sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Nunca Fomos Tão Felizes



Vi 2 Filhos de Francisco, o estouro nas bilheterias de 2005 e a aposta brasileira ao Oscar. Minha modesta opinião em uma palavra: PODRE! Muitas outras você lê clicando aqui, no Cinemorama . E fazendo a quase já tradicional retrospectiva (e expectativa) do ano, foi a vez, na filmoteca daqui de casa, de Kill Bill. Visto e ouvido à exaustão. Reconheci enfim que Tarantino é o cara. Como se isso fizesse alguma diferença para ele, né? Mais! Foi quando dei um "já vai tarde" ao Video Home System!!! E a pirataria correu solta não só na pracinha, mas aqui em casa. Aqui em casa correu, mas cansou. DVD original é mais bacana até pra fazer screenshot, transformar áudio em MP3 e os pirateiros em si são uma gente muito chata. E de gente escrota, já sabe, né? Distância! Minha fobia a seres humanos nunca esteve tão forte... Humpf! Falando nisso, agora em janeiro já faz dois (!!!) anos, parecendo 80, que dou aulas. Aliás, dou mesmo, porque o salário, ó! Não tô podendo! Queira o bom Deus a possibilidade em 2006 de mandar tudo à merda! Decidi que vou fazer kung fu, aprender japonês e ganhar mais 20 quilos às custas de shake gringo. Devotei-me a São Francisco de Assis, mesmo não sendo católico, graças a um sumiço da Glenda. Passei a dormir agarrado todas as noites ao Boris, porque um dia isso não será mais possível. O orgânico tem destas coisas, envelhece e some, sabe-se lá pra onde. E teve aquele sustão do hacker em agosto, bem quando reeditei o Come Bolacha, Graziela!, e por coincidência absurda tudo estava relacionado. Oh! E o vídeo ganhou até (quem diria) comunidade no Orkut feita pelo Brett e um trailer. Dá pra conferir ambos clicando ali ao lado. Junior, meu segundo PC, teve morte súbita, porque queimou o cooler. E lá sabia que queimar o cooler era tão perigoso? Agora jaz ao lado do finado Matusalém, dando vez a Bruce, vindo de uma forte linhagem de Bruces. Banner, Lee, Wayne, Willis, todos bons de porrada!

[Ouvindo: Alexa Vega - Game Over]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Tomates Verdes Fritos



E entre minhas frases de fréu-fréu-fréu prediletas (ditas logo depois de ouvir uma coisa estúpida qualquer) estão aquelas em resposta a "Trabalho porque gosto" ou "O que me paga são os sorrisos de satisfação"... Ok, minha fofa, então já que não faz questão nenhuma, passa teu rico dinheirinho pra mim, porque realmente ao sair de casa é nele que estou pensando. Sem vergonha nenhuma! Não sou um daqueles medonhos mercenários da informática e claro que ver sorrisos por um trabalho bem feito conta muito... Mas e lá sou dentista? Fala sério se o aconchego do teu lar não é o melhor lugar do mundo para se passar dias e noites de chinelão (aquele mesmo que não tem - ou tinha - cheiro, não deforma nem solta as tiras)? E aquela amiga de humor precário exclamando que pra ir trabalhar e não fazer nada, preferia ficar em casa fazendo um booooooolo de chocolate vai para minha antologia de momentos ímpares!!! Já pensei seriamente em comprar a fantástica fábrica de coxinhas (como visto na TV) e vender o cento a cinquentão. Emprego dos sonhos mesmo seria aquele muito bem remunerado, após as 14 hs, executado em frente (apenas) a um PC, a que se pudesse ir de camiseta (ou uniforme extremamente cool) e, no caso de nem confiança pra fazer a barba todo santo dia, tudo bem. Ah, e um chefe que te ache a coisa mais incrível deste lado do ocidente, e assuma que sem você aquela empresa não seria a mesma. Enquanto seu lobo não vem, a gente tenta pelo menos fazer tudo direitinho, sem o menor stress possível, afinal, muito trabalho sem diversão faz de Jack um bobão!

[Ouvindo: Mohammed Rafi - Jaan Pehechaan Ho]

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Um Dia de Fúria



E tô bege que levei um trucão da SAMSUNG! Cá ente nós, este humilíssimo escriba merece que uma multinacional de origem coreana leve seu minguado aqüé, conseguido com muito suor, honestidade, e principalmente, na vertical e sem enganar ninguém? Hung? Tá, conto o calvário, até com certa preguiça, porque tive que contar por exatas 6 vezes ao telefone hoje! Wow, wow, wow! Adquiri um "incrível" modelo de celular SCH-N480 da referida marca, que vinha com uma graciosa câmera fotográfica embutida e necas de pitibiriba de USB, software ou coisa do gênero para poder ver as fotos em qualquer PC. Pensei se tratar de mais um truque da operadora Vivo, a fim de que fosse possível enviar as fotografias apenas via e-mail e, assim, consumir créditos, e depois que procurei comprar (!!!) o cabo a um preço pra lá de abusivo, e óbvio, via site oficial da SAMSUNG, baixei o drive e o software indicado para tal modelo. Não só eu como centenas de outras pessoas (segundo se constata na comunidade deste modelo no Orkut!) clicaram na seção downloads, digitaram SCH-N480 e foram levados ao link. O PC Link 1.0 é um arquivo zipado de "apenas" 16 mega!!! Bem, que não tenho internet em casa até o Zorro já deve saber a essas alturas, e que isso causou um transtorno triplo nem preciso contar aqui... Horas baixando, depois dezipando, e a surpresa ao ver que aquilo criou várias outras pastinhas estranhas com arquivos .cab. Bizarro uma corporação como a SAMSUNG entregar aos clientes um software mal compilado como aquele, mas já não duvido de nada nos dias de hoje... Mas depois de todo transtorno, só consigo usá-lo após reinstalá-lo, precisando fazer isso diariamente!!! O manual é porcamente sucinto no que diz respeito a qualquer informação de como entrar em contato com a empresa, indicando apenas a homepage, aliás, não há nele uma linha sequer de como se proceder para descarregar as fotos! Só consegui o tal telefone ontem, e qual não foi minha surpresa ao ligar e ser muito mal atendido por umas gurias bem desinformadas quanto a softwares e que ainda têm a petulância de teimar (comigo!!!) que arquivos .cab são "programinhas" (para usar exatamente a mesma palavra que ouvi) e que eu deveria entrar em um outro endereço e baixar (!!!!!!) um novo (!!!!!) programa. Nas entrelinhas, claro, o idiota fui eu... Se tivesse feito sozinho, até admitiria um possível erro. Será que a SAMSUNG acha que faço downloads desde ontem? E desde quando uma empresa que vende celulares possui um S.A.C. onde mal se ouve o atendente, porque se escuta ao mesmo tempo dezenas de outros atendentes? Aliás, que treinamento têm essas fulanas que as permite serem petulantes com um cliente que só quer ver sua situação resolvida até o ponto de ele espumar (literalmente) de raiva? E mais, não serei eu a arcar com o ônus, se eles têm dificuldades em administrar sua própria homepage. É problema deles, o meu é possuir um celular da marca SAMSUNG ELECTRONICS CO., onde o consumidor, depois de quase uma hora, após muito empurra-empurra, descobre ter sido lesado, além de ainda ouvir alguns deboches, e nada pode ser feito por eles. Nem tava reclamando de os botões, com apenas alguns meses de uso, já estarem descascando, ou de que os mesmos travam muito, mas queria somente resolver algo a respeito do que o manual do proprietário não diz absolutamente nada. Ok, ok, La Dolce Vita nem sempre trata de flores, mas pelo menos já sabe, se quiser um celular novo, e (repito) ganha seu dinheirim honesto, na vertical e sem enganar ninguém, fuja da marca SAMSUNG, ou depois pelo menos lembre-se o que é quem avisa...


