domingo, 30 de maio de 2004

Ghost In The Shell

Quando pequeno queria ser muitas coisas! Inocentemente (fomos algum dia?) nem sonhava que depois da virada do milênio trabalharia com alguma coisa que ainda seria inventada, ou aperfeiçoada. E não digo que o futuro é agora? Oh! Vi na rua dia desses um quase mendiguinho usando um tocador de MP3 minúsculo! Ok, ok, você me diz maldosamente que ele deve ter dado a Elza (alô gíria mofada!!!!) em algum desavisado, mas o cara baixa MP3 de onde? Hugh? De qualquer forma, minha coleção de vinil faz cada vez menos sentido nesse mundo de muita informação e pouca civilidade... E tava tirando o pó deles e meu sobrinho mais novinho chegou perto e ficou olhando, olhando sem falar uma palavra. "Sabe Lucas, antigamente era com isso que se ouvia música. Não havia CD, só estes discões pretos", "Mas até os de computador eram assim?" Wow, imagina quando ele estiver com a minha idade o que será disso aqui!!! Eu não queria ser pianista como repetia aquele cara na propaganda da época. Queria ser cozinheiro pra comer apenas o que eu quisesse, "médico de grávidas" pra ver mulher pelada, e desenhista. Nem uma coisa, nem muito menos outra! Humpf! Mas no desenho ainda dou minhas cacetadas. Há dez anos criei a Neide Neidinha, de que até já postei uma tirinha aqui, lembra? E é tão legal que a fulana ainda assombra meus lampejos de criatividade. Nessa década exata tanta gente e tanta coisa foi-se com o vento, e ela sobreviveu ao mundo sabe-se lá por que cargas d'água. Foi com Neide Neidinha que dei meus primeiros passos nas artimanhas do Flash MX, fazendo um site de teste. Só agora deu pra colocar no ar, você sabe muito bem por quê. Óbvio que já tô bem melhorzinho na tecnologia da Macromedia, aliás, tô apaixonadão mesmo. Aliás 2, tenho até um e-mail celebrativo "miguelandrade10@yahoo.com.mx"! Enquanto seu lobo não vem, clica aqui ó: http://geocities.yahoo.com.br/neideneidinha

[Ouvindo: There Is A Light That Never Goes Out - THE SMITHS ]

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Denise está chamando

Do que é capaz o coração de uma mãe aflita! Nos faz aderir às (até então) mais sórdidas tecnologias. E lá sou de ficar dando satisfações de onde estou? Pago pra, em maus momentos, ficar incógnito em meio a multidões. Leia-se maus momentos como deprimido, chateado, desempregado, etc... Aliás, dando aula isto é cada vez mais difícil. Ficar incógnito, não em maus momentos! No banco, no meio da rua, indo trocar a válvula do botijão, escuto: "Oi, professor!". O mundo está cada vez menor... Mas enfim, demorei anos e anos para ter um celular, exatamente porque acho esse aparelhinho uma gigantesca (cada vez menor) bobagem. Ainda mais para um workaholic como eu, que ou está trabalhando, ou está em casa preparando o trabalho do dia seguinte. E aquela aura de status que celulares tinham há uns anos sempre me enojou. Não admito a substituição do ser pelo ter, jamé! Mas mãe é mãe e como estou há meses sem telefone fixo, eis que em uma bela tarde chega uma caixinha de Sedex com um dito cujo dentro!!! A graça de toda coisa é que ele tem prefixo de Itapeva, ou seja, mesmo se eu pedir uma pizza ali da esquina estarei fazendo interurbano. Não há créditos que cheguem... E como as coisas mudam rápido!!! Lembro quando reprisou A Próxima Vítima no Vale A Pena Ver de Novo, e APENAS o núcleo Ferreto, que morava nos Jardins possuía aqueles tijolões. E essa novela nem foi feita há tanto tempo assim para a coisa estar tão popularizada. Uma amiga ouviu a seguinte conversa outro dia " -Alooooô? É a Cráudia... Tô no crube andando de bicicreta." Huahuahauahauahau!!! E se eu torcia o nariz para o trem, hoje já o vejo como imprescindível. Aquela sensação de quando se tem antipatia por alguém à primeira vista e depois descobrimos se tratar de um doce de pessoa, sabe? Fui às compras, alguém me pediu para trazer margarina. Qual marca? Tasco o bichinho do bolso e ligo de lá mesmo. Como vivi sem ele esse tempo todo? Óbvio que antes a gente saía e ia até um orelhão, a forma mais indigente de se comunicar. Mas não dá mais pra sair de casa desprovido de um comunicador destes, e recarregado. Pelo menos de bateria. A gente realmente se acostuma a tudo nesta vida...

[Ouvindo: A Vida em Seus Métodos diz Calma - Di Melo ]
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