a outra além da cor. O sabor de Sukita é uma mistura de água tônica, Ki-Suco e Melhoral infantil. Argh!

E cada vez, ao ouvir a sugestão, o meu “Não! Não!” é mais rápido. Gozado que com Coca-Cola, se só tiverem Pepsi o tom é de: “Pepsi não serve, né?”

[Ouvindo: El Fermlia - Boutaiba Sghir]

terça-feira, 28 de julho de 2009

Entre tapas e beijos


Marc Singer foi o Petrúcchio estilizado e de físico à mostra nessa montagem 70’s de A Megera Domada. Mas shakespearianismos à parte, se especializou em séries de TV de ficção científica entre outras coisinhas...

Para não perder o ensejo, faça download clicando aqui de um PDF com a tradução para o português de The Taming of the Shrew. Domínio público é bom e a gente gosta muito.

[Ouvindo: La Rue – Cortex]

Na cama com o Oscar


Sorry, periferia! É pras concorrentes se cortarem de inveja MESMO!

O recadinho da foto é que Joan Crawford ficou horas sendo fotografada e dando entrevistas ao telefone que caiu exausta. Em 1946, por Almas em Suplício (Mildred Pierce), ela finalmente levava seu (único) Oscar.

Além da sempre favorita Ingrid Bergman, competia com Gene Tierney em Amar Foi Minha Ruína (Leave Her to Heaven), uma das mais pérfidas e belas vilãs que o cinema já nos proporcionou. Páreo duríssimo inimaginável para as premiações atuais da Academia.

Tanto que Crawford, já então veterana, não estava presente à cerimônia. Com medo de ser derrotada alegou uma indisposição física.

Arrependida, chamou todos os órgãos de imprensa à sua mansão para agradecer o prêmio. O resultado são estas imagens, além de mais uma boa história a seu respeito.

Veja também:
Rainha do chilique
O poster mais eficaz de todos os tempos
Pepsi, vodka e duas pedras de gelo
O homem mais desejado de Hollywood


[Ouvindo: Lah Lah Ya S'habi – Bellemou & Benfissa]

Laquê Karina feelings


Saias engomadas em chamas! Originalmente Peggy, Cherie e Babette, ou apenas DeCastro Sisters, é puro Girl Power em ação!

Trocaram Cuba por Miami na década de 30, conseguindo o apadrinhamento de luxo de ninguém menos que Carmen Miranda. Afinadas, conseguiram emplacar pelo menos um hit nas paradas, tornando-se uma espécie de Andrews Sisters com tempero latino.

Um oferecimento Stirred, Straight Up, with a Twist

[Ouvindo: Tum Ne – Asha Bhosle & Mohd. Rafi Chura Liya Hai]

domingo, 26 de julho de 2009

3 frames para Divine


O papel da Divine em Problemas Femininos (Female Trouble, 74, John Waters) está na mesma galeria das heroínas que amadurecem bravamente, ao lado de Scarlet O'Hara. E ainda é socialmente realista!

Quantas mães criam seus filhos de forma esculhambada e depois se surpreendem por terem gerado um marginal debaixo de seu teto? Pelo menos dá pra ficar famosa descendo o sarrafo no Super Nanny...

Veja também:
3 frames para Norma Bengell
Filho único já!


[Ouvindo: L'accordeoniste – Edith Piaf]

Bonequinha de luxo tropical


Pra você ver as ironias desta vida! As duas têm o mesmo tipo de beleza, mas enquanto Audrey Hepburn entrou pra história como exemplo de elegância, a nossa Zezé Macedo como exemplo de feiúra.

De Dona Carochinha no Sítio do Pica Pau Amarelo a Dona Bela na Escolinha do Professor Raimundo, sempre trabalhou tomando proveito da estética diferente. Mesmo em trabalhos de quando jovem, como as chanchadas da Atlântida, foi invariavelmente a esposa bizarra.

Ouvi falar que ela era assim porque fez cirurgia plástica no INAMPS. Não deve ser verdade...

Veja também:
Divine e Ursula - Separadas na maternidade


[Ouvindo: Estação Derradeira – Chico Buarque]

Onde o Zé do Caixão pôs as mãos


Sensacional! O DVD de A Encarnação do Demônio vendido na 2001 faz parte da série exclusiva autografada pelos diretores. E não custa mais do que nas outras lojas.

Mas não enrole muito porque o último da loja da Paulista foi deste que vos bloga, mas no site ainda tem. Adoraria que fosse um post pago, mas pra falar de um produto destes não precisa! Ter um autógrafo do próprio punho de um dos maiores gênios vivos da cultura brasileira é de interesse geral.

Possui ainda extras bacaninhas, áudio 5.1, mas um porém: Distribuído pela major americana Fox (quem diria!), vem naqueles estojos porcos Slim, que ferram a padronização da DVDteca de qualquer um na estante.

E fiquei imaginando o upa que deve ter sido ao José Mojica Marins autografar dezenas de capinhas usando aquelas unhas...