[Ouvindo: Ed Motta - Vamos Dançar]

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Guerra nas Estrelas



Raras as vezes em que releio um livro. Esta semana foi uma delas! A biografia de Marilyn Monroe assinada por Donald Spoto. E não é uma biografia qualquer, é A biografia, escrita por um historiador, o que nos poupa de um bocado de fofocas e mentiras nada salvadoras... O autor deixa bem claro que o que não falta são inverdades absurdas a respeito da maior estrela (no sentido bruto da palavra) que o mundo já viu. Claro que, na época de Sarah Bernard, a mídia ainda engatinhava, e como bem lembrou a Garota em O Pecado Mora Ao Lado, uma única aparição na TV para anunciar pasta de dente representa uma audiência muitas vezes maior que a platéia que Bernard teve em toda sua carreira no teatro! E sempre quando acabo de ler dá aquela coceira de sair por aí fazendo arruaça com quem ainda propaga aquela imagem de devassa ninfomaníaca. Vontade de uma espécie de guerrilha cinematográfica. Se me sobrasse um pouco mais de tempo e vontade de aprender, poderia começar aqui pela net mesmo, pegando umas aulinhas com aquele nosso amigo do sabre luminoso. Virar uma espécie de Cecil B. Demented pró Marilyn! "O quê? Sua locadora tem aquele filme com aquela bagaceira fingindo ser Marilyn? Pow! Tinha!" Ou quem sabe bater de porta em porta, tipo Tê Jota mesmo, contando pras pessoas a Grande Verdade. "Toc Toc Toc! Bom dia, minha senhora! A senhora sabia que Marilyn nunca foi amante de JFK, nem tampouco de seu irmão Robert? A senhora foi enganada! E nem em seus últimos dias estava neurótica, desempregada, sem amigos... A propósito, esqueça a hipótese de suicídio, queima de arquivo etc! Está tudo nas escrituras!". E é sacanagem quando a comparam com Madonna, talvez a loura (?) que mais tentou chegar perto da lenda M.M. Achar que a principal diferença entre as duas é que a atual sabe muito bem aonde quer chegar, e a outra foi simplesmente levada e dominada, é simplificar demais as coisas. Já em 1954, Monroe abriu fogo contra as louras laqueadas e ocas que o estúdio lhe impingia e, em plena vigoração do star system, tentou levar sua carreira sozinha, abrindo sua própria produtora. Numa época em que a mulher era considerada figura meramente decorativa na sociedade. E que declarações inspiradas sabia divulgar pela imprensa... Talvez uma das melhores seja a de que não queria ser rica, mas apenas maravilhosa. Ou neste telegrama, enviado a Robert Kennedy e esposa, datado de 13 de julho de 1962, em plena luta contra a Fox:
"Prezados Sr. e Sra. Kennedy:
Eu teria o maior prazer em aceitar o convite(...). Infelizmente, porém, estou envolvida numa luta de protesto pela perda dos direitos da minoria, como uma das poucas estrelas que ainda restam neste mundo. Afinal, tudo o que pedimos é nosso direito de cintilar."
Ninguém, puramente humano, cintila mais que Marilyn Monroe.


[Ouvindo: Duke Ellington - Cotton Tail]

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Fé Demais Não Cheira Bem



Antigamente parecia que demorava uma eternidade para chegar o Natal. O tempo diminui assim como os presentes... A data mais cool do ano. Sinto uma euforia Burtoniana ao ver as ruas decoradas com luzinhas. Lembro bem o cheiro do pinheiro na sala, tendo embaixo um presépio gigantesco. E quando meu falecido gato Buiú fez cocô na areia do caminho que levava à manjedoura foi um drama! Toda manhã eu e minhas irmãs íamos correndo até o presépio pra fazer os reis magos andarem mais um pouquinho até que, naquela manhã, qual não foi a surpresa!!! E, nessas horas, às vezes dava briga, porque alguém os fazia andar demais, o que os faria chegar até o redentor bem antes do dia 25. E havia chocolates espalhados pela mesa que me levavam ao furto logo nesta data sagrada. Nunca podia comê-los por causa da alergia. Passava o ano novo me coçando, o que acabava me denunciando. Visitar os presépios das vizinhas apurou meu senso crítico logo cedo. Principalmente o da Rosa do Bumbo, o qual ocupava metade da sala azul turquesa. Protegendo o menino Jesus viam-se até pequenos soldadinhos de plástico verde com possantes rifles em punho! Parece que só eu ainda acho um dia mágico. Junto com a degradação do catolicismo, ele também está indo para o ralo! E tô bege até agora com aqueles católicos falando igual a Oompa Loompas no Fantástico! Cê viu? Chegaria a ser triste, se não fosse risível! E, além do teatro, ainda chuparam a mania dos crentes pra pedir aqüé? Nem tenho sintonizado aquele canalzinho deles na minha TV. Wow! No começo pensei que era uma emissora voltada ao público G, com tantos rapazolas de voz molenga, mas de saia e pedindo dinheiro daquele jeito já era demais, né não? E uma retórica sempre tão pobre... O dia em que ouvir uma igreja, seita, ou qualquer coisa REALMENTE renovada a ponto de pregar integralmente o respeito às diferenças e a todos os seres viventes sobre a terra, e não este imbróglio egocentrista, me converto! Podem começar evitando a poluição sonora, puramente em respeito ao próximo. Quem disse que Deus é surdo? "Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval. Queria querer cantar afinado com eles, silenciar em respeito ao seu transe no êxtase, ser indecente, mas tudo é muito mau...".


[Ouvindo: Satri Dun - Played-A-Live (The Bongo Song)]

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

A Insustentável Leveza do Ser



Sou magro. De frente não pareço que estou de lado, nem tampouco de lado pareço que fui embora, mas bem longe de ser gordo. Óbvio que, para minha altura, ganhar peso não é tarefa fácil. Olhando direito, nem alto sou. Tenho pernas curtas. Se me chamar de mentira, eu desço o braço! Por um mistério da anatomia, aparento altura. No supermercado, sou do tipo para quem as velhinhas pedem aquele pacote de açúcar. Cheguei a fazer aquela simpatia de achar uma moedinha, chegar pra amiga acima das medidas e pedir pra comprar alguns quilos de seu toicinho. Depois é só dar a moedinha ao primeiro mendigo que achar. Bem, pela simples existência deste post dá pra perceber qual foi o resultado, né? E, criado no meio de tantas mulheres, nunca me faltaram aquelas revistas Claudia da vida, e jamais achei um matéria sobre ganhar peso. Nem nas Caprichos. Tipo, somos uma minoria altamente excluída! E pior, raramente alguém chega a um gordo e diz: "Cacete, como você tá gordo! Baleia mesmo!!!", mas aos magros parece haver um prazer mórbido de lembrá-los da balança. É como se você carregasse uma plaquinha escrito "como estou dirigindo?", mas em vez disso: "quanto estou pesando?". É consenso que gordura ofende, magreza não. E que alegria aqueles quilos a mais, mas que logo vão embora... Posso ganhar quatro quilos, basta me alimentar mal um dia e já se vão embora seis!!! Ou ter uma dor de barriga daquelas. Olha ali na porta, enquanto escrevo este post devem estar me escapando uns três. Acho tão sexy umas gordurinhas extras. E que ódio da Anna Hickman vendendo balinhas com apenas duas calorias! Eu só compraria com mais de 5000. Pensou se tenho anorexia às avessas? Olho no espelho e me vejo magro, exatamente o contrário da realidade, e vou engordando, engordando. Quando pararem de perceber que emagreço, talvez seja um sinal disso.


