sábado, 27 de janeiro de 2007

Indiana Jones e o Templo da Perdição

E no alvorecer do VHS muitos filmes proibidos pela censura viram a luz! Diz que nos anos de repressão era chique ir pra Europa e voltar contando ter assistido a O Último Tango em Paris. “A cena da manteiga... Wow!”. Mentira! A cena da manteiga estava mais para aaaaaaah do que para wow! Dezenas de outros ganharam status dez anos depois de seus lançamentos em cinema, não por serem grande coisa, mas porque simplesmente se podia assisti-los. E melhor! No conforto do nosso lar!!! Teve Amor Estranho Amor, onde a Xuxa botava pra quebrar com uma garotinho, Cristiane F. Drogada e Prostituída, Garganta Profunda e claro, Calígula. Pra alugar este último fui o caminho inteiro ensaiando o que diria pra mocinha da locadora. Era um frisson! Na era digital esse tipo de película sensacionalista perdeu qualquer sentido. Se é que já o teve... Nem fazia idéia de que existisse fist fuck nesse mundão, por exemplo. Com internet, qualquer obscenidade virou história da carochinha. Fui rever a malfadada biografia do imperador romano em DVD e, se não fosse uma ceninha mais hot aqui e ali, teria caído no sono. Se quiser um filme sério tem aquele monte de cena de sacanagem atravancando o caminho, se quiser um de sacanagem tem aquele monte de cenas sérias atravancando o caminho. O disquinho seria dinheiro perdido se não viesse um making of gigantesco (uuuuuh!) onde dá pra se divertir com as entrevistas do produtor, o chefão da revista de sexo Penthouse, e das “atrizes” e modelos da revista, todos trajando o que havia de mais excessivo na moda 80s. E se te contar que no auge do vídeo caseiro aluguei esse mesmo documentário separadamente? Estampava na capa que, além dos bastidores de Calígula, continha a Madonna pelada. Na verdade era um monte de fotos antiguíssimas da futura senhora Guy Ritchie. Inocência? Olha que naquela época já se falava em pica pau amarelo na TV...

[Ouvindo: I'm Not a Juvenile Delinquent – Frankie Lymon & the Teenagers]

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Cães de Aluguel

E teve aquele português que não sabia quantos patrícios eram necessários para se trocar uma lâmpada! E a norte americana que está tentando aprender português. Inteligente o suficiente para saber que a língua falada no Brasil não é o espanhol. Muito mais suave segundo a própria. Deu como exemplo olhos e ojos... Uma das principais graças de se perambular pela Internet, sentir o mundo cada vez mais apertado. E impera mesmo aquela visão de que vivemos num país glamuroso, de pessoas exóticas de abacaxi na cabeça, sempre com o tesão à flor da pele... Quase como as retroposições nas películas de Hitchcock! As escabrosas notícias dos turistas ingleses, aqueles assaltados no trajeto do aeroporto ao hotel, não atravessaram nossas fronteiras! Ainda bem, teriam uma visão ainda mais distorcida da amada pátria mãe gentil. Os bandidos mais esfomeadamente perigosos não são os de arma em punho. E a irmãzinha de uma amiga, moça seguidora de Paulo, temente e dizimista, confrontou uma colega de trabalho por não se conformar que continue freqüentadora da igreja dos bispos Sônia e Estevam Hernandes, perseguidos até pelo (wow!) FBI. Ouviu o óbvio: “Ué, e os padres? Quantos escândalos de pedofilia e você continua lá.”. Touché! “Calma meninas, há picaretas para todo mundo! Não briguem!” teria dito eu se presenciasse a contenda. E estes escândalos da Renascer nem me tocam muito. Não se paga os tufos em roupas ridículas para se parecer menos pobre? Ou num perfume abstrato para que nosso cheiro natural se omita? Igualzinho, igualzinho com a moralidade...

[Ouvindo: Make Your Own Kind Of Music – Mama Cass]

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

O Clamor do Sexo

Imagina: Um dia te dá a loca e você resolve fazer suas necessidades fisiológicas no meio da rua. Não, você não está bêbada ou coisa que o valha. Simplesmente deu vontade e mandou pra fora ali mesmo. Mas... Como sempre tem um mas, aquela sua vizinha fofoqueira estava na janela! Espalhou para não só a rua, mas seu bairro inteiro a atitude heróica. O que fazer agora? Bem, se você for brasileira e uma destas fulanas experrrrrrtas (e elas mal existem, né?), sem maiores talentos para qualquer coisa que seja, aproveita a súbita fama para entrar na justiça e mandar a vizinha simplesmente fechar a janela com tijolos! Oh! Que sentido isso faz? Eu gosto do You Tube, mas porque a Daniella Cicarelli quis dar(!!!) uma de Luz del Fuego num lugar público fiquei privado dele! Eu que nem gozei nem nada, trabalho honestamente (como é obrigação), tento sobreviver ás minhas custas, sem patavina a ver com seus hormônios ebulitivos, sua possível pobre educação familiar ou senso de civilidade... É fia, não tenho mais do que dois gatos pra puxar pelo rabo, mas aprendi direitinho o que mamãe me ensinou. Usuários da Brasil Telecom ficaram sem seu livre (e democrático) acesso ao site por quatro dias. Quatro dias em que levamos na cara, outra vez, a gandaia que é um país como o Brasil, onde a “justiça” tem tempo de sobra para agir num caso incrivelmente sem pé nem cabeça. O jogo cada vez mais sórdido do vale tudo pela fama ganha um novo capítulo. Só me resta um apela á senhora Cicarelli: “Tem culpa eu?”.

[Ouvindo: Italian Mambo – Rosemary Clooney]

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Billy Elliot

Talvez a primeira especulação bizarra sobre a sexualidade tenha sido se Jesus Cristo era ou não amante de Maria Madalena. Taí o Código da Vinci que não me deixa mentir... Milhares de anos depois um espertalhão ainda ganha os tufos de dinheiro com a mesma indagação. Numa época remota, mas nem tanto, quando comecei a escrever em um jornal, era um upa qualquer relação com os leitores, já que dependíamos de correio e não dessa maravilha chamada e-mail. Estranhamente, todas, absolutamente todas, as que recebia eram de cunho altamente venenoso. Minha coluna era recorde em receber tais mimos. Devo ter uma ou outra arquivada, as mais bizarras pelo menos. De padre me negando o direito a ir ao céu (Hahahá) a beata me rogando uma praga cabeluda por eu não ter (segundo a própria) Cristo no coração. Hahahá 2! Mas o volume das gargalhadas na redação não se comparou quando um sujeito (anônimo como todo idiota normalmente é) se deu ao trabalho de selar e ir até uma agência dos correios para perguntar qual era meu tipo, em resposta á pequena notinha da edição de sábado quando citei a frase, sei lá de quem, de que viado é o filho dos outro e homossexual o nosso. Tá? Gente ocupada é isso aí! Esperta foi uma ex amiga que abria a boca e soltava flores. Certa vez na faculdade tava ela saltitando pelos prados verdejantes quando um marombado menos feliz atacou “Você acha que engana quem com este teu jeitinho?” sem esperar que pudesse ter ido dormir sem ouvir: “E isto altera em quê tua vidinha medíocre?”. Pooooow!

[Ouvindo: Coffe and TV – Blur]
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