Veja também:
Autógrafo do John Waters
Autógrafo do Silvio de Abreu
"Autógrafo" da Angélica
Autógrafo da Regina Casé
Método de interpretação do José Mojica Marins
Zé do Caixão cover


[Ouvindo: Maniqui Parisien – Sarita Montiel]

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Gente como a gente

Se nem jujubas mais são feitas como antigamente, a gente iria querer que a pornografia fosse? Industrialmente não está tão longe de uma pobre fábrica de salsichas.

Um monte de carne esteticamente há anos luz do que um ser humano comum pode ser. Em contrapartida, as estripulias aumentaram o que não esconde a pobreza de imaginação inspiradora.

Os bons tempos não voltaram, e duvido que isto aconteça, mas dá pra quebrar um galho! Meias listradas destas custam em torno de 16 mangos em lojas de artigos esportivos. Um short de jeans desfiado nas bordas não custa nada!

Basta calça velha, tesoura, e definir o quanto será cortado... Mãos à obra!

[Ouvindo: La La La (Land Of 1000 Dances) – The Vandogs]

Ladies and gentlemen:

Implacável destroçadora de corações em estrondoso Technicolor!

[Ouvindo: Sufre Como Yo – Albert Pla]

Santa publicidade!

O céu é o limite para o departamento de publicidade dos grandes estúdios. Olha este quiproquó nos bastidores de De Repente No Último Verão (Suddenly, Last Summer, 59) da Columbia!

Deve ter corrido o mundo esta foto que encontrei da Katharine Hepburn perdendo a cabeça com Elizabeth Taylor e Montgomery Cliff chegando às vias de fato com o diretor Joseph L. Mankiewicz! Pra depois, em letras miúdas, explicarem que é brincadeirinha.

Conhecidamente, os sets de Hepburn eram pura harmonia. Ao contrário de outras grandes estrelas, os técnicos se estapeavam para participar deles.

Diziam que era seu costume dar uma pausa nas filmagens e promover piqueniques com todos os presentes. Quem é grande é grande, não precisa se auto-afirmar à custa de terceiros...

Veja também:
A vida secreta de Katharine Hepburn


[Ouvindo: Le Tango – Juliette Gréco]

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vedete com licença para matar


Não descanso enquanto não arrumar A Espiã Que Entrou Em Fria (67), versão brasileira de 007! Carmem Verônica, só pelo pôster, está FA-BU-LO-SA como Jane Bond.

Veja também as interpretações do Brasil para:
Tubarão, E.T., Planeta dos Macacos e Calígula.
A ardente espionagem de Brigitte Montfort


[Ouvindo: Bewildered– Shirley and Lee]

Galãs acima de qualquer suspeita


Se há alguém na TV do Brasil que eu respeito é Gilberto Braga. E se ele disse que ator gay com jeito pra galã tem mais é que ficar quieto se não as periquitas sossegam, é porque deve ser verdade.

Ramon Novarro, grande astro da era silenciosa do cinema, estrelou o Ben-Hur, de 25, e sobreviveu à chegada do som. Tinha cacife para ser par romântico de Greta Garbo com o nome em destaque nos créditos igual ao dela .

Não me enganou em Mata-Hari (31). A voz meiga e os movimentos suaves parecem mais destacados ao lado da gélida Garbo.

De qualquer forma, esta também foi a opinião da crítica no saudoso Guia de Vídeo Nova Cultural: “Garbo está deslumbrante fazendo o tipo exótico, mas sua altivez provoca risível contraste com a chocante feminilidade de Novarro (...)”.

É provável que a carreira de Tab Hunter, cantor teen preferido de muitas garotinhas 50’s, tenha ruído após circular boatos de que ele era gay, com foto de nu e tudo. Aconteceu algo semelhante com Marlon Brando, mas Hunter nem de longe possuía o mesmo prestígio.

Além de ser o empata samba entre James Dean e Natalie Wood em Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 55), Sal Mineo alimentou bocas de Matildes por décadas. No semi-documentário Carne Fresca (Beefcake, 98), sobre os bastidores das fotos escandalosas de Bob Mizer, descobre-se que Mineo frequentava as altas baladas cercado por jovens mancebos!

Ruy Castro conta no livro Saudades do Século XX um caso pitoresco dos bastidores de Psicose (Psycho, 61). Hitchcock teria ficado furioso com a falta de masculinidade de John Gavin, logo nas primeiras cenas, quando ele aparece num quarto de hotel vagabundo com a namorada Janet Leigh.

Tentaram inúmeras vezes com que o clima do casal parecesse eroticamente convincente. O diretor acabou lhe reservando o mesmo destino que dava a qualquer ator que não fizesse o que ele queria: Não lhe favoreceu com closes ou destaque maior no resto da película.

Dos primórdios pra cá pouca coisa mudou em Hollywood. Ou agora ninguém é gay, ou a opinião de Gilberto Braga é senso comum.

Woody Allen provavelmente estava errado ao declarar que os homossexuais tomaram o poder na capital do cinema ao descobrirem que Lassie era macho.

Veja também:
Rock Hudson está casado!
O segredinho de Marlon Brando
Louella Parsons e Hedda Hopper - As rainhas do mexerico
O lar feliz de Cary Grant e Randolph Scott
”O Charme diferente dos galãs 1980”


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