[Ouvindo: Marilyn Monroe - I Wanna Be Loved By You]

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

As Aventuras de Chatran



Nunca me foi muito grata a idéia da existência de santos. Pessoas rezando diante de uma estatueta, implorando para quem já morreu. Entendo que é só uma simbologia, como se fosse um retrato de um ente querido, mas por que não pedir a Deus diretamente? Tem um deles que admiro pra caramba, e outro dia até ganhei uma imagenzinha em resina. São Francisco de Assis não só mandou toda a herança, nome e tudo à merda para se dedicar a uma causa maior, como amou os animais independentemente de serem fofos ou não. E até os poodles devem ir para o céu! Mesmo com seus donos egocêntricos declarando que são os bichos mais espertos do mundo. De ouvir isso tantas vezes, acho que devem ser mesmo. Até mais que os golfinhos, né? Aranhas são abomináveis, mas um dia vão morrer deixando centenas de aranhinhas recém-saídas dos ovos dando tchauzinho. E muito provavelmente nem terão um Wilbor que derrame lágrimas por elas... Na frente da minha casa tem uma árvore, infelizmente ainda não é do tipo Tim Burton como a da vizinha, (mas um dia quem sabe?) e descobri que lá há um ninho de rola! Daquelas de penas cinzas. Só não entendo que no mais ferrado dos temporais, dona rola não caia ou derrube os ovos. E que alegria quando abro a porta e o agente Boris Bola tem a explosão de felicidade lancinante. E mereço? Domingo mesmo comprei, por pura muquiranice, uma ração mais barata para ele... Certa vez uma fulana teve a audácia de me falar que era nojento dormir com animais. "Muito mais nojento é dormir com um velho bafento como teu marido!!!" teria dito eu, se fosse um terço menos educado e/ou mais corajoso. E wow! Nem contei o dia em que a Glenda foi abduzida! Desapareceu no começo do ano, assim, sem deixar recado. Cheguei a andar embaixo de chuva atrás de seu cadaverzinho atropelado depois de um dia inteiro sem pista alguma. Já era tarde da noite quando ela voltou (absolutamente seca!!!) intacta. Fim da história, faltam agora só 4 meses para eu tirar o papel de parede do meu PC com o São Francisco de Assis.


[Ouvindo: Siouxsie and the Banshees - Face to Face]

terça-feira, 25 de outubro de 2005

A Marcha do Imperador



E até que demorei a me aventurar na plataforma Linux! Tô escrevendo este post naquele Kurumin, a versão que roda diretamente do CD. Lembra, há algum tempo atrás, quando o governo proibiu uma lista enorme de remédios e entre eles havia um certo Virgin Again? Pois é! É exatamente assim que me sinto longe do Windows!!! Ou quando se muda de casa e não se sabe direito o que está onde, e se passa meses a fio apertando o interruptor errado. Pra você ter uma idéia, estou salvando no disquete (uma das coisas que mais odeio neste planeta, após a invenção da calcinha secando na torneira do chuveiro), porque simplesmente não consigo salvar no HD. Dá ao mesmo tempo um gostinho de rebeldia, não só por toda utopia em torno deste sistema operacional, mas também por não me sentir só nas mãos de uma mega-ultra-empresa como a do senhor Bill Gates. Tipo, deu pau? É só colocar o disquinho no drive e shazam! Esta versão é bonita, coisa e tal, e mal fucei ainda em todos os beriguinaites, mas já deu pra ver que pelo menos os joguinhos dão de 10 nos da Microsoft. Putz, entra versão, sai versão e lá é sempre a mesma coisa!!! Desde o finado Matusalém, um Windows 95, depois o Júnior era 98, e os jogos sempre os mesmos. Quando veio a plástica do XP, o quêêêê? É a primeira coisa da qual me livro. Agora no atual Bruce com o Service Pack 2 fui correndo ver e lá estava a mesma paciência. Paciência! Aqui é tudo meio chupado da Nintendo, troca-se o Mario (Que Mario?) pelo Pingüin, mas são bonitos. O que me faz falta é meu Photoshop, Flash, meu ACDSee, Winamp... E todos os outros aplicativos que, se um dia tiver que viver em uma ilha deserta, são eles que levo! Claro que se lá tiver energia elétrica...


[Ouvindo: Erasure - Voulez Vous]

sábado, 22 de outubro de 2005

De Salto Alto



E falando (vide post anterior) em rebotalho e suas cafonices, essa gente mega ultra colorida meteu o pé de vez na informática, né? Colam sticks das Meninas Super Poderosas ou Hello Kitty no monitor. Ou pior, imã de geladeira na CPU!!! Antes de ir para uma festa 80's, deu uma olhadinha no horóscopo do iG, aliás, se conectou pelo iG e, na pior das hipóteses, possui e-mail iG ou Bol. Usa Internet Explorer pela metade, já que de tanto clicarem em qualquer pop-up (hun?), está cheio de barrinhas "úteis" que infestaram há muito tempo seu PC com spyware. Aliás, tente explicar a diferença entre vírus e spyware... E aqueles e-mails bem legais informando de um novo e apavorante vírus, repassado por aquela amiga super hiper mega confiável? Melhor! E-mails com animações em Power Point, piadinhas, pedidos de ajuda duvidosa e correntes em geral! Se tiver a infeliz idéia de se firmar no Cyber Space (ok, bate-papo Uol ou Terra cansa, né?) terá um flogão, um flog, e no orkut sairá correndo atrás de centenas de pessoas, mesmo sem as conhecer, para ser aceito como amigo. Lá entrará em comunidades do tipo odeio tal coisa, amo tal coisa, e inundarão os scraps alheios com as maiores inutilidades possíveis. Se aderir ao mundo blogger, possuirá um layout chupado de sites que também dão bonequinhas fofas, gifs animados (!!!), reloginhos e um monte de códigos Java para enroscar navegadores de desavisados. Nem vou me repetir citando os comentários do tipo "Um beijo! Visita meu blog também!", né? É só esperar um pouco, logo logo ele cansa a beleza e adere à nova febre (sempre 40°) da Internet nos deixando em paz. Teve um tempo em que o ICQ dominava. Hoje é tão xiqui a gente dar um oi pra turma no Menssegér. E isso não basta! Se, em vez do próprio nick, usar uma frase bíblica ou uma obviedade qualquer com smiles, é show também. É 10! Será que eles já sabem o que é MP3 para poderem baixar pagode, sertanejo e tema de novela? Parece que a vida por aqui era mais fácil quando eles riam assistindo a Praça é Nossa e não o Humortadela, caçavam o par ideal enquanto se esbaldavam com cajuzinhos freqüentando festas regadas a muita FM ao invés de chats, ou passeavam por aí com o som do carro a todo volume ouvindo SSSC, SSSC, SSSC... Eu hein, Rosa! Os tempos são realmente outros...


[Ouvindo: Tavares - Heaven Must Be Missing An Angel]

domingo, 16 de outubro de 2005

A Rosa Púrpura do Cairo


E passaram-se 3 anos desde o primeiro post. Aliás, 3 anos e 2 meses, né? E o contador ali embaixo vai muito bem obrigado. Estaria sendo ridiculamente falso se te falasse que nem qüén pra ele. Aliás 2! Não compre um carro usado de alguém que fale que não liga para um contador de visitas. Também não compre um DVD Gradiente. O meu deve ser demo ou estar com ele. Tem vida própria. Nem coma no Habibs. Nem desmate as florestas, alimente os pombos, ou deixe de separar seu lixo! Mas blog é o quarto onde expomos aquela coleção de vinil tão bacana e que algumas pessoas vão morrer de inveja, outras sacanas pedirão emprestado (ou simplesmente surrupiarão) e muitas farão vista grossa. E no início foi febre e os comments não eram comments e sim "Oi, passei pra te dar um beijo. Visita meu blog, tá?". Graças a Deus veio o fotolog, e óbvio, estas pessoas abraçaram de peito aberto, dando-lhe alcunhas do tipo flog e flogão. Nada mais povão, né? Pra eles, mais fácil ainda, pra deixar seus cérebros ocupados com coisas do tipo achar o parceiro ideal, chapinhas, etc, surgiu o orkut. Idéia legal, mas de que estou quase caindo fora. Comunidades ocas, e nos scraps aquele tal de clique aqui, clique acolá. E as propagandas? Putz! Esse povo se conecta pra ser escroto? Ser idiota na vida real é fácil, mas se sentar na frente de um PC pra tais façanhas... Enfim, blogs são legais, e não são pra qualquer bico! Criar mais um nunca me passou pela gulliver, sou fiel por natureza, meu bem! Não entendo a obrigatoriedade de colocar comentários sem ler posts, postar apenas pra marcar presença, inúmeros blogs imitando o estilo de terceiros... Por que não fazer isso apenas por prazer? Com prazer não é mais gostoso? Mas enfim, agora deu vontade, e estou achando o máximo ter um outro pra falar apenas da coisa de que mais entendo e gosto neste planeta. E ganha uma maria mole verde oliva quem adivinhar sobre o que é! Ó, vamos fazer tipo o Google, tá? Ainda é beta! O link já está ali ao lado há algum tempo, bem quietinho, porque andei mexendo muito no template, e ainda estou não só nele, mas em todo seu conceito. Pra conhecer, clica aqui. Enquanto tiver gostoso continuo, se der uma parada fui ali comprar cigarro, já volto!


[Ouvindo: Pizzicato Five - Drinking Wine]

sábado, 8 de outubro de 2005

De repente 30


E sobrevivi bonito aos 70, 80, 90! Já não comentei aqui sobre o dia em que o dublador do Seu Barriga foi no programa da Sonia Abrão e, quando mal conseguiu subir um degrau, falou bem-humorado que, se soubesse que ia durar tanto, teria se cuidado mais! E na 4ª série fizemos uma festa dos anos 60. Tombei com os coleguinhas por ter achado em uma farmácia legítima brilhantina Gessy! Depois chorei por quase 2 meses quando ela não saía do meu cabelo e minha mãe quase me espancou por ter que trocar as fronhas todo santo dia. Nos 90 foi a vez dos embalos de sábado à noite voltarem ou serem revividos. Era extremamente cool ter um sapato plataforma. Bem, acabou descambando pras festas do ridículo ou do brega, no que nunca vi muita graça mesmo. Sempre que tinha festa, lá ia o povão correr pro brechó mais fulô que encontrasse e ponto! Well, o que essa gente faz hoje em dia? Celebra o que teve de pior nos 80! E espero não estar neste planeta quando se valorizar o que apareceu nos 90. E Carla Perez será cult, bundinhas rebolativas a poucos centímetros de bocas de garrafas serão enfim reverenciadas pelos mesmos apedrejadores. E a festa que não tiver uma acirrada disputa de sabonete dentro de uma banheira será um flop absoluto!


[Ouvindo: Chico Buarque - Caçada]

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Desventuras em Série


Parafraseando aquele chato que diz que de perto ninguém é normal, completo que de longe também... 22 horas, cansado, voltando pra casa, puxo a cordinha do ônibus. Triiiiiiiiiiim, e o motorista pára na hora o veículo e diz: Alô? Vou ao boteco da esquina comprar um mísero chanã: Por favor, vê um Hollywood. E não é que o sujeito pega um maço e fica olhando pra ele? Dá pra rir? E primo do post no blog do Junior, o já clássico contraversor do bom gosto no mundo bloguístico (link ali ao lado), em que ele reproduziu um diálogo com uma amiga e depois comparou as fases de sua vida às fases da carreira da Madonna (!?!?), ouvi certa dama no ponto do ônibus, proseando com um cavalheiro de finesse semelhante: "O que eu mais queria nesta vida, porra, é achar um macho, bem macho, que me proibisse de sair por aí dando a boceta! Dar a boceta pra ganhar a vida é foda". Fina, né? Certamente chegou de Paris ontem. Ainda nem deve estar acostumada com o fuso... E o pai de um amigo, vendo as chamadas da nova novelinha das sete : "Ney Latorraca bichona! Ele é que devia aparecer vestido de mulher!" E na aula, após longa explicação sobre bits, bytes, perguntei se havia alguma dúvida. Lá no meio uma garotinha de cara angelical ergue o braço, e muito séria: "Professor, o senhor acha a Déborah Secco bonita?" O que menos nos falta neste mundão de Deus é quem cheire a cola e lamba a lata...


[Ouvindo: Edith Massey - Big Girls Don't Cry]

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

A Guerra dos Roses



Wow!!! E quando digo que minha vida é uma chanchada, daquelas com favela carioca de papelão atrás e tudo, ninguém acredita, né? Certo mesmo foi meu primo: "Briga de cinéfilo é assim mesmo, descamba pra conversa de comadre..." Trufas! Na bucha me cheirou de cara a roteiro chulé tipo Michel Bay, mas felizmente era Almodóvar puro. Começou naquele rebu, e terminou em frente a uma lareira, na maior calmaria, tomando champanhe, trocando confidências. Acaso mesmo foi Come Bolacha, Graziela! estar indiretamente ligado. Meias verdades ou não, sempre dá pra pensar mais nisso ou naquilo. E Deus do céu, que coments engraçados aquele post gerou, não é? Nem dá pra tirar. Ah, e o Brett que criou comunidade e tudo no orkut para o Come Bolacha, Graziela!? Tá? Tá? Entra lá! Até a Graziela em si (propriamente dita), a Viviane Briccia, deu as caras. Casou, tá linda, lôra e japonesa, morando longe pra chuchu. E sabia que nunca mais a vi desde o último dia de gravação? Nem tampouco a conhecia antes do primeiro dia!!! Ela foi pra lá de fofa ao aceitar o convite de última hora, depois de uma outra dar furo. E não se poderia ter conseguido uma Graziela melhor. Com uma frase apenas de texto, sem entender lhufas das cenas sendo feitas fora de ordem, ela relaxou e ficou com ar blasé, no meio de um monte de gente absolutamente desconhecida, vestida de forma absurda. E não há postura mais Graziela de ser que exatamente isso. Não viu o trailer ainda? Clica aqui ou ali ao lado. Agora tô batalhando para conseguir da melhor maneira possível uma versão em DVD, com extras etc. Enquanto isso, dá pra ir se falando até pelo orkut, e discutindo da melhor maneira possível o próximo projeto da Big Wig Arts, com sexo e violência na terceira idade, ao som do Cauby; afinal, tem horas que só ele nos conforta! E no trailer, clica no botão "sobre" que tem o nome de todos os envolvidos no antigo projeto. Antes que alguém realmente apareça empunhando uma legítima Hattori Hanzo!


[Ouvindo: O Sole Mio/It's Now Or Never - Christopher Lee]

domingo, 18 de setembro de 2005

quem não chora não mama!!??





sabe foi um tempo que as pessoas antes de julgar olhavam para o julgado.bom quero dizer n que deixe de ter impunidade neste pais ou outra instituição.escória??não acho que não por que a curiosidade gera conhecimento,como em linux e unix e até na vida.,pensou se todos nós fossemos covardes de não tentar??nunca!!! nem teriamos liberdade de expressão ou auto-conhecimento.na medicina ou em tecnologia nem se fala,o engraçado que o cachorro em questão já deu de alimentar a mão que o morde agora!!o cachorro fez um filme acontecer embaixo de muitas risadas e contratempos,foi ameaçado de assalto,tentou comprar equipamentos com dinheiro escondido,o cão nunca julgou as opções do amigo,pelo contrario nunca colocou em questão a sua sexualidade que é um absurdo ou falta de imaginação!!a escória fazia questão de visitar e pagar certas vontades,a escória chamava para sair e mostrava coisas.mas o cachorro sarnento assim chamado pela falta de cavalherismo do assim prejudicado recorre a certas pessoas para ameaçar e ajudar em momentos que só ele que diz "honro o que tenho nas minhas pernas"poderia revolver!"covarde"??acho que não amigo. eu resolveria mano a mano só eu e vc!!não com ameaças.punição ??todos sempre terão,veja a merda que está esse pais,e acha que o umbigo gira em torno de si?acha que foi o unico?falta que fazer não,eu acho que queria sua atenção para algo bem maior, e vc não entendeu!!mandou o e-mail perguntando o ???não o orgulho não deixa,e seu diretor citado robert rodrigues é fã de george lucas.é o criador do filme de idiotas,ele ficou dias vendo as cameras que lucas mandou desenvolver na sony,ficou tão bobo que só faz filme digital,interessante que admiração não venha só da obra + da idéia de fazer som digital thx e cameras que dispensam 35mm,a camera digital não perde o foco nunca,isso que é foda para o cinema,e não precisa revelar,tudo do dia vai em uma maleta.incrivel para o sr dos filmes idiotas!!!ah!!! que o cachorro respeitou seu tim burton com uma dor no coração de invadir isso vc não diz???e vc chegou num ponto certo,é só um maldito blog,vc deve se preocupar com outar coisas,acho que vc é maior que isso não???é só tenha respeito como não falar mal de mim para conhecidos como vc estava fazendo e olha a boca,por que uma segunda vez não iria acontecer, eu disse que ia devolver e ia dar seu msn de novo e vc cuspiu na minha cara!!!vc me ameaçou de violencia fisica é isso que quer??faça que achar melhor eu estou afim de parar se vc respeitar a minha pessoa,depende de vc!!"amigo"(sou totalmente louco e vou até o inferno se assim desejar!!vou esperar a punição então antes de dar outro passo,se me pegarem como sempre acontece de ter pessoas + inteligentes que eu ou vc vou pagar ,depois de sair vou atras até o limite,ou se quiser resolver com paz vc sabe meu e-mail...ou vá contar de novo a diretora que comeram seu lanche,perdeu no bafo e cortaram sua pipa...

Postado por: #@#@#




[Ouvindo: rogério skylab::::eu fico nervoso]

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Matrix Reloaded


E salve nossa senhora da informática! Depois de quase uma década, só agora sinto que Come Bolacha, Graziela!, aquele curta dirigido por mim, está finalmente pronto, ou pelo menos o mais próximo do idealizado originalmente. Pude passar dias e noites no material (TODO, inclusive o roteiro original) digitalizado. E que delícia brincar de Robert Rodriguez!!! É uma música aqui, um efeito sonoro beeeeeem discreto ali, menos tempo acolá e pronto! Um filme novinho em folha e muito mais ágil e com melhor acabamento, do que o visto no Espaço Unibanco em 1996 durante o 6º Mix Brasil. Com uma máquina possante e muito mais tecnologia à disposição, até que nem levou tanto tempo assim, e perto do que estava, como diria um dos personagens: "Dio, Mio!!!". Hoje rejeito em absoluto a primeira edição, paga a preço exorbitante e feita no piloto automático. A qualidade não só da totalmente nova edição, mas também de áudio e imagem me fizeram reacender uma certa chama. Nem mais a fotografia amarelada tipo Chaves há! Com quase cinco minutos a menos de "gorduras", agora todo o destaque fica no roteiro em si, e claro nas absurdas interpretações. E que vontade de sair mostrando pra todo mundo! Pra começo de conversa, se você clicar aqui, assiste a um teaser trailer, e na imagem deste post ganha um exclusivo wallpaper publicitário do cosmético preferido da tia Pepita!

***


A idéia do roteiro surgiu numa daquelas noitadas, em um bar pra bolachas sorocabanas, e não dava pra ficar só nas risadas. Passei praticamente uma noite em claro na Praça Anchieta de Itapeva, junto ao amigo Rodrigo Moura (co-autor do projeto), destilando o mais puro veneno contra tudo e todos que nos incomodavam na época. E em outras com certeza! Nunca nossa idéia foi fazer um Cidadão Kane. Era só pra juntar um povo legal, rir e ponto. Amador no sentido original da palavra. Tanto é que do dia em que foi DATILOGRAFADO ao dia do primeiro "rodando" não lembro o que aconteceu, nem como decidimos que seria neste ou naquele dia. Mágico assim mesmo. Aliás, sabíamos também da pérola trash que estávamos gerando, e que até por isso, a estética e linguagem usada seriam as das telenovelas da TV brasileira, inclusive o tosco sotaque italiano. De qualquer forma, acho que só depois de assistido algumas vezes se consegue absorver todas as referências pops ali inseridas. São personagens vivendo de maneira analógica e atemporal. Mas o mais bacana é justamente o rumo que os atores deram a cada um deles. Fiquei absolutamente fã de alguns, que mesmo sem terem feito nada daquilo antes, (e infelizmente depois) se saem hilariantemente brilhantes. Triste pensar que talvez o melhor deles, a Mamma, nem está mais entre nós... O que pelo menos poupa o mundo de um novo episódio, né?


[Ouvindo: A Martini For Mancini - Joey Altruda and His Cocktails Crew]

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

A Coisa


E você acredita que nem me incomodou ter sido tirado do ar porque um saco de merda qualquer assim o quis? Sabe porquê? Primeiro, um blog é só um blog, um domínio é só um domínio. Sim, mantido a duras penas por mais de três anos, mas mesmo assim, nada mais que um blog. Muitas vezes não morreu às custas de muito sacrifício (e você não imagina quanto) para que volta e meia tenha algo novo por aqui. Mesmo assim, sempre poderia arrumar outro trocadalho do carilho para juntar a “blogspot.com” e começar do zero. Meu caro, benzadeus boas idéias e verdadeiros amigos nunca me faltaram. Nesse tempo todo não foram poucas as vezes em que fui chupado (no mau sentido da palavra), copiado em pequenos detalhes, etc, mas quem vem aqui volta e meia já notou que isso também não me incomoda. Chegará um dia em que estarei igual a tantos outros, e provavelmente a todos, com terra bem vermelha sobre meu corpo. Só aí será tarde para surgir qualquer outra idéia, qualquer outra ação. E muitas delas também estarão sob a terra, e como só elas eu levarei pra lá, tenho verdadeiro apreço por cultivá-las. Mas o que me deixou cabreiro, puto, enraivecido, e extremamente deprimido, foi o fato de haver em contrapartida um escroto medíocre daquele quilate. E incompetente o suficiente, que provavelmente não deve valer uma remela daquele cão sarnento ali da esquina, convivendo no mesmo planeta e o pior de tudo, já deve ter convivido comigo. E é cada vez mais difícil nos proteger deste rebotalho em nosso dia-a-dia, já notou? Acrescente naquela listinha dada no post anterior, onde dizia que não admito ser chamado de mentiroso ou ladrão, o item “covarde”. Entre minhas pernas há algo muito bem valorizado. Sou macho pra caralho a fim de SEMPRE assumir meus atos. Queria ver o lord do estrume vir ser bonzão diante de mim!!! Imagina a cara da merda ambulante, pulha o suficiente pra ver um filme tosco, se achar o cara e ao invés de ir fazer qualquer coisa produtiva, entra na Internet pra encher o saco de quem nem faz parte de sua triste escória. Dá pra imaginar? Agora vamos todos aplaudir a postura do Blogger gringo que não só resolveu prontamente tudo como rastreou e buscará uma punição ao nosso “amiguinho” fã de Darth Vader! Será que agora ele vai ser poderoso mesmo? Hã? E confirmou, né? Só os realmente idiotas gostam de Star Wars!!!


[Ouvindo: Suck It To Me - Almodóvar e McNamara]

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

A Ilha das Gargantas Cortadas

E me dá nos nervos imaginar que um DVD bacanudo, novíssimo e com extras a dar com o pau sai por cerca de 40 pilins e um CD de áudio com encarte marreta custa exatamente a mesma coisa! E que pena que coisinhas do tipo da trilha sonora de Kill Bill não se vendam ali no piratinha safado da esquina... E nem gosto de furtos, não, senhor! Podem me chamar de tudo, menos de mentiroso e ladrão. E isto levo a sério, sim, senhor, e prometo um daqueles posts beeeeeeeeem extensos sobre o tema! Mas a dita febre da ilegalidade, já bastante discutida, tem mais lados prós e contras do que possa imaginar. Não ficando só no campo das diferenças de preço. Se achar um desses disquinhos abençoados com qualquer coisa da fase 70’s de John Walters, não importando o preço de forma alguma, tô levando pra casa. Mas vivemos no Brasil, meu filho, e por aqui só é lançado o óbvio ululante! Mais ululante do que óbvio, of course! E quando lançam, é sempre em edições toscas, full screen, miseráveis em extras, etc. e tal. E que bom que às vezes um Hitchcock em fase pré-histórica pode ser encontrado nas bancas por 9,90 reais, ou vários da Hammer nas Lojas Americanas com o mesmíssimo preço. Foi lá que comprei a Mansão do Morcego, filme trash de 59 com Vincent Price e Agnes Moorehead. Com um elenco destes, não é um filme, mas uma parada gay em restaurado B&W. Mas e os piratinhas de estimação, onde ficam nessa conversa toda? Bien, em se tratando de filmes em cartaz, acho as cópias deles (quase sempre conseguidas através de uma câmera VHS clandestina em salas de exibição sabe Deus onde) um nojo. Fora bombas do nível de Resident Evil: Apocalypse, onde as risadas da platéia até deixam a coisa um pouco assistível em meio àquela chanchada toda, de resto não vejo lógica pela falta de qualidade. Claro que é mais barato que ir ao cinema, e não assistimos com aquela platéia cada vez mais mal educada e que insiste em comer ao seu lado aquelas pipocas com futum de nádegas amanhecidas. Mas onde os bucaneiros de DVDs têm virado uma mão na roda é no comércio de filmes que nunca foram e provavelmente jamais serão lançados nestas terras tapuias. E estes, adquiro sem peso algum na minha guliver, meu caro! Muito pelo contrário. Sem eles seria realmente difícil ter acesso a películas modernas feitas na Ásia além do divertido cine porrada de Jet Lee ou épicos grandiloqüentes de Zhang Yimou. No início, comecei a achar apenas as de terror feitas no Japão (Juon, Ringu...), vindas claramente na cola do remake norte americano The Ring. Agora qualquer gênero de qualquer outro país daquele continente é facilmente encontrável a módicos 10 reais. Ou 8 se você der uma pechinchada.



***



Destes títulos não dá pra deixar de destacar o próprio Juon, obra prima do virtuosismo narrativo e dramático que dá um olé na versão yankee que ganhou o nome aqui de O Grito (The Grudge). Mesmo tendo em comum alguns atores, personagens e até o diretor Takashi Shimizu, as coincidências acabam aí, com roteiro linear e extremamente simplificado diluindo os sustinhos ao mais que evidente. O medo que vem do nipônico, vai além de seus 86 minutos de duração. Outra, o Clube do Suicídio (Jisatsu No Saakuru)! Apelando para o clichê, diria que é mais que um soco na boca do estômago ao som medíocre da girl band Dessret. Ou Dessert, já que mesmo durante o filme ninguém sabe direito como aquele imbróglio da indústria fonográfica se chama. De múltiplas interpretações, a trama deste, à primeira vista totalmente subversiva em seu emaranhado de subtramas e personagens imersos em um mundo frio e multimídia. E um amigo meu que após assistir a ele teve a visão apocalíptica de todo o elenco de A Praça É Nossa de mãozinhas dadas se atirando (por vontade própria!) nos trilhos do metrô paulista. Pensou? Você se importaria? Um dos personagens, Gênesis, que se auto denomina o Charles Manson da era da informática nos remete diretamente a outra bicha tresloucada do cinema, o personagem de Tim Curry em The Rock Horror Picture Show. Assim, como o transexual, Gênesis arruma tempo para cantar entre um crime e outro, e até durante. Aliás, referências a obras norte americanas são só um atrativo a mais para cinéfilos mais atentos. O principal deles é O Iluminado de Kubrick. Jack Nicholson arregaçando a porta a machadadas foi lembrado nos chineses Koma (que dá voz á lenda urbana do tráfico de rins em banheiras de gelo) e no fraquinho The Eye 2. Até aquele elevador de onde jorram litros de sangue teve sua versão H2O em Dark Water. O coreano Old Boy (famoso no ocidente após Tarantino ter achado uma das melhores coisas de Cannes em 2004) é outro que bebe em muitas fontes hollywoodianas conseguindo ir muito além. Aliás, o que mais se nota em todos estes filmes é que vão além exatamente porque estão livres daquela pasteurização imposta por engravatados californianos e um público cada vez mais ingênuo e infantil do ocidente. Alguns temas são gratos à grande maioria destas obras, talvez os mais gritantes sejam a figura de pais ausentes gerando o mal inconscientemente e os acontecimentos em cadeia, que se repetem infinitamente querendo os protagonistas deles ou não, tudo, claro, em se tratando daquelas terras, sempre seguido por aparelhos câmeras, sejam elas de circuitos internos de TV, fotográficas, etc. Qualquer um destes discos, oriundos de arquivos em Divix com imagem às vezes sofrível, vale a pena por uma ou outra seqüência absurdamente inesperada, ou roteiro que trilha nem sempre os caminhos fáceis de serem compreendidos quando se assiste pela primeira vez. Um refresco quando não se quer ver apenas o que os distribuidores nos impõem. E azeite se eles ainda não sacaram que nem todo mundo é todo mundo.


[Ouvindo: It Just Won't Do - FatBoy Slim]

sexta-feira, 15 de julho de 2005

La Serva Padrona

E que uma das últimas coisas a me dar prazer nesta vida é cortar o cabelo não é novidade, muito provavelmente, nem pro Bento XVI, né não? Aliás, porque tanto luxo com alguma coisa que em 3 semanas volta a ser exatamente como antes. Se pudesse falava: "Moça faz assim ó: Pega a tesourinha de picotar da Eliana e mete bronca. Se eu aparecer no Fantástico, pode deixar que lhe dou os créditos!" Mas não é que consegui arrumar uma cabeleireira muito da espevitada? Mistura de Almodóvar com ópera bufa. Ux, novidadêra que só ela. Desencanei de fazer cara de poucos amigos assim que sentava e já vinha nos meus ouvidos todo o dia-a-dia do filho, do filho do irmão, do irmão do filho!!!!! Fala, minha filha, fala mas trabalha rapidinho, tá? E as sugestões pra arrumar minha vida? Se deixar, saio de lá não só com cabelo novo mas de empresária a tira colo. "Ai que você ia ganhar tão mais se trabalhasse por conta!" "Ai que uma diarista ia facilitar tanto a rua vida... Minha irmã tem uma ótima!" Essa da diarista foi a conversa do dia quando, assim que sentei, ouvi em um suspiro: "O Miguel é moço sofrido, mora sozinho!" Que as pessoas viram madres Terezas quando sabem que moro só já sabia, mas sofrido? Nesse dia tive até um calafrio imaginando que elinha em si estava a fim de se candidatar pra resolver o problema não só com diarista não! E nem me espanto mais com olhares atravessados de senhoras obesas olhando atravessado no supermercado quando estou escolhendo tomate, tranqüilamente. Ou intranqüilo. Você vai amaldiçoar o dia da escolha quando for fazer aquele molho pro macarrão com atum que tão bem sabe fazer, mas os tomates estão todos passados. Preciso dizer quem também fica passado? Nem é ruim morar sozinho. No começo foi uma coisa usar o banheiro e não precisar trancar a porta. E nem confiança ainda pra comprar panela de pressão. Sabe quando pobre sobe na vida? Toda santa semana alguém quer me arranjar casório, apresentar aquela moça joinha, a prima intelectual ou a gostosona da faculdade, mas c'est la vie! Ah sim, se ela souber passar camisa até posso pensar no seu caso! Quem inventou camisa não conhecia o ferro de passar. Faço tudo direitinho, só não passo bem! Ah sim, também não bato! Dá uma lida a seguir na introdução do que ando escrevendo.




Manual Prático do Solteiro




Introdução



Há três coisas que

você precisa ter em mente antes de prosseguir na leitura deste

manual:




1-Infelizmente não há a opção de ser solteiro

2-Admita de uma vez que ninguém é, mas está solteiro

3-Sendo assim, todas as pessoas tanto no ocidente, quanto no oriente
deste planeta, e/ou fora dele, já foram, ou podem vir a fazer parte
deste estilo de vida que é ser solteiro



Tendo consciência destas leis irrefutáveis, tome para si todos os
conhecimentos que forem encontrados nas próximas páginas, se os achar
úteis, of course. No caso de haver alguém que o "chame de meu bem",
guarde-os cuidadosamente após a leitura. Por mais absurda que esta idéia possa lhe parecer hoje, a maré pode (toc toc toc) mudar. Esteja
prevenido! Aliás, neste caso, nunca perca a oportunidade de aprender
tarefas domésticas com esta pessoa, ou até aquele prato que tanto te
agrada. Sabe do quê morreu o seguro?






[Ouvindo: Love Street - The Doors ]

domingo, 26 de junho de 2005

Afogando em Números




ARRE ÉGUA!!!! Parece que não posto faz um milênio!!! Alouuuu Houston, tem alguém ainda por aqui? E tá tudo tipo aquele túnel da fábrica dos chocolates Wonca, passando muito rápido... Nada de muito oh! aconteceu nesse entremeio. Fora, é claro, o fato de a Glenda ter sido abduzida por um dia inteiro e retornar ao lar sem um arranhão se quer. Ah sim, e o Junior Menezes subiu no telhado, deve estar fazendo companhia ao velho Matusalém em um cyber céu. E tô me dando bem com o Bruce, vindo de uma longa linhagem de Bruces durões. Tipo, o Williams, o Wayne, mas ele deve ser parente próximo do Lee, né? Porque tem que ser muito invocado pra topar Winamp, Photoshop e Dreamweaver ao mesmo tempo! Ux, e já tô em casa nova. Meu exato 6º endereço em um ano e pouquinho. Minha 2ª casa só minha, totalmente minha. E nunca dei nem confiança a qualquer "arte" adivinhatória, e muuuuuuuuuuito menos a numerologia, mas entre minhas neuras preferidas está o ato puro e simples de somar tudo quanto é número que me aparece pela frente. Se der par, bingo! Fico inconfessavelmente mais feliz. Vou inventar outro tipo de numerologia com a regrinha que o 10 sozinho não se soma. Nasci no dia 10 de agosto às 10 horas e 10 minutos! O que dá trinta! Morei em 2 países, 12 casas (!!!), 6 bairros, 6 cidades, 12 empregos, sendo que 2 deles eram jornais, 2 em casas noturnas e outros 2 em escolas. Tudo isto em 28 anos, o que acaba dando 10 de novo! E o 24 que certa vez encontrou com o 69 na rua e foi logo fofocando: Queridinho, longe de mim fazer intriga, mas estão falando horroooooores de você!


[Ouvindo: Out of time - Blur]

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Kill Bill Vol.1


E me encanta, como você, querido e fiel amigo, já deve ter percebido, não só ver telenovelas, mas qualquer coisa que passe na TV! Ou melhor ainda, dar uma experimentada em qualquer produto pop/trash que a chamada indústria "cultural" (Note as aspas. Note!) venha a produzir. Meu faro crítico um tanto quanto apurado necessita regularmente de combustível. Leia-se prazer para apodrecer pura e simplesmente o que aparecer pela minha frente. E se isso for fruto de uma major melhor ainda! Nasci assim, vou ser sempre assim... O resto dá pra adivinhar. Ai que vontade de estar cara-a-cara com um legítimo Invisible Bra! E qualquer telelágrima pra mim tá valendo. Delícia quando o SBT, na falta óbvia de ter o que passar após as 3 da matina, tasca o bloco final do Bom dia e Cia da manhã seguinte (Porque a Jéssica e o Kauê falam que gostaram da historinha mas que estão tristes com o fim do programa T-O-D-O S-A-N-T-O D-I-A?) e logo depois exibe um capítulo de Rubi sem intervalos nem nada! E Rubi me espanta pela diversidade em uma trama cucaracha, afinal, você já viu mocinha que é a vilã? Uma amiga mais desocupada (Alô, Samanta!) me contou, via MSN, que para a Televisa ter produzido isso contratou uma estrela do canal concorrente. Oh! Las chicas mexicanas no pueden ser malas! E a boazinha, que teve o noivo roubado pela protagonista no dia de seu casamento, ainda por cima é manca e foi miss México. Lindo! E você que ia dormir sem essa informação, hun? E tô a fim de ver novela brasileira mas a Globo não tem deixado! O que foi aquele festival de teatro infantil chamado Senhora do Destino? O pouco que deu pra ver, notava-se que a certo ponto o autor desencanou totalmente de escrever e mandou o sobrinho de 7 anos à frente do PC pra concluir o "trabalho". E alguém já viu um dramaturgo que dá mais entrevistas, enquanto a novela tá no ar, do que o Aguinaldo Silva? Pensar em soluções inteligentes? Praquê? Se havia 8 pessoas em cena, cada uma tinha obrigatoriamente que proferir uma frase rasa! Ux, e ainda dava audiência recorde? E sempre que começa uma novelinha dele, com a trama toda rebuscada, só uma frase me vem à cabeça: "Dô 30 capítulos para esse cara se perder em meio a isso tudo e imperar o pastiche!". Batata! Ai que peninha da Renata Sorrah jurando estar arrasando em meio a tanta bobagem. E nunca tinha visto a Susana Vieira pééééééssima! E o pior estava por vir! Basta ter a assinatura de Glória Perez para saber que se trata do mais baixo folhetim possível. E o que é pior, deslocada de seu tempo, ainda vem com a balela de que o peão de rodeio é herói ao invés de um estúpido covarde. E os mexicanos que falam português corretíssimo e pra tentar dar um clima ainda colocam "ita" no final de cada palavra em diminutivo! E rogam a Nossa Senhora de Guadalupe! NOSSA SENHORA? Resta esperar Belíssima de Silvio De Abreu, que sempre pareceu levar seu oficio a sério, ou pelo menos parece tentar sair do óbvio. Com título luxo chupado do filme de Luchino Visconti, onde aliás, temos uma estupenda Anna Magnani tentando transformar sua filha em uma espécie de... Celebridade!!! Que para um Gilberto Braga também não era lá estas coisas em originalidade. Quando absurdamente fracassou a inovadora As Filhas da Mãe no Jardim do Éden (a 2ª trama de que assisti religiosamente todos os capítulos), também de Abreu, sabia que bom sinal não era. Inesquecível a frase de Débora Bloch no especial "Último Capitulo" (92) do TV Pirata: "A cada trama mirabolante que afunda, outras dezenas irão erguer a bandeira da repetição", ou coisa que o valha. Mudando um pouco de assunto, tem visto a cotação do dólar? E os conflitos no Oriente Médio? Ai o Betinho que só queria dar de comer às criancinhas...


[Ouvindo: Andante con molto - George Gershwin]

domingo, 13 de março de 2005

Kill Bill Vol.2


Perceba, meu caro, que basta se fazer qualquer comentário sobre uma telenovela que alguém a seu lado sempre atirará, de sorrisinho de lado, um "heheheh, noveleiro!". Todo mundo vê, mas o estigma de "coisa de mulher" continua firme. Tinha apenas 8 anos quando atravessei o Atlântico rumo à terra do carnaval, animais silvestres abissais e, claro, telenovelas. Talvez, tal e qual a corte de D. João VI, me gelava a espinha imaginar andar pelas ruas lado a lado com onças, araras e mulatas ensandecidas com as vergonhas todas de fora! Quanto às telenovelas, permanece viva em minha pueril mente a Tônia Carrero fazendo top less na praia. Coisas de Gilberto Braga em sua Água Viva. Aí ainda fiz minha jura de nunca colocar meus pezinhos em Angra dos Reis, lugar amaldiçoado, onde morreu tanta gente. Aliás, foi lá onde a lancha de Miguel Fragonard foi pelos ares. E o nome Miguel sempre foi nome de criança, nunca combinou com um senhor careca como o Raul Cortez! Gott! E tinha a Cabocla, cujo último capítulo só fui assistir na casa de um primo lisboeta endinheirado, graças a uma importantíssima novidade: O VHS! Minha mãe lamentando que por pouco meu pai não conheceu a incrível invenção japonesa que permitia gravar o que se via na TV, bem menos trabalhoso que o indigesto Super 8 e suas lâmpadas perecíveis. Foi nessa novela, entre os namoricos da Glória Pires e Fábio Júnior, onde ouvi a palavra "trouxa" pela primeira vez. Estive terminantemente proibido de sair repetindo isto pelas ruas. Poderia ser uma daquelas palavras muito feias! Anos mais tarde descobriu-se que muito pouco disto era verdade...


[Ouvindo: Corrente - Chico Buarque]

domingo, 13 de fevereiro de 2005

Almas Gêmeas


E se ter filho fosse bom a gente comprava, não brotavam por aí aos montes! E quer me enojar é ver estas celebridades exibindo o barrigón como se fosse grande coisa. E ainda ganham uns trocos com algo absolutamente natural. E depois o escroto sou eu, né? Já até quis ter um Toshiozinho, tal e qual (esteticamente, leia bem!) aquele de O Grito, mas fui ficando quietinho, quietinho e a vontade passou... Não engulo esta conversinha de que o mundo está absolutamente insuportável para se parir um piá. O mundo continua insuportável como sempre foi, os piás é que crescem e fazem surgir mais e mais piás insuportáveis, iguaizinhos uns aos outros. Se um dia (quem sabe) eu virar um veinho mega-ultramilionário, deixo tudo para minha coleção de felinos. Devidamente castrados, of course! Aliás, pensei durante um tempo na beleza do instinto de colocar outra criatura neste planetinha, hoje acho triste que mesmo pessoas "inteligentes" não consigam superar este instinto. A Miss Glenda também não, sabia? De dois em dois meses taco-lhe Prevegest goela abaixo. Assim mesmo, dona Glen tem muito em comum até com aquela física nuclear com doutorado sabe lá onde, que numa tarde de verão sentiu os tambores do instinto lhe implorarem por uma cria. E pobre de marré com 30 filhos? E com um ou dois? É de ter pena? Cria uma samambaia, ué! Que além de não fazer a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e barulho algum, ainda não te mandará tomar no cu ao surgir as primeiras espinhas na cara. E comparar gente com planta e bicho é sempre medíocre, mas me deu vontade. Instinto de coice talvez, né? Mas deve ser assustador ter um petit aos nossos cuidados, né? Outro dia achei nada mais do que uma bolinha (!!!) de mouse no cocô do Boris e fiquei em pânico. E se ele se engasgasse, eu nem ia saber da causa mortis... Sem falar que entrar sempre entra facinho, né? Minha mãe sempre contou que certa vez uma das minhas irmãs engoliu um pneu de aviãozinho, outra meteu um feijão na narina e outra ainda teve que engessar o braço após este que vos digita atirar-lhe um tênis. E a do pneu ainda teve que fazer uma cirurgia a laser depois que (adivinha quem?) enfiaram-lhe um lápis no braço e a grafite ficou enterrada na pele. Nota-se que filho exemplar sempre fui, né?


[Ouvindo: Duvet(accoustic version)-Boa (Serial Experiments Lain)]

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Cães de Aluguel

E teve aquele português que não sabia quantos patrícios eram necessários para se trocar uma lâmpada! E a norte americana que está tentando aprender português. Inteligente o suficiente para saber que a língua falada no Brasil não é o espanhol. Muito mais suave segundo a própria. Deu como exemplo olhos e ojos... Uma das principais graças de se perambular pela Internet, sentir o mundo cada vez mais apertado. E impera mesmo aquela visão de que vivemos num país glamoroso, de pessoas exóticas de abacaxi na cabeça, sempre com o tesão á flor da pele... Quase como as retroposições nas películas de Hitchcock! As escabrosas notícias dos turistas ingleses, aqueles assaltados no trajeto do aeroporto ao hotel, não atravessaram nossas fronteiras! Ainda bem, teriam uma visão ainda mais distorcida da amada pátria mãe gentil. Os bandidos mais esfomeadamente perigosos não são os de arma em punho. E a irmãzinha de uma amiga, moça seguidora de Paulo, temente e dizimista, confrontou uma colega de trabalho por não se conformar que continue freqüentadora a igreja dos bispos Sônia e Estevam Hernandes, perseguidos até pelo (wow!) FBI. Ouviu o óbvio: “Ué, e os padres? Quantos escândalos de pedofilia e você continua lá.”. Touché! “Calma meninas, há picaretas para todo mundo! Não briguem!” teria dito eu se presenciasse a contenda. E estes escândalos da Renascer nem me tocam muito. Não se paga os tufos em roupas ridículas para se parecer menos pobre? Ou num perfume abstrato para que nosso cheiro natural se omita? Igualzinho, igualzinho com a moralidade...

[Ouvindo: Make Your Own Kind Of Music – Mama Cass]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Os Fantasmas Contra-atacam

Se 2005 for tão bacana quanto espero, conseguirei finalmente abandonar o cigarro, este companheiro das horas mais solitárias (parafraseando o querido Mário Quintana, né?), já que o futum já está me dando nos nervos, tal e qual como foi com a véia Mary Joana. Mesmo sabendo que é tão gostoso, tão cult, uma coisa tão minha... Terei a coragem de deixar, só uma vez que seja, de sair de casa pra um compromisso "sério" e ficar curtindo só mais um pouquinho o espreguiçar salsicha do Boris na cama em uma manhã gélida, ou a rabugice da Glenda Glen Glen. Encherei o saco de ter que depender de ônibus ou de caronas alheias e assim, como num passe de mágica, perderei o medo de aprender a dirigir. Afinal, se aquela velhinha do fim da rua conseguiu, por que não você? Compro uma motinha nem que seja caindo aos pedaços... E lá vou eu: Poc, poc, poc! Falando em direção, já está na hora de um roteiro novo após quase 10 anos de Come Bolacha, Graziela! vir à tona. E esse tempo todo à cata de uma boa idéia que valha terá chegado ao fim! Com boa sorte teremos a volta de posts fresquinhos (hehehehe) todo santo dia. Levarei a sério o bordão "foda-se!", que todos julgam que sigo ao pé da letra, o que não é de forma alguma verdade. Assumirei esse meu desejo absurdo de ser um bon vivant com vocação para trabalhar na noite, abrindo um lugar onde muitos se divertirão e ainda sobrará uns trocos para gastar em coisinhas legais. Serei mais seguro ao meu amor, doce e complicado como só os amores de verdade o são. E se ainda me der na telha, mando tudo à merda e começo do zero, afinal, daqui a pouco é ano novo de novo!

[Ouvindo: Moonlight in Vermont - Billy Holiday ]